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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

07
Mai21

O Barroso aqui tão perto - Sabuzedo

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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Sabuzedo - Montalegre

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de SABUZEDO, concelho de Montalegre.

 

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Sabuzedo é uma das aldeias mais próximas de Montalegre (a cerca de 5Km), e aparentemente, parece ficar em direção a Poente, mas é pura ilusão, pois fica mais a Norte. Se medirmos num mapa, em linha reta, está a apenas 2,5km da fronteira com a Galiza e a cerca de 8Km das antigas aldeias do Couto Misto, quase à mesma distância (8Km) de Tourém e Pitões das Júnias, mas na realidade, entre Sabuzedo e todas estas aldeias, existe uma barreira chamada montanhas, que é preciso contornar com estradas para se chegar até elas, e aí, os 8Km passam a 30Km ou mais. Ou seja, os seus vizinhos mais próximos, acabam por ser relativamente distantes, exceção para aqueles que estão para cá das montanhas, na mesma condição geográfica, como Montalegre, Donões e Mourilhe. Fica apenas esta coisa curiosa de proximidades distantes, pois o resto, sobre a aldeia, já o fomos dizendo no post que em tempo lhe dedicámos, com link no final deste post.

 

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Hoje estamos pelo vídeo que não teve no seu post completo, com todas as imagens desse post e mais algumas que agora aqui deixamos, imagens que escaparam à anterior seleção. Vamos então ao vídeo, que espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de SABUZEDO:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sabuzedo-1652236

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de Sacoselo.

 

 

30
Abr21

O Barroso aqui tão perto - Reigoso C/Vídeo

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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Reigoso - Montalegre

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de REIGOSO, concelho de Montalegre.

 

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Como o que tínhamos a dizer sobre a aldeia já o dissemos em tempo no post que lhe dedicámos (com link no final), hoje apenas deixamos mais algumas imagens que escaparam à anterior seleção, e igualmente dignas de ficarem aqui

 

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Vamos então ao vídeo, com as imagens de hoje e do post completo que lhe dedicámos. Relembramos que também pode ver este e outros vídeos de aldeias do Barroso no nosso canal do YouTube   no  MEO KANAL Nº 895 607. Espero que gostem do vídeo.

Aqui fica:

 

 

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de REIGOSO:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-reigoso-1633272

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de Sabuzedo.

 

 

29
Abr21

Reino Maravilhoso - Alto Douro

Douro e entre os montes

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Neste “Douro e entre os montes” de hoje, mais que uma excursão é quase uma ”incursão”, só que por terras amigas de além Douro e até além Côa, pois vamos até terras do distrito da Guarda, na margem esquerda do rio Côa, até à Quinta de Ervamoira. Pode parecer que saímos fora do âmbito desta rubrica, mas não, como nossa defesa podemos dizer que continuamos em terras onde se produz bom vinho (vinho) e vinho do porto e que estamos ainda na bacia hidrográfica do rio Douro, e embora possa parecer estranho, ainda estamos entre os montes de Trás-os-Montes, pois para quem não sabe, Trás-os-Montes prolonga-se para além do rio Douro.

 

 

 

 

26
Abr21

De regresso à cidade...

luz ao fundo do túnel

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Hoje faço o regresso à cidade a partir deste local da imagem, a fazer de conta como se chegasse a este mesmo local de comboio, como em tempos idos aconteceu muitas vezes. Saudades do comboio, mesmo do velho texas, mas tenhamos esperança em tê-lo cá de novo, não o texas mas um comboio moderno e a sério, e não a este local mas a outro qualquer da cidade, pelo menos a linha do Corgo é mencionada como uma das que vai ser reativada com a restruturação da ferrovia portuguesa, só esperamos que o final de linha não fique em Vila Real…

 

 

 

23
Abr21

O Barroso aqui tão perto - Reboreda C/ Vídeo

Aldeia do Barroso - Concelho de Montalegre

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REBOREDA

Salto - Montalegre

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de REBOREDA, freguesia de Salto, concelho de Montalegre.

 

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Reboreda foi uma das aldeias que mais nos agradou descobrir, não só pela sua beleza como aldeia, implantada em pleno Barroso verde, como também pelo conjunto da aldeia e ainda pela receção que tivemos, com a sorte de termos tido o privilégio de conhecer uma das habitações mais interessantes da aldeia e do Barroso, visitando o seu interior e apreciando os pormenores de um autêntico museu, ou documento vivo. Foi como um regresso ao passado, de há um século ou mais, uma visita a uma habitação nobre, com todo o seu mobiliário, decoração e espaços de então. Sem dúvida uma agradável descoberta para quem ia a contar, apenas, com mais uma aldeia do Barroso.

 

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Também uma agradável descoberta da sua história com a ligação que D. Nuno Alvares Pereira teve com a aldeia. Sobre este assunto e para ficarmos a saber mais sobre esta ligação de D.Nuno a Reboreda, deixamos aqui na integra um texto de Tânia Eiriz de Sousa – Ecomuseu Casa do Capitão:

 

D. Nuno Álvares Pereira, senhor de Montalegre Dom Nuno Álvares Pereira ficou ilustre pelas muitas e importantes vitórias, nomeadamente na Batalha de Aljubarrota, em 14 de Agosto de 1385. Nesse mesmo ano, e pelos seus feitos, D. João firmava-lhe carta de doação do castelo de Montalegre, de Barroso e de outras terras. D. Nuno manteve-se, assim, donatário de Montalegre até ao ano de 1402. Mas os barrosões, em geral, têm um motivo peculiar para evocar o Condestável. É que, em 1376, casou com a barrosã Leonor de Alvim, natural de Reboreda, freguesia de Salto, concelho de Montalegre. Na época, as Terras de Barroso estendiam-se às Terras de Basto, daí, o jovem casal ir viver para Pedraça, no actual concelho de Cabeceiras. Portanto, além de Nuno Álvares Pereira ter sido, por via do casamento, o “senhor das terras de Barroso” foi, por esse mesmo motivo, um barrosão adoptivo que fez, muitas vezes, o percurso entre a Reboreda e Pedraça, sendo, desde há muito, referida a Torre que teriam na Reboreda.

 

De acordo com a lenda, guardada na memória das populações locais, Nuno Álvares Pereira levou da Reboreda e da Póvoa homens de confiança para combaterem ao seu lado na Batalha Real (Aljubarrota), integrando a Ala dos Namorados. Estes guerreiros eram treinados sob o comando do Condestável nos extensos terrenos de Brangadouro. Nas Corredouras treinou os seus cavalos para as longas jornadas e no Monte da Corneta terá sido tocado o corno para convocar as tropas a reunir para a simulação estratégica das decisivas e árduas batalhas que se avizinhavam.

 

Será de acrescentar que Dom Nuno, considerado santo pelo povo logo após a sua morte, tem culto bem patente, e de longa data, nas pessoas, sendo a sua imagem levada em várias procissões de Barroso, em particular na vila de Salto e nas aldeias de Carvalho, de Viveiro de Boticas, de Vila da Ponte, de Reboreda e, claro, em Pedraça, nas Terras de Basto. Em Salto, em 1943, foi erguida no adro da Igreja velha a primeira estátua em homenagem ao Santo Condestável. Próximo da estátua, situam-se cinco sarcófagos medievais em pedra, tidos como túmulos dos guerreiros que acompanharam o Condestável.

 

Como nos lembramos, vão fazer dois anos que SAR Dom Duarte esteve em Salto, a convite da Câmara Municipal de Montalegre, celebrando a canonização de São Nuno, visitando a terra que, desde há séculos, enaltece o seu ilustre antepassado. Os saltenses, em particular, podem orgulhar-se de pisar as terras percorridas por São Nuno de Santa Maria e que lhe foram dadas pelos seus feitos.

 

O Pe. Manuel Alves, ilustre barrosão actualmente arcipreste de Valpaços, pároco da Freguesia de Salto entre 1958 e 1963, ofereceu à Casa do Capitão um álbum de fotografias que se referem ao «programa da festa da visita das relíquias do então Beato Nuno à Freguesia de Salto, em 9 de Abril de 1961». No sentido de evocar a passagem das relíquias de Nuno Álvares por Salto, em 1961, o Ecomuseu Casa do Capitão irá inaugurar, no próximo dia 9 de Abril, com base nesse acervo, uma exposição fotográfica dedicada ao Monge Guerreiro.

 

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Mas hoje não estamos aqui para falar sobre a Reboreda e a sua história, pois isso já o fomos fazendo no post que em tempo lhe dedicámos, com link no final, estamos aqui apenas pelo vídeo, aproveitando para deixar mais algumas imagens que escaparam à seleção anterior e apenas mais uns apontamentos em complemento ao tal post que lhe dedicámos. Vamos então ao vídeo onde estão todas as imagens deste e do post completo que lhe dedicámos. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de REBOREDA:

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-reboreda-1566026

 

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de REIGOSO.

 

 

19
Abr21

O Barroso aqui tão perto - Mosteirão

Aldeias do Barroso - Concelho de Boticas - C/Vídeo

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Mosteirão - Boticas

 

Nesta descoberta do Barroso do concelho de Boticas, temos andado pela União de freguesias de Codeçoso, Curros e Fiães do Tâmega, hoje continuamos na mesma freguesia, na aldeia de Mosteirão.

 

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Sobre Mosteirão, quase podíamos repetir o que dissemos sobre Fiães do Tâmega, ou sobre Curros, ou o que iremos dizer sobre Veral e Sobradelo, porque todas estas aldeias barrosãs têm em comum a vizinhança do Rio Tâmega e os olhares que se lançam sobre as montanhas além Tâmega e que entram nos concelhos de Chaves, de Vila Pouca de Aguiar e bem lá ao fundo, nas últimas montanhas, também um pouquinho do concelho de Valpaços. Na realidade são aldeias miradouros.

 

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Mas há miradouros e miradouros e embora o Barroso até seja rico em miradouros oficiais ou não, e todos eles sejam interessantes, este de Mosteirão é muito singular, pois a própria rua que atravessa a aldeia é uma varanda miradouro, com gradeamento e tudo, e sem obstáculos pela frente.

 

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Tal como disse em Fiães do Rio, estamos também num Barroso mais ameno,  com fortes influências do Rio Tâmega e das suas características neblinas e nevoeiros. Que por sua vez se vai refletir naquilo que a terra aí produz, já com árvores de frutos, a vinha, e outras culturas que no Alto Barroso são quase impossíveis de vingar.

 

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Terras mais amenas que no restante Barroso, mas na mesma com invernos rigorosos e mais húmidos o que faz com que o frio se sinta mais, mesmo com temperaturas mais altas, o frio entranha-se no corpo, não respeita a roupa e abrigos que vestimos, chega até aos ossos.

 

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Mas vamos até Mosteirão e como chegar lá. Também aqui se aplica o que dissemos para Fiães do Rio, pois para chegarmos a esta tivemos que passar por Mosteirão. Assim, o itinerário a partir, como sempre, da cidade de Chaves, é o mesmo, ou seja, via N103 (estrada de Braga) até Sapiãos, dai rumamos até Boticas e na segunda rotunda, segunda saída (antes da saída para Vidago) temos a estrada que nos leva até Mosteirão, e a não ser as instalações da RESAT, temos apenas montanha até chegarmos à aldeia. Hoje, por problemas alheios à nossa vontade, não temos o nosso mapa, mas temos um do google maps com todas as indicações necessárias.

 

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Assim, nem que fosse e só pelo que dissemos até aqui, Mosteirão já merecia uma visita, mas é também de visita obrigatória pela própria aldeia, pela sua disposição no terreno, pelo conjunto e particularidades do seu casario, e, claro, fique na varanda do seu miradouro o tempo que lhe apetecer, desde onde, tem também uma vista singular sobre Arcossó e a Vila de Vidago.

 

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O único senão destas aldeias é não existir muita informação/documentação disponível para podermos fazer uma abordagem mais completa sobre a aldeia, a sua gente e a sua vida.  Na monografia de Boticas – “Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas” apenas encontrámos algumas informações, como à freguesia a que pertence, as suas festas e celebrações religiosas, a Nossa Senhora de Fátima e Santa Bárbara em agosto, e em dezembro, apenas com celebração religiosa a Santa Bárbara.

 

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Como património cultural e edificado, a monografia refere a capela, e sim, embora muito simples, não deixa de ser interessante. A capela de Santa Bárbara com granito à vista, um granito de a duas cores de castanho, um, mais cor de café com leite e outro de cor de café puro, granito e cores que se repete um pouco por todas as construções da aldeia, curiosamente a umas dezenas de quilómetros das grandes explorações de granito azul.

 

Outros locais de interesse turístico Forno do Povo de Mosteirão.

 

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Mas graças à internet e à redes sociais podemos ter mais algumas informações, nomeadamente quando há pessoas nas aldeias que criam um espaço a ela dedicada, como neste caso de Mosteirão, que em forma de comunidade marca presença no facebbok, onde poderá acompanhar a vida da aldeia, os seus acontecimentos e alguns vídeos, está tudo aqui:

https://www.facebook.com/Mosteir%C3%A3o-Boticas-Vila-Real-437664913057350/

 

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E só nos resta, como de costume, deixar aqui o vídeo com todas as imagens publicadas neste post. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

E quanto a aldeias de Boticas, despedimo-nos até ao próximo domingo em que teremos aqui a aldeia de Secerigo.

 

 

16
Abr21

O Barroso aqui tão perto - Rebordelo

Aldeias do Barroso - Montalegre .- C/Vídeo

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REBORDELO - MONTALEGRE

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de REBORDELO, concelho de Montalegre.

 

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Rebordelo localiza-se no limite do concelho de Montalegre confrontante com o concelho de Boticas, mais ou menos entre a Barragem dos Pisões e o concelho de Boticas (3 km para cada lado) fazendo-se o acesso principal a esta aldeia por Morgade.

 

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Bem próxima também das antigas minas de Beça que se distribuíam ou pouco por ambos os concelhos (Montalegre e Boticas), o onde restam algumas construções (habitações e armazéns) também um pouco espalhadas pelos dois concelhos, enquanto que a zona de exploração das minas ficava mais próxima de Rebordelo.

 

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Curiosamente hoje na zona das minas apenas existem duas construções habitadas, ambas no concelho de Montalegre, a menos de 3Km de Rebordelo, no entanto, segundo o casal que então conhecemos na visita que fizemos às Minas de Beça, tanto se servem de Montalegre (registo oficial dos terrenos) como de Boticas, oficiosamente, por estar mais à mão… No post que dedicámos às minas de Beça já referimos esta promiscuidade de território, poderão ver aqui

   

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Mas sobre as Minas de Beça e sobre Rebordelo já dissemos o que tínhamos a dizer nos posts que lhes dedicámos, hoje estamos aqui pelo vídeo de Rebordelo que não teve no seu post e também para deixar mais algumas imagens da aldeia que escaparam à seleção anterior. Vamos então ao vídeo que, esperamos que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de REBORDELO:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-rebordelo-1683653

 

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de Reboreda.

 

 

11
Abr21

O Barroso aqui tão perto - Fiães do Tâmega

Aldeias do Barroso - Concelho de Boticas

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Fiães do Tâmega - Boticas

 

Continuamos na união de freguesias de Codeçoso, Curros e Fiães do Tâmega, precisamente nesta última aldeia, Fiães do Tâmega  que, como se poderá deduzir pelo seu topónimo, é uma aldeia das proximidades do Rio Tâmega e daí, no limite do concelho de Boticas.

 

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Vamos então até Fiães do Tâmega, como sempre a partida da cidade de Chaves e quase pelo caminho do costume, à exceção da Carreira da Lebre, que desta vez não temos necessidade de passar por lá, pois a partir de Boticas temos uma estrada municipal que nos leva até Fiães se necessidade de utilizar a R311.

 

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Estrada municipal que deveremos apanhar na segunda rotunda da vila de Boticas, na mesma rotunda que recebe a R311 vinda de Vidago, ou seja, apena atravessamos aR314 para apanhar a municipal que serve também as aldeias de Mosteirão e Veral, depois com saída para a R312 que liga a Ribeira de Pena.

 

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Mais uma aldeia que nos surpreendeu pela positiva, com muita vida nas ruas e a paisagem um pouco diferente daquilo que é habitual no Barroso, e assim tem de ser, pois Fiães não só está no limite do concelho mas também no limite do Barroso, sendo o Rio Tâmega o limite natural das terras barrosãs.

 

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E como no caderno da “Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas” está quase tudo que queríamos dizer sobre Fiães, passemos já à transcrição de algumas partes desse caderno. Desde já se avisa que a realidade atual pode não coincidir com aquela que é descrita no caderno, pois o mesmo foi publicado em maio de 2006, e desde aí, algumas coisas se alteraram.

 

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Vamos então ao que consta no caderno da  “Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas”

 

A freguesia de Fiães do Tâmega situa-se na extremidade mais a sul do concelho de Boticas, zona mais quente com temperaturas amenas, mais parecidas com as de Ribeira de Pena do que com as de Barroso. Confronta a Norte com a freguesia de Curros, a Este com Bragado, do concelho de Vila Pouca de Aguiar, a Sul com Parada de Monteiros, do concelho de Vila Pouca de Aguiar, e a Oeste com Canedo, do concelho de Ribeira de Pena.

 

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Distando da sede do concelho aproximadamente 13 km, o acesso viário faz-se seguindo pelo CM 1050 ate Fiães do Tâmega, ou, em alternativa, segue­ se pela ER 311, apanha-se a EM 312, vira-se na indicação Veral e segue-se pelo CM 1050.

 

Esta freguesia e constituída par duas aldeias: Fiães do Tâmega, sede de freguesia, e Veral, localizadas na encosta da Serra de Santa Comba. Ocupa, em termos territoriais, 14,5 km2.

O desenvolvimento da população desta freguesia de Fiães do Tâmega acompanha o movimento demográfico que caracteriza toda a região de montanha no Norte de Portugal, tipificada por uma diminuição progressiva da população, com uma pirâmide etária invertida, onde os grupos etários mais baixos são diminutos e a população envelhecida aumenta.

 

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E, desde sempre, uma das menos povoadas freguesias do concelho, sendo que actualmente tem aproximadamente 167 residentes. Se até aos anos 70 a sua população registou um pequeno crescimento, a partir dessa década a tendência passou a ser inversa e a semelhança do que se verifica na generalidade das freguesias do concelho, perdeu muita da sua população residente nos ultimas 30 anos, mais de 47%. Este fenómeno e em parte explicado pela intensificação dos fluxos migratórios que se registaram a partir da década de 70, nomeadamente para Franca e Estados Unidos da América.

 

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A este fenómeno alia-se o gradual envelhecimento da  população, apresentando uma grande tendência para o envelhecimento, sendo que 67% dos 167 residentes têm idade superior a 25 anos. Os níveis de alfabetização desta população residente são baixos, acompanhando o seu nível de envelhecimento, destacando-se o numero elevado de pessoas sem nenhuma qualificação académica. Esta situação excepcional e suportada pelo elevado numero de idosos, alguns deles regressados da emigração em situação de aposentados.

 

Relativamente à àrea de actividade económica, a maior parte da população dedica-se à agricultura e à pecuária, seguindo as caminhos ancestrais da freguesia, visando apenas a subsistência.

 

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Assim, algumas famílias continuam a actividade tradicional de criação de gado e produção de batata e milho. São os produtos que melhor se desenvolvem e produzem nesta região de Barroso, com elevados níveis de qualidade e sabor. Por se encontrar numa zona localizada a médias altitudes, mais quente e com menores amplitudes térmicas do que as que se registram nas zonas mais altas do concelho, nas aldeias desta freguesia também se colhe vinho. Também a produção artesanal de mel esta hoje em vias de desenvolvimento, funcionando como complementaridade no rendimento das famílias. Parte da população trabalha na construção civil e na área da industria e em empresas do concelho (Aguas de Carvalhelhos, Euronete, etc).

 

No que se refere a sociedade esta comunidade caracteriza-se pela existência de famílias de lavradores e pequenos proprietários de terras onde se desenvolve a actividade agrícola e pecuária. É uma sociedade homogénea com alguns quadros médios que se dedicam a actividade comercial e desenvolvem actividade no ensino e na vida administrativa nas terras vizinhas designadamente na sede do concelho.

 

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Em Fiães do Tâmega existe um café, com mercearia, e em Veral uma taberna, também com uma pequena mercearia. Nas horas de ócio e sempre que o tempo o permite, as pessoas ainda têm a hábito de se reunirem a conversar nas principais ruas das aldeias ou sentadas nas escadarias das casas dos vizinhos.

 

MARCAS DO SEU PASSADO

Embora o desejo de todos os habitantes de uma terra seja saber como e quando ela nasceu, a resposta não é fácil de esclarecer. Excluindo uma ou outra que vem identificada nos documentos antigos, a maioria das aldeias têm origem desconhecida no tempo e por razões variadas. Umas com história mais antiga, outras de origem mais re­cente, sabe-se que a maioria destas aldeias foram formadas a partir do agrupamento de famílias unidas par laços de parentesco ou afinidades económicas e profissionais que se organizaram em comunidade.

 

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Os inúmeros vestígios histórico-arqueológicos informam-nos da passagem e até actividade e fixação de povos antigos designadamente os povos árabes, visigodos, suévicos e romanos.

 

Muitas das aldeias de Barroso têm a sua origem histórica no movimento de reconquista e povoamento do território iniciado com a formação do Reino de Portugal, em 1143, e posterior fixarão de uma ou mais famílias de povoadores Teve particular desenvolvimento a partir dos finais do seculo XIII. Estes povoadores eram atraídos por contratos de aforamento cujos termos eram favoráveis a sua fixação, traduzidos em pagamentos de foros de valor acessível. Estes contratos são conhecidos como o processo de enfiteuse ou aforamento e eram promovidos indistintamente pela Coroa e/ou pelas Casas Nobres e Senhorios Eclesiásticos.

 

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São conhecidos alguns contratos de aforamento para as terras de Barroso, o que nos permite pensar que a grande maioria das suas aldeias e povoados tiveram origem neste modo de povoamento.

 

Os casais eram bens aforados, com maior au menor dimensão, a uma ou várias famílias dando lugar a formação de aldeias. Os foreiros tinham como obrigação trabalhar a terra e pô-la a produzir, ficando senhores dela e pagando um foro que estava consignado no contrato, mui­ tas vezes traduzido em bens de consumo produzidos no próprio casal, como centeio e/ou partes de criação.

 

Fiães do Tâmega e certamente uma das aldeias que se integra neste movimento povoador.

Desde sempre fez parte do território da paróquia de Curros. Em 1527, no Numeramento de D. João III, aparece identificada e povoada já com 11 moradores e Veral apenas com seis. Por morador entende-se fogo, correspondendo assim a uma população calculada de 70 a 80 in­ divíduos.

 

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Em 1758 vem referida num documento produzido pelo pároco da paróquia de Curros como sendo uma aldeia dessa freguesia juntamente, com Curros, Antigo e Mosteirão.

 

Em 1834 foi autonomizada juntamente com Veral, formando uma paróquia sobre si e uma freguesia, vindo a fazer parte desde 1836 do território do concelho de Boticas, entretanto criado. Em 1895, consequência de um nova desenho administrativo, Fiães do Tâmega passou para o concelho de Ribeira de Pena onde se manteve apenas ate Janeiro de 1898. A partir dessa data passou definitivamente para o concelho de Boticas até aos dias de hoje.”

 

Só um aparte para esclarecer que, tal como se disse no início desta transcrição, este documento é de maio de 2006, entretanto também a freguesia de Fiães do Tâmega deixou de existir, pois com a reorganização administrativa do território das freguesias (Lei n.11-Al2013) passou a fazer parte da união de freguesias de Codeçoso, Curros e Fiães do Tâmega.

 

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Para finalizar a transcrição da “Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas” que consta no caderno da antiga freguesia de Fiães do Tâmega.

 

TRADIÇÕES E FESTIVIDADES

Ao longo dos tempos algumas das festividades que outrora animavam estas comunidades foram-se perdendo. Todavia, durante o ano outras ainda se realizam, embora não com o fulgor dos velhos tempos.

 

Ainda cantam os Reis e o que recolhem reverte para a igreja. As pessoas costumam dar dinheiro e outras coisas, como fumeiro, que depois são colocadas a leilão à saída da missa, revertendo o dinheiro para a igreja. Costumam cantar:

 

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I

Abram-me lá essas portas

Que ainda não estão bem abertas

Aí vem as do presépio

P'ra lhe dar as Boas Festas.

 

II

Boas Festas, Boas Festas

Trazemos nós p'ra lhe dar

Que nasceu o Deus Menino

Numa noite de Natal.

 

III

Numa noite de Natal

Noite de tanta alegria

Que nasceu o Deus Menino

Filho da Virgem Maria.

 

IV

Vamos todos, vamos todos

Bamos todos a Belém

Visitar o Deus Menino

Que Nossa Senhora tem.

 

V

Aqui vimos, aqui vimos

Aqui vimos bem sabeis

Vimos dar as Boas Festas

E também cantar as Reis.

 

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Em Veral acendem o canhoto que vem do Natal e Ano Novo ate ao dia 6, a que nesta altura chamam de Canhoto do Entrudo.

 

O Entrudo trazia muita alegria e folia. Hoje ainda se mascaram, especialmente as crianças, andam pelas casas da aldeia e atiram farinha uns aos outros.

 

Na Páscoa faz-se a visita pascal.

 

São Bernardino, 20 de Maio, padroeiro de Fiães do Tâmega e da freguesia. Celebram este dia com missa, sermão e uma procissão com a imagem do Santo a volta da igreja.

 

No S. João (24 de Junho) e no S. Pedro (29 de Junho) outrora faziam as tranquilhas das ruas com carros de bois e paus. Todavia, esta tradição quase caiu em desuso.

 

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Santa Susana, 11 de Agosto, em Fiães do Tâmega. Neste dia fazem uma festa com missa e procissão com andores, acompanhada com uma banda musical, pelas principais ruas da al­ deia.  A noite realiza-se um  animado arraial popular com um conjunto musical e um espectáculo de fogo de artífico.

 

  1. Martinho, 11 de Novembro, padroeiro de Veral. Fazem uma festa com missa e procissão com andores pelas principais ruas da aldeia. A noite a festa prossegue com um animado arraial popular.

 

Em cada uma das  aldeias  por  ocasião do Natal e Ano Novo fazem aquilo a que chamam o "Canhoto de Natal" e "Canhoto de Ano Novo", ou seja, uma grande fogueira com cepos e trances de arvores. Em Fiães, no largo da igreja, e em Veral, num largo a que chamam Portela da Fecha. As pessoas têm por hábito juntarem-se  a volta destas fogueiras  e num espirito de partilha e comunidade despedem-se do ano que termina, enquanto celebram e dão as boas vindas ao novo ano que começa.

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia de FIÃES DO TÂMEGA que foram publicadas neste post. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

E quanto a aldeias de Boticas, despedimo-nos até ao próximo domingo em que teremos aqui a aldeia de Mosteirão.

 

 

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