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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

06
Ago21

O Barroso aqui tão perto - Sendim

A aldeia mais alta de Portugal


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SENDIM - MONTALEGRE

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de SENDIM, concelho de Montalegre.

 

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Sendim, à beirinha da Serra do Larouco, no limite norte do concelho de Montalegre, mas também no limite Norte de Portugal, com a Galiza ali ao lado.

 

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É também a aldeia mais alta de Portugal, que estando ao lado da Serra do Larouco, fica vestida com frequência com um manto de neve, uma das razões que já nos levou até lá para recolha de imagens.

 

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É uma aldeia cheia de História e estórias, a primeira pelo castelo que teve, tal como o testemunham gravuras antigas que ficam no vídeo, pois no local, segundo consta, apenas existem alguns vestígios.

 

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Quanto as estórias, não devem faltar, não fosse Sendim uma aldeia da raia, com a Galiza ali ao lado. Estórias de contrabando, guardas-fiscais e contrabandistas mas também, pela certa que não devem faltar, estórias de passagem de “peles”, que é como quem diz passagens clandestinas, principalmente dos nossos emigrantes que nos anos 60 do século passado rumaram para outros destinos na Europa, principalmente para França.

 

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Poe estas e por outras que já deixámos expostas no post completo que dedicámos a Sendim, com link no final, Sendim é de visita obrigatória, aldeia onde além da visita também pode parar para tomar um café ou beber uma mini ou um copo, ou até uma água fresca, que para matar a sede, ainda vai sendo o melhor que há.

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia de SENDIM que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem e para rever aquilo que foi dito sobre as SENDIM no seu post completo, a seguir ao vídeo, ficam link para esses post.

Aqui fica:

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de SENDIM:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de Sezelhe.

 

 

07
Abr19

O Barroso aqui tão perto - Viva a neve!


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Serra do Larouco

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O mau tempo para este fim de semana estava anunciado para todo o país, alerta laranja aqui para os nossos lados, frio, muita chuva, vento e neve acima dos 800 metros de altitude, ou seja, para nós que “estamos habituados”, são dias normais de Inverno, pois já sabemos que por cá só há duas estações no ano, os tais 9 meses de Inverno e os 3 de Inferno (julho, agosto e setembro). Não quer isto dizer que temos todos os dias chuva, neve e tempestades, não senhor, mas acontece com frequência e nos dias em que não acontece até vai havendo sol mas o frio, esse, não aquece ao sol…

 

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Montalegre - Pormenor do Castelo

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Serra do Larouco vista desde Soutelinho da Raia

Pois devido ao mau tempo, à última hora, tive um compromisso cancelado o que me deixava a tarde livre. Como ainda não tinha saído de casa, abri um bocadinho a porta de saída para a rua, espreitei e deitei o nariz de fora, não para cheirar, mas antes para sentir o ar para saber como íamos de tempo (meteorológico).  O ar era de neve. Subi ao andar de cima e espreitei para o Brunheiro, estava limpo de neve, fui espreitar para Norte e a ponta da Cota de Mairos estava com neve, mas não o suficiente para chegar aqui ao vale o seu ar, para Sul não valia a pena espreitar, pois aí só há neve quando ela chega até ao vale de Chaves, só podia ser a Poente, ou seja, no Barroso, e lá estava ela a cobrir o Leiranco e um bocadinho ao lado, via-se a serra de Castelões também com neve, ou seja, pelo menos o Larouco e terras altas até Montalegre a neve era garantida.

 

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Serra do Larouco

 

Há uns anos atrás, agarrava nos putos e dizia-lhes – Vamos ver a neve! Com os putos já crescidos e temporariamente fora de casa a estudar, agarrei nas máquinas fotográficas e disse-lhes na mesma — Vamos ver a neve! E lá fomos, felizes e contentes como se fosse a primeira vez…

 

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Serra do Larouco

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Montalegre - Rotunda da Corujeira

 

Claro que poderia inventar uma desculpa qualquer, mais séria e científica, como a de ir observar e registar se com esta coisa do aquecimento global a neve mantinha o seu grau reduzido de temperatura, se a sua brancura se mantinha, se continua sem ter sabor, etc. Mas não, a verdade é que eu sou mesmo um puto que gosta de ir para a neve, e prontos!

 

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Vista geral de Montalegre (Vila)

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Rio Cávado e Moinho - Donões

 

E havia neve, e nevou pelo caminho, e fez sol, e choveu, e nevou novamente, e de novo fez sol, sempre de pouca dura, uns minutos, apenas pequenas abertas, mas lá fomos indo, não era um daqueles nevões-nevões, mas havia neve, com a estrada limpa. Primeira paragem no sítio do costume de contemplação da Serra do Larouco. Segunda paragem no Miradouro Corujeira, pois das várias vezes que fui por Montalegre à neve, nunca tinha conseguido ir à Corujeira, mas desta vez cheguei lá. É um cliché dos dias de neve em Montalegre, faltava-me para a coleção. Outro cliché é o do moinho de Donões, ali sobre o Cávado com o Castelo de Montalegre de fundo, também ainda não o tinha com neve, que embora pouca (terras mais baixas) ainda havia uma amostra.

 

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Vista geral de Montalegre (Portela)

Depois havia que fazer os outros clichés, o Larouco, Padornelos, ir ao lado à aldeia mais alta de Portugal (Sendim), etc. Eu fui a todos, ou quase, pelo menos até onde pude, pois no Larouco, mais uma vez fui enganado, embora lá tivesse ido, com a estrada limpinha, muitos pais a brincar (ainda naquela fase dos filhos putos), carros parados aqui e ali para fotos do pessoal na neve, incluindo selfies, etc., e eu lá ia galgando estrada até chegar ao cimo do Larouco e de repente, a seguir a uma curva, ZAZ! a estrada desapareceu, andaria ali pelo meio do Larouco, impossível continuar, mesmo para um tt.  

 

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Serra do Larouco (o fim da estrada...)

 

Não me voltam a enganar… pois a solução num caso destes é mesmo só uma, meter o rabinho entre as pernas e voltar para trás desiludido…Mas já que andava por lá,  entrei na aldeia de Padornelos, fiz o mesmo em Sendim e ainda deu tempo para entrar na Galiza só para dizer que entrei, pois dei logo a volta, tomei um cafezinho nas bombas de gasolina da fronteira e comprei umas garrafas de vinho verde branco e, ala para Chaves que se faz tarde.

 

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Padornelos

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Padornelos

E tudo teria corrido bem se não fosse um palerma com umas 4 lata velhas todas Kitadas que ia dois carros à minha frente e que ao entrar no concelho de Chaves resolveu fazer todo o trajeto ao esses a desvia-se de todas as protuberâncias e pequenas depressões que a estrada tinha, sempre a 30 ou 40 km/h, primeiro ainda pensei que também tinha ido ao vinho nas bombas de gasolina, mas depois apercebi-me que era mesmo uma paixão assolapada pelas suas 4 latas kitadas. Pelo menos foi uma forma, embora obrigatória, de vir de vagar. Quando chegámos a Chaves, parecia uma procissão de carros a vir da neve, mas curiosamente ninguém tentou ultrapassar nem protestar, eu penso mesmo que o pessoal de trás estava a pensar que o mariola da frente ia com os copos!

 

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Sendim - a aldeia mais alta de Portugal

E terminamos com uma imagem da aldeia mais alta de Portugal – Sendim. Hoje, calhou assim, em vez de uma aldeia trouxemos neve, fresquinha, de ontem à tarde, mas tivemos ainda tempo de ir a Padornelos, a Sendim e ao moinho de Donões, três aldeias que já aqui tiveram o seu devido post mas que, se quiserem rever, basta procurar na barra lateral do blog, estão lá todas as que por aqui passaram, por ordem alfabética.

 

E é tudo. Até amanhã!

 

 

 

15
Jan18

De regresso à cidade com um dia que já vivi...


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Cai a noite, fria,  como sempre nestes dias de inverno. A lareira dá algum conforto enquanto o lume dura, mas é na cama, com o sono, que o corpo se conforta, sono que tal como a lareira, dura enquanto dura. Depois vem de novo o dia, é segunda-feira, dia de fazer o regresso à cidade, lá fora o frio é gelado e com o nevoeiro que invade todo o vale durante a noite, o frio ignora a roupa do corpo e entra-nos nos ossos. Como todas as segundas-feiras é tempo de regressar à cidade, hoje, porque é segunda-feira, não vai ser exceção, mergulhada no nevoeiro, a cidade vai lá estar, escondida, sem céu para ver, sem sol para receber, apenas a sua luz o consegue atravessar, mas chega à cidade muito atenuada, mais cinzenta que branca, mergulhada no nevoeiro a cidade é como se não existisse,  mas o regresso à cidade tem de ser feito, como sempre, todas as segundas-feiras, mas hoje, regresso à cidade com um dia que já vivi, atravesso o vale, subo a encosta da montanha e deixo a cidade para trás, mergulhada no nevoeiro, chegado lá cima, quase no alto da montanha, viro-me para trás, e lá está ele, um mar de nevoeiro, e sim senhor, confirmo, a cidade não existe, apenas um mar de nevoeiro que dá à costa nas montanhas mais altas, por cima o céu e o sol, mesmo que meio encoberto por uma nuvem passageira, está lá, nota-se, sente-se…

 

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Tomada a liberdade de transgredir na rotina dos dias, subo e desço as encostas das montanhas e tal como dizia o pastor, as montanhas nunca acabam, a seguir a uma montanha há sempre outra montanha. Sigo para a mais alta, lá na croa confirma-se, há montanhas e mais montanhas,  mas ao fundo, há uma que é mais alta, nota-se pela brancura da neve que a cobre. A criança que vive sempre dentro de nós,  leva-me até ela, subo e desço novas montanhas, mais baixas, sempre com a brancura da mais alta no horizonte, é ela que me guia até estar debaixo dos meus pés. Está frio, mas aqui não atravessa a roupa do corpo. Sente-se apenas no rosto e nas mãos o que faz com que o calor do corpo saiba bem. Queria subir lá cima, pois queria, mas não pude, e também de nada serviria, o dia já estava e entrar em final de tarde, a neve estava gelada e  com o aproximar da noite as nuvem desciam sobre a montanha passando ao estado de nevoeiro, e não tinha sido para isso que eu tinha ido até lá.

 

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A meio da montanha, desço de novo até aos pequenos vales que a rodeiam, alguns com alguma  neve, outros nem tanto, mas de neve já chegava e a nossa criança já estava satisfeita e o abrigo do popó agradecia-se e dava para recompor o conforto nas faces e nas mãos. Indiferentes,  a nós e ao frio,  pareciam estar os animais nas pastagem. Despidos como sempre, sem abrigos para os proteger, mas com a aproximação, deixámos de ser indiferentes, com o frio deve ser o mesmo, mas em dia de transgressão, não estava muito virado para filosofar sobre o assunto e tirar ou chegar a conclusões… além do mais a noite aproximava-se e era tempo de regressar.

 

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Tempo de regressar para de novo esperar pelo cair a noite, fria,  como sempre nestes dias de inverno. A lareira, em casa,  dar-nos-á algum conforto enquanto o lume durar, mas vai ser na cama, com o sono, que o corpo se vai confortar, sono que tal como a lareira, vai durar enquanto durar. Depois vem de novo o dia, já será terça-feira, dia de regressar de novo à cidade, lá fora o frio vai estar gelado e com o nevoeiro que invade todo o vale durante a noite, o frio irá ignorar a roupa do corpo e entrar-nos-á nos ossos. Como todas as terças-feiras é tempo de regressar mais uma vez à cidade, e amanhã, porque é terça-feira, não vai ser exceção, pela certa irá estar mergulhada em nevoeiro, a cidade vai lá estar, escondida, sem céu para se ver, sem sol para se receber, apenas a sua luz o conseguirá atravessar, mas chegará à cidade muito atenuada, mais cinzenta que branca, mergulhada no nevoeiro a cidade vai ser como se não existisse,  mas o regresso à cidade terá de ser feito, como sempre, em todas as terças-feiras, mas amanhã, vou ficar lá… a liberdade também tem limites.

 

E com esta me bou!

 

 

15
Mai16

O Barroso aqui tão perto... Sendim


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Ao fundo, Coto de Sendim e aldeia vistos desde Montalegre

 

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Todas as cidades, vilas, aldeias, sítios e lugares têm uma imagem de marca e a nossa aldeia de hoje, Sendim, Montalegre, ainda no Alto Barroso e nas proximidades do Larouco, também não há exceção, por sinal, esta sua imagem de marca, é bem visível ao longe e servindo mesmo de orientação para quem ande desnorteado. Pois a imagem de marca é o Coto de Sendim, uma pequena e curiosa elevação que termina em bico, um pouco a fazer lembrar a imagem de marca da serra mais alta de Portugal, a Ilha do Pico.

 

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E já que que se fala em alturas, com a Ilha do Pico com a serra mais alta de Portugal com 2 351 metros de altura, seguida da Serra da Estrela, a segunda mais alta de Portugal e a primeira mais alta de Portugal continental, com 1993 metros de altura, seguida da Serra do Larouco, o nosso Larouco, com 1525 metros.

 

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Falando da(o)s mais alta(o)s, Sendim também sobe ao pódio, ao primeiro lugar, como a aldeia mais alta de Portugal, com a sua localização a 1150 metros de altura. Mas no concelho de Montalegre ainda bate outros recordes, pois é a aldeia mais próxima da Galiza  e a segunda localizada mais a Norte do Concelho (a primeira é Tourém).

 

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E nestas coisas do mais, ser mais isto e aquilo, Sendim também é uma das aldeias mais pequenas do concelho de Montalegre e a par de muitas mais, também uma das mais despovoadas, envelhecida e até esquecida.

 

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Como de costume, para além das nossas impressões pessoais daquilo que vimos e sentimos nos lugares e aldeias que visitamos, lançamo-nos em pesquisa para descobrir o que há sobre estas aldeias, mas em Sendim a tarefa tornou-se-nos difícil, pois na página oficial do município, para além de assinalar a sua existência, a freguesia a que pertence e outras coisas tais, mais nada há sobre a aldeia, pelo menos que nós tivéssemos descoberto, com uma pequena exceção em duas referências apenas ao nome da aldeia, escondido no meio da Monografia de Montalegre de autoria de José Dias Batista.

 

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Mas como não desistimos facilmente e como sabemos que todas as aldeias, por mais escondida, disfarçada ou esquecida que esteja, têm sempre qualquer coisa de importante a revelar, nem que seja uma estória ou uma anedota,  na nossa insistência, descobrimos na net um sítio (fortalezas.org) a tal coisa importante de Sendim. Coisas da História, das fortalezas que existiram, algumas ainda existem e de outras apenas há vestígios, isto no local. Pois em Sendim também existiu uma fortaleza, no tal Coto já referido, que embora hoje apenas pareça existirem alguns vestígios, foi importante quando existiu, senão, não teria sido documentada como o foi por Duarte D’Armas, a par de tantas outras fortalezas portuguesas que então existiam.

 

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Às vezes os municípios não dão importância a estas coisas que, podem não ser interessantes para a maioria das pessoas, mas que têm fiéis adeptos, geralmente entendidos, mas também muitos curiosos.  Se aos fiéis adeptos não é necessário alertá-los para a existência destas coisas porque têm conhecimento delas, já os curiosos que gostam destas coisas e de as visitar e cinhecer, é necessário alertá-los para a sua existência. Quando comecei este post, para além daquilo que vi e dos registos fotográficos que fiz, pouco mais sabia e pouca mais documentação tinha, no entanto e durante a feitura deste post descobri duas coisas que são importantes para a aldeia e que podem levar lá muitos curiosos, a primeira foi a de ser a aldeia mais alta de Portugal, que bem poderia estar, até, assinalada na placa de entrada “ SENDIM – A aldeia mais alta de Portugal”, a segunda, esta de valor histórico, é o Castelo do Portelo, no Coto de Sendim. Mas passemos a este, com o texto e imagens que, com a devida vénia e agradecimento, “roubei” a “Fortalezas.org”, a bem da sua divulgação.

 

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 Coto de Sendim e aldeia vistos desde a Serra do Larouco

 

“O “Castelo de Portelo”, também grafado como “Castelo do Portelo”, localizava-se no lugar de Coto de Sendim, na freguesia de União das Freguesias de Meixedo e Padornelos, concelho de Montalegre, distrito de Vila Real, em Portugal.



Em posição dominante sobre uma penedia rochosa na base da vertente oeste da serra do Larouco, na fronteira com a Galiza, juntamente com os castelos da Piconha, Montalegre, Monforte de Rio Livre e Chaves, assegurava a defesa dos acessos aos vales do rio Cávado e rio Tâmega, na Idade Média. Complementarmente, defendia as terras do Couto Misto, atualmente em território da Galiza.

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Iconografias > Castelo de Portelo - 005348

Vista de Portelo da parte do norte, Portugal. Desenho a bico-de-pena, Duarte de Armas, Livro das Fortalezas, c. 1509, prancha n.º 99, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Lisboa, in: http://digitarq.dgarq.gov.pt/viewer?id=3909707 Note-se a ruína na Torre de Menagem.
Licença: Domínio Público (Autor falecido há mais de 70 anos). - Data: 1509


História

Antecedentes

Acredita-se que a primitiva ocupação humana de seu sítio remonte a um castro pré-histórico romanizado, dominando a via natural de trânsito entre os vales dos rios Cávado e Salas, sobre os quais se desfruta de uma ampla panorâmica.

O castelo medieval

Desconhecem-se quaisquer documentos ou testemunhos que permitam traçar uma história do castelo medieval, que se acredita remonte à época da Reconquista cristã da península Ibérica, em algum momento entre o século XI e o século XII.

Sob o reinado de Sancho I de Portugal (1185-1211) Padornelos recebeu carta de foral, posteriormente confirmado por Afonso III de Portugal (1248-1279) a 5 de outubro de 1266. A vila constituiu então ‘’conselho sobre si’’, isto é, passou a gozar dos privilégios que aos grémios municipais se concediam: “Os homens de Padornelos devem meter juiz e serviçal e mordomo e clérigo” E assim, por este documento que substituiu o de D. Sancho I, conferia-se existência jurídica ao rudimentar concelho, com magistraturas próprias. Posteriormente, a vila constituiu-se em uma das honras fronteiriças das Terras de Barroso, e teve direito a capitão residente para poder arregimentar homens, dos 18 aos 60, para a defesa nacional, sempre que Portugal fosse ameaçado.

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Iconografias > Castelo de Portelo - 005349
Vista de Portelo da parte do sul, Portugal. Desenho a bico-de-pena, Duarte de Armas, Livro das Fortalezas, c. 1509, prancha n.º 100, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Lisboa, in: http://digitarq.dgarq.gov.pt/viewer?id=3909707
Licença: Domínio Público (Autor falrcido há mais de 70 anos). - Data: 1509

 

À época de Manuel I de Portugal (1495-1521) o castelo encontra-se figurado por Duarte de Armas no seu “Livro das Fortalezas” (c. 1509) em duas vistas (fls. 99 e 100, ANTT) e uma planta (fl. 132). Por esta última se depreende que a torre de menagem já se encontrava em ruínas ("As ruínas da fortaleza do Portelo"), exibindo rachaduras pelo alçado norte. A aldeia de Sendim é representada a sudoeste, afastada do castelo.

Da Guerra de Restauração aos nossos dias

Destruído à época da Guerra da Restauração (1640-1668), em nossos dias encontra-se em ruínas abandonadas, processo agravado designadamente por tentativas modernas de florestação na área.

Apesar do expressivo significado histórico do monumento, regional e nacional, as suas ruínas não se encontram classificadas e nem sinalizadas. Embora pouco reste de suas antigas muralhas, de seu sítio desfruta-se de um excelente enquadramento paisagístico. O seu acesso é pedonal, por caminho carreteiro, a partir do lugar de Coto de Sendim.

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Iconografias > Castelo de Portelo - 005350
Plantas dos castelos de Portelo e da Piconha, Portugal. Desenho a bico-de-pena, Duarte de Armas, Livro das Fortalezas, c. 1509, prancha n.º 132, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Lisboa, in: http://digitarq.dgarq.gov.pt/viewer?id=3909707
Licença: Domínio Público (Autor falecido há mais de 70 anos). - Data: 1509

 


Características

Exemplar de arquitetura militar, em estilo românico, de enquadramento rural, isolado, na cota de 1259 metros acima do nível do mar.

De pequenas dimensões, apresenta planta retangular, ao centro do qual se erguia, isolada, a torre de menagem. Pelo lado oeste são visíveis os restos de muralhas, com cerca de 1 metro de altura por 0,70 metros de largura média. Pelo lado sudeste a defesa era natural.”

 

E assim terminamos mais uma incursão por terras do Barroso. No próximo domingo voltamos por lá, mas ainda não sabemos qual a aldeia que será contemplada.

 

 

Como  de costume ficam os sítios da net consultados para recolha de informação:  

http://www.cm-montalegre.pt/

http://fortalezas.org/?ct=fortaleza&id_fortaleza=1565&muda_idioma=PT

 

Anteriores abordagens deste blog a aldeias ou temas do Barroso:

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

 

 

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