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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

07
Out19

Atirei com o pau ao gato...

1600-(36930)

 

Bichaninho gato,

Donde vens tão farto?

De casa da madrinha.

Que te deu ela?

Pão e sardinha.

Sape gato,

prá cozinha.

 

 

E depois …

 

Atirei com o pau ao gato-to
Mas o gato-to
Não morreu-reu-reu
Dona Chica-ca
assustou-se-se
Co berro,
Co berro
Que o gato deu.

 


Miau fru fru, miau fru fru, e com esta me bou antes que venham daí os pan… a acusarem-me de xenófobo! E com isto, coitadinho do gatinho, pois, mas a casa é que está toda esbarrondada, e ninguém faz nada!

 

 

02
Set19

De regresso à cidade...

1600-(28575-6)

 

 

Hoje fazemos o regresso à cidade pela Rua Verde, nem que seja e só para dizer que ela existe, digo isto porque é uma das ruas menos frequentada do centro histórico, isto porque além de ser uma rua pouco habitada, pois apenas duas ou três casas o são, das poucas que tem, para além de um dos lados da rua estar maioritariamente em ruínas e, uma vez que uma das pontas da rua termina (ou começa) em escadas, também  não tem trânsito automóvel e por último, a rua nem sequer serve para grandes atalhos. É uma rua que existe em pleno centro histórico mas é (quase) como se não existisse, contudo, tem todas as condições para vir a ser uma rua interessante.

 

 

05
Abr19

Cidade de Chaves - Rua do Sal de(molhada)

1600-(21480)

 

Afinal com o frio também veio um pouco de chuva. Mais frio, que chuva!

 

Fica uma imagem da Rua do Sal com chuva, que em princípio deveria ter ficado demolhada, mas não, apenas ficou molhada!

 

Já agora, para quem não sabe, esta rua adotou o topónimo de Rua do Sal por ter sido este (o sal) um dos principais produtos que outrora se vendia na rua. Acontece que nas proximidades, no Largo do Anjo, existia o Armazém da Vedoria, que era uma espécie de depósito de munições e de víveres que a julgar pelo significado de vedoria, os produtos aí armazenados estariam também sujeitos a uma inspeção e fiscalização antes de saírem para o mercado. Mercado esse que se desenvolvia nas ruas mais próximas que convergiam para esse largo, tal como a Rua da Tulha (onde se vendiam cereais), a Rua dos Açougues (onde se vendiam carnes) ou a Rua Verde (onde se vendiam verduras — couves, grelos, alfaces, etc.), adotando estas ruas também o topónimo relacionado com os produtos que lá eram vendido.  Ou seja, o Largo do Anjo e as ruas mais próximas funcionavam com uma espécie de mercado municipal, pelo menos assim foi até aos inícios do século XIX, transferindo-se a partir de aí para o então Arrabalde das Couraças, atual Largo do Arrabalde, onde permaneceu até 1949, passando daí para  o espaço ao longo da Muralha Seiscentista entre a atual Rua do Olival e a Rua das Longras, onde, diga-se, ainda hoje deveria existir em vez do grande mamarracho que lá nasceu. Uma boa demonstração da força que o btão tem.

 

Quanto às ruas terem adotado topónimos relacionados com produtos que lá eram vendidos, na nossa opinião, está bem, pois assim também se vai fazendo um pouco da história da nossa cidade.

 

21
Abr10

Rua Verde - Chaves - Portugal

 

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O relógio de sol despertou-me a atenção. Nunca o tinha visto antes, nem sei se por lá está poisado há muito tempo. Se calha sempre lá esteve. Seja como for, só agora o descobri, aliás nesta cidade se passearmos por ela com espírito de descoberta, uma rua, por mais pequena que seja, pode-se tornar numa grande viagem de descobertas.

 

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Aproveitei a boleia da descoberta do relógio de sol e antes de encartar a máquina fotográfica, resolvi deitar um olhar mais atento à Rua Verde, não por desconhecê-la, aliás faz parte mesmo das vistas e das passagens do meu quotidiano, mas raramente entro por ela adentro e no entanto, é uma das ruas mais interessantes de Chaves, embora o contrário também seja verdade quer por falta de movimento e de vida na rua, quer por falta de motivos (lojas/comércio) contando ainda que metade dela está em ruínas, mas parece começar a compor-se, principalmente com a última recuperação que se fez na rua, é convidativo a que novas recuperações aconteçam.

 

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Depois de ter deitado um olho à fonte, lindíssima por sinal mas que lhe falta o encanto da água a correr da bica e os cântaros a encher, e depois de um olho que sempre deito à varanda que sempre nos sorri por trás da fonte, estava eu em plena contemplação de apanha de sol da família ou colónia de gatos que habitam o casario abandonado quando recebi o convite ou a provocação de entrar na frutaria para ver as coisas bonitas que tinha lá dentro. Não me fiz rogado, entrei …

 

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Eia lá, afinal aquilo não é só fruta, é mais um arsenal completo que faz feliz qualquer cozinha flaviense ou transmontana para confecionar meia dúzia ou até dúzia inteira de dietas, onde nem sequer falta o milagre dos temperos a almotolia e o pote…sem esquecer que à porta estão os grelos e as couves. Digamos que se tivesse de fazer um sacrifício, até nem me importava de ficar lá fechado uns dias…

 

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Pormenores fechados e longe do olhar passante e distraído. Passo a esta porta há anos, muitos mesmo. Estou habituado a ver a fruta à porta acompanhada do cumprimento da rapariga do meu tempo de liceu, não recordo se algum dia ali comprei alguma fruta ou hortaliça e não fosse eu estar em contemplação dos gatos da Rua Verde e o convite para entrar e eu teria perdido o regalo de ver tanta coisa boa junta, pena que não tenha visibilidade da rua e que muitas pessoas, principalmente quem nos visita, não descubra estes pequenos tesouros do comércio tradicional e das coisas boas que temos e se fazem cá.

 

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Penso, aliás sempre pensei, que vale a pena andar com olhos de ver pelas nossa ruas, pena é os afazeres muitas vezes não nos permitirem estes devaneios de apreciação e a rotina serem o único caminho que os nossos passos conhecem e caminham. Às vezes, bastam dois ou três minutos e um pormenor enriquece-nos o dia.

 

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Depois da descoberta, dos agradecimentos e da despedida ainda tentei olhar para o relógio de sol para ver as horas mas, pela cara do Padre Marcelino, entendi logo que estava na hora de circular e dar corda aos sapatos.

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