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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

14
Fev24

Cidade de Chaves - Malha Medieval

Travessa do Cavaleiro


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Ainda nas artérias da malha medieval da cidade de Chaves, hoje vamos até aquela que é a mais pequena de todas, com apenas 8 metros de comprimento, mas tão importante como as restantes na sua função de ligação com outras ruas e largos. Trata-se da Travessa do Cavaleiro que liga a Rua do Correio Velho ao Largos do Cavaleiro e Rua do Poço.

 

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O topónimo de Cavaleiro vem precisamente de esta travessa servir também de acesso ao Baluarte do Cavaleiro, este da muralha seiscentista mas que nasceu a partir do cunhal sul  da muralha medieval. Topónimo que também foi adoptado para o Largo do Cavaleiro e para a Ilha do Cavaleiro, esta última já fora da malha medieval.

 

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Como habitualmente fica também  a carta da malha medieval com a localização desta Travessa do Cavaleiro.

 

Um bom dia de feira para quem hoje estiver em Chaves e para os restantes, uma boa quarta-feira de cinzas.

 

 

27
Nov23

De regresso à cidade...

Pela Madalena


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Um regresso à cidade com algumas memórias de há dezenas de anos, do tempo em que os meus regressos eram sempre feitos por aqui, quase com os mesmos edifícios ainda hoje existentes, e com muito movimento pedonal, mas também com comércios, estabelecimentos e serviços públicos... andar por aqui, é sempre regressar às origens.

 

Uma boa semana!

20
Nov23

De regresso à cidade

Com a magia das cores e os tons de Outono


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Ainda não tínhamos tido tempo para dar uma voltinha pelos tons deste outono na cidade, mas lá arranjámos uma manhã para andar por aí, por onde o Outono se vai manifestando com a magia dos seus tons coloridos, e daí, hoje fazemos o regresso à cidade com os tons deste outono de 2023 em Chaves, para já, com duas imagens.

 

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E o para já que ficou atrás, foi só para servir de mote ao anunciar que esta semana vamos colorir o blog com os tons deste outono em Chaves.

 

Uma boa semana para todos.

 

 

01
Nov23

Feira dos Santos - Cidade de Chaves

A Feira do dia 31 de outubro


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Já não recordo o que escrevi no ano passado, nem nos anos anteriores,  sobre a Feira dos Santos do dia 31 de outubro, mas fosse o que fosse que aqui deixei escrito, podê-lo-ia reescrever hoje e continuaria atual, isto porque a Feira dos Santos de Chaves já há umas centenas de anos que faz parte da tradição da região e em particular da tradição flaviense, fazendo assim, também, parte da cultura do povo flaviense, ou seja, é quase como dizer que corre no sangue do ser flaviense e daí, o nosso comportamento e os nossos costumes em relação à feira se irem repetindo todos os anos.

 

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Claro que isto da Tradição da Feira dos Santos não pode ser considerado como um todo, igual para todos, pois a feira é feita de um conjunto de tradições que funcionam como elementos da tradição da feira, quase poderemos dizer que é uma tradição feita de um conjunto de outras tradições, onde ao longo de tempo algumas se perdem e outras se ganham, daí a memória e até algumas lendas ou estórias, também fazerem parte da tradição da Feira dos Santos, e depois, há também a nossa tradição pessoal que em geral é partilhada com a família e alguns amigos ao longo da feira, que vai variando de dia para dia da feira e mesmo ao longo da feira. Confuso, mas eu vou explicar melhor.

 

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Então é assim, quando era puto/adolescente, os meus interesses, costumes e comportamentos da feira eram bem diferentes daquilo que são hoje. A Feira para nós putos/adolescente eram os carrosséis, os matraquilhos, os videojogos e flippers, comprar umas bolas de serrim para andarmos à bolada uns aos outros, roubar um pretinho de barro para dar sorte e na adolescência mais tardia entravam também os bailes dos santos nos salões dos bombeiros entre outros costumes da época. Tudo isto faz parte da minha tradição dos Santos e um pouco da tradição da minha geração, com alguns elementos que hoje fazem parte da memória dos nossos Santos, mas também dos Santos com coisas que já desapareceram da vida da feira e da vida das diversões. Já não há bolas de serrim nem flippers, já não se roubam os pretinhos da sorte, já não há bailes de Santos e até os salões dos Bombeiros desapareceram, bem como o poço da morte, o comboio fantasma e outras diversões fazem parte das nossas memórias, que hoje recordamos com uma saudade acrescida, porque à diversão desses tempos acrescemos, mesmo que não consciente, a saudade do ser jovem.

 

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Há depois uma segunda fase em que a Feira já não é vivida a título individual mas em família, e que as voltas da feira se alteram,  onde se inclui um regresso ao recinto das diversões, não para usufruir delas, mas para levar os nossos filhos aos “carrosséis”, às guloseimas, onde eles queriam e/ou nós deixávamos, uma fase passageira só até ao tempo em que os nossos filhos começam a fazer a sua tradição pessoal dos Santos, em que partem para eles por sua conta e com os seus amigos, onde também nós mudamos os nossos hábitos de feirar.

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Feira e Concurso do Gado

Estamos agora no nosso feirar atual, que com já disse ontem, na prática, só o fazemos em pleno no dia 31 de outubro, onde invariavelmente nos últimos anos, repetimos os nossos passos, começando a meio da manhã no fosso do Forte de São Neutel com o concurso do gado, por onde vão desfilando as várias raças da região, como os suínos de raça bísara, o cão de gado transmontano,  mas com principal destaque para o concurso nacional de gado bovino das raças barrosã, mirandesa e maronesa nas categorias de touros, vacas, novilhos, novilhas, juntas de vacas e juntas de bois.

 

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Pode-se dizer que é um momento do mundo rural com o seu melhor gado a descer à cidade, gado que trazem com orgulho até ao fosso do forte e que durante duas horas vão desfilando para apreciação do júri, mas também do público que marca sempre presença em grande número, onde pela certa assistem e passam, alguns milhares de pessoas (penso eu, pois nunca os contei, mas que são muitos, são.)

 

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São momentos de apreciação, mas também de alguma tensão e espetáculo. Tensão natural entre os touros e algum espetáculo proporcionado principalmente pelos novilhos e novilhas, cuja juventude e falta de hábito de participação nestas lides e stress das viagens, mostram o seu nervosismo e irreverência.

 

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Com o final do concurso do gado, o fosso do forte fica vazio e está chegada a hora do almoço, que muitos fazem na redondeza dos fortes nas tascas improvisadas onde é tradição servir-se o pulpo (polvo) à galega, tradição do polvo que agora também já é servido em alguns restaurantes da cidade e outras tascas improvisadas ao longo da feira, polvo entre outros pratos habituais em feiras e romarias.

 

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Quanto à feira do gado que antigamente se fazia ao ar livre nas redondezas do forte de São Neutel, agora tem poiso em instalações próprias, cobertas, junto ao loteamento industrial. Feira essa que decorre durante a manhã de dia 31. Feira á qual antigamente assistíamos, mas que deixámos de assistir por uma questão de opção, concurso ou feira do gado. Temos optado pelo concurso, mas pode ser que numa das próximas edições da feira a nossa opção recai na feira do gado.

 


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A Feira de Rua

Após o almoço começa a nossa digressão pela feira. Dura a tarde toda com regresso a casa já bem de noite, mas ainda a tempo de jantar em casa. A digressão começa no Largo do Anjo e depois é só ir por ai fora, sempre em ambiente de feira, com os mais variados produtos, onde aqui sim, há de tudo e mais não sei quê… com passagem pelo Jardim do Bacalhau até ao Monumento, depois a Avenida do Estádio, na rotunda do mercado viragem à esquerda até ao Regimento de Infantaria, regresso à rotunda do mercado, descida até ao Estádio Municipal, de novo subida até à Rotunda do Mercado e viragem à esquerda até às farturas junto ao Pavilhão Municipal onde se faz uma pausa para uma fartura e um copo, Depois o voltar para trás, com o regresso pelo mesmo caminho (Avenida do Estádio, Monumento Bacalhau).

 

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No entretanto, já entramos na noite, fazemos uma subida até à Lapa, com descida pela Rua Dr. Júlio Martins e de novo no Bacalhau, depois a descida da Rua de Santo António até às Freiras, com a habitual prova de licores e ginjinhas pelo caminho e volta atrás até ao Bacalhau, onde se faz nova pausa para um café. Depois subida da Rua 1º de Dezembro de novo no Largo do Anjo, um olhar e uma foto para a Rua Direita com o qual fizemos a despedida da feira, depois foi só pegar no popó que ficou no estacionamento e ala pra casa que se faz tarde, escusado será dizer que depois de estas andanças durante todo o dia se chega à noite todo roto.

 

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Para terminar, só um apontamento ou reparo a respeito da animação de rua, ou falta dela, ou então fui eu que não tive a sorte de a ver, embora estivesse programada para todo o dia. Com exceção para um pastel de Chaves andante, extraprograma, dos Prazeres da Terra, simpático que até me acenou e era acompanhado por uma menina simpática que sorria. Fora isso, nicles, nem cabeçudos, nem concertinas, nem palhaços, nem macacadas, nem coisa alguma. Suponho que tivesse andado nas ruas, mas não me cruzei com ela nem uma única vez, e andei na rua todo o dia ó pra lá e ó pra cá…

 

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E é tudo sobre a Feira dos Santos da edição de 2023, ficando aqui um apontamento só do dia 31 de outubro. Para o ano, cá, ou melhor, lá estaremos outra vez.

 

 

30
Out23

Cidade de Chaves

Florida e com Chuva


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Na semana passada andei práqui  todos os dias com imagens das Feiras dos Santos, agora que estamos em plena Feira dos Santos trago-vos uma imagem sem Santos, mas com chuva florida… ou melhor, uma imagem florida e com chuva, assim é que é, senão parecia que era a chuva que estava florida, e não, não é verdade, continua incolor e a molhar e bem, e talvez fosse essa a razão que não me tirou de casa, pois tive que resolver pequenas inundações caseiras, embora sem importância, mas igualmente molhadas, além de outros afazeres que não me permitiram andar por aí aos cliques, mas ficam prometidas para amanhã, fotografias da feira de hoje que ainda vai acontecer, pois na hora da feitura deste post os feirantes já estão todos a fazer oó, a não ser que estejam com insónias ou andem ainda por aí a virar uns canecos, ou a fazer outra coisa qualquer que para aqui até nem interessa, pois o que interessa mesmo é que tenham, ou tenhamos, uma boa Feira dos Santos e uma boa semana, com ou sem chuva e o resto é conversa.

 

Até amanhã!

 

 

25
Out23

Cidade de Chaves - Feira dos Santos

Feira dos Santos de 2018


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Hoje vamos até uma Feira dos Santos de um passado mais recente, a feira de 2018 com algumas imagens, meia dúzia, dos dias em que costumamos feirar e fazer alguns registos de imagens, dia 30 e 31 de outubro, quanto ao dia 1 de novembro, é tradição ficarmos por casa. Em geral, pelo menos damos uma volta a toda a feira, de lés a lés, incluindo o concurso do gado de dia 31. Demoramo-nos mais nuns locais que outros, mas vamos andando sempre, ó pra lá e ó pra cá, no dia 30 menos, pois ainda é dia de trabalho, mas no dia 31 é o dia todo, concurso do gado e arredores até ao almoço e depois o resto. O regresso a casa já se faz de noite, daí a tradição de dia 1 ficarmos em casa, pois não é por nada, mas as pernas e o corpo já começam a queixar-se dos exageros e a exigir algum tempo de descanso. Fica as imagens que o resto é paleio, quem conhece a feira já sabe como ela é, quem não conhece, tem de vir cá para conhecer, pois por aqui apenas fica uma amostra e faltam-lhes os aromas, as luzes e as suas melodias, mesmo que barulhentas, quando calha.

 

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23
Out23

Cidade de Chaves - Feira dos Santos

Feira dos Santos de 2006


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Hoje vamos fazer uma curta viagem, com três imagens,  pela Feira dos Santos de 2006, com os divertimentos ainda junto ao forte de S.Neutel, os artigos do mundo rural na então carreira de tiro e o resto da feira pelas ruas da cidade, mais ou menos nos locais de hoje.

 

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22
Out23

Cidade de Chaves - Feira dos Santos

Feira dos Santos de 2013


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Hoje vamos até à Feira dos Santos de 2013, com os feirantes artistas que fazem da rua o seu palco e atuações para alguns milhares de passantes, e alguns “ parantes”, com artes que vão desde a dança, ao teatro, à música, às artes plásticas, circenses, pantominices e tudo que possa ter o cunho de arte, até as artes de enganar e iludir têm lugar nas Feiras dos Santos. Artes que, por serem de rua, acontecem onde calha, onde dá mais jeito, umas móveis, outras não, algumas já com lugar marcado desde há anos, outras que aparecem pela primeira vez, o que é certo, certinho, com mais ou menos quantidade de artes e artistas, a solo, em duo ou em grupos, elas acontecem todos os anos e também fazem a Feira dos Santos. São registos dessas artes e artistas que hoje vão ficar por aqui.

 

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20
Out23

Cidade de Chaves - Feira dos Santos

Feira dos Santos de 2014


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Continuamos na Feira dos Santos de edições passadas, hoje vamos para alguns momentos da Feira dos Santos de 2014, mais precisamente do concurso do gado bovino, onde desfilam três raças da região, a Barrosã, a Mirandesa e Maronesa que, para quem não as conhece, fica uma dica para as identificar, onde as barrosãs são dos cornos grandes de cor amarelada, a mirandesa de cor castanha amarelada e a maronesa de cor castanha bem escura, quase preta, cores que aqui não poderão identificar pelo preto e branco da fotografia.

Os momentos que hoje vão ficar, sem mais comentários, são alguns momentos de relaxe, outros de agitação, alguns de espera e em quase todos, com homens, mas também mulheres da vara, ou se preferirem, homens e mulheres da aguilhada, pois é assim que a vara se chama. Sem mais demoras vamos às imagens, a identificação dos momentos, fica por vossa conta…

 

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