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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chá de Urze com Flores de Torga - 133

01.06.16 | Fer.Ribeiro | comentar
 Alturas do Barroso, 1 de Setembro de 1991 Incansavelmente atento às lições do povo, venho, sempre que posso, a este tecto do mundo português, admirar no adro da igreja, calcetado de lousas tumulares, o harmonioso convívio da vida com a morte. Os cemitérios actuais (...)

Chá de Urze com Flores de Torga - 130

11.05.16 | Fer.Ribeiro | comentar
 Serraquinhos, 14 de Setembro de 1975 O Barroso coberto de gado. Os mais diversos bichos a granel nos mesmos pastos, nos mesmos eidos, nos mesmos currais. Bois, ovelhas, cães, cabras, burros, porcos e galinhas no mesmo cordial convívio. E pus-me a pensar na fácil (...)

Chá de Urze com Flores de Torga - 120

02.03.16 | Fer.Ribeiro | comentar
 Chaves, 3 de Setembro de 1993 Hoje foi a minha vez de atravessar a fronteira sem cancelas de nenhuma ordem. Nem fiscais alfandegários, nem polícia a carimbar o passaporte. Apenas um painel de doze estrelas a mandar seguir. Mas nem por isso andei por Espanha dentro de (...)

Chá de Urze com Flores de Torga - 119

24.02.16 | Fer.Ribeiro | comentar
 Chaves, 28 de Agosto de 1993 A indiferença da natureza! Revejo lugares que há anos me são familiares e onde, num poema, numa frase ou num simples estremecimento emotivo, cuidei que qualquer cousa de mim permanecia e ficaria identificado. E em nenhum deles há (...)

Chá de Urze com Flores de Torga - 118

17.02.16 | Fer.Ribeiro | comentar
 Chaves, 24 de Agosto de 1993 Num molho, mas cheguei. O que me vale é saber Portugal de cor tão bem sabido, que, mesmo a atravessá-lo ofegante e mareado, o vejo sempre inédito e deslumbrador como da primeira vez.Miguel Torga, in Diário XVI  Chaves, 25 de Agosto de 1993 Sabe tudo do Barroso. Mas falta-lhe o principal: não é capaz de o imaginar.

Chá de Urze com Flores de Torga - 117

10.02.16 | Fer.Ribeiro | comentar
 Chaves, 6 de Setembro de 1991 EVASÃO De luz são estas horas clandestinasE vagabundas,Roubadas à razão e à lógica dos outros.O Sol ergue-se nelas num fulgorDobrado.Não há sombras no largo descampadoOnde se esconda a alma envergonhada.Pura, campeia, íntima e liberta,Cont (...)

Chá de Urze com Flores de Torga - 116

03.02.16 | Fer.Ribeiro | comentar
 Na última publicação de “Chá de Urze com Flores de Torga - 115”, dedicada às palavras que Torga deixou escritas no seu diário após a visita a Curral de Vacas, à Pedra da Pitorca, além de transcrever o que Torga escreveu sobre o assunto, nós acrescentámos (...)

Chá de Urze com Flores de Torga - 114

20.01.16 | Fer.Ribeiro | comentar
 Hoje é dia de S.Sebastião e desde que o descobri celebrado no Barroso, vou por lá todos os anos neste dia 20 de janeiro. Gostaria dizer que é promessa, mas não, não sou o católico suficiente para as fazer e tão pouco vou lá pelo santo. Antes pelo povo, pelas (...)

Chá de Urze com Flores de Torga - 112

06.01.16 | Fer.Ribeiro | comentar
 Chaves, 8 de Setembro de 1990 Os gestos que não fazemos à espera que outros os façam por nós. E assim perdemos a vida, que é uma expressão permanente que não pode ser adiada, nem diferida. Nenhuma prova de comunhão devemos esperar receber que não formos capazes (...)

Chá de Urze com Flores de Torga - 111

30.12.15 | Fer.Ribeiro | comentar
 Mairos, Chaves, 4 de Setembro de 1990 Despeço-me supersticiosamente da paz do planalto em restolho. O sol morre nos confins dos horizontes, as charruas dormitam, cansadas, à beira dos caminhos, manadas de vacas arrastam placidamente o amojo a caminho da ordenha, e o (...)

Chá de Urze com Flores de Torga - 110

23.12.15 | Fer.Ribeiro | comentar
  Chaves, 27 de Agosto de 1990 A intenção era boa, mas teve má impressão:— Ainda lhe falta viver uma outra vida.— Qual?— A da bengala.E reagi assim:— Essa não será minha. Será da bengala. Eu não sou homem para me apoiar senão em mim.Miguel Torga, in (...)

Chá de Urze com Flores de Torga - 107

02.12.15 | Fer.Ribeiro | comentar
 Chaves, 6 de Setembro de 1986 MIRADOIRONão sei se vês, como eu vejo,Pacificado,Cair a tardeSerenaSobre o vale,Sobre o rio,Sobre os montesE sobre a quietaçãoEspraiada da cidade.Nos teus olhos não há serenidadeQue o deixe entender.Vibram na lassidão da claridade.E o (...)

Chá de Urze com Flores de Torga - 105

18.11.15 | Fer.Ribeiro | comentar
 Chaves, 7 de Setembro de 1981 Falava-se do oitavo centenário da morte de S.Francisco de Assis, o meu santo. E louvei-o mais uma vez como pude. Chamei-lhe o Cristo da bem-aventurança terrena. Um Cristo poeta, sem o dramatismo árido do deserto e da expiação, a pregar (...)

Chá de Urze com Flores de Torga - 104

11.11.15 | Fer.Ribeiro | comentar
 Chaves, 4 de Setembro de 1980 Bem gostava de o ouvir com outros ouvidos e acreditar nas suas apreciações generosas. Mas não. Infelizmente, em matéria literária, ninguém me pode dar segurança. Insegurança, sim. Agora tirar-me deste inferno em que me deixa cada (...)

Chá de Urze com Flores de Torga - 103

04.11.15 | Fer.Ribeiro | comentar
 Chaves, 12 de Setembro de 1978 ALVORADA Amanhece.Pelas frestas da vidaA luzReluz.Vai começar o dia dos sentidos,Da razãoE do medo.Sensações,Lucidez,E uma pedra de angústia sobre o peito Mas é ressuscitar!É renascer!É levantar a tampa do caixãoE ser de novo AdãoC (...)