Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

19
Nov18

De regresso à cidade pela rua...

1600-(41092)

 

De regresso à cidade por aquela que sempre pensei ser a rua principal da cidade, aquela que atrai as pessoas, que mais movimento tem. Penso que um dia foi assim, quando tinha de passar por lá todos os dias para sentir a cidade. Hoje já não tenho essa certeza. Ainda ontem ao fim da tarde, de regresso a casa de popó, passei por lá. Até me fica mais longe, pois obriga-me andar às voltas, mas é vício antigo o passar por lá para ver como vão as modas… e de relance vi haver por lá novas lojas, mas nem sei o que vendem, o problema é que passo na rua e não vejo nada, na rua parece-me nada acontecer, além de ter de ir com atenção para não me espetar contra as malgas ou alguém a desviar-se delas. A caminho de casa vim a pensar que talvez esta cegueira fosse culpa minha, comecei a sentir-me culpado por tal acontecer, mas, agora, a frio, desculpabilizo-me de todo. Mas que raio, afinal se a rua não me atrai é porque não é atraente, de todo, então aquelas malgas com hortências, tiram-me do sério. Pensei que os passeios se faziam para os peões circularem, calmamente e em segurança, com as malgas a ocupar metade do passeio, apenas deixam espaço para passar uma pessoa e a rua parece atravancada, quer para os popós quer para as pessoas. Se os pousaram lá para enfeitarem, vou ali e já venho, para segurança dos peões não levarem com um carro em cima ou para estes não estacionarem por lá, mais vale fecharem a rua ao trânsito, aí é que era, então com umas esplanadas pelo meio...  até eu ia dar por lá umas voltinhas a pé, nem que fosse e só para ver o que os novos comércios vendem, pois quem sabe, se calha até há por lá qualquer coisa que me interesse.   

 

18
Nov18

O Barroso aqui tão perto - Lodeiro Darque

1600-lodeiro (1)

montalegre (549)

 

Continuando as nossas visitas ao Barroso aqui tão perto, hoje vamos mais uma vez até à freguesia de Salto, para uma aldeia que fica simultaneamente no limite da freguesia, no limite do concelho de Montalegre, no limite do Barroso e no limite de Trás-os-Montes, dá pelo nome de Lodeiro de Arque, às vezes também grafado como Lodeiro d’Arque, Lodeiro Darque, Lordeiro Darque e Lodeiro de Arca. Por aqui quase parece ser uma aldeia em tudo plural, mas não, é até muito singular nas suas características.  Da nossa parte para não estarmos a utilizar todos os topónimos conhecidos, de futuro, passaremos a referir a aldeia como Lodeiro Darque.

 

1600-lodeiro (10)

 

Só fomos a esta aldeia uma única vez, decorria o dia 27 de maio de 2016, já depois das 17 horas, debaixo de uma valente trovoada em que chovia a potes, céu carregado e “baixo”, com muito pouca luz. Ainda pusemos a hipótese de lhe passar ao lado e ficar para uma próxima visita, que teria de ser propositada, pois sendo uma aldeia de limites não calha na passagem dos nossos itinerários pelo Barroso. Era um daqueles momentos em que sair do carro não era mesmo recomendável, nem com guarda chuva, mesmo assim decidimos dar uma volta pela aldeia.

 

1600-lodeiro (4)

 

Entrámos e fomos logo brindados com um conjunto que nos agradou. Cruzeiro, alminhas e um pequeno chafariz compunham o largo de entrada. Não dava para sair do carro, mas com o vidro aberto sempre dava para fazer umas fotos rápidas. Muito escuras, por sinal, mas antes escuras que queimadas com luz a mais.

 

1600-lodeiro (8)

 

As técnicas recomendam que o trabalho de campo seja precedido do devido trabalho de casa. Antes de avançarmos para o terreno deveríamos saber e recolher o máximo de informação daquilo que há por lá, no terreno. Mas digamos que sempre fui um pouco rebelde quando a normas estipuladas e que gosto de ser surpreendido. A única coisa que defino com antecedência são os itinerários de ida e volta a casa. Sei que com esta atitude às vezes deixámos coisas importantes para trás, mas também descobrimos outras, pormenores, que não vêm nos livros ou na informação disponível. Depois há também outra razão para esta atitude, é que ficando o Barroso aqui tão perto, a qualquer altura podemos lá chegar para completar o nosso levantamento, ou seja, arranjamos um pretexto para ir por lá outra vez. Não sei se será o caso, pois ainda estou na introdução do post sem saber o que os livros e outros documentos para pesquisa me reservam, mas prevejo que não sejam muitos.

 

1600-lodeiro (13)

 

Em suma já tenho desculpas, talvez, para coisas que fossem de abordagem obrigatória e que tenham escapado ao levantamento, em imagem, pois quanto as conversas, na maioria das aldeias, vai sendo cada vez mais difícil, é que ao contrário do que acontecia há coisa de 30 e tal anos atrás, em que ao entrarmos numa aldeia apareciam logo os cães, os gatos, as crianças e as ruas tinham uma correria viva de pessoas e animais domésticos, hoje entramos e saímos, às vezes, sem ver vivalma. Pois em Lodeiro Darque, mesmo que habitualmente tenha uma vida social de rua, nesse dia não era mesmo recomendável andar nela. E assim foi, entramos e saímos sem ver vivalma.

 

1600-lodeiro (20)

 

Já em casa, no pós-levantamento da aldeia, uma das primeiras coisas que geralmente faço é consultar as cartas, mapas e fotografia aérea. Às vezes lá dou conta de algumas falhas, de pequenos núcleos separados da aldeia que parecem merecer uma visita. No caso de Lodeiro Darque, a aldeia resume-se mesmo ao que vi. Pareceu-me então uma pequena aldeia que deveria ter mais qualquer coisa, mas não. Na realidade deve tratar-se de uma aldeia antiga que vivia à volta de duas grandes casas agrícolas, isto a julgar pelo casario existente em que duas construções se destacam como tal, e outras tantas com menos opulência, parecendo-me o restante serem armazéns agrícolas. Num total de cerca de vinte de casas, incluindo a capela e os armazéns e arrumos agrícolas.

 

1600-lodeiro (11)

 

Pequena, sim, mas nem por isso deixa de ser interessante, com destaque para a sua entrada com o cruzeiro, alminhas e pequeno chafariz encostado às alminhas, as duas grandes casas agrícolas com pátio interior, a capela, o restante casario tipicamente transmontano e barrosão e a paisagem chegam para lhe recomendarmos uma visita.

 

1600-lodeiro (7)

 

Vamos então à sua localização e itinerário para lá chegar a partir (como sempre) da cidade de Chaves. Pois desta vez, quanto a itinerário, partimos desde a estrada de Braga (EN103) até Sapiãos, onde abandonamos esta estrada para nos dirigirmos a Boticas. Depois tomamos a Nacional 311 em direção a Salto, nada que enganar, pois é sempre pela estrada principal, mesmo assim, a estrada está bem sinalizada para qualquer dúvida que possa surgir. Tem de se atravessar Salto e no final tem duas opções, sensivelmente de igual distância, numa segue-se pela N311 , passando ao lado de Reboreda e de Póvoa, a outra é via CM 1033, passando por Corva, Amial e Bagulhão, logo a seguir entra de novo na N311 e 400 metros à frente tem Lodeiro Darque. No nosso mapa que fica a seguir, recomendámos o CM1033 para ir (com passagem por 3 aldeias). No regresso, sempre poderá fazê-lo pela Póvoa e Reboreda, até Salto. Quanto ao restante itinerário de regresso a Chaves, desta vez, recomendo o mesmo de ida, mas sempre podem, chegado a Salto, descer à EN 103 e seguir sempre por ela até Chaves. Pelo itinerário recomendado, de Chaves a Lodeiro Darque são 60km (Via EN103 são mais 16Km).

 

lodeiro-mapa.jpg

 

Retomemos agora com aquilo que encontrámos na documentação disponível, à qual tive acesso, sobre Lodeiro Darque, começando pela Toponímia de Barroso:

 

Lordeiro Darque, ou melhor, Lodeiro de “Arca”

 

É  mais um caso de eruditismo bacoco que até rima com idiotismo. Derivado de LODO (do latino LUTEU, que quer significar terreno enlameado) chegamos a lodeiro. No determinativo reside a dificuldade. Arque não é nada mas por dissimilação chegamos a Arque, corruptela de Arca. E essa arca teria de entrar no domínio arqueológico: ou “arca” > do latino arca como sepultura rupestre; ou como construção dolménica (que representa o mesmo); ou como marco divisório predial.

Como se trata de “lodeiro” onde a água e a terra se misturam, e condiz com parte da envolvência topográfica do sítio em causa, opto pela existência de algum marco que dividisse duas “vilinhas”, talvez Lodeiro de Arque e Lamachã, ali perto.

A confirmar quanto digo estão as INQUIRIÇÕES de

-1258 «in Lodeiro de Archa». A que propósito virá cá o Arque? Que tolice tamanha!

“Mais vale dinheiro na arca que fiador na praça”.

 

1600-lodeiro (9)

 

Tolices quem não as comete… mas pelo menos já fiquei a compreender porque chovia tanto quando fui a Lodeiro … E agora apetecia-me dizer: “e com esta me bou!”, mas ainda vou ficar mais um bocadinho.

 

1600-lodeiro (5)

 

Esperávamos que na “Toponímia Alegre” houvesse uma referência a Lodeiro Darque, mas não há, no entanto, bem mais antiga, há uma referência (do género) na Etnografia Transmontana I:

 

Alcunhas da Freguesia de Salto

(…)

Fome lazeira de Pereira,

Fome de rachar de Amiar, ou Manilhas

Tripas de Coelhos de Linharelhos,

Secos de pó de Caniçó,

Corvanitos de Corva,

Toucinheiros de Seara,

Pouco pão e muitas arcas de Lodeiro d’Arque

Peles de coelho em Paredes,

Sacos de palhas da Borralha.

(Informou Domingos Pereira Fernandes de Amial e José Frutuoso de Salto)

 

1600-lodeiro (12)

 

 

E ficamos por aqui. Ficam ainda as habituais referências às nossas consultas e dizer-vos que as abordagens que já fizemos às aldeias e temas de Barroso estão agora no menu do topo do blog, mas também nos links da barra lateral. Se a sua aldeia não está lá, em breve passará por aqui, num domingo próximo, e se não tem muito tempo para verificar se o blog tem alguma coisa de interesse, basta deixar o seu mail na caixa lateral do blog onde diz “Subscrever por e-mail”, que o SAPO encarregar-se-á de lhe mandar um mail por dia com o resumo das publicações, com toda a confidencialidade possível, pois nem nós teremos acesso à vossa identidade e mail.

 

1600-lodeiro (18)

 

BIBLIOGRAFIA

 

BAPTISTA, José Dias, Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso, 2014.

FONTES, Lourenço, Etnografia Transmontana I – Crenças e Tradições de Barroso, edição do autor, Montalegre, 1974.

 

Guardar

17
Nov18

Uma viagem pelo Outono 2018 - Chaves e Vidago

1600-Vidago Palace 18 (205)

 

O prometido é devido e cá estamos a cumprir, hoje com a anunciada reportagem do Outono 2018, que até nem é nenhuma reportagem, mas apenas uma voltinha pelos matizes do colorido outonal. Contudo, vamos dividir esta voltinha em três partes. Uma voltinha pelo mundo rural, tanto mais que hoje é o seu dia aqui no blog, outra voltinha por Chaves, cidade, pois seria imperdoável não trazer aqui alguns dos seus lugares onde o Outono acontece, mas simultaneamente com um registo nos nossos lugares com a marca Chaves, nomeadamente o da nossa ponte romana, do castelo, do jardim público e do forte de S.Francisco. Por último um lugar onde o Outono se revela com todo o seu esplendor, onde o colorido do Outono se revela à sério e se faz acompanhar daquilo que vamos tendo de melhor no nosso concelho, digamos que é ouro sobre azul, que no caso até é sobre verde, rosa, salmão, amarelo, vermelho, eu sei lá, uma doidice completa de cores e matizes, uma embriagante orgia, perfeita, em honra de Baco e de todos os Deuses que fazem a natureza, uma competição em que são todos primeiros. Refiro-me ao Parque do Palace Hotel de Vidago, que, em qualquer altura do ano é de visita obrigatória, mas que nos Outonos se transforma num paraíso. Este terá direito a um pequeno vídeo.

 

O Outono no Mundo Rural

 

1600-Vidago Palace (474)

 

Felizmente aqui estamos com peixinhos na água e não nos falta onde escolher. Basta sair da cidade e entrarmos por uma das nossas montanhas e o colorido do Outono lá estará a nossa espera, no entanto há florestas e florestas, principalmente as das nossas espécies autóctones oferecem-nos coloridos impressionantes, exceto o pinheiro, essa espécie que é autóctone em todo o lado, que cresce bem, arde ainda melhor, mas nunca sai do seu verde escuro, contudo, misturado em pequenas manchas com outras espécies, até tem algum ar de graça na composição.

 

1600-loivos (515)

 

Poderíamos ter ido para qualquer monte, mas desta vez calho passarmos por Loivos, onde está sempre aquela casinha, “A Olga”, entre a estrada e a ribeira de oura que sempre lhe achámos graça, mas que nunca tínhamos fotografado nesta época do ano, onde o Outono também está presente.

 

1600-Vidago Palace (471)

 

Mas do que mais gostamos mesmo é dos montes, onde às vezes o artista outonal também pinta umas manchinhas de branco para as pessoas poderem estar recolhidas em estado de apreciação, embora às vezes de tão distraídos que andam nem se apercebam destes dons da natureza.

 

O Outono em Chaves

 

1600-(41063)

 

Claro que o Outono acontece em todos os lados, mas aquele que é nosso tem outro sabor. E embora todas as estações do ano tenham o seu que de interesse, a magia do Outono tem outro sabor, pena durar tão pouco e se o queremos registar e nos distraímos, quando vamos a dar conta já se foi. Claro que nestas viagens pelo Outono tinha que deixar aqui algumas das suas imagens com a marca Chaves. Claro que neste post não vão caber todas, mas para a nossa Ponte Romana, o Jardim Público, o Castelo e pelo menos um dos nossos fortes, no caso o Forte de S. Francisco, arranja-se sempre um lugarzinho.

 

1600-(41003)

 

Aproveitamos também assim para mostrar um pouco dos nossos lugares mais icónicos e monumentais, lugares, espaços e monumentos dos quais temos orgulho, com os quais estamos envolvidos e com eles até partilhamos alguns dos nossos momentos, espaços que merecem sempre ser vistos e divulgados que quis o tempo e a sensatez do homem preservar e manter ao longo de gerações, e aqui o realce vai, claro, para a nossa ponte Romana com os seus 2000 a servir e encantar flavienses e todos os não flavienses que tem o prazer de a descobrir.

 

1600-(41075)

 

Mas é também um pouco da nossa História que aqui fica, mais recente ou mais antiga, que, graças a nossa localização geográfica,  está fortemente ligada a componente militar e ao comércio.

 

1600-(41276)

 

Mas recente de todos mas mesmo assim já com mais de 100 anos, temos o nosso Jardim Público, que diga-se a verdade tem sido um pouco esquecido pelos flavienses, mas complete-se a verdade, esquecido sim, mas nele também pouco ou nada acontece para chamar lá as pessoas, o que por um lado até nem é mau de todo, pois até é preferível ser um espaço de estar pacato do que ter uma má utilização. Quanto à História deste jardim, aí a estória já é outra, mas essa não é, hoje, para aqui chamada, por isso vamos até Vidago.

 

O Outono no Vidago Palace Hotel

 

1600-Vidago Palace 18 (3)

 

A água é um bem precioso e algumas localidades tem o seu passado ligado, precisamente, a essa preciosidade que é a água, daí as cidades, vilas e muitas aldeias terem nascido junto à água, às nascentes, aos rios, aos lagos, ao mar. Vidago de História recente, pouco mais de 100 anos, também tem o seu nascimento ligado à água, não ao da Ribeira de Oura que atravessa a vila, mas às águas minerais e termais. Águas estas que nas primeiras dezenas de anos do século passado, quando o termalismo estava na moda, camou a Vidago o glamour das grandes unidades hoteleiras da época, onde o Palace Hotel marcou desde sempre a diferença, pela sua imponência para a época que ainda hoje mantém, mas também pela sua envolvência com o parque que criou em seu redor, onde hoje em dia o Outono também vem passar uns dias e trás com ele a magia e exuberância de todo o seu colorido. Tem sido para nós de visita obrigatória todos os anos e este ano também não foi exceção.

 

1600-Vidago Palace 18 (19)

 

Para quem não conhece, fica aqui um pouco da sua História (Hotel e Parque), cujos dados fomos recolher precisamente ao seu sítio na WEB (https://www.vidagopalace.com/pt/hotel-2/historia/) que aqui vamos reproduzir, deixando pelo caminho algumas imagens e, no final, um pequeno, uma pequena composição com estas e outras imagens.

 

1600-Vidago Palace 18 (88)

 

PALÁCIO COM SÉCULOS DE TRADIÇÃO

Situado a cerca de uma hora de distância do Porto, o Vidago Palace Hotel oferece um ambiente de Culto à Arte através da Nobreza dos espaços e de uma Atmosfera Digna de Reis!

SINTA-SE COMO REALEZA!

 

1600-Vidago Palace 18 (137)

 

Idealizado no século passado, durante o reinado de D. Carlos I, o Vidago Palace Hotel foi inaugurado pela primeira vez em 1910!

Com a distinção – Leading Hotels of the World – o centenário Palácio proporciona hoje um serviço de luxo, de elevada excelência e conforto. No interior do hotel, é convidado a desfrutar de um dos magníficos 70 Quartos & Suites, a saborear a gastronomia do majestoso Salão Nobre ou a relaxar no moderno Spa Termal, cuja água mineral de Vidago - reconhecida pelas suas qualidades terapêuticas de exceção - é rainha! No parque, o Campo de Golfe estende-se triunfante ao longo de 18 buracos, ideais para a prática da modalidade. Percorra, por fim, este universo encantado, com uma visita às tradicionais fontes ou um passeio de bicicleta pelos diferentes trilhos, que permitem uma observação fantástica da biodiversidade. Parta à descoberta do Vidago Palace Hotel – um Palácio Escondido na Floresta!

 

1600-Vidago Palace 18 (81)

 

LENDA VIVA

Único e exclusivo, o Vidago Palace Hotel é a combinação perfeita entre o luxo e a beleza natural de um Parque Centenário! Como num mundo encantado, o Palácio convida a viver experiências inesquecíveis, onde o requinte e o esplendor dos espaços são marcados pelo charme e romantismo estilo Belle Époque.

 

Dotado de características ímpares, o Vidago Palace Hotel reabriu em 2010 com o intuito de o convidar a fazer uma autêntica viagem no tempo. O seu universo mágico aliado ao secular património arquitetónico transformaram-no numa lenda viva! O moderno Spa, o campo de golfe e a gastronomia de autor completam uma oferta de excelência e referência incontornável. Descubra este ‘mundo à parte’, onde pode encontrar a poesia e a magia de uma experiência verdadeiramente especial.

 

1600-Vidago Palace 18 (191)

 

SABIA QUE...

O Vidago Palace Hotel foi projetado pelo Rei D. Carlos I que desejava ver construída uma estância terapêutica de luxo com projeção internacional? As águas da Vila de Vidago já na altura eram consideradas de interesse nacional!

 

O Vidago Palace Hotel foi inaugurado a 6 de Outubro de 1910, ano em que é instaurada a Primeira República Portuguesa.

 

1600-Vidago Palace 18 (22)

 

SABIA QUE...

 

Em 1936, o Vidago Palace Hotel passa a dispor de um percurso de golfe de 9 buracos, desenhado pelo célebre arquiteto Philip Mackenzie Ross. A combinação de um palácio com tratamentos termais e um campo de golfe de luxo, acabaria por colocar o Vidago Palace Hotel entre as estâncias europeias de maior prestígio no período da 2ª Guerra Mundial.

 

1600-Vidago Palace 18 (362)

 

SABIA QUE...

Nos anos 50 e 60, a fama do Vidago Palace Hotel intensifica-se devido às famosas festas organizadas no hotel.

 

1600-Vidago Palace 18 (114)

 

O Vidago Palace Hotel encerra em 2006 e reabre em 2010, cem anos após a sua inauguração. Este hotel histórico adquire novo brilho e volta a desempenhar um papel importante na hotelaria nacional, com critérios de conforto e de luxo do século XXI.

 

1600-Vidago Palace 18 (408)

 

E vai sendo tudo, terminamos aqui esta voltinha pelo Outono de 2018, espero que tenham gostado e que gostem também do vídeo que deixo a seguir, uma pequena composição com algumas das imagens tomadas este ano do Parque do Palace Hotel

 

 

Até amanhã!

 

 

 

16
Nov18

Momentos de luz (ou sem ela) na cidade de Chaves

1600-(41837))

 

Para não ser todos os dias do mesmo ou do que está a dar (na moda), agora o outono, resolvi dar uma voltinha por coisas diferentes. Encontrei esta primeira imagem, de um momento no mínimo esquisito, mas com um rosado interessante, e registei-o com o que tinha à mão, o telemóvel que, penso eu, ainda lhe acrescentou mais esquisitice ao momento, que apresento sem filtros, tal-qual o telemóvel ma deu. Hoje já não somos nós quem mandamos nas nossas vontades, os eletrodomésticos de casa e que transportamos connosco parece terem também vontade própria e às vezes controlam(-nos) até os nossos olhares e gostos. Mas escolhi a imagem também para dizer uma coisinha que, em especial, me irrita. Admito que haja praí pessoal que não goste de História, eu também não morro de amores por ela, mas vou ao que me interessa, principalmente àquela (História) que nos toca de perto e é também a nossa História. O que me irrita é que passem por esse Senhor da estátua que está no meio da rotunda e muitos flavienses não saibam quem o Homem é, ou foi. E tenho a triste prova disso mesmo, aquando em tempo uma senhora, que por acaso até nem era uma senhora qualquer, pois tratava-se de uma pintora portuguesa mais que consagrada de passagem por Chaves, perguntou à volta da rotunda quem era o Senhor da estátua. Perguntou no quiosque que então existia e onde se sabe sempre de tudo, aos taxistas que igualmente conhecem a vida de toda a gente, aos entrantes e saintes do supermercado lá do sítio, aos passantes etc.  Ninguém lhe soube dizer quem era o Homem da estátua. Isto confessou-mo a própria depois de ter abordado o último passante (que por acaso era eu). Primeiro esbocei um sorriso, relembrando aqui que há sorrisos amargos, não para a senhora, mas para a ignorância, não da senhora que não era de cá, mas para os de cá que não conhecem os seus, e este Homem, nem que fosse pelo seu fim trágico de uma noite sangrenta ao serviço de todos, merecia ter a sua História conhecida por todos os flavienses, que a maioria até lhe conhece o nome, mas não faz a mínima ideia de quem o Homem é. E fico-me por aqui, e de castigo para quem não sabem quem Ele é, também não o vou dizer – informai-vos!

 

1600-(41855)

 

E já que atrás abordei a ignorância, o segundo momento de hoje vai para o seu contrário, a inteligência e a sabedoria, neste caso da natureza, principalmente quando nos brinda com momentos como os da imagem em que ilumina o nosso olhar para aquilo que verdadeiramente interessa, realçando-a e deixando na penumbra aquilo que na imagem se chama ruído, que só incomoda e distrai. Inteligência, sabedoria mas também amiga e condescendente, dando um pouco de luz a quem dela precisa…

 

1600-Vidago Palace 18 (373)

 

Já sei que prometi que o Outono aqui do blog só vai aparecer no próximo sábado (amanhã),  mas fica um brinde, também ele da natureza do Outono, digamos que é um aperitivo para o que aí vai vir e um pouco da magia da luz e da cor. E com esta me bou!

 

Então, até amanhã!

 

 

14
Nov18

Cidade de Chaves, uma praça e uma árvore

1600-(41179)

 

Cá fica mais uma imagem com as cores de outono, esta bem no coração da cidade, na nossa praça monumental onde os estilos se misturam mas convivem amenamente e onde basta uma árvore (tília) apenas uma para fazer a diferença, pois na praça não há mais, e nem que fosse e só para sentir as estações do ano, esta árvore já cumpria a sua missão, mas tem também a nobre missão de dar sombra nos dias quentes de Verão a quem dela precisa e já andou muito ao sol, pena que as nossas praças em vez de se arborizarem se desarborizem, tal como aconteceu nesta, onde existiam árvores e até um enorme olmo, tão monumental como os edifício da praça.  

 

 

13
Nov18

Momentos da cidade de Chaves com o nosso nevoeiro...

1600-(41582)-p&b

 

Ora diz o nosso povo que depois da tempestade, vem a bonança, e se o nosso povo o diz, é porque é verdade, porque ele é sábio, e tudo indica que sim, que depois de um invernoso fim de semana, o sol vem aí, e talvez traga consigo o verão de S. Martinho de que o nosso povo também nos fala, e eu acredito que assim seja, mas diz-me também a experiência de ser flaviense há tantos anos, que o sol virá, mas de mansinho, primeiro o nosso Tâmega e a nossa veiga vão brindar-nos com o seu nevoeiro, para mim é um brinde, eu penso mesmo que nasci numa manhã de nevoeiro e que ele também me corre nas veias, aliás nem imagino esta cidade sem os seus dias de nevoeiro, seria no mínimo esquisito nunca sentir a ponta do nariz frio, e depois ficaria sem a magia de ver o sol a romper por entre o nevoeiro para finalmente se dar em toda a sua resplandecência, com o seu calorzinho a saber tão bem.

 

Mas sobretudo, em imagem, o nevoeiro tem o dom de nos proporcionar, ou deixar ver, a essência das coisas. Vejam lá a imagem que vos deixo! Seria a mesma coisa se não tivesse nevoeiro!?

 

 

 

12
Nov18

O Barroso aqui tão perto - Sanguinhedo

1600-sanguinhedo (18)

montalegre (549)

 

 

Como já sabemos que os finais de outono, todo o inverno e inícios de primavera, meteorologicamente falando, o tempo não é muito certo, em geral agendamos as nossas descobertas do Barroso para quando temos garantias de haver bom tempo e mais luz. Pois então, com alguma antecedência, marcámos o dia 12 de maio de 2017 para a descoberta de mais um pouco do Barroso, na qual tínhamos também incluído no nosso itinerário a aldeia de Sanguinhedo.

 

1600-sanguinhedo (51)

 

Mas os dias do mês de maio também não são muito certos, é conforme lhes dá, e quando lhes dá para o torto, é mesmo para o torto o dia todo. Foi assim, bem torto, chuvoso e até com algum frio que nasceu aquele 12 de maio de 2017. Os parceiros de viagem ainda interrogaram se mantínhamos o dia para a fotografia e descoberta de mais algumas aldeias do Barroso. Claro que sim, em maio não podia chover todo o dia, algumas abertas haveríamos de ter… mas não tivemos, no entanto,  já que andávamos por lá, fizemos frente à chuva, ao frio e ao vento e embora as máquinas fotográficas até nem gostem de chuva, as fotografias adoram, ficam mais brilhantes, mais misteriosas, diferentes. Cumprimos a nossa missão e isso é o que interessa.

 

1600-sanguinhedo (62)

 

Quanto a Sanguinhedo, já nos tinham falado da aldeia, como sendo uma das aldeias, a primeira completamente despovoada no concelho de Montalegre. Mal deixámos a EN103 para tomar a rampa de acesso à aldeia, com o temporal a cair sobre nós e as primeiras casas a surgirem no nosso horizonte, quase tivemos a sensação de  não estranhar o despovoamento. Parámos o carro para descansar da subida, olhámos para trás e eis o primeiro impacto, agradável, mesmo  debaixo de um céu ameaçador, a paisagem impressionava, ninguém podia ficar indiferente ao que se via. Olhando melhor para as primeiras casas, um pouco estranhas e fora do habitual no Barroso, acabavam também por fazer um conjunto simpático e igualmente interessante.

 

1600-sanguinhedo (54)

 

A aldeia parecia começar e terminar ali, logo após aquilo que se via. Avançámos a pé mais um pouco e deparámos com um placa pousada em cima de umas pedras, encostada às paredes de uma das casas “Horse & Move – B&C Equitação”.  O Azul elétrico da placa atraía o nosso olhar e o lettering despertava-nos a curiosidade, para além disso demos conta de que a rua e a aldeia continuavam por ali acima. Os companheiros de viajem avançaram na direção que a placa indicava e eu, entrei no carro e avancei até ao final da rua que era também o final da aldeia e mal parei, fui recebido por um cão, amigável e simpático, troquei umas impressões com ele para ficarmos à-vontade, já sei que nunca me respondem, mas entendem-me sempre.

 

1600-sanguinhedo (3)

 

E estava eu ainda de conversa com o cão, enquanto ia tirando a máquina fotográfica do carro e o guarda-chuva, o que provoca um certo embaraço andar e manejar as duas coisas, quando surge um homem vindo de uma das casas. Claro que vi logo que não era o fantasma da aldeia abandonada, pois via-se bem que era bem real, mesmo que viesse de cabeça coberta e o rosto naquele dia escuro ficasse à sombra do carapuço. E as minhas primeiras palavras dirigidas ao aparecido, ainda antes de o cumprimentar, foram de espanto: “Pensei que já não vivia aqui ninguém!?”. Que não!  Disse-me o aparecido, que vivia ele, a mulher o(s) filho(s), 10 cavalos e alguns cães, os que iam aparecendo e ficando por lá. Pela resposta deu logo para entender que o aparecido não era barrosão, embora falasse português, era um português esquisito, que deu mote para a próxima pergunta: — O senhor não é de cá, pois não!?. Pois não, não era, tinha vindo da Holanda à procura de uma propriedade para se poder dedicar aos cavalos. Era veterinário, gostava dos animais e da natureza e embora a intenção dele fosse outra região do país, calhou conhecer aquele cantinho do Barroso e apaixonar-se por ele, onde tinha tudo para aquilo que queria, e por ali ficaram.

 

1600-sanguinhedo (61)

 

No entretanto,  os meus parceiros de viagem chegaram e ficaram tão espantados quanto eu fiquei quando viram o aparecido, que viemos depois a saber chamar-se Casper,  que vivia com a mulher, Brigitte, que entretanto também apareceu, ela professora de equitação. Bem, para o levantamento fotográfico da aldeia bastariam uns 20 minutos, mas a conversa foi rendendo, os anfitriões eram simpáticos, mostraram-nos as instalações, apresentaram-nos os cavalos que estavam lá mais à mão, um deles o halibute (fixei o nome por ser curioso) e acabámos por ficar por lá cerca de duas horas, se bem recordo.

 

1600-sanguinhedo (65)

 

Um ano e uns meses já é muito tempo para recordar pormenores da conversa que tivemos, mas recordo ainda terem-nos falado de uma atividade com barcos de recreio na barragem da Venda Nova, que fica a penas 120m da aldeia, ou seja, entre a aldeia e a barragem, praticamente apenas temos a EN103. Recordo ainda terem falado em turismo rural, que tinham algumas das casas preparadas para este fim. Fui à net, pesquisei e lá está, pelo menos no “Booking.com” onde encontrei uma descrição sobre as instalações, que suponho ser da responsabilidade dos proprietários (holandeses), pelo menos a julgar por um pormenor do texto que deve estar relacionado com o ainda não dominarem convenientemente o português, refiro-me a este pormenor que irão ver no texto que a seguir vou transcrever: “existem estábulos para cavalos nos quartos”.  

 

1600-sanguinhedo (60)-1

 

Pois aqui fica a transcrição daquilo que está no “Booking.com”

 

Quinta da Riba

Situada em Sanguinhedo, a Quinta da Riba é uma propriedade que providencia passeios a cavalo, com um total de 10 cavalos lusitano. Existem estábulos para cavalos nos quartos e um dos proprietários é um instrutor de equitação.

Entre as várias comodidades desta propriedade estão um jardim e um terraço. Está disponível acesso Wi-Fi gratuito. Os quartos deste alojamento de turismo rural estão equipados com um guarda-roupa. Os quartos estão completos com uma casa de banho partilhada, enquanto algumas unidades da Quinta da Riba também possuem uma área de estar.

Todas as manhãs é servido um pequeno-almoço continental na propriedade.

Uma variedade de actividades populares estão disponíveis na área em redor do alojamento, incluindo caminhadas. A propriedade também é um abrigo para cães.

Braga fica a 41 km da Quinta da Riba. O aeroporto mais próximo é o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, a 76 km deste alojamento de turismo rural. 

Esta propriedade também tem uma das localizações melhor pontuadas em Sanguinhedo! Os hóspedes estão mais satisfeitos com ela do que com outras propriedades da mesma área.

Este alojamento é recomendado pela boa relação preço/qualidade em Sanguinhedo! Os hóspedes têm mais por menos dinheiro em comparação a outros alojamentos nesta cidade.

Falamos o seu idioma!

 

Para saber mais sobre esta unidade, nem há como consultar os seus sítios na net:

 

Páginas da Horse & Move – Sanguinhedo - Portugal

Internet: http://horseandmove.123website.nl/

Facebook: https://www.facebook.com/horseandmove/

 

1600-sanguinhedo (53)

 

No texto que atrás foi ficando, já fica um pouco ou quase tudo a respeito da localização de Sanguinhedo. Já dissemos que fica junto à Barragem da Venda Nova, junto à EN103, a 41 Km de Braga e a 76 Km do aeroporto Sá Carneiro. Falta dizer que fica a 500 metros da Venda Nova e a 61,8 km de Chaves, mas a seguir deixamos o melhor caminho para lá chegar a partir de Chaves, logo seguido do nosso habitual mapa.

 

1600-sanguinhedo (58)

 

Pois embora Sanguinhedo fique junto à EN103 e bastaria tomar esta estrada em Chaves, seguir sempre por ela até à Venda Nova (Barragem) e logo a seguir quatrocentos e tal metros) virar à esquerda para a nossa aldeia de hoje, não é este o itinerário que vou recomendar, pois esse será o da N311, por ser mais curto e para mim o mais interessante, no  entanto já sabem que eu recomendo sempre um caminho para ir e outro para vir, e o regresso, esse sim, recomendo a EN103. Mas que decide não sou eu e vocês tomarão aquele que entenderem. Falta só referir que a N311 é a estrada que liga Boticas a Salto, ou seja, caso seja este o itinerário escolhido, terão de tomas a EN103 em Chaves até Sapiãos, aí abandonam a EN103 e viram para Boticas, atravessam esta vila e seguem em direção a Salto, mesmo antes de chegar a Salto terão de virar à direita em direção à Venda Nova. Há sempre placas informativas, não há nada que enganar. Por este itinerário são 61.8 Km pela EN103 são 68.7 Km. Fica o nosso mapa.

 

sanguinhedoo-mapa.jpg

 

Vamos agora ao que encontrámos nas nossas pesquisas, onde como sempre o livro “Montalegre” é de consulta obrigatória. Pois no referido livro só encontrei duas referências a Sanguinhedo, uma quando se refere o roteiro das barragens e outra em relação ao Padre Domingos Barroso, que transcrevemos:

 

1600-sanguinhedo (46)

 

Padre Domingos Barroso (séc. XIX) nasceu na quase erma povoação de Sanguinhedo, em 1889. Assinalado praticante das actividades cinegéticas, devemos-lhe o apuramento da raça canina dita “perdigueira”. Devido a tal escreveu “O Perdigueiro Português,” obra publicada em duas edições e muito elogiada. Escrevia muito bem, em estilo desempenado e limpo e colaborou em diversos órgãos de comunicação social escrita.

 

1600-sanguinhedo (42)

 

Achámos estranho não aparecer nenhuma referência quanto à freguesia a que pertence, que deduzimos ser a Freguesia da Venda Nova. Fomos até essa parte do livro e lá aparece a aldeia grafada como Sangunhedo (sem o i). Mais por curiosidade do que por dúvida, fomos consultar o site do Município de Montalegre, que na pesquisa nos remete para o livro “Montalegre”, ou seja, voltámos ao mesmo, mas há sempre a “Toponímia de Barroso” para tirar dúvidas, e aí esclarecemos aquilo que já sabíamos, que Sanguinhedo é mesmo Sanguinhedo, só não sabíamos é que era do Arco, ou seja, Sanguinhedo do Arco, mas vamos à “Toponímia de Barroso” ver o que por lá se diz ao respeito.

 

1600-sanguinhedo (4)

 

Sanguinhedo do Arco

Este topónimo tem percorrido o mesmo caminho de Sabuzedo, mas a partir do nome comum SANGUINHO + EDO – SANGUINHEDO. Apesar disso o povo pronuncia muitas vezes Sangunhedo  e refere o topónimo ao nome de um santinho: São Gunhedo, o que é um acto de crença inexplicável! E a tal santinho dedicaram as alminhas  do lugar que estão junto à Estrada Nacional 103.

 

1600-sanguinhedo (35)

 

Ora com mais esta do São Gunhedo lá tive de ir à procura das alminhas para deixar aqui e que tinha arquivadas com as da aldeia de Padrões, mas como não quero que aqui falte nada, aqui estão as referidas alminhas:  

 

1600-padroes (14)

 

Ainda integrado na “Toponímia de Barroso” está a “Toponímia Alegre” onde aparece uma quadra dedicada a Sanguinhedo:

 

Adeus, adeus, Sanguinhedo

És de ladeiras ao fundo;

Quem lá vai tomar amores

Vai-se despedir do mundo.

 

1600-sanguinhedo (12)

 

No Dicionário do mais ilustres Transmontanos e Alto Durienses, encontrámos mais uma referência a Sanguinhedo:

 

MONUMENTOS, ACHADOS HISTÓRICOS E LOCAIS DE INTERESSE

De entre os monumentos destacamos: os diversos dólmenes e antas, já assinalados. Estes monumentos tumulares de pedra foram construídos, entre nós, no período que se situa nos fins do Neolítico, com prolongamento pela Idade do Bronze; os castros são povoações fortificadas, localizadas em colinas de difícil acesso e, de preferência, junto a cursos de água, onde os povos viviam em relativa tranquilidade e se poderiam defender de outras tribos. A cultura castreja teve larga difusão no Barroso, como já vimos; as estradas romanas que atravessavam a região do Barroso, fazem a ligação entre Braga e Chaves e Astorga com variantes e itinerários diferentes; os marcos miliários, monolitos que se fixavam ao longo das vias romanas, por vezes, com indicação de nomes e títulos honoríficos. assinalavam as distâncias de 1.000 em 1.000 passos. Dos muitos existentes ainda se conservam os que se encontraram em Vilarinho dos Padrões, Sanguinhedo.

 

1600-sanguinhedo-77-79-panor

 

E vamos iniciando as despedidas, mas antes ainda há tempo para referir que na Internet encontrei a referência a uma  “Associação Recreativa e de Revitalização da Aldeia de Sanguinhedo”, mas apenas isso e ainda uma Dissertação de Mestrado de Arquitetura, data de 2013 e intitulada “Impacto da arquitetura na minimização do despovoamento local : Sanguinhedo, um caso de estudo”, ao qual só tivemos acesso ao resumo, que diz assim:

 

1600-sanguinhedo (64)

 


O presente trabalho de investigação aborda a implementação de um restaurante apoiado por edifícios dirigidos ao Turismo de Habitação Rural, em Sanguinhedo, lugar de Venda Nova, um lugar quase abandonado no concelho de Montalegre. Representa a última etapa do 2º Ciclo, Mestrado Integrado em Arquitetura, a apresentar na Faculdade de Arquitetura e Artes da Universidade Lusíada de Vila Nova de Famalicão. “Impacto da Arquitetura na Minimização do Despovoamento Local – Sanguinhedo: Um caso de estudo” foi o título produzido, após se analisar o estudo desenvolvido e se estabelecerem os objetivos pretendidos. A escolha deste trabalho foi motivada pelo conhecimento prévio da propriedade e região onde se pretende implementar o restaurante. Este trabalho explora o Turismo, em particular o Turismo em Espaço Rural e a forma como este pode dinamizar uma região e diminuir o seu despovoamento. A ideia surge depois do contato com a região do Barroso e suas gentes, aqui caracterizados, bem como da constatação do êxodo rural que esta região tem vivido em tempos recentes. Caracteriza-se a povoação de Venda Nova e seu enquadramento natural e geográfico fundamentando assim, a necessidade de implementação de um espaço que apoie o Turismo e sirva como âncora para não só atrair turistas, mas cativar as gerações mais novas a ficarem na sua terra natal. Cria-se, assim, um pólo dinamizador para um reinventar do espaço rural de Sanguinhedo, Venda Nova.

 

1600-sanguinhedo (67)

 

Pois, todas as ideias são válidas e preciosas para combater despovoamento rural, o problema é que se trata de um problema estrutural, que não depende de nós e da nossa vontade, mas sim do poder central, se é que existe, pois também ele está hipotecado a quem realmente detém, e o problema maior, é que, parece-me, já não se saber que o detém. Entretanto, vamos ficando sem hospitais públicos, sem escolas, sem comércio local, sem agricultura, sem o regresso dos nossos filhos, sem os nossos saberes, sem os nossos sabores, sem as nossas tradições, enfim, sem a nossa cultura, para por fim ficarmos sem a nossa identidade.

 

E ficamos por aqui. Ficam ainda as habituais referências às nossas consultas e dizer-vos que as abordagens que já fizemos às aldeias e temas de Barroso estão agora no menu do topo do blog, mas também nos links da barra lateral. Se a sua aldeia não está lá, em breve passará por aqui, num domingo próximo, e se não tem muito tempo para verificar se o blog tem alguma coisa de interesse, basta deixar o seu mail na caixa lateral do blog onde diz “Subscrever por e-mail”, que o SAPO encarregar-se-á de lhe mandar um mail por dia com o resumo das publicações, com toda a confidencialidade possível, pois nem nós teremos acesso à vossa identidade e mail.

 

BIBLIOGRAFIA

 

BAPTISTA, José Dias, Montalegre. Montalegre: Município de Montalegre, 2006.

BAPTISTA, José Dias, Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso, 2014.

DA FONTE, Barroso, Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses, Guimarães.

 

WEBGRAFIA

https://www.booking.com/hotel/pt/quinta-da-riba.pt-pt.html, consultado às 18H50 de 11/11/2018.

http://repositorio.ulusiada.pt/handle/11067/2996, consultado às 19H30 de 11/11/2018.

 

10
Nov18

Ribeira do Pinheiro - Chaves - Portugal

1600-ribeira do pinh (86)

 

E porque hoje é sábado, vamos até mais uma das nossas aldeias do concelho de Chaves, ainda nas Ribeiras, hoje a terceira e última com este topónimo, pois depois da Ribeira das Avelãs e da Ribeira de Sampaio, apenas nos falta deixar aqui, mais uma vez, a Ribeira do Pinheiro, que fica precisamente entre as outras duas Ribeiras e igualmente junto à Ribeira do Caneiro.

 

1600-ribeira do pinh (82)

 

A introdução embora um pouco confusa com tanta Ribeira já esta resolvida, agora quanto ao restante texto já é mais complicado, tudo porque nunca consegui chegar ou perceber qual é o coração da Ribeira do Pinheiro, tudo porque é um lugar atípico, foram do comum para caber na definição de uma aldeia como costumam ser.  Ou seja, vamos ser sinceros, pouco conheço da Ribeira, mesmo porque é de difíceis acessos e só a fui registando a uma certa distância, exceção para algumas fotos junto a Ribeira do Caneiro, a ribeira mesmo ribeira com água a correr bem apressada em leito acidentado.

 

1600-ribeira do pinh (19)

 

Mas conheço e sei algumas coisas sobre a Ribeira do Pinheiro e das suas proximidades, como por exemplo ter vários locais de onde se conseguem fotografias de exceção, principalmente em algumas horas do dia e em algumas épocas do ano, como no Inverno e no Outono. Conheço e conheci também algumas pessoas que tiveram lá o seu berço e que com o tempo desceram um pouco até à veiga para se instalarem, daí ficar também a saber que a Ribeira do Pinheiro não é só de acessos complicados mas também onde era, talvez ainda seja, complicado viver, quer pelo acidentado do terreno quer por se encontrar numa garganta um pouco profunda no encontro de duas encostas da Serra do Brunheiro, o que lhe confere um certo ar exótico e até de mistério, principalmente quando se anda na base dessa garganta onde corre a ribeira da água.

 

1600-ribeira do pinh (37)

 

Exotismo e mistério que tanto lhe aumenta o interesse como nos deixa um pouco desconfortáveis, isto quando estamos por lá, na sua base, mas mesmo assim o interesse é superior ao desconforto. Isto são apenas palavras que, por mais que tente, nunca conseguirão chegar a sensação estar lá, junto à ribeira com água. Também o acesso até esta zona, é complicado, há que perguntar a quem sabe qual a melhor forma de lá chegar, mas pela minha experiência, aborde a ribeira a partir da Ribeira das Avelãs, pois a partir da Ribeira de Sampaio, cheira-me a aventura que não estará ao alcance de todos, e também um conselho que se deve ter sempre em conta quando vamos para terrenos complicados, nunca vá sozinho e se for, antes de ir, diga sempre a alguém para onde vai. Experiência própria, pois, nestas coisas de andar a descobrir coisas sozinho, já em tempos cometi algumas imprudências que só depois de sair delas, a frio, é que fiquei ciente de que as coisas poderiam ter corrido para o torto, e depois, ir acompanhado, é sempre mais agradável, pois sempre temos com quem partilhar estas experiências.

 

1600-ribeira do pinh (25)

 

Das imagens que hoje vos deixo, as possíveis que até hoje tomei, é natural que algumas até saiam do território da Ribeira do Pinheiro, como por exemplo a imagem do Miradouro de S. Lourenço, desde onde se avista toda a cidade e vale de Chaves, ou outras imagens que são vistas tomadas desde a Ribeira do Pinheiro, pois tal como disse no início não sei muito bem onde começa e acaba o território de cada uma das três Ribeiras, mas seja como for, de certeza que estamos numa Ribeira.

 

1600-ribeira-avelas (311)

 

E é tudo, o possível, pois a partir de aqui só mesmo inventando conteúdos. Espero que goste do que por aqui deixo, imagens também elas já com uns anitos, exceção para a última imagem da Ribeira do Caneiro, mais recente, mesmo assim já tomada há dois anos.

 

Até amanhã, se possível com mais uma aldeia do Barroso, ainda o Barroso de Montalegre.

 

 

 

09
Nov18

Cidade de Chaves e as coisas do tempo!

1600-santos-2018 (113)

 

Ainda ontem falávamos aqui do tempo das coisas e das coisas do tempo, mas mais em modas de imagem. Hoje vamos ao mesmo, às coisas, e ao tempo, que por um lado está de frio e de chuva com dias acinzentados e por outro é tempo de coisas da época que também vão fazendo parte das iguarias e festas de época, ou seja, do tempo.

 

1600-santos-2018 (562)

 

Uma das coisas boas do tempo, é a fruta. A castanha é rainha e senhora, já em tempos foi pão nosso de cada dia (enquanto durava), bastava um golpe macio em cada uma, despejá-las num pote com água ao lume (lareira), esperar que cozessem e depois era só descascar e comer, quentes ou frias. Para prato mais rico, acrescentava-se batata cortada a meio, com casca, a cozer juntamente com as castanhas, no final a mesma receita para as castanhas, já as batatas eram temperadas com um bocadinho de alho e um fio de azeite, uns copitos de vinho por cima para abafar e ajudar a digestão e bota regaladinhos para o quentinho da cama, sem televisão. A exceção era para o dia de S. Martinho, tradição que felizmente ainda se vai mantendo por cá, com os magustos, agora com uns acrescentos, mas onde o obrigatório é a castanha assada, a prova do vinho novo e a jeropiga. Atualmente a festa é mais rica e acrescenta-se-lhes umas fevras, a sardinha assada, pão centeio, às vezes umas saladas e pimentos assados, muito vinho branco e tinto, finalizado com a jeropiga para a assossega e mais tarde um caldinho verde para formatar os estômagos.

 

1600-santos-2018 (113)-cut

 

Voltemos à cidade e à primeira imagem que agora é a terceira, ou seja, a primeira foi para demostrar o tempo de chuva, frio e cinzento, daí ficar a p&b. Mas agora fica a versão do P&B com os vermelhos a escapar à seleção, e porquê!? — Ora para realçar algumas coisas boas do tempo, desde logo a fruta à porta da loja , mas em especial aquela varanda vermelha que é um encanto para o olhar. A única com estas características em Chaves, que resistiu a modernidade e vai continuar a resistir, pois o prédio está a ser reconstruído e a varanda vai manter-se. Mas agrada também ver que aos poucos o casario das ruas principais da cidade histórica está a ser reconstruído, mantendo-se a traça inicial (ou próxima), o que abre a esperança de que nos próximos anos, o Centro Histórico volte a ter vida, com gente dentro das casas e a dar movimento às ruas, com momentos como os que se veem na imagem, com os vizinhos a conversar de um para o outro lado da rua equanto os passantes passam. 

 

1600-santos-2018 (563)

 

Por último o resto da fruta e coisas da época. Coisas boas, não só para quem as consome, mas também para quem as produz, e principalmente estas duas que deixo em imagem, acrescentando um pouco de azeitona e o vinho, que ainda vão mantendo algumas famílias no mundo rural, principalmente a castanha, isto onde a há, pois é fruta de terras altas. A acrescentar à fruta, temos agora o que nos vem da horta – nabiças, grelos e as couves,  que fazem o acompanhamento de qualquer prato, só falta mesmo o fumeiro que está quase a chegar, depois sim, com estas coisas do tempo (época) que deixo aqui descritas, cozinhadas com os saberes e sabores aprendidos com as nossas avós, é também tempo de dizer – E TÃO BOM VIVER EM CHAVES!

 

 

 

 

 

Sobre mim

foto do autor

Pesquisar

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

 

 

Olhares de sempre

Links

As minhas páginas e blogs

  •  
  • Aldeias de Barroso

  •  
  • FOTOGRAFIA

  •  
  • Animação Sociocultural

  •  
  • Cidade de Chaves

  •  
  • De interesse

  •  
  • GALEGOS

  •  
  • Imprensa

  •  
  • Páginas e Blogs

    A

    B

    C

    D

    E

    F

    G

    H

    I

    J

    L

    M

    N

    O

    P

    Q

    R

    S

    T

    U

    V

    X

    Z

    capa-livro-p-blog blog-logo

    Comentários recentes

    • Anónimo

      Boa noite! Alguém me sabe dizer quem foi o autor d...

    • Eduardo Camara

      Sou Eduardo neto de Maria Otilia portuguesa nascid...

    • Tudo Mesmo

      Tenho que ir a Chaves para o próximo ano.

    • Anónimo

      “OUTONICE”Porra! Porra! Porra!Como se já não me ba...

    • Tudo Mesmo

      Linda mesmo.