Quarta-feira, 7 de Março de 2018

As poldras de Chaves e um Kentucky

1600-(48643)

 

 

Todos os dias vou ao meu arquivo fotográfico à procura de uma ou mais imagens para publicar. Aquilo que aparentemente deveria ser uma tarefa fácil, isto tendo em conta a quantidade de fotografias que tenho em arquivo, torna-se complicado à hora de fazer a seleção. Esta não que já publiquei uma idêntica, esta não por isto, esta não por aquilo, até que chegamos a uma imagem que nos faz parar nela. Porquê!? Pois, inicialmente não sabemos, mas logo estórias do nosso arquivo de memória dizem-nos qual a razão.

 

Hoje parei nas poldras do rio Tâmega numa imagem, ou melhor, numa série de imagens que registei há dias quando uns putos atravessavam as poldras correr. Parei nessas imagens quando o clique despertou na memória o tempo em que era assim que também eu as atravessava. Acreditem que estive mais de meia hora a relembrar a primeira vez que as atravessei, com 7 ou 8 anos de idade (a distância já não me permite ser exato), mas recordo que foi numa ida para a escola do Stº Amaro.

 

kentucky-1.jpg

 

Embora a minha escola fosse a do Caneiro, esteve em obras durante uma temporada. Durante uns meses transferiram as aulas para a escola do Stº Amaro. Tal como no meu primeiro dia de escola no Caneiro, o meu pai percorreu o caminho a pé comigo desde casa até à escola para me mostrar o melhor trajeto. Quando me deixou lá recomendou-me que que fizesse o regresso pelo mesmo caminho. Pois no primeiro dia de aulas na escola do Stº Amaro, aconteceu o mesmo, lá foi o meu pai comigo, a pé, para mostra-me o novo caminho, ou melhor, o acréscimo, pois até à escola do Caneiro era o mesmo e a partir de aí foi ir até à rotunda do Raio X, depois a Ponte Nova, Rotunda do Brasil e logo a seguir a Escola. A mesma recomendação de no regresso tomar o mesmo caminho. E assim foi, geralmente em grupos de dois ou três outros colegas de escola e também vizinhos. E assim foi sendo até que um belo dia me toucou por companhia, na caminhada de casa até à escola, os gémeos “Caios” que me ensinaram um atalho. Então, ainda antes de chegarmos à escola do Caneiro, virámos para o Bairro do Caneiro, logo após uma taberna que ali existia (do Sr. Bernardino, se a memória não me atraiçoa). Chegados ao largo, virámos em direção ao rigueiro do Caneiro onde na sua margem existia um carreiro que nos levava direitinhos às poldras. Aí atravessámo-las para a margem direita do Tâmega, desaguámos no Tabolado que já era jardim recém inaugurado. Aí os gémeos fizeram uma pausa na caminhada, um deles tirou um maço de Kentucky do bolso, gesto ao qual eu respondi com espanto e medo, e recordo que disse uma coisa do género:  — “ai se a tua mãe sabe!” — Mas a resposta foi ainda mais surpreendente: “ Foi ela que nos os comprou. Compra dos grandes para o meu pai e destes pequeninos para nós”. Na minha inocência acreditei, e já que era com a permissão da mãe deles, a minha também não haveria de se importar muito se eu fumasse também um. E fumei. Foi o meu primeiro cigarro. Recordo que nesse dia cheguei todo “inchado de importância” à escola.  No intervalo apercebi-me de que as cosias não eram bem como eles tinham contado, que afinal eu tinha cometido um “crime” que guardei em segredo até hoje… prontos, sinto-me aliviado! E hoje já não levo umas lostras porque o crime já prescreveu.

 

 

Pois a aventura dos putos a atravessar as poldras levou-me até à minha primeira travessia de muitas, e é mesmo verdade que o atravessar se deve fazer com passo ligeiro sem hesitações.

 

Quanto à estória de irmos sozinhos para a escola, é assim que era naquele tempo, e diga-se que tirando uma ou outra peripécia, as caminhadas para e desde a escola, eram feitas com toda a responsabilidade que nos foi dando algum traquejo e autonomia, hoje raramente possível com o cerco cerrado que os pais fazem aos filhos.

 

 

Guardar

´
publicado por Fer.Ribeiro às 01:49
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Terça-feira, 19 de Dezembro de 2017

Chaves, cidade, concelho e região - Uma foto por dia

1600-(41544)

 

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 00:54
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

Chaves, cidade, concelho e região - Uma foto por dia

1600-(46892)

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 00:35
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017

Chaves, cidade, concelho e região - Uma foto por dia

1600-(34120)

 

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:15
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 10 de Julho de 2017

De regresso à cidade

1600-(34116)

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 00:52
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 9 de Junho de 2017

Uma do Tabolado

1600-(44282)

 

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 03:24
link do post | comentar | favorito (1)
Quarta-feira, 8 de Março de 2017

Pois!

1600-(31287)

 

Persegue-me esta mania de no fim do dia querer congelar para sempre o pôr-do-sol, como se teimasse em negar que a seguir a noite cai.

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:16
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 6 de Dezembro de 2016

Dois momentos da época

1600-(46907)

 

Dois momentos de outono a caminho do inverno, do nosso Tabolado à beira Tâmega.

 

1600-(46887)

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:25
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 29 de Novembro de 2016

Três olhares de Chaves com Névoa

1600-(46944)

 

Já o disse aqui várias vezes que no sangue de um flaviense também corre um bocadinho de nevoeiro, daí, nunca resistir a tomar umas imagens onde ele também seja protagonista e se lhe pudermos juntar um pouquinho da magia das cores de outono, tanto melhor.

 

1600-(46915)

 

Foi assim que ontem os fui espreitar ao Tabolado com o Tâmega por companhia, boa companhia por sinal, e é sempre com prazer que gostamos de sentir a sua proximidade.

 

1600-(46932)

 

E no meio da contemplação da névoa e do outono,  surge o momento mágico em que o sol começa a vencer o nevoeiro, para ele também brilhar na vida flaviense.

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:18
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 4 de Outubro de 2016

Cidade de Chaves - Um passeio matinal pelo Tabolado

1600-(46815)

 

Em duas imagens !

 

1600-(46814)

 

 

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 03:29
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 4 de Maio de 2015

De regresso à cidade - Tabolado

1600pb-(42680)

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:25
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 7 de Novembro de 2013

Mais Chaves

 

E como hoje é a primeira quinta-feira do mês, ainda iremos ter por aqui o “Discurso emigrante sobre a cidade” de Sandra Pereira para nos falar de mundos e mundinhos, mas esse só chega ao meio dia, entretanto fica uma imagen das horas douradas do mundinho flaviense.



´
publicado por Fer.Ribeiro às 09:00
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 5 de Novembro de 2013

Um momento um olhar

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:00
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012

Apenas uma imagem para terminar o dia

 

Chaves - Margens do Tâmega - Jardim do Tabolado

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 23:07
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
Quarta-feira, 18 de Junho de 2008

Um passeio pelo Tabolado, Chaves, Portugal

 

.

 

 

 

Dizem que Chaves é uma cidade calma, provinciana e calma, e é-o. Dizem também de Chaves, que tem qualidade de vida – discutível para o que se poderá considerar qualidade de vida, pois se toca a gastronomia, às couves e batatas, pureza do ar, qualidade (ainda) das águas, gentes e amizades, digamos que há qualidade de vida. Agora quanto a oportunidades, acesso às mais variadas actividades culturais e artísticas, ocupação de tempos livres e lazer, coisa e tal, aí as coisas já piam mais fino, e estamos encerrados e/ou limitados ao nosso provincianismo. Enfim, mesmo assim, para nós flavienses, Chaves é a nossa terrinha, e no que toca a terrinhas, o amor por elas lá vai desculpando muitos pecados e ausências, lá nos vamos conformando conforme as situações.

 

Mas em Chaves também se stressa, ou melhor, também nos cansamos, também temos falta de tempo e também isto e aquilo, afinal de contas a qualidade de vida é relativa ao nosso provincianismo. Quando assim acontece, “stressamos”, e cada um lá vai resolvendo o assunto à sua maneira. Pessoalmente, entre outras soluções, uma voltinha à beira rio, um passeio fotográfico entre Ponte Nova e Ponte Romana, sozinho ou numa boa companhia, e, entenda-se por boa companhia a minha assessora fotográfica ou alguém amigo, restituem-me  todas as forças para mais um dia ou semana de trabalho.

 

.

 

.

 

Claro que toda a calmaria à beira rio, além de restituir forças, também dá para pensar um pouco a cidade e ver a ferocidade e monstruosidade (também relativa e provinciana) com que ela vai sendo tratada. Chaves também é rica nestes acontecimentos e até em verdadeiras (ou não) espantosas feras, até lendárias ou mitológicas (também relativas e provincianas)

 

O blog Capas e Companhia, de autor flaviense,  (link aqui), ao longo das últimas semanas, por episódios, tem vindo a contar a história da Espantosa Fera de Chaves, uma história real e, diria que, desconhecida de todos os flavienses. A história desta Espantosa Fera de Chaves já vai no VII capítulo e para os interessados em histórias de feras e monstros do passado e também na história da nossa cidade, é uma história a não perder e a acompanhar, toda ela baseada em documentos e correspondência reais. Poderá acompanhar a história da Espantosa Fera de Chaves no blog Capas e Companhia, ficando o link para o primeiro episódio aqui.

 

.

 

.

 

Mas deixemos este pequeno aparte e retomemos o passeio à beira rio, onde se pode ter a calmaria suficiente para até pensar a cidade e onde facilmente se pode ver como o sol se pode tapar com peneiras, as de peneirar e as dos que as ostentam.

 

Agora é também um passeio que tem os seus aliciamentos, pois há obras à beira rio, e todos sabemos em questão de obras, todos os flavienses são mestres, fiscais e engenheiros, todos por conta própria e o engraçado da questão, é que até os patos “bravos” do Tâmega estão interessados nestas obras, sempre à espera que lhes caia qualquer coisinha.

 

.

 

.

 

Pois aquela ponte que eu há tempos dizia que era um luxo que ainda por cima só servia para ir às couves do Caneiro, agora já tem alguma justificação, nem que seja a de ligar ao outro lado, aos carreiros que por lá estão a ser feitos, mas nem por isso (minha opinião) deixa de ser um luxo de uma ponte pedonal absolutamente desnecessária, pois a Ponte Romana, a nossa Top Model, já há muito que tem essa função pedonal e que agora, a grande maioria dos flavienses, quer que o seja exclusivamente (pedonal). Mas uma coisa vamos ter que admitir, é a que a nova ponte pedonal vai ser um belo exemplar de ponte e de obra de arte, daquelas que se vêm e vai dar nas vistas e, que para a inaugurar qualquer político veste o melhor fato, bota-lhe gravata italiana, chama a banda e lança foguetes para o ar (pum, pum, pum!). Mas não deixa de ser um luxo e se é que tenho direito a continuar a ter opinião, penso mesmo, que em tempo de crise em que há ainda tanta coisa para fazer na/e pela nossa terrinha, o único elogio que deixo para este luxo vai para o projecto e para o seu autor, o flaviense Engº Mário Veloso.

 

.

 

.

 

Bem, mas já que as margens do rio estão em obras, e o Tabolado desde sempre foi e ainda é o jardim dos namorados, pode ser que alguém (responsável) repare que as poldras, como numa imitação de namoro, também se vão encostando umas às outras e algumas até já partiram de lua de mel. Poldras que, estas sim, sempre foram exclusivamente pedonais e que também têm a sua história e o seu encanto.

 

.

 

.

 

Já agora que por aqui falo (ou desabafo) há também pequenos pormenores ou mamarrachitos que destoam de todo do bom ambiente que há à beira rio. Um deles, incomoda-me particularmente, e é um armário eléctrico, com pedestal em betão, todo enferrujado e que tapa uma das melhores poses que a nossa Top Model tem. Concerteza que há soluções para tirar dali aquele mamarrachito, assim haja vontade ou alguém que tropece com ele, mas, claro que também compreendo que a “obra” não é urgente, e que  embora não fique bem na fotografia, não dá direito a fato, gravata italiana, nem sequer uma corneta da banda ou um “únicozinho” “foguetinho” no ar, nem um pum(zinho) sequer, e nem que seja só por isso, lá continuaremos a tê-lo por companhia, este e muitos mais sem direito a pumzinho!     

 

E já que falamos em dias de festa, puns e punzinhos, alegremo-nos ao menos com o dia de hoje, quarta-feira, dia de feira na cidade, em que qualquer restaurante que se preze tem feijoada ao almoço.

 

Até amanhã!

´
publicado por Fer.Ribeiro às 03:45
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito

.Fotos Fer.Ribeiro - Flickr

frproart's most interesting photos on Flickriver

.meu mail: blogchavesolhares@gmail.com

.Abril 2018

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9

21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


.pesquisar

 
blogs SAPO
ouvir-radioClique no rádio para sintonizar

 

 

El Tiempo en Chaves

.Facebook

Fernando Ribeiro

Cria o teu cartão de visita Instagram

.subscrever feeds

.favorito

. Blog Chaves faz hoje 13 a...

. Solar da família Montalvã...

.posts recentes

. As poldras de Chaves e um...

. Chaves, cidade, concelho ...

. Chaves, cidade, concelho ...

. Chaves, cidade, concelho ...

. De regresso à cidade

. Uma do Tabolado

. Pois!

. Dois momentos da época

. Três olhares de Chaves co...

. Cidade de Chaves - Um pas...

. De regresso à cidade - Ta...

. Mais Chaves

. Um momento um olhar

. Apenas uma imagem para te...

. Um passeio pelo Tabolado,...

.Blog Chaves no Facebook

.Veja aqui o:

capa-livro-p-blog blog-logo

.Olhares de sempre

.links

.tags

. todas as tags

.arquivos

. Abril 2018

. Março 2018

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

Add to Technorati Favorites