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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

28
Nov20

Samaiões - Chaves - Portugal

Aldeias de Chaves C/Vídeo

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SAMAIÕES

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de Samaiões.

 

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Samaiões que foi sede de freguesia até à ultima reorganização administrativa das freguesias e que hoje faz parte da União de freguesias de Madalena e Samaiões, ou seja, deixou de ser uma freguesia de periferia da cidade para hoje entrar nas freguesias urbanas da cidade e mesmo no centro da cidade, ao longo de toda a margem esquerda do rio Tâmega. Samaiões urbana, mas com toda a ruralidade de uma aldeia de montanha, que aliás já é, pois localiza-se em plenas faldas da serra do Brunheiro.

 

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Embora a proximidade da cidade, a aldeia com um tipo de povoamento concentrado à volta da igreja e de um arruamento principal, nos anos do boom de construção, não saiu da sua moldura, isto, penso que se deve ao estar rodeada de terrenos férteis numa espécie de “península” da veiga de Chaves, que termina mesmo onde o casario da aldeia começa.

 

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Embora o que se diz no parágrafo anterior, Samaiões é uma das aldeias que tem todas as condições para continuar como aldeia, com toda a sua integridade de aldeia típica e crescer , ganhando população, pois tem todas as condições para que tal aconteça, com bons acessos à cidade e próxima, a apenas 4km do centro da cidade e com vários acessos à cidade e vice-versa, o que às vezes pode fazer a diferença, com ótimas condições de aldeia dormitório, ou seja, um viver na cidade com a qualidade do campo, que em alturas ou situações como a da pandemia que atualmente atravessamos, aqui sim, faz toda a diferença, não por ter mais defesas quanto a contaminação, mas por, em caso de confinamento, terem em geral um pedaço de terra e ar livre onde podem passar parte dos dias ou usufruir dele quando quiserem, e isto, vale o que vale, mas para quem não o tem, vale muito. Mas íamos dizendo que Samaiões tem condições para crescer, não em direção à veiga, mas em direção oposta, nos caminhos que ligam à N314 e serra do Brunheiro. O tempo nos dirá se assim será ou não.

 

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Mas hoje não estamos aqui para falarmos de Samaiões, isso, já o fomos fazendo ao longos dos vários posts que lhe dedicamos (com link no final). Hoje é mesmo pelo vídeo, mas também, aproveitando esta ocasião, para deixarmos aqui mais algumas imagens que escaparam às anteriores seleções. Ora vamos então ao vídeo, que espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº  895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Samaiões:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/samaioes-chaves-portugal-1798268

https://chaves.blogs.sapo.pt/samaioes-a-ruralidade-versus-1028029

https://chaves.blogs.sapo.pt/814803.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/694253.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/545928.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/245343.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/177166.html

 

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até ao próximo sábado em que subiremos ao planalto do Brunheiro para trazermos  aqui a aldeia de Sandamil.

 

 

 

01
Dez18

Samaiões - Chaves - Portugal

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Seguindo a ordem alfabética das nossas aldeias e depois de no último sábado ter passado por aqui a aldeia de Roriz, hoje calha a vez a Samaiões, a primeira das 33 aldeias do concelho de Chaves cujo topónimo começa por S.

 

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Samaiões, antiga sede de freguesia à qual pertenciam as aldeias de Outeiro Jusão e Izei, com a última reestruturação administrativa das freguesias portuguesas, passou a pertencer à união de freguesias da Madalena e Samaiões.  

 

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Embora Samaiões (aldeia) já esteja implantada em plena Serra do Brunheiro (nas suas faldas), a antiga freguesia já entrava praticamente na cidade, ocupando parte da reta do Raio X e passando mesmo o rio para a outra margem, incorporando no seu território o Bairro da Várzea e S. Fraústo. Apenas uma curiosidade mas que serve também para caracterizar a antiga freguesia, um misto de rural e urbana ou quase, pois ficava-se pela periferia da cidade.  

 

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Samaiões (freguesia) era também um misto de montanha e veiga. As aldeias em si, ocupavam às áreas elevadas deixando a veiga livre para a agricultura. Claro que isto acontecia quando a maioria da veiga era cultivada, ou melhor, antes de ao longo das principais ruas de freguesia, as que fazem o acesso à cidade, terem sido povoadas de construções, mesmo assim, a aldeia de Samaiões e Izei mantiveram a separação física entre elas e a cidade, já o mesmo não acontece com Outeiro Jusão, que na prática já não há separação entre a aldeia e a Madalena (cidade).

 

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Quando a aldeia de Samaiões, embora a proximidade da cidade e hoje fazendo parte de uma das freguesias da cidade, manteve a sua integridade como aldeia rural, que ainda vai mantendo a sua população e cultivando os seus campos, embora sirva também como aldeia dormitório.

 

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Samaiões é também uma aldeia miradouro da cidade e de toda a veiga de Chaves, desde onde se lançam excelentes vistas. Já o contrário não acontece, ou seja, a aldeia confunde-se um pouco com a montanha e com o arvoredo que a envolve.

 

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É uma das aldeias que às vezes fazemos calhar nos nossos itinerários, daí já ter passado aqui no blog várias vezes, não só por essa razão, mas também por ser uma aldeia sempre com motivos interessantes para fotografar. E continuaremos a passar por lá e pela certa continuará também a passar aqui pelo blog, mas a próxima, só depois de terminarmos esta ronda até chegarmos à última aldeia da lista – Vilela do Tâmega.

 

 

25
Jan14

Samaiões - A Ruralidade versus Urbanidade de uma aldeia

 

Então vamos lá mais uma vez até às nossas aldeias, até à nossa ruralidade, no caso, a aldeia de Samaiões.

 

Começo pela dúvida de se vamos, ou não, até à nossa ruralidade, isto é, se para ir até à ruralidade de Samaiões chegamos a sair de qualquer urbe e, isto, poderá ter dois sentidos que deixo aqui ao vosso critério em duas questões: 1 – Saímos realmente de uma urbe para entrar na ruralidade?; 2 – Será que precisamos de sair da urbe para entramos em Samaiões?

 

 

Pois na realidade hoje e sempre, quer na anterior freguesia de Samaiões, quer agora na atual freguesia a que Samaiões pertence (Madalena/Samaiões), sempre teve como uma das fronteiras a freguesia de Santa Maria Maior, ou seja, a freguesia do coração da cidade onde a urbe tem e sempre teve o seu centro histórico, e daí poder-se considerar uma freguesia urbana ou se quisermos ser mais precisos, uma freguesia periurbana.

 

 

Estamos explicados, ou quase, pois desde início que não prescindi do termo ruralidade de Samaiões, porque de facto a aldeia de Samaiões, pese a proximidade da cidade, é em tudo rural  e pouco ou nada difere de uma das nossas aldeias de montanha, até no despovoamento, envelhecimento da sua população e abandono do casario rústico tradicional.

 

 

Não quero com o discurso anterior desprestigiar a aldeia de Samaiões, antes pelo contrário, pois é uma aldeia única, com todas as características rurais quase inalteradas e a um passo da cidade, ou seja, poderia, ou poderá ainda ser uma aldeia que é o sonho de muitos – viver a ruralidade dentro (ou quase) da cidade.  

 

 

15
Jul12

Samaiões, aqui ao lado

 

O prometido é devido e cá temos mais uma das nossas aldeias, Samaiões de seu nome, mesmo aqui à beirinha de Chaves, aliás a freguesia, entra mesmo pela cidade de Chaves adentro. Mas as imagens de hoje são mesmo da aldeia de Samaiões.

 


 

Alguns traços da ruralidade de uma freguesia que já é urbana, mas no seu miolo, ainda se encontram alguns dos belos exemplares da ruralidade de outrora, nem que seja numa janela que se abre ao exterior nas suas duas faces, numa flor que a teimosia do plástico não deixa murchar, no subir de uma calçada que os poucos pés que a pisam já não a gastam, numa cancela que, adormecida, já não chia nem range nem tem vai e vem.

 

Podem não ter rima, nem métrica, nem palavras, mas estas imagens também têm poesia e nem sequer é preciso ir lá longe à procura delas. Elas estão aí, numa das nossas aldeias, como esta de Samaiões, aqui mesmo a um passo de Chaves.

 

Até amanhã, ou até mais logo, como preferirem, numa segunda-feira com duas crónicas, “Quem conta um ponto…” e “Intermitências”, respetivamente de João Madureira e Sandra Pereira, a primeira a acontecer à 9 da manhã e a segunda às 5h30 da tarde. Até lá.

 

 

 

08
Out11

Samaiões, ainda freguesia.

 

Hoje vamos passar por Samaiões, uma freguesia única nas suas características, começando pela sua condição rural e urbana que começa na Serra do Brunheiro, passa pela veiga de Chaves, beija a cidade, atravessa o rio e cumprimenta a freguesia de Valdanta.

 


 

É atravessada por 3 Estradas Nacionais e em tempos também pelo comboio (no tempo em que ele chegava a Chaves). Embora seja única neste conjunto de particularidades, mas há uma em que é mesmo única e para a qual ainda nunca encontrei uma explicação, pois é a única freguesia de Chaves em que o seu território de divide por ambas as margens do Rio Tâmega. Mas ao que parece não vai ser por muito tempo, pois é uma das que está na lista das freguesias a extinguir. Ficam aqui um pouco do que ela é para memória futura.

 

 

10
Out10

Mosaico da Freguesia de Samaiões

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Mosaico da Freguesia de Samaiões

 

 

 

Localização:


A sede de freguesia, ou seja a aldeia de Samaiões, fica a 5 quilómetros de Chaves, no entanto a freguesia confronta com as freguesias da Madalena e de Stº Maria Maior, ou seja, fica colada à cidade. Mais à frente, nas suas particularidades, explico isto melhor.

 

Confrontações:


Confronta com as freguesias da Madalena, Vilar de Nantes, Nogueira da Montanha, S.Pedro de Agostém, Valdanta e Santa Maria Maior.

 

Coordenadas: (Largo da igreja de Samaiões)


41º 42’ 03.39”N

7º 27’ 58.34”W

 

 

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Altitude:


Variável – acima dos 349m e Abaixo dos 750m, embora a maioria do seu território esteja abaixo da cota de 400m.

 

Orago da freguesia:


Nossa Senhora da Expectação.

 

Área:


7.63 km2. Em território encontra-se entre as 10 freguesias mais pequenas.

 

Acessos (a partir de Chaves):


– Uma vez que a freguesia se encontra encostada às freguesias urbanas, quase todos os acessos da cidade vão dar à freguesia. Em termos de Estradas Nacionais, as mais importantes passam pela freguesia, ou seja a E.N.2. a E.N. 103 e a E.N. 314, ficando ainda a escassa dezena de metros da E.N.213.

 

 

Aldeias da freguesia:


- Izei

- Outeiro Jusão

- Samaiões

 

Sem serem consideradas aldeias mas com núcleos consolidados importantes, há a acrescentar o Campo da Roda, à Várzea, Quase toda a recta do Raio X e penso que (não tenho a certeza) as Campinas. Logo que possível, confirmo.

 

População Residente:


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Em 1900 – 655 hab.

Em 1920 – 698 hab.

Em 1940 – 978 hab.

Em 1960 – 1346 hab.

Em 1970 – 1355 hab.

Em 1981 – 1118 hab.

Em 1991 – 694 hab.

Em 2001 – 1353 hab.


 

Muitas vezes digo por aqui que, quase para todo o concelho, existe um gráfico tipo do comportamento da população residente das freguesias. Salvo raras excepções, o ano de 1920 e 1960 registam descidas ou linha descendente nos gráficos das respectivas freguesias, assistindo-se a uma descida vertiginosa a partir de 1960 até aos nossos dias. Pois o gráfico do comportamento da população de Samaiões é único e atípico, pois em 1920 quase nem regista descida de população e 1970 consegue ter mais população (apenas 9 habitantes) que 1960. De 1970 a 1991 regista uma descida vertiginosa e apenas em 10 anos (2001), dobra a sua população e fica a apenas 2 habitantes dos valores máximos de população registados em 1970. Confuso, mas consultem o gráfico para compreender estas palavras.

 

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Aparentemente este comportamento desde 1960 até 2001 não encontra uma explicação lógica, mas se esmiuçarmos em pormenor o seu território, poderemos verificar que tal é possível, como também deve ser possível, em 1991, haver um erro de recenseamento da totalidade da sua população. Mas mesmo sem erros possíveis, o comportamento da população residente pode ser explicado, pois também esta freguesia é um misto de freguesia rural e urbana onde, o seu lado rural manteve ou perdeu população, mas o seu lado urbano, cresceu consideravelmente, principalmente nas Campinas, Recta do Raio x, Campo da Roda e Várzea. Mas vamos esperar pelos Censos do próximo ano (pois suponho que serão em 2011 se a crise ainda os permitir) para tirar algumas dúvidas.

 

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Principal actividade:


- A agricultura mas também outros sectores de actividades se registam na freguesia, como a indústria (cerâmica e construção civil), comércio e similares de indústria hoteleira e hotelaria, serviços, etc.. Claro que a agricultura serve de ocupação principalmente às populações de Samaiões e Izei, já as restantes actividades se desenvolvem desde Outeiro Jusão até à proximidade da cidade

 

Particularidades e Pontos de Interesse:


Pois se no comportamento da população se apresenta como uma freguesia atípica, também no território que ocupa não o é menos, senão vejamos:


- É uma das poucas freguesias que divide o seu território entre a Serra do Brunheiro, com a aldeia de Izei implantada em plena serra, e a veiga de Chaves, com Samaiões a ocupar parte dela. Mas se aqui é acompanhada neste pormenor por mais três ou quatro freguesias, já há num pormenor em que é única, pois é a única freguesia cujo seu território se desenvolve em ambas as margens do Rio Tâmega, pois embora a grande parte do seu território se desenvolva na margem esquerda do rio (Izei, Samaiões, Outeiro Juzão, Campo da Roda, Raio X e Campinas) da margem direita tem hoje em dia um núcleo habitacional importante – pois desde a Várzea (incluída) até S.Fraústo, há uma faixa de terreno (mais ou menos paralela ao rio e à EN 103) que também são território  da freguesia de Samaiões.

 

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- É também pelas razões atrás apontadas que leva a outras tipicidades únicas, pois penso ser a única freguesia que comunga aquilo que verdadeiramente é rural e urbano, talvez só mesmo a freguesia da Madalena se assemelhe um pouco. Pois Samaiões e Izei são aldeias tipicamente rurais, já o seu restante território funciona mais como dormitório ou subúrbios da cidade, mas também com uma forte componente de indústria, hotelaria, similares de hotelaria, comércio e serviços, como se de plena cidade se tratasse, estando mesmo em seu território uma ou duas das mais importantes indústrias, uma delas de há longos anos, ou sejam a indústria da cerâmica mas também do leite. Também no comércio automóvel tem a sua importância, na restauração (com alguns dos bons e tradicionais restaurantes no seu território) mas também na hotelaria, com um Hotel Rural que está entre os hotéis rurais de referência do concelho e região. Resumindo, tudo que se encontra ao longo da recta do Raio X, ou melhor da estrada Nacional 2 e dos inícios da E.N.314, é na prática e comummente confundida com a cidade de Chaves.

 

 

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Mas deixemos estas particularidades actuais e entremos um pouco nas suas particularidades que marcam algumas páginas também na história, quer no passado longínquo que noutra, mais ou menos recente. Comecemos por esta.

 

Muitos flavienses sabem, às vezes até os dizem flavienses de “gema” embora só o fossem por afinidade e amizade, ou seja, também flavienses, o casal Carmona era habitual no nosso concelho, ou seja, o 10º Presidente da República Portuguesa, que o foi até à sua morte em 1951, sendo sucessivamente reeleito até 1949, sendo também durante os seus mandatos que se institucionalizou o regime Salazarista. Mas as suas ligações a Chaves não se deviam à sua pessoa, pois o Marechal Carmona nasceu em Lisboa. As suas ligações são feitas por via da sua mulher, a Madame Carmona (como lhe costumam chamar) ou a Maria do Carmo Ferreira da Silva Fragoso Carmona,  natural de Chaves 1879, tendo falecido em Lisboa em 1956. Esta questão do seu nascimento em Chaves não é pacífica, pois há quem defenda que ela tenha nascido no concelho de Valpaços, agora oficialmente ela Nasceu em Chaves em 1879. Mas isso (embora importante) para o assunto que a trás aqui até é pouco importante, pois (e quanto a isso não há dúvidas) a Madame Carmona era uma amante de Chaves e do concelho, e entre os seus poisos e visitas habituais ( Hotel Palace em Vidago, Solar dos Montalvões em Outeiro Seco)  o casal Carmona também era habitual em Izei, numa das casas solarengas que ainda hoje existem.

 

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Também os pasteis de Chaves devem muita da sua fama à Madame Carmona, pois dizem que era uma das suas iguarias preferidas.

 

A respeito das passagens de Madame Carmona pelo solar dos Montalvões (Outeiro Seco) e não só, o blog Velharias deixa uma reportagem sobre o assunto, com alguma documentação fotográfica, como por exemplo neste post:

 

http://velhariasdoluis.blogspot.com/2010/04/velhas-historias-do-solar-dos.html

 

Blog Velharias que em breve teremos oportunidade de ter por aqui com o post dedicado a Outeiro Seco, pois através deste blog faz-se também muita da história de Outeiro Seco e em particular a do Solar dos Montalvões.

 

Mas vamos continuar com outras particularidades históricas.

 

J.B.Martins, um historiador local, referia que provavelmente teria existido nas redondezas de Izei um fortificado castrejo, apoiando-se nessa teoria no topónimo “Castelo dos Mouros”. Claro que muitas destas deduções dos historiadores locais valem o que valem, mas não há vestígios de que tal fortificado tivesse existido, no entanto, sem argumentos para contrariar as probabilidades levantadas, vamos também dizer que é provável que sim, pois toda a nossa região era rica nesses fortificados.

 

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Destacam-se e essas ainda existem, são os solares e as casas e solarengas que existem na freguesia e na sua envolvência. A Casa de Samaiões (também conhecida por Casa dos Barros) que pertenceu à família dos Barros Teixeira Homem, hoje transformado em Hotel Rural, passando a ser conhecida por Quinta de Samaiões,  é um exemplo desses solares, encapelado e armoriado. Embora haja (como se vê atrás) denominações a mais para uma só casa, o Solar terá a sua origem no Século XVIII e “graças a Deus” que foi transformada em Hotel Rural, pois caso não tivesse acontecido, hoje seria mais um dos solares moribundos ou em ruínas que não faria jus aos seus antigos habitantes, como o Capitão Francisco de Barros de Morais Araújo Teixeira Homem, com uma importante carreira militar e diplomática, com títulos como o de Marechal de Campo dos Reais Exércitos (1791), Governador da Ilha de Stª Catarina (1778) e primeiro Comissário de Divisão para as demarcações dos domínios portugueses  e espanhóis em todo o continente da América (1779).

 

 

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Também em Izei existem duas casas ou quintas que têm a sua importância solarenga, sendo uma delas a tal que dava poiso (não sei se foi propriedade) do casal Carmona e a outra ligada ainda à família de um dos primeiros automobilistas da cidade de Chaves, o conhecido “Taveira de Izei” ao qual são atribuídas algumas anedotas automobilísticas conhecidas em Chaves. No post dedicado a Izei, estão

 

Quanto à história das aldeias da freguesia, nem há como passar por aquilo que já aqui foi escrito acompanhado das respectivas imagens de cada uma delas, palavras e imagens para as quais deixo link no capítulo seguinte.

 

Fotograficamente falando, hoje além do habitual mosaico, ficam também algumas fotografias actuais de território urbano da freguesia, que por não serem aldeia, não tiveram direito a um post.

 


Linck para os posts neste blog dedicados às aldeias da freguesia:

 

- Izei - http://chaves.blogs.sapo.pt/243529.html

- Outeiro Jus(z)ão - http://chaves.blogs.sapo.pt/346433.html

- Samaiões - http://chaves.blogs.sapo.pt/245343.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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