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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

02
Mai19

Cidade de Chaves, um olhar desde a Rua Direita...

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Hoje fica mais uma imagem da nossa cidade. Um olhar lançado desde a Rua Direita para a Ponte Romana, Madalena e só não chega ao infinito e mais além porque a Serra do Brunheiro não deixou. Esta do infinito e mais além fui bebê-la ao Toy Story, era a deixa do Buzz Lightyear antes de levantar voo. As coisas que eu não sei, que remédio, fui obrigado, durante não sei quanto dias, centenas deles, era o meu filme de fim de tarde, religiosamente depois do meu puto lanchar, lá peregrinávamos os dois até ao sofá para mais uma sessão de Toy Story, isto depois de mais de um ano do Rei Leão, ainda por cima, ambos com mais de 80 minutos, bem longe das curtas do meu tempo, de Mr. Magoo, da Patera cor de rosa, do Snoopy e Charlie Brown, os meus preferidos, entre outros, daqueles que nos davam nos curtos 15 minutos antes das notícias da noite, por sinal, segundo as sondagens, o programa com mais audiência na TV de então (apenas RTP), com fecho à meia-noite e abertura às 7 da manhã, se não me engano. Memórias de há vinte e poucos anos e mais além!.

 

 

 

29
Dez18

Santiago do Monte - Chaves - Portugal

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Há caminhos que são mais caminhos que outros, isto, porque nos levam até mais destinos, porque os utilizamos mais vezes, porque são mais interessantes, porque neles acontecem coisas. O mesmo acontece com os lugares, localidades, aldeias, povoações.

 

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Ainda à cerca dos caminhos que são mais que outros, nem sempre os itinerários principais são mais que os secundários. Podem-no ser em movimento, número de utilizadores e melhor caminho para vencer quilómetros, mas não o são no resto, principalmente no ser interessante e no despertar em nós o prazer de os percorrer.

 

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Vem isto a respeito da nossa aldeia de hoje, Santiago do Monte,  em que simultaneamente passam por ela caminhos interessantes e se torna interessante por ser um entroncamento de caminhos interessantes, e não se deixem levar pelo topónimo de Santiago podendo pensar que me refiro aos caminhos de Santiago, não, longe disso, embora, também sejam caminhos de Santiago, como todos por aqui a nossa volta e se não o são, são caminhos e atalhos para apanhar os caminhos de Santiago.

 

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Um dos caminhos que pessoalmente integro nos caminhos que são mais que outros, por todas as razões que atrás apontei, é a Estrada Nacional 314, que em termos de importância rodoviária até foi desclassificada, deixando de ser estrada nacional, mas é por ela que vamos para a nossa aldeia de hoje e que podemos ir para mais de 50 aldeias do concelho de Chaves, mas também mais além, para terras de Valpaços, Murça, Alijó…

 

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É pela E314 que vamos até Santiago do Monte, ou seja, depois de Vilar de Nantes, Izei, Peto de Lagarelhos e Lagarelhos, temos Santiago do Monte, mas para tal temos que deixar a E314 logo a seguir a Lagarelhos e subir em direção à croa da Serra do Brunheiro, onde estão Maços e Carvela, mas sem lá chegar, porque pelo caminho temos a nossa aldeia, que faz entroncamento com outros dos tais caminhos que são mais que outros, que nos levam até todas as restantes aldeias da freguesia de Nogueira da Montanha, 11, no total.  

 

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Embora estas aldeias entroncamentos com vias de passagem para outras localidades tenham alguma vantagem por assim estarem localizadas, também têm as suas desvantagens, principalmente para a sua descoberta, pois sendo aldeia de passagem, passa-se, quase sempre com o tino noutro destino e não reparamos com deve ser nestas aldeias. Aconteceu comigo muitas vezes, em que passava por ela e apenas lhe deitava um olho, sem nunca ter despertado grande interesse, que o tem, mas que o oculta a quem passa.

 

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Na primeira vez que lá parei para tomar algumas fotografias mudei de opinião, bastou estar lá uns minutos para começar a descobrir a verdadeira aldeia. Mas também as minhas primeiras paragens (2005, 2006 e 2008) não foram feitas com o tempo devido, partindo sempre sem o espirito de missão cumprida. Missão que quase cumpri, pois nunca se cumpre na totalidade.

 

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Só  em junho de 2015, quando reservei toda uma manhã para apenas duas aldeias – Santiago e Alanhosa, é que entrei verdadeiramente nesta aldeia, e valeu a pena o tempo dedicado, não só por algumas imagens e descobertas, mas também pelo contacto com as pessoas, componente em que costumamos falhar, quer por falta de oportunidades mas também por falta de tempo para dedicar a conversas com os filhos destas aldeias, e não pensem que com uma manhã se fica a conhecer uma aldeia, longe disso, quando muito ficamos com uma leve ideia do ser da aldeia.

 

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Cá de baixo desde o vale de Chaves, costumamos olhar para a Serra do Brunheiro e senti-la como nossa. Eu que nasci na sua proximidade e vivo nas suas faldas, sinto-a mais minha do que quando a avisto desde a cidade, mas a verdadeira serra está lá em cima, no seu alto planalto. Aí sim, é que ela se sente em toda a sua plenitude, em todo o seu rigor, aí é que se é verdadeiramente filho da serra num constante conflito de amor/ódio, por ser uma terra berço onde dói viver.

 

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Daí em nada me admirar que os seus filhos aceitem o constante convite de abandonar terras que amam e partam em busca de melhores paragens, mas a minha vénia, essa, fica com os seus velhos, os resistentes, aqueles que ainda detêm os saberes e sabores da serra, que apenas resistirão enquanto os resistentes resistirem.

 

 

03
Fev18

Pedra de Toque

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Os piquinhos do Brunheiro

 

O inverno chuvoso e frio, com muita neblina que escurece os dias e uma maleita preocupante que ando a cuidar, tem contribuído para a tristeza me bater na disposição, virando-me, sobretudo, a concentração que preciso para dar à luz os meus modestos escritos.


Ajuda-me a cidade que me envolve e que amo irremediavelmente, bem como as montanhas que me circundam e me inspiram e serenam quando as contemplo.


E claro, os amigos que prezo muito, porque estão sempre, porque "se revelam na adversidade".


Se algum condão tenho é o de preservar e fazer amigos. 


Procuro estar com eles e com eles partilhar ideais, sonhos, projectos.


Depois e a todo o instante, as mulheres que preenchem a minha vida. Umas que aparecem caídas não sei de onde. Outras que a memória preserva e que marcaram a felicidade que passou.


Raro é o dia que não lembro ou não descortino umas mãos, um sorriso, uns olhos, uma boca, que me entontecem. 


Fui hoje aos piquinhos do Brunheiro, que descobri numa bela foto do artista Fernando Ribeiro.


Para além da água, do verde que a circunda e da brisa que se fazia sentir, com Chaves por cenário, reencontrei a tua incomensurável simpatia que transpira dos teus dentes branquíssimos que enfeitam o teu rosto e o teu sorriso.

 

Foi uma bela prenda que me ofertaste.
Muito obrigado.

António Roque

 

02
Fev16

Chaves, uma imagem com regressos...

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Chaves numa imagem onde a veiga se começa a adentrar na Serra do Brunheiro como se o conseguisse. É, hoje faço um duplo regresso às origens, à freguesia da Madalena, ao Sr. da Boa Morte, como quem ia a caminho da praia do canal e a Casa Azul ficava para trás, já com a Quinta da Condeixa de fundo. De vez em quando convém fazer estes regressos ao passado, mas com os olhares de hoje. Os meus regressos e os regressos de alguns, e éramos muitos que então tínhamos a rua e os caminhos como a nossa sala de brincar.

 

Quanto à foto, é mais uma da câmara fotográfica do telemóvel.

 

 

 

02
Dez11

Névoas de Montanha

 

Ontem aproveitei aquele que parece ter sido o último feriado 1º de Dezembro, pois lá se foi a Restauração da Independência, o que me leva a crer que a abolição deste feriado não é tão inocente assim e até tem razão de ser neste momento que tão dependentes estamos dos senhores da Europa, pois não me parece que seja o feriado o culpado da crise actual nem das más governações sucessivas dos mandantes de Lisboa, mas enfim, eles (os mandantes de Lisboa) como ainda ontem alguém me dizia “não têm os cinco alqueires da cabeça bem aferidos”, decidiram e a gente obedece, já estamos habituados, não é?

 

 

Pois dizia eu que aproveitei o último feriado e fiz um pouquinho daquilo que gosto – dar umas voltinhas por aí na companhia da minha amiga máquina fotográfica, e lembrei-me, apenas por curiosidade, de ir ver o que o nevoeiro tem andado a fazer nas terras altas, mais propriamente ali pró alto do Brunheiro e, lá estava ele, meio disfarçado com uma chuva “molha tolos”, coisa que a minha amiga não gosta muito e assim foi um passeio breve, mas deu para tomar algumas imagens. Deixo-vos duas. Até mais logo.

 

 

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