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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

01
Jul19

Sobreira - Chaves - Portugal

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Hoje vamos até Sobreira, uma das aldeias do planalto de terras de Monforte, no mesmo planalto do Castelo de Monforte e mais meia dúzia de aldeias, ali mesmo onde o planalto acaba e a montanha começa a descer em direção ao vale de Chaves, mais propriamente na encosta que desce para Santo Estêvão, que fica apenas a cerca de 2,5km, isto em linha reta, pois por estrada, a cantiga é outra.

 

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Pois para chegarmos até à aldeia de Sobreira a partir da cidade de Chaves temos de tomar a EN103 em direção a Vinhais/Bragança, passamos por Faiões, a seguir ao lado de Stº Estevão, depois Assureiras de Baixo e a meio das Assureiras do Meio abandonamos a EN103 e tomamos a  M541-1 para Sobreira, a mesma estrada de acesso às Avelelas.

 

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Avelelas que por estrada acaba por ser a aldeia que Sobreira tem mais próxima, estrada (M541-1) que serve também as aldeias de Vila Nova, Oucidres, Vilar de Izeu e Bobadela de Monforte, embora para todas estas aldeias o acesso possa ser também feito em sentido contrário, uma vez que esta estrada municipal é uma espécie de variante interior à EN103. Mas aqui o acesso a todas estas aldeias do Planalto de Monforte é feito também a partir da EN103, entre a Bolideira e Tronco.

 

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Assim, se tiver curiosidade em conhecer esta aldeia, nem há como subir para ela a partir das Assureiras do meio e depois em vez de voltar para trás, continua pela estrada municipal via Avelelas. À exceção de Vila Nova, todas as restantes aldeias são atravessadas pela mencionada estrada municipal. Para ir a Vila Nova, é preciso fazer um pequeno desvio de cerca 900m.

 

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Costuma-se dizer que as primeiras impressões são as mais autêntica. Isto vale o que vale, e bem sabemos que não é bem assim, pelo menos com pessoas, já com os lugares pode ser mais verdadeiro e a verdade é que a primeira vez que vi Sobreira, agradou-me aquilo que vi.

 

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Embora a tal estrada municipal, variante interior à estrada nacional, seja uma das estradas que calha com frequência nos meus itinerários, por onde, aliás, há dois acessos ao Castelo de Monforte, a verdade é que a Sobreira fui apenas três vezes.

 

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Nas tais primeiras impressões com que fiquei da primeira vez que fui por lá, já em recolha de imagens para este blog, gostei do que vi e era uma aldeia com vida. Isto foi em 2006, parece que foi ontem, mas já lá vão 13 anos. Depois dessa primeira vez, voltei por lá em 2008 e depois em 2010 e se inicialmente fui por lá de dois em dois anos, a última vez que estive próximo, foi no cruzamento da estrada, aquando do incêndio de agosto de 2015.

 

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Possivelmente hoje estará um pouco diferente e olhando à tendência das aldeias vizinhas, terá também menos pessoas a habitá-la.

 

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Estamos próximos do final desta ronda pelas nossas aldeias, ronda que iniciámos seguindo a ordem alfabética, na qual estamos quase no final dos topónimo iniciados pela letra S, apenas faltando os topónimos iniciados pela letra T e V, mas mesmo assim ainda vai dar até ao final deste ano. A partir de aí queremos iniciar uma nova ronda, diferente das anteriores, mas ainda não sabemos muito bem como vai ser, mas uma coisa é certa, vamos ter que ir novamente a todas as nossas aldeias,  e aí, então,  veremos como está a aldeia da Sobreira.

 

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Claro que as imagens de hoje são de aquivo, imagens que escaparam às anteriores seleções dos posts que fui fazendo sobre a aldeia e, são imagens das minhas três deslocações que fiz à aldeia, ou sejam, imagens com 13, 11 e 9 anos. Só faltam mesmo imagens do incêndio de 2015, mas essas irão aparecer já de seguida no pequeno vídeo que ultimamente temos feito das aldeias por onde passamos.

 

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E vamos ficando por aqui. A próxima aldeia será Soutelinho da Raia, ou seja, temos que descer ao vale, atravessá-lo e entrar no Barroso, já no grande planalto que se estende até à Serra do Larouco.

 

1600-sobreira (78)

 

Fica então o nosso vídeo sobre a aldeia de Sobreira que poderão ver aqui, ou então diretamente no youtube seguindo este link:

https://youtu.be/Q23XIc9o1Rk

 

 

 

 

Até amanhã!

 

02
Out11

Uma aldeia em imagem e o Agradecimento à PT Comunicações

 

Então vamos lá até mais uma aldeia, uma daquelas à qual é preciso ir de propósito para a conhecer, pois nenhuma estrada de passagem passa por lá, e que, dada a sua sina, tende a ficar esquecida, lá no planalto, a fazer companhia ao também esquecido Castelo de Monforte, que embora não se aviste, está ali bem próximo.

 

Um dia iremos lamentar este esquecimento das aldeias, muito mais do que o lamento que já hoje se lamenta, mas ainda só é o lamento de alguns.

 


 

Claro que as cidades têm o seu encanto e uma vida mais fácil, mas falta-lhe tudo que as aldeias têm, e não me refiro apenas às cores, aos cheiros, às brisas, à luz e às noites de luar, mas antes aos sabores e saberes, aos vizinhos, ao viver com os outros, as coisas simples e primeiras.

 

Um dia lamentaremos não saber deitar a semente à terra, vê-la nascer e crescer, colher-lhe os frutos maduros e saboreá-los. Sabores intensos e únicos, doces quando têm de ser doces, ácidos quando têm de ser ácidos e até amargos quando o tiverem de ser. Infelizmente nas cidades, quem conheceu estes sabores já hoje lamenta não os ter…

 

 

Enfim, a velocidade que hoje se exige é tão rápida que já não há tempo para esperar que as sementes germinem. Um dia todos lamentaremos a sedução das luzes , das modernidades, do Glamour das  cidades e das velocidades rápidas que nos faz desesperar quando ficamos sem telefone e Internet.

 

Pensavam que me tinha esquecido da contagem!? – Pois é, não me esqueci e já lá vai o 13º+4 dias sem telefone e internet. Agradeço `PT Telecomunicações, S.A. mas também ao incendiário.  

 

Ao meio dia iremos ter por aqui mais um conto do mundo que acabou, de autoria de Herculano Pombo.

 

 

 

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