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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

09
Nov19

Anelhe - Chaves - Portugal

(vídeo)

1600-anelhe (43).jpg

 

Anelhe

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que não tiveram o resumo fotográfico em vídeo aquando do seu post, trazemos hoje aqui o vídeo da aldeia de Anelhe.

 

 

Link para partilha ou ver diretamente no youtube:

https://youtu.be/8Y-vuM2AUGE

 

Posts do blog Chaves dedicado à aldeia de Anelhe:

https://chaves.blogs.sapo.pt/anelhe-chaves-portugal-1516859

https://chaves.blogs.sapo.pt/758940.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/471313.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/262184.html

 

 

 

 

07
Nov19

A seguir ao Tâmega, o Douro

OUTONO NO ALTO DOURO VINHATEIRO

1600-douro-en222 (213)

 

Ontem prometi que hoje estaria aqui com mais outono, mas bem diferente daquele que vos deixei ontem, e cá estamos a cumprir. E se ontem foi à volta do Rio Tâmega que andámos, decidimos descê-lo e entrar no Rio Douro, percorrendo um troço da EN222 que é considerado um dos mais bonitos do mundo e melhor estrada para conduzir, atravessando o vale do Douro a partir da Régua a caminho do Pinhão, sempre com o rio por companhia que é considerada a melhor estrada do mundo (EN222) sempre sobranceira ao rio, entrando também no Alto Douro Vinhateiro, considerado pela UNESCO Património Mundial. Tudo isto mesmo aqui ao pé de nós, a menos de uma hora de viagem.

 

1600-douro-en222 (363)

 

As imagens falam por sí, mas quem melhor que os poetas para as ilustrar com palavras:

 

O Doiro sublimado. O prodígio de uma paisagem que deixa de o ser à força de se desmedir. Não é um panorama que os olhos contemplam: é um excesso da natureza. Socalcos que são passadas de homens titânicos a subir as encostas, volumes, cores e modulações que nenhum escultor, pintor ou músico podem traduzir, horizontes dilatados para além dos limiares plausíveis da visão. Um universo virginal, como se tivesse acabado de nascer, e já eterno pela harmonia, pela serenidade, pelo silêncio que nem o rio se atreve a quebrar, ora a sumir-se furtivo por detrás dos montes, ora pasmado lá no fundo a reflectir o seu próprio assombro. Um poema geológico. A beleza absoluta."

 

Miguel Torga in "Diário XII"

 

1600-douro-en222 (178)

 

 

Aqui Douro. O Paraíso do vinho e do

suor. Dum rio no Verão ossudo e magro

como as pessoas,

quando a alma se escoa pelos poros;

rio também barrento, a cor da terra,

para que a alma seja inteira;

rio das grandes cheias, do abraço final

de troncos de homens, de árvores e sonhos;

 dum rio agora jovem: a água demora

o seu espelho nas barragens, e os barcos

cheios de olhos filmam a história dum deus desconhecido.

 

Paraíso dos montes sobre montes,

agressivos mas belos,

montes que se agigantam, ombros vivos

dos violentos ventos e do sol,

e montes que se dobram e desdobram com

os ribombos,

abrindo ribanceiras e fundões.

Oh Cachão da Valeira, sepultura de

incêndios!

 

Paraíso das hortinhas e pomares:

a água é menos esquiva

para que os homens sujem bem as mãos

de encaixotar num sonho meia dúzia de

laranjas,

enquanto os melros pintam a carvão

sua risada galhofeira e livre.

 

Paraíso dos nove meses de Inverno

e três de inferno:

Outubro a Junho, é o nevoeiro sanguessuga

que morde até aos ossos e às palavras;

 Julho a Setembro, é o sol em lâmina

que fere os olhos até ao pensamento.

 

Paraíso do suor,

dos homens de camisas empastadas,

a terra a queimar os lábios

e a torcer-lhes a fala em raivas humaníssimas,

cavando, neles cavando o desespero

e o amor também

(a noite e o luar)

porque no fim de tudo

a terra é flor e corpo de mulher.

 

Paraíso da aguarela forte das vinhas

que entram em ondas verdes pelos olhos.

Vinhas que estão na vida desta gente

como grito nos lábios,

como flor no desejo,

como o olhar nos olhos,

vinhas, sei lá, que são a própria vida desta

gente.

 

Paraíso dourado das vindimas!

Então o Douro é d’ouro.

Ouro no sol que põe tudo em labaredas:

os cachos e as nuvens de poeira

espantadas pelas patas dos cavalos

e dos camiões, ron-ron, ladeira acima.

Ouro na tagarelice das mulheres

que vindimam as uvas e as ideias;

um certo ouro no silêncio dos homens

 que em fila e ferro transportam os cestos.

Ouro ainda no regresso do trabalho,

ao som dum bombo, duma concertina.

Ouro nos cestos, nos lagares, nas pipas,

ouro, ouro, suado de sangue, ouro!

Ouro talvez nos cálices de quem

 veio de longe assistir da janela.

Ah Paraíso dourado das vindimas,

do vinho quente, vinho-gente, que cintila,

que é suor e sangue e sol engarrafado!

 

Paraíso também das romarias;

Da Senhora da Piedade, do Viso e dos

Remédios:

gente de gatas como animais

porque a Senhora interveio

e ante o céu

somos uma coisa qualquer por acabar.

Há um homem que leva uma facada,

mas há também ex-votos,

estrelas a germinar nos olhos.

 

Paraíso das sete ermidas!

– o céu gotejando no cimo dos montes.

De castros e ruínas

– o vento do passado colando-se ao rosto.

Das minas que devassam o abismo

– fui à boca de uma em criança

e recuei como se tivesse visto

todos os dentes da bicha-das-sete-cabeças.

 

Paraíso dos caminhos tortuosos

– pois Deus escreve direito por linhas tortas.

Dos duendes nocturnos

– ninguém chegue à janela quando passam.

Das mouras encantadas

– o afiançou minha avó: há uma

que se chama Maria

e é linda, linda como as manhãs de Junho.

 

Paraíso

dos barrancos inconcebíveis,

das rogas e dos silêncios,

do grandioso silêncio das montanhas!

Paraíso! Paraíso!

Oh cântico de pedra à esperança!

 

© António Cabral - Todos os direitos reservados. Ler mais em: https://www.antoniocabral.com.pt/aqui-douro-eiqui-douro/ | ANTÓNIO CABRAL

 

1600-douro-en222 (373)

 

O Douro fotografado de todos os ângulos. Mas não há diafragma por onde possa entrar esta grandeza. De resto, mesmo que entrasse, de que valia? Todas as imagens colhidas pela objectiva não seriam nada comparadas com as que trago na retina. É que, para mim, Trás-os-Montes não é uma paisagem: é fisiologia.

Miguel Torga in "Diário XII"

 

1600-douro-en222 (1)

 

Por último, os agradecimentos que tornaram estas imagens possíveis, e que vão para o nosso cicerone que trata o Rio Douro por tu ou por “O meu majestoso Douro”, já com obra publicada sobre estes cantinhos de encanto, o fotógrafo Fernando Peneiras, que tal como ele também diz – 100 peneiras.  

 

 

06
Nov19

O Outono, as Pontes e o Rio Tâmega

cidade de Chaves

1600-(51185)

 

Eu sei que durante a série dos Santos também deixei por aqui umas pinguinhas de Outono, mas sinceramente não fiquei satisfeito, daí, estar aqui de novo com as cores mágicas de Outono, como o nosso Rio Tâmega e as nossas pontes, pelo menos três, mas também um três em 1 com duas pontes e as poldras. São ao todo 5 momentos deste outono e claro, como trazemos aqui as pontes, iniciámos com uma da Ponte Romana, é a mais velha, por isso a primeira, com uma vénia e todo o respeito.

 

1600-(51063)

1600-(51053)

 

Com estas duas últimas, ponte nova e pedonal, estive tentado a dizer que eram a filha e neta da Ponte Romana, separam-nas 50 anos de idade, que comparando com os quase 2000 anos da Ponte Romana, não é nada, acabam por ser da mesma geração, pelo que ficam muito bem juntas.

 

1600-(51396)

 

Já esta última é um misto de idades e diferentes travessias. Uma 3 em 1. Gostei de as ver juntas, por isso, aqui ficam.

 

1600-(51411)

 

E claro, não resisti a trazer aqui um mimo, um pormenor de uma folha, uma simples folha a espera de chegar a sua vez de cair, mas antes, mostra toda a sua exuberância vestindo-se de vermelho vivo.

 

Até amanhã, possivelmente com mais Outono, mas bem diferente do de hoje. Assim espero!

 

 

 

05
Nov19

A vida continua

em chaves

1600-(51012)

 

Os Santos já lá vão, mas a vida continua em Chaves, um bocadinho sem luz pela chuva que nos últimos dias não deixou de cair, mas é tempo dela e há que deixar a natureza fazer o seu trabalho.

 

1600-(51010)

 

Hoje deixo dois registos de outras coisas que acontecem em Chaves, o das obras em alguns edifícios emblemáticos da cidade de Chaves e em boa hora acontecem dando continuidade a esta onde de reconstruir o centro histórico iniciada nestes últimos anos. Registo também com agrado que começa a haver algum bom gosto nos tapumes das obras, tal como acontece na obra desta segunda foto, bem diferente e bem mais agradável de ver do que os tapumes que aparecem em primeiro plano na primeira foto. Pode ser que a moda pegue ou que a tal sejam obrigados…

 

 

04
Nov19

Cidade de Chaves

Santos e Outono - dia 11

1600-santos-19 (487)

 

4 de novembro de 2019

Santos e Outono – dia 11 (último dia)

Adeus Feira dos Santos

 

Adeus Feira dos Santos, para o próximo ano há mais e também aqui rematamos a série de publicações que dedicámos à feira, que este ano embora não tivesse havido feira no dia 30 de outubro, tradicionalmente apelidada de “Feira da Lã”, a verdade é que a feira deste ano foi mais longa que o habitual, terminando apenas ontem, dia 3 de novembro.

 

1600-santos-19 (37)

 

Hoje vamos deixar por aqui em imagem algumas das que nos deu gosto fazer, em jeito de resumo da feira, mas diga-se a verdade, são todas do dia 31 de outubro, pois embora estando cá na terrinha, não houve oportunidade para mais, outros interesses e obrigações impuseram-se em troca da feira.

 

1600-santos-19 (442)

1600-santos-19 (385)

 

 E diga-se a verdade, são apenas imagens do dia 31 de outubro, é certo, mas para mim é o principal dia da feira, talvez pela sua componente rural, de trazer o gado até nós, espécies e raças autóctones da região,  principalmente aquele que vem a concurso e que proporciona momentos únicos de imagem.

 

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Ficam alguns momentos do concurso de gado bovino, de três raças transmontanas, a barrosã, caracterizada pelos seus enormes cornos abertos, a maronesa pela sua cor preta e a mirandesa pela sua cor castanha. Claro que estas são apenas algumas características, pelo menos são aquelas que a mim me ajudam a identificá-las, exceção para a raça barrosã que, de tanto a ver e fotografar no seu ambiente natural, já a trato por tu…

 

1600-santos-19 (146)

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A título de curiosidade, embora a raça barrosã assuma o nome da região do Barroso, o seu ambiente natural é mais o Barroso verde do Baixo Barroso e do Alto Minho.

 

1600-santos-19 (97)

 

Pois este ano fiquei-me pelo concurso do gado e por uma breve volta pelas ruas da cidade, mesmo assim deu para congelar alguns momentos, alguns da magia que invade as crianças e que lhes faz brilhar o olhar.

 

1600-santos-19 (530)

 

Mas o mundo das crianças é mesmo o parque de diversões, os “carrosséis”, que até a nós adultos nos faz regressar a alguns momentos da nossa juventude. Pena mesmo foi perderem-se algumas das diversões/espetáculo, tal como aconteceu com o poço da morte…foi bom enquanto durou.

 

1600-santos-19 (640)

 

Em termos de arte já tinha visto de tudo na Feira dos Santos, mas há sempre novos momentos, este ano fui surpreendido com o tango argentino dançado e cantado, na Rua de Santo António. Embora na imagem só apareçam os dançarinos, havia um terceiro elemento do grupo a cantar.

 

1600-santos-19 (543)

 

E para terminarmos esta série de publicações dedicada aos santos e outono, vamos lá à foto da magia das cores, pena esta magia durar tão pouco tempo, mas dá sempre para umas imagens. Hoje apenas uma, da Praça do Brasil, em Chaves.

 

1600-santos-19 (621)

 

Mas hoje temos um extra, um vídeo com todas as imagens que publicámos nesta série dedicada aos santos e outono.

 

 

 

Se quiser partilhar ou ver o vídeo diretamente no YouTube, siga este link:

https://youtu.be/xu71UwsT9Sw

 

 

E é tudo por hoje, amanhã há mais, embora de Feira dos Santos só para o ano, quanto ao Outono, pela certa que nos próximos dias teremos por aqui mais alguma coisa.  

 

 

 

02
Nov19

Amoinha Velha - Chaves - Portugal

Aldeias de Chaves (Vídeo)

1600-amoinha (28)-vídeo.jpg

 

Amoinha Velha

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que não tiveram o resumo fotográfico em vídeo aquando do seu post, trazemos hoje aqui o vídeo da aldeia de Amoinha Velha.

 

 

 

Link para partilha ou ver diretamente no youtube:

https://youtu.be/AYMqi_Hh7p0

 

 

Posts do blog Chaves dedicado à aldeia de Amoinha Velha:

https://chaves.blogs.sapo.pt/amoinha-velha-chaves-portugal-1514319

https://chaves.blogs.sapo.pt/amoinha-velha-chaves-portugal-1243678

https://chaves.blogs.sapo.pt/315312.html

 

 

 

 

 

01
Nov19

Cidade de Chaves

Santos e Outono - dia 10

1600-santos-19 (584)

 

Santos e Outono – dia 10

Resumo do primeiro dia da Feira dos Santos (31 de outubro)

 

Iniciamos com a imagem de outono, finalmente uma desta ano, da cidade de Chaves no primeiro dia da Feira dos Santos. Já de seguida, e sem mais demoras ou palavras, ficam alguns dos touros, vacas e vitelas premiados no concurso de gado, com representação das três raças em concurso, mas só apenas alguns das dezenas de premiados.

 

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Até amanhã!

 

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