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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

21
Set21

Chaves de Ontem - Chaves de Hoje

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ontem-hoje

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Sessenta anos separam as duas imagens que hoje aqui ficam, e aparentemente pouca coisa mudou, pelo menos na volumetria e fachadas das edificações, de resto, alteram-se as cores, repararam-se as fachadas e foi-se dando um aspeto de novo a este velho casario centenário, e bem. As alterações mais profundas, talvez estejam no seu interior e no uso deste casario, que se foi adaptando aos tempos atuais. A antiga pensão comércio e o restaurante, snack-bar, café beira-rio, que nos finais dos anos sessenta recordo darem uma certa urbanidade à entrada da cidade, principalmente  à noite, com o piscar das luzes de néon a darem um brilho especial  à cidade, brilho esse que se repetia rua de Stº António e Rua Direita acima, hoje apenas recordações de um. A velha pensão já fechou portas há mais de 30 anos e são hoje poiso de uma marca, de marca, de confeções, na restante rua, do lado esquerdo, todo o comércio que aí existiu anos a fio, como a frutaria que tinha rifas e de inverno vendia tripas, a farmácia, uns prontos a vestir, etc., todos servidos por um estreitíssimo passeio que ia estreitando quase até ao final do quarteirão, junto aos espelhos do "Larufas", onde se resumia ao lancil, para de novo alargar e virar para a rua do Tabolado, todo esse comércio fechou para dar lugar a novos espaços comerciais e de restauração. Olhando tudo isto pelo seu lado positivo, é bom sinal, sinal de que a cidade está viva e se vai adaptando aos novos tempos. Faltar, só falta mesmo as famílias regressarem aos andares superiores destas edificações.     

 

 

18
Set21

O Barroso aqui tão perto - Telhado

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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TELHADO - MONTALEGRE

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de TELHADO, concelho de Montalegre.

 

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Como habitualmente aproveitamos esta ocasião para deixar aqui mais algumas imagens sobre a aldeia, imagens que escaparam à anterior seleção aquando do post completo que dedicámos a Telhado.

 

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E também como tem acontecido com os outros posts/vídeos acrescentamos mais algumas curiosidades ou coisas de interesse sobre a aldeia.

 

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O mais comum no Barroso é as aldeias localizarem-se na montanha, não estivesse o Barroso implantado em Trás-os-Montes (exceção para o Barroso de Vieira do Minho), quando muito podem estar num planalto, só falta saber é em que montanha ou serra estão.

 

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Esta aldeia do Telhado está lá bem está lá bem no alto da Serra do Barroso, a mais de 1000 metros de altitude, bem perto dos afamados cornos do Barroso.

 

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Localizada na Serra do Barroso e no limite Sul do concelho de Montalegre, confrontante com o concelho de Boticas. Aliás as duas aldeias mais próximas do Telhado são as aldeias de Coimbró e Alturas do Barroso, ambas do concelho de Boticas. Quase a mesma distância tem a Lama da Missa, os Pisões e a respetiva barragem.

 

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Mas hoje estamos aqui pelo seu vídeo, pois quando ao que havia a dizer sobre a aldeia, já o dissemos no seu post completo, para o qual fica link a seguir ao vídeo, para o qual passamos de seguida. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de TELHADO:

 https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

 

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de TORGUEDA.

 

 

13
Set21

De regresso à cidade...

Com o castelo e o seu jardim

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Hoje fazemos o regresso à cidade com uma passagem pelo castelo (torre de menagem) e o seu jardim. Com uma panorâmica e mais duas imagens, uma com um olhar pouco vulgar e com as faces do castelo menos visíveis e outra onde se podem ver os novos acessos que, finalmente, lá se construíram as rampas de acesso para pessoas com dificuldades motoras ou em cadeira de rodas, que agora já podem ter acesso a todo o jardim e ver as quatro fachadas do castelo. 

 

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12
Set21

O Barroso aqui tão perto - Casal

Aldeias do Barroso - Concelho de Boticas

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CASAL - BOTICAS

 

20 de janeiro de 2018, a promessa que temos com o S. Sebastião,  leva-nos até às Vila Grade, logo pela manhã, bem cedo, na hora de a(s) rua(s) da aldeia receber(em) os primeiros visitantes, peregrinos, forasteiros, fotógrafos, televisões, curiosos e acompanhantes. Nós gostamos de ir sempre pela manhazinha para fazer algumas fotos da mesinha do S. Sebastião ainda vazia, mas também para chegarmos a tempo do caldo do pote. A partir de aí, quando rondam as 8H30 a 9H00, começa aos poucos a encher-se a aldeia de gente, principalmente junto à mesinha disposta ao longo da rua que nos leva à igreja, para marcar lugar,  numa extensão de 500m, que até ao meio dia ficará repleta de gente, com uns milhares de pessoas.

 

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No entretanto que vai das 9H00 até por volta do meio-dia, hora em que termina a missa, há uma espécie de vazio no que toca às celebrações do São Sebastião, apenas a cozinha mantém a sua azáfama (que já vem do dia anterior), nos cozinhados das carnes e do arroz que nos 25 grandes potes à volta de um grande braseiro se confeciona para alimentar todos os forasteiros. Neste entretanto, no 20 de janeiro de 2018, aproveitámos e fomos até duas aldeias da freguesia que já tínhamos debaixo de olho para a recolha fotográfica, a fim de a podermos trazer aqui o seu post, em mais uma aldeia do Barroso. Eram elas as aldeias de Casal e Lousas.

 

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Lá rumámos então até a aldeia de Casal, a que deixamos aqui hoje e que foi a primeira a ser visitada nesse dia. Mal saímos da Vila Grande, entrámos num caminho municipal pavimentado (CM1045), com a largura para pouco mais de um popó e com vistas para um mar de montanhas, com grandes ondas, num degradê cromático que vai de um verde forte das montanhas mais próximas até um azul ténue, que se confunde com o azul do céu nas montanhas mais distantes que se perdem no horizonte.

 

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A paisagem começa a mudar quando entrámos por um longo corredor entre duas montanhas a descair para uma linha de água. São cerca de 5km que seriam selvagens se não fosse existir a estrada por onde rolávamos e os postes de madeira com o cabo de energia elétrica, que são sempre um sinal, e também um guia, até um lugar com vida humana, que no caso era a aldeia de Casal.

 

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E já quando se avistam terras que não descem mais, num pequeno vale onde se juntam duas linhas de água, num pequeno anfiteatro bem inclinado, está implantada a aldeia de Casal. Mas antes de lá chegar, tem de se atravessar uma linha de água após a qual nos espera uma íngreme subida de cerca de 200m, mas mesmo íngreme, que com o piso húmido, quiçá gelado, chegámos a ter dúvidas se o nosso popó conseguiria subir, mas bem a custo, subiu.

 

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Lá na croa da íngreme subida, um pequeno largo onde, quase, apenas dava para fazer a manobra para o nosso popó virar, e a partir de aí, uma, igualmente íngreme descida até ao pequeno vale, onde, de uma lado e outro da rua se iam implantado as casas da aldeia, de entre as quais, de uma delas, saia fumo da sua chaminé, e já sabemos que não há fumo sem fogo, nem fogo sem gente que o acenda e mantenha, mas logo chegaram até à nossa proximidade 5 testemunhas, cães que nos iam ladrando num misto de dar as boas-vindas, de dizerem que aquilo era terra de alguém e de aviso a quem os cuida e sustenta, e avisaram, pois logo de seguida, no fundo da rua começa a desenhar-se uma figura humana, que numa subida lenta que a própria subida recomendava, se ia aproximando de nós.

 

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Os habituais cumprimentos de quem chega e quem recebe, o porquê da nossa visita, que nesse dia além dos habituais descobridores do Barroso que habitualmente me vão acompanhando nesta descoberta, juntaram-se a nós mais dois fotógrafos amigos, do Porto. Pois perante nós apresentava-se o Sr. Manuel Fortuna com o qual fomos conversando enquanto íamos fazendo uns registos e descendo a rua da aldeia, com os cuidados que a descida exigia.

 

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Perguntámos-lhe pelo resto do pessoal da aldeia e o Sr. Manuel foi-nos dizendo que era só ele, a sua senhora e os cães, que não havia mais ninguém. Que a sua senhora estava em casa, pois já tinha alguma dificuldade em andar, tudo após um avc que a sua senhora teve enquanto esperava pelo padeiro. E teve sorte, pois o padeiro só vai a Casal de 15 em 15 dias… perguntei-lhe como foi socorrida e respondeu-me que foi lá o 112 buscá-la, mas que foram muito rápidos, não chegou a 1 hora e eles (112) já lá estavam… E sim, pode parecer muito para um pronto socorro que este tipo de acidente exige, mas conhecendo a realidade que temos à disposição, o socorro até nem foi tardio, mas o problema agrava-se porque o hospital mais próximo, o de Chaves, fica a 50 km, por estradas que podem até ser interessantes para passeios ou ralis, mas pouco próprias para socorros rápidos, e o problema agrava-se ainda mais, porque o hospital de Chaves não está preparado para socorros a AVC’s, estes têm de ir para o hospital de Vila Real, que fica a 94 km da aldeia de Casal. É por estas e por outras idênticas que estas aldeias caminham para o despovoamento total e a aldeia de Casal só tem um casal, já idosos, mas só até um dia…

 

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Apenas um casal vive em Casal, (esperamos que assim ainda seja, pois nós hoje, aqui, estamos a tornar presente e a relatar uma visita que aconteceu há três anos) e já lá vão 18 anos em que é apenas este casal que lá vive. Padeiro e Carteiro, vão lá de 15 em 15 dias e o casal desloca-se “às Boticas” uma vez por mês para comprar o que é necessário, alimentação, medicamentos, etc., mas de vez em quando recebe um ou outro amigo da freguesia, “conversamos um bocado, bebemos um copito e depois eles lá vão e eu cá fico” e a sua maneira, são felizes neste isolamento, mais o Sr. Manuel que a esposa, pois por ela talvez já estivesse a viver com uma das filhas, que estão ainda por cá, em Portugal, pois dos 6 filhos, 4 são emigrantes.

 

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O curioso nesta estória é que este amor que o Sr. Manuel tem a Casal, não é de amor ao berço que o viu nascer e crescer, pois tanto ele como a mulher nasceram em Cabeceiras de Basto e só depois de casados é que vieram para a aldeia de Casal, que na altura tinha à volta de 70 habitantes, mas não deixa de ser uma estória de amor à terra e de amor do casal que os mantém juntos há mais de 60 anos, depois de se terem conhecido numa festa do Santo Aleixo, em Ribeira de Pena, namorarem e terem casado, e o Sr. Manuel gosta de viver em casal e segundo o mesmo,  a sua esposa Rosalina Ramos – “ela também gosta de aqui estar, pois nem ela nem eu éramos daqui e já aqui está há tantos anos como eu” já a Dona Rosalina dizia que “ goste que não goste, tem de ser”

 

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Em Casal, tal como ia dizendo o Sr. Manuel – “ os velhos morreram, foram indo embora e o resto passou-se para a França”. Restam o Sr. Manuel Fortuna e a Dona Rosalina Ramos, um casal em Casal, com toda uma aldeia por sua conta, isto até ao dia em que, tal como os outros velhos, também vão ter que ir embora…e Casal será mais uma aldeia do Barroso completamente despovoada.

 

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Ainda antes de finalizarmos e passarmos ao vídeo resumo, fica aqui o nosso mapa com a a localização da aldeia e com o melhor itinerário para lá chegar. Entretanto fica também uma recomendação nossa, não deixe de ver uma pequena reportagem sobre a aldeia de Casal, realizada pela Sinal TV, que foi também transmitida no Porto Canal, em que conversam também um pouco com o Sr. Manuel e a Dona Rosalina. Fica link no final para essa reportagem. Para já, ficam os mapas com a localização e o itinerário até Casal, como sempre a partir da cidade de Chaves:

 

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Para finalizar fica o nosso habitual vídeo com o resumo de todas as fotografias de Casal publicadas neste post. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Reportagem da Sinal TV sobre Casal:

 

 

 

E quanto a aldeias da freguesia de Dornelas, Boticas, despedimo-nos até ao próximo domingo em que teremos aqui a aldeia de ESPERTINA .

 

 

10
Set21

O Barroso aqui tão perto - Tabuadela C/Vídeo

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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TABUADELA - MONTALEGRE

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de TABUADELA, concelho de Montalegre.

 

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Como vem acontecendo nestes posts extra, aproveitamos também para deixar aqui mais algumas imagens que escaparam à anterior seleção, aquando do seu post completo.

 

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O curioso é que nestes posts extra, em geral, deixamos mais imagens do que as que deixámos no seu post completo. Isto acontece porque no post inicial estávamos mais preocupados em dar a conhecer a aldeia, não só em imagem mas também quanto à sua história, estórias da aldeia, curiosidades e um bocadinho de tudo que havia sobre a aldeia. Nestes posts extras estamos mais focados no vídeo e no seu conteúdo, pois é mesmo para mostrar o todo da aldeia, sem muitas palavras, apenas estas de circunstância que vão servindo se separador ente as fotos.

 

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Assim, este posts (vídeo) é também uma adenda ao post inicial, daí, deixarmos sempre, também, um link para o post completo publicado em tempo, no caso de Tabuadela, publicado já em 14-agosto-2016.

 

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Também demos conta agora, que o post completo não tinha os nossos mapas a indicar a localização da aldeia e o itinerário por nós recomendado. Assim, também aproveitamos esta ocasião para os deixar aqui, com um itinerário que nos serviu muitas vezes de alternativa para irmos até terras de Montalegre atravessando todo o concelho de Boticas, principalmente para as da freguesia de Salto.

 

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E vai sendo tudo por hoje, mas não será a última vez que Tabuadela virá por aqui, pelo blog e pela internet, pois nesta descoberta do Barroso nunca fui sozinho, acompanharam-me sempre um, dois ou três amigos, também fotógrafos e também todos eles com blogs que, em tempo decidimos criar um grupo no Facebook, onde diariamente deixamos imagens do Barroso, onde Tabuadela e as restantes aldeias barrosãs, de todo o Barroso (Montalegre, Boticas e as aldeias barrosãs de Ribeira de Pena e Vieira do Minho) vão passando diariamente. Aproveite e dê também uma vista de olhos nesse grupo que se intitula “Simplesmente Barroso”

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Mas hoje estamos aqui, principalmente, pelo vídeo que Tabuadela não teve aquando do seu post completo, vídeo ao qual passar de imediato, com todas as fotos da aldeia publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de TABUADELA:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de TELHADO.

03
Set21

O Barroso aqui tão perto - Solveira

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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SOLVEIRA - MONTALEGRE

 

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de SOLVEIRA, concelho de Montalegre.

 

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Hoje podemos dizer que vamos para o Barroso aqui tão perto, mesmo bem perto, a apenas meia hora de viagem que, mais ou menos devemos demorar para percorrer os 28 km que nos separam desta aldeia do Alto-Barroso. Para lá chegarmos, basta tomar a estrada do São Caetano, passar por Soutelinho da Raia (a última aldeia do concelho de Chaves), entrar no concelho de Montalegre, passar por Meixide, depois ao lado de Vilar de Perdizes e finalmente Solveira. Atenção que é preciso sair da estrada principal, pois já foi tempo que esta passava por Solveira, foi assim até a construção de uma variante à aldeia, mas basta ir com atenção à placa (um desvio para a direita), que fica logo a seguir ao Santuário da Nossa senhora da Saúde de Vilar de Perdizes.

 

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Solveira é uma das grandes aldeias do concelho de Montalegre, hoje mais em casario que em população, que esta, tal como na grande maioria das aldeias do interior, principalmente os mais jovens, procuraram outros destinos para fazer as suas vidas, mas mesmo assim, há que nunca abandone o berço, e a terra que o viu nascer, é ou foi a terra que o viu viver e que lhe há de dar sepultura quando morrer. Gente interessante, por sinal, como o Sr. Jaime um artista de trabalhar o ferro e com o ferro, com amor à profissão de ferreiro quando necessário, como de serralheiro quando era preciso ou de arranjador de coisas em ferro, fechaduras, máquinas, geringonças, e outros mecanismos de ferro que avariavam. Hoje (passámos por Solveira em março de 2016 pelo que espero que o Sr. Jaime esteja ainda com vida e de boa saúde) continua a trabalhar, embora reformado, agora trabalha por prazer, repara máquinas e outras que vai juntando e colecionando, até malhadeiras, disse-nos ter 7, todas a funcionar, mas maioritariamente é o seu próprio cliente, sem prazos de entrega, pois o que arranja é para ficar numa espécie de museu de antiguidades onde passa e dedica os seus dias. Um armazém que foi oficina, está repleto de tudo, algumas peças subiram à sua habitação e hoje servem de decoração, mas funcionam, outras hão de subir, ou não. Pois foi um prazer termos conversado com este Senhor, o Sr. Jaime que nos recebeu na sua oficina e na sua casa, com muitas estórias para contar para todo o dia de muitos dias, assim houvesse oportunidade para as contar. Ouvimos algumas, mas tínhamos de partir à descoberta da restante aldeia e das outras aldeias do Barroso.

 

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Em geral, no levantamento fotográfico das aldeias, costumamos estar à volta de 45 minutos a 1 hora, ou menos, mas em Solveira foi diferente, não só pela aldeia ser grande, mas também pela conversa com o Sr. Jaime pelo qual soubemos que haveria nessa tarde um ato religioso na aldeia, o percurso do calvário. Acontece que era 25 de março de 2016, nesse ano, sexta-feira santa onde os atos religiosos deste dia se repetem um pouco por algumas aldeias. Ficámos por lá à espera, e fomos mantando o tempo com cliques, a tudo, até a absurdos e alguns disparates e contrates, um deles a forma como a EDP fere as paisagens rurais e estes núcleos populacionais rurais, implantando postes, fios, armários, PT’s, etc., onde lhes dá a gana ou mais jeito, sem qualquer respeito pela aldeia e pelos seus monumentos com as aberrações que praticam.

 

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Solveira implantada em terras alta do Alto-Barroso, com o Larouco mesmo ao lado, vai recebendo com frequência os nevões de inverno, coisa bonita de ver para quem não tem de viver dias a fio debaixo de um nevão em que imobiliza as aldeia e as suas vidas, mas há sempre afazeres que os obriga a andar ao frio e na neve, principalmente os criadores de gado que ficam sem pastagens e têm de alimentar o gado, nas cortes, quando o frio chega a doer e têm de aquecer as casas para poder sobreviver, não com a eletricidade da EDP cujo custo é um luxo, mas com lenha nas lareiras e salamandras. Talvez dias felizes para as poucas crianças que a aldeia ainda tem, mas nem tanto para que a neve lhes tolhe os dias. Mas que é bonito ver estas aldeias debaixo de um manto de neve, lá isso é.

 

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E está na hora de fecharmos as portas a este post, o qual aproveitámos para deixar mais imagens de Solveira que escaparam à seleção anterior, aquando deixámos aqui o post completo dedicado à aldeia. Post esse para o qual fica link no final, após o vídeo.

 

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E agora sim, vamos ao vídeo que afinal é a principal razão deste post, Vídeo onde reunimos todas as imagens até hoje publicadas aqui no blog e estratos de um vídeo (mesmo vídeo) que fizemos numa passagem pela aldeia, a caminho de Montalegre. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607, já está online.

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de SOLVEIRA:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de TABUADELA.

 

 

 

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