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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

20
Fev21

São Vicente da Raia - Chaves Portugal

Aldeias de Chaves

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Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de SÃO VICENTE DA RAIA.

 

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E podemos dar mais uma missão como cumprida, pois todas as aldeias do concelho de Chaves já têm o seu vídeo no blog, na net e no youtube, só falta entrarem todos no MeoKanal.

 

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E quanto a aldeias de Chaves, vão continuar por aqui com elas aos sábados, só não sabemos ainda muito bem como vai ser, pois a pandemia travou as nossas saídas para o terreno e o projeto que tínhamos pensado ficou gorado, pois sem saídas para o terreno não há imagens e sem imagens não há projeto, vamos ter que reinventar com imagens de arquivo que escaparam às seleções anteriores, o problema é que em algumas aldeias esgotámos as imagens disponíveis, mas não há crise, qualquer coisa vamos ter, e as nossas aldeias continuarão a ter aqui o seu espaço. Entretanto vamos esperar que a pandemia acalme e nos deixe sair à vontade para o terreno.

 

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Seria bom também ter algum feedback da vossa parte, principalmente por parte do pessoal que é natural destas nossas aldeias, gostaríamos de saber o que gostaria de ver aqui abordado, isto antes de iniciarmos uma nova ronda por elas para assim podermos ir preparados para o terreno. Lancem ideias que nós cá estaremos para as acolher.

 

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E agora sim, vamos ao último vídeo das nossas aldeias, suponho, pois ainda não verifiquei se falhou alguma, mas suponho que não. Então aqui fica o vídeo com todas as imagens de São Vicente da Raia publicadas até hoje neste blog. A seguir ao vídeo fica link para todos os posts dedicados à aldeia. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de SÃO VICENTE DA RAIA:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/sao-vicente-da-raia-chaves-portugal-1836613

https://chaves.blogs.sapo.pt/por-terras-de-s-vicente-da-raia-1280435

https://chaves.blogs.sapo.pt/s-vicente-da-raia-chaves-portugal-1161976

https://chaves.blogs.sapo.pt/908340.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/800516.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/573346.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/332199.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/308703.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/192213.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/145680.html

 

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até ao próximo sábado, so nos falta sabem com que.

 

 

 

16
Fev21

Crónicas Estrambólicas

CRÓNICAS DE UM PRIMEIRO-MINISTRO SOBRE O BARROSO - 15

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Crónica de um Primeiro-Ministro sobre Barroso 15

(última crónica)

 

Mais uma crónica do antigo Primeiro-Ministro António Granjo, um ilustre flaviense. É a última das 15 crónicas sobre Barroso publicadas no jornal A Capital em 1915. A crónica está escrita como foi publicada, no português da altura, incluindo gralhas tipográficas.

 

Gostei bastante de ler esta série de crónicas, escritas por um homem culto e com grande sensibilidade para a natureza e as pessoas, entre outras. Achei a pontuação um bocado estranha mas não sei se isso terá a ver com algum revisor do jornal que terá alterado vírgulas e assim. Tem piada que o autor entrou como um leão, a gabar Barroso ao máximo, mas no final já diz que os pulmões estão cansados do ar puro… Já estaria com saudades da vida na cidade, é compreensível, há mais mundo pra lá de Barroso. Também há quem nasça em Barroso com vocação de marinheiro e não se pode travar essa gente de ir por aí afora. Isso de resistentes e que se negam a sair, é utópico, são lérias do dono deste blogue e mais alguns, mas não é bem assim como as coisas são. O inverso também é verdade para quem vem de fora fazer cá a vida, que são menos do que os que saem mas sempre existiram. Em Barroso não somos melhores que ninguém, como quase quis fazer crer o cronista ao dizer que os barrosões são o máximo e sempre ao máximo, a tal gente boa e pura e valente. Temos uma cultura muito própria mas mais nada, cá também há depressivos, alcoólicos, assassinos, ladrões, pedófilos, invejosos apenas, etc. Aliás, algumas das características que reconheço nas gentes de Barroso são a matreirice e a artimanha, ora vão ler os relatos do Bento da Cruz sobre os barrosões que, na altura do ano em que a agricultura não dava trabalho, iam por aí afora pedir para a casa “ardida”. Estórias como a seguinte não faltam. Há uns 30 anos houve um emigrante que apareceu numa oficina em Boticas para colar o quadro da bicicleta, que tinha partido. Na oficina disseram-lhe que faziam o serviço mas de momento não tinham a cola necessária, a super 18, e que ele devia tentar compra-la na farmácia. Na farmácia disseram-lhe que estava esgotada e mandaram o homem para outra loja e daí foi recambiado para mais uma ou duas, cada vez mais distantes, até que na cooperativa lhe puseram um saco de 50 quilos de adubo super 18 às costas para ele o carregar até à oficina. Isto tudo sem nenhum lojista estar combinado ou saber de nada, os manhosos de Barroso funcionam por telepatia. A arte de representação e de iludir os outros são coisas que cá passam de pais para filhos, é uma cultura enraizada, e os executantes são tão bons que normalmente os turistas nunca percebem essas qualidades, mesmo depois de carregar um saco de 50 quilos de cola às costas. Alguns são tão maus alunos que até têm que repetir a lição, o que dá direito a medalha de ouro aos artistas principais. Fiquem agora com a crónica do Granjo.

Luís de Boticas

 

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QUADROS MARAVILHOSOS

Offerece-os a regido de Barroso aos pintores, aos romancistas, aos cultores do «camping»

 

Preciso acabar. A capital deve estar fana de aturar este impenitente o irresgatável bairrista; e as cinco ou seis pessoas que porventura hajam seguido estes artiguelhos devem começar a enfastiar-se.

 

Depois, a política anima-se. E concordemos, entre o que pensa o nosso amigo e senador da República, sua ex.a. Qualquer coisa, sobre o momento psicológico em que a nação corra perigo de perder-se e seja assim justificável perante a História um ministério de concentração, e o que se passa em Barroso, onde uma companhia estrangeira explora já uma das mais ricas minas de volfrâmio do mundo e pensa utilizar o Cávado e a Fecha de sahida (cascata do Outeiro) para a electricisação dos meios de transporte e illuminação entre Douro e Minho, não temos mesmo que hesitar. Como nos cumpre, temos de ficar suspensos da palavra preciosa de s. ex.a, e conceder por favor um encolher de hombros a esses doidos que vem da estranja desventrar as nossas montanhas à procura de ignorados thesouros ou com a intenção de transformarem o fio de água em torrente de força e onda de luz.

 

E, sendo assim, como é, finalizamos.

 

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São um pouco adeante da Venda Nova as Minas da Borralha. Sobe-se por um corrego, pelo leito secco d’um ribeiro, um atalho que evita 2 km de estrada. A manhã beija a montanha.

 

A meio da encosta pára-se, e deixa-se correr a vista. Para o nascente, segue a estrada que se principiou há 60 annos e para cujo acabamento será talvez necessário que se faça uma revolução. É para esses lados, atraz das serras, que lá muito longe fica a minha terra, debruçada sobre um rio manso, no goso perene de um valle risonho, assentada sobre uma colina ainda cercada de muralhas. É pouco mais ou menos por esta hora que eu costumo chegar à minha varanda, onde cultivo mangerico, a dar bons dias ao sol. Sinto que me vae fazendo falta a minha cadeira de verga, sentado na qual, depois de jantar, conforme o velho preceito conventual acho excellente philosophar sobre as unhas e menos partes dos homens e sobre os cabellos e mais partes da mulher.

 

À vista segue um raio de sol que brinca sobre o Cávado. Ao fundo adivinha-se a ponte da Misarela ou do inferno.

 

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Ponte da Misarela

É a essa ponte que vão as mulheres gravidas, e que já abortaram, pela meia noite, pedir ao espírito das águas que lhe dá um bom parto. Parece uma lenda medieval. Eu conto-a. Quando uma mulher tem um parto infeliz, e concebe novamente, uma noite, sem que ninguém a presinta, sae de casa acompanhada do marido. À meia noite em ponto está no meio da ponte da Misarela. O marido fica à entrada da ponte para afugentar todo o animal vivente. Porque é preciso que não passe sobre a ponte nem pássaro nem cão, nem besta alguma, antes que appareça algum transeunte. Por fim apparece ou um almocreve ou um bezerreiro ou um mendigo ou um lavrador ou um pequeno pastor. Será o padrinho. E logo que appareça uma pessoa do sexo feminino quer seja uma velha remelosa que venha dedilhando as contas do rosário, quer seja uma creança que venha com a fazenda e traga entre os dentes a côdea negra do centeio, tem lugar a cerimónia. O padrinho desce ao rio, traz na concha da mão um pouco de água aparada de uma rocha cavada no meio, e a que o povo chama o caldeirão, e sob o alvor das estrellas pronunciam-se as palavras sacramentaes do batismo. Se a mãe tiver um rapaz há-de chamar-se Gervásio; se tiver uma rapariga há-de chamar-se Senhorinha.

 

Não merecia uma scena d’estas apanhada em flagrante, uma página immortal de Camillo?

 

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Ponte da Misarela

As casas brancas da Venda Nova e as águas brancas do Cávado dão à paisagem apocaliptica, feita para as tempestades, para os cenobitas, e para as aves presas, numa cena nota de suavidade. As bestas pararam também na contemplação estática da manhã doirada, e os seus perfis, projectando-se contra o azul lavado, parecem linhas de animaes estetizados ornamentando o horizonte.

 

A caminho, caminheiros!

 

Os carros, os fios telegraphicos e telephonicos, cruzam-se sobre a montanha, que uma estrada rasga, deixando a descoberto manchas de volfrâmio. As águas amarelladas do ribeiro, a 50 metros de profundidade, rugem de penedo em penedo, arrastando os detrictos.

 

Conta-se que na Suissa andam dias e dias os americanos e ingleses percorrendo os leitos pedregosos das ribeiras em busca dos moinhos de água. Uma pena de água, sobre uma rocha foi descrevendo um movimento circulatório; no meio a rocha ficou, arredondando-se; a água foi roendo a rocha, até chegar à areia; o pedaço de rocha que ficou no meio, entre o redemoinhar da água, despegou-se por fim e recebeu um movimento giratório. É o moinho d’água. Pois é pena que um archimilionario americano ou um armador inglez não venham fazer turismo por estas ribeiras barrozãs, porque escusava de gastar muito tempo para dar com o seu moinho d'água.

 

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Minas da Borralha

Estamos nas instalações da mina — barracões enormes, cobertos de zinco, onde arfam as machinas potentes; carretas rolando continuamente nos railhes; pequenos grupos de casas operárias, com as chaminés furando para a rua; a enorme lavandaria, baixando em 7 ou 8 andares, desde o cimo da montanha até ao ribeiro; as boccas das minas abrindo-se convidativas e misteriosas; os elevadores surgindo do seio da terra e descarregando o minério; e o vae-vem, os movimentos apressados, a agitação ordenada, de uma grande mina em actividade. Alguém saberá que há em Barroso uma exploração mineira que occupa 500 operários e na qual está estabelecido o regimen das 8 horas do trabalho?

 

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Trabalhadores das minas da Borralha em 1918

Fez-se ultimamente um certo barulho à volta do mr. Marijou, director d’estas minas, por virtude do projecto de lei, pendente do Senado, para a anexação da freguesia de Salto, a que as minas pertencem, ao concelho de Cabeceiras de Basto. A discussão na imprensa diária apenas arranhou um minuto o ouvido popular. De tudo isso não há já certamente a memória que deixaram as palavras transcendentaes de sua ex.a. Qualquer Coisa sobre as homorroidas do respectivo chefe. Apenas em Barroso subsiste ainda a justa revolta contra a tentativa de extorsão.

 

A caminhos, caminheiros!

 

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Minas da Borralha

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São 11 horas. A raçada do sol racha as fragas, no pittoresco dizer da região. O solo arde. As pedras queimam. O sol está no zenith. Caminhamos há uma hora com a cabeça bamboando entre os hombros, à procura, de uma sombra. O cavallo tropeça a cada passo: parece estar cego dos dois olhos.

 

Damos um cavallo por uma sombra, como o outro dava o seu reino por um cavallo.

 

Apparecem fetos, e logo se ouve cantar um pequeno fio de água por uma ravina. Acampamos atraz de uma parede, a um de fundo, para todos podermos aproveitar a sombra magra das galhas nodosas de uma giesta. Serve-se o sóbrio repasto, como comporia um clássico, e, classicamente, dispomo-nos a vencer a nova montanha, dessedentadas as gargantas no doce fio de água, que bem merecia um genial soneto do Sr. António Correia d’Oliveira.

 

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Será o último dia da jornada. Os olhos vão cançados de ver, os pulmões recebem já enfastiadamente o bom ar azotado; o coração aborrece-se já do seu rithmo perfeitamente e inalteravelmente normal; e as pernas, as pobres pernas, vão cançadissimas, juro-o de uniformemente, uniformemente, uniformemente, galgarem despenhadeiros, treparem alturas, saltarem corregos, esmagarem urzes, dentarem com as brochas cardadas das botas este imenso pavimento de rochedos em que há uns poucos de dias vimos patinando.

 

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De todo o resto da jornada, pouco vale a pena contar. Aldeias de nomes bárbaros que se viam dependuradas nas encostadas, vezeiras de gado meúdo mosqueando as serras, vaccas fazendo tilintar as suas campainhas pelos lameiros dos vales, algumas cruzes nos caminhos recommendando aos viajantes que rezem por alma do que ali morreu assassinado. Viva, tenho ainda a lembrança das mãos femininas e delicadas que à entrada de uma povoação me estenderam uma grande pota de água, vinho e mel e que constitue certamente a delícia das delícias.

 

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Vila Pequena - Boticas

Apeámo-nos, sobre a tarde, na Villa Pequena, já nas faldas das Alturas. É um bonito logarejo com as ruas cheias de latadas, os campos cheios de milhos, onde já parece ter chegado «a bênção de Deus». Ao longe, vê-se o Lasenho, donde foram levadas as duas estátuas de guerreiros que se ostentam no Museu Etnographico, nos Jerónimos.

 

O Sr. Dr. Leite de Vasconceilos anda há bastantes annos empenhado na descoberta do Lasenho. Pois informo-o que fica junto à povoação de Campos, no sopé da serra das Alturas e tem a forma de uma pirâmide cónica. E não quero nada pela descoberta — nem mesmo as palavras da Academia.

 

Sahimos de Villa Pequena já noite escura. Um guia, com um lampião de azeite, vae ensinando o caminho e tagarelando sobre moiras encantadas, lobos e salteadores. E pelas 2 horas da madrugada, com as nossas 8 léguas (1) andadas, os bigodes ensopados da geada, e as pernas mechendo-se por hábito, chegamos enfim a Boticas.

 

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A caminho de Boticas - Composição

Enfim!

 

Enfim, dirão também os leitores.

 

Fomos compondo, intervallada e arrepolladamente, conformo nos deixaram, estes artiguelhos a fim de chamar a atenção dos portuguezes e dos turistas para este canto de Portugal. Certamente, não encontrarão por cá funiculares, nem magníficos hotéis, e muito menos poderão dispor a cada canto d’urna cabina telephonica para chamar um automóvel de socorro quando se fure um pneumático. Mas quem quizer um pouco de imprevisto e for capaz de um pouco de esforço, deve visitar esta admirável região, sufficientemente grande para se fazer o camping uma estação inteira e sufficientemente ignorada para se tomarem duas notas inéditas e se tirarem algumas bellas photographias. Se há no paiz romancistas de costumes, têem matéria à farta para compor alguns volumes; se há pintores, têem os mais lindos motivos e as mais graciosas linhas de Portugal para fazerem alguns quadros maravilhosos.

 

Posto isto, como era de uso acabar antes, quando em Portugal uma mezura valia um pouco mais que um pontapé, receba a Capital, os meus agradecimentos, e a meia dúzia de leitores que se interessou pelos artiguelhos as minhas sinceras desculpas pelo tempo que lhes roubei.

 

António Granjo

30 de Setembro de 1915

 

 

 

(1) Talvez devido ao cansaço o autor duplicou a distância

14
Fev21

São Pedro de Agostém - Chaves - Portugal

Aldeias de Chaves - C/Vídeo

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São Pedro de Agostém

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de SÃO PEDRO DE AGOSTÉM.

 

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São Pedro de Agostém aldeia e sede de freguesia mas também o Santuário da Nossa Senhora da Saúde, um dos locais de culto do concelho de Chaves com mais tradição e que mais peregrinos chama até si, a par do São Caetano, mas com características um pouco diferentes, mesmo pela condição de o São Caetano ser um santuário isolado e este, da N.Srª da Saúde estar dentro do perímetro da aldeia de São Pedro de Agostém.

 

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Como pontos de interesse esta aldeia possui a sua Igreja Matriz (no centro da aldeia), no mesmo largo um interessante chafariz com bebedouro e lavadouro, de 1932, com a inscrição “Construído durante a ditadura nacional”, o conjunto do seu casario e o Santuária de Nossa Senhora da Saúde. Na freguesia destaca-se ainda outro santuário, de menores dimensões e afluência de peregrinos, mas bem interessante quanto à sua localização, sendo um autêntico miradouro natural com vistas para grande parte do concelho de Chaves, mas desde onde se avistam também os concelhos vizinhos de Vila Pouca de Aguiar, Boticas, Montalegre e Galiza, trata-se do Santuário de Santa Bárbara, junto à aldeia de Ventuzelos.

 

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São Pedro de Agostém aldeia mas também sede de freguesia, a par da freguesia de Nogueira da Montanha, são as que possuem mais aldeias na freguesia, 11 cada, esta de S.Pedro é composta pelas povoações de Agostém, Bóbeda, Escariz, Lagarelhos, Paradela de Veiga, Pereira de Veiga, São Pedro de Agostém, Sesmil, Ventuzelos, Vila Nova de Veiga e Peto de Lagarelhos, mas também a par da freguesia de Nogueira, não escapam ao despovoamento rural, embora até bem próximas da cidade de Chaves. No último CENSOS a freguesia contava com uma população residente de 1419 pessoas.

 

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Como sobre a aldeia já fomos dizendo o que tínhamos a dizer nos posts que lhe dedicámos ao longo da existência deste blog (com link no final), vamos até o vídeo que a aldeia ainda não teve, com todas as imagens da aldeia de São Pedro de Agostém e da Nossa Senhora da Saúde que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de SÃO PEDRO DE AGOSTÉM:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/sao-pedro-de-agostem-chaves-1834717

https://chaves.blogs.sapo.pt/s-pedro-de-agostem-chaves-portugal-1233918

https://chaves.blogs.sapo.pt/s-pedro-de-agostem-chaves-portugal-1156824

https://chaves.blogs.sapo.pt/nossa-senhora-da-saude-s-pedro-de-1230929

https://chaves.blogs.sapo.pt/s-pedro-de-agostem-chaves-portugal-1156824

https://chaves.blogs.sapo.pt/junta-de-freguesia-de-s-pedro-de-1118077

https://chaves.blogs.sapo.pt/955369.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/817368.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/546480.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/392144.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/178968.html

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até ao próximo sábado em que teremos aqui a aldeia de São Vicente da Raia, por sinal a última aldeia a passar por aqui nesta ronda dos vídeos, um para cada aldeia de Chaves, todos já neste blog e em breve, também estarão todos no MeoKanal.

 

 

 

 

 

13
Fev21

O Barroso aqui tão perto - As três Penedas

Aldeias do Barroso - Peneda de Cima, do Meio e de Baixo

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Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para as Penedas de Montalegre, ou seja, a Peneda de Cima, a Peneda do Meio e a Peneda de Baixo, todas no Barroso de Parque Nacional da Peneda-Gerês.

 

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A decisão de trazer aqui as três Penedas juntas tem a ver com a dimensão das aldeias e com o número de fotografias que nos foi possível recolher em cada uma das Penedas. Para três posts diferentes, confessamos que temos pouco material, mas são aldeias muito próximas e que partilham entre elas o mesmo topónimo, daí, ficarem bem juntas.

 

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Peneda de Cima

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Peneda de Cima

 

Neste post e vídeo lançamos mão da ajuda de duas fotografias aéreas do Google Earth para melhor se entender a localização das três Penedas, a proximidade entre elas, a sua localização em relação a aldeias mais próximas e a sua relação tridimensional que têm com o terreno e o Rio Cávado, isto para se perceberem algumas das realidades destas aldeias e a diferença que, por exemplo uma ponte pode fazer.

 

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Lapela vista desde Peneda de Cima

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Peneda do Meio

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Peneda do Meio, ao fundo a aldeia de Lapela

 

Embora hoje em dia o caudal da água do rio Cávado possa ser controlada pela barragem de Paradela, em dias de chuva intensa como foi dos últimos dias ou em dias que o rio recebe a água do descongelar da neve, o rio aumenta de caudal, e se a barragem de Paradela estiver cheia, é como se não existisse no controlo das águas, daí a ponte que existe entre a Peneda de Baixo, na margem esquerda do rio e as aldeias de Xertelo e Azevedo, permite que estas aldeias mantenham o seu relacionamento normal entre aldeias vizinhas. Saliente-se que a distância entre a Peneda de Baixo e a aldeia de Azevedo é pouco mais de 600m, mas se a ponte não existisse, a barreira natural do Cávado obrigaria a percorrer mais de 30Km, num só sentido, ou seja, 60Km ida e volta. Certo que os caminhos não são transitáveis para passeios de popós, mas são-no para veículos de trabalho e pedonais.

 

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Ponte de Peneda de Baixo

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Deixamos hoje também algumas imagens curiosas, como esta última que ficou atrás dos três caminhos, quase parecendo que cada um vai servir cada uma das Penedas, mas não, são caminhos de trabalho para vencer o declive da montanha que acabam todos por convergir para a Peneda de Baixo e para a tal ponte que atravessa o rio Cávado e liga as suas margens.  Entre as três Penedas, há apenas um caminho que as liga.

 

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Peneda do Meio

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Peneda do Meio

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Peneda do Meio

 

E agora sim, o vídeo com todas as imagens das 3 Penedas que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem e para rever aquilo que foi dito sobre estas aldeias no post que em tempo lhe dedicámos, fica link no final. Agora o vídeo, que espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia às 3 Penedas:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-as-tres-1591657

 

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até ao próximo sábado em que teremos aqui a aldeia de Penedones.

 

 

 

 

11
Fev21

Reino Maravilhoso - Mogadouro

Douro e Entre os Montes

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Mogadouro – Bragança

 

A nossa proposta de hoje para um dia de passeio a partir de Chaves, com ida e volta no mesmo dia, vai para o distrito vizinho de Bragança, para o Mogadouro.

 

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Mogadouro fica a 128Km de Chaves, a 1H48 de viagem (seguindo as regras de trânsito e sem paragens), via Valpaços, Mirandela e Alfandega da Fé. O regresso poderá ser feito pelo mesmo caminho, mas recomendo pequenas variantes para outras possíveis visitas de interesse. Mas para além das imagens que vos deixo,  vamos saber mais um pouco sobre o Mogadouro, como habitualmente com recurso ao que nos diz a página oficial do município.

 

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Área: 760,6 km2

Altitude Média: 700 m

População: 9.025 habitantes

 

Localização

No Nordeste do território nacional, integrado no distrito de Bragança, o concelho de Mogadouro faz fronteira com Espanha ao longo do rio Douro. Encaixado entre o vale profundo do Douro e a bacia do Sabor, ocupa o prolongamento do Planalto Mirandês que, por sua vez, dá seguimento ao Planalto Leonês (região de Zamora e Salamanca).

 

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Paisagem

Em toda a zona mais próxima do rio Douro alternam-se os grauvaques e os granitos, apresentando-se estes, ora em grandes blocos, ora sob a forma de areão proveniente da sua desagregação. O relevo, é constituído por uma sucessão de colinas onde predominam os xistos grauváquicos interrompidos por alguns afloramentos quartzíticos, que se elevam na paisagem formando serras. Já a Sul abundam os xistos pardos, que também são dominantes na bacia do Sabor. Estes solos, e as características do clima, proporcionam um coberto vegetal abundante e diversificado, que atribui à paisagem um manto de belíssimas colorações que se alteram com as estações do ano.

 

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Clima

Os Invernos são, aqui, relativamente rigorosos, sobretudo na zona central do concelho, mais sujeita aos ventos do que as zonas protegidas do vale do Douro e da Bacia do Sabor. As zonas mais elevadas, a Sul e Sudoeste, sujeitas a alguma influência atlântica, são mais húmidas, razão porque se encontra a Sul o castanheiro e a Sudoeste o carvalho cerquinho. O verão, relativamente curto, surge quente e seco. A primavera e o Outono, frescos e bem demarcados, emprestam à paisagem a beleza das cores matizadas dos matos floridos de branco, amarelo e violáceo ou das folhosas outonais em tons de cobre e ferrugem. Na riqueza do coberto vegetal, é bem patente, ao longo de todo o ano, o cruzamento dso climas continental e mediterrânico, com alguma influência atlântica.

 

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População

Neste contexto de diversidade e beleza paisagística vive uma população eminentemente rural, cujas principais actividades são a agricultura e a pecuária. Aqui cultiva-se o olival, a vinha, o trigo e algum centeio, as hortas junto às linhas de água e a castanha mais para o Sul. Na pecuária, o destaque vai para o gado bovino, actualmente sobretudo na produção de leite. Quanto à carne, salientamos a qualidade do gado Mirandês que deu origem, na gastronomia, à já célebre Posta Mirandesa. Para além do gado bovino, os caprinos e os ovinos assumem, também, neste concelho, uma relativa importância nas economias familiares, produzindo carne, lã e leite. Da origem remota desta população laboriosa, conhecem-se vestígios arqueológicos que nos fazem recuar até ao Neolítico. Quanto à história mais recente deste concelho, não podemos deixar de lembrar a importância do papel desempenhado pelas praças fortes de Mogadouro e Penas Roías na defesa da fronteira contra as invasões castelhanas, tendo constituído, por isso, e dada a sua localização, um apoio precioso na formação a nossa nacionalidade.

 

Concelho eminentemente rural, de uma beleza agreste e doce, povoado de gente sã, afável e laboriosa, herdeira de um carácter nobre e de uma história rica e antiga, assim poderíamos caracterizar este pedaço do território nacional.

 

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Situação

Situado no Nordeste Transmontano, no Planalto Mirandês, entre os Rios Douro e Sabor.

 

Limitado pelos concelhos de Vimioso, Miranda do Douro, Alfândega da Fé, Torre de Moncorvo, e Freixo de Espada à Cinta e pelos Ayuntamientos ribeirinhos do Douro, de Salamanca e Zamora.

 

Concelho extenso, 760,6 Km2, com 21 freguesias, 56 povoações, com 9.025 habitantes. Altura máxima de 992m na Serra da Castanheira, e uma altitude média de 700m. Dista 85 Km da capital de distrito - Bragança.

 

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História

O Concelho de Mogadouro apresenta um povoamento antigo que pode ser recuado aos tempos pré-históricos. A documentar essa ocupação estão os povoados do Barrocal/Alto e do Cunho, os monumentos megalíticos de Pena Mosqueira, Sanhoane, Barreiro, Modorra, a arte rupestre da Fraga da Letra, em Penas Roias, e outros achados dispersos que encontramos na Sala Museu de Arqueologia da Vila.

 

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Economia

Concelho cuja economia assenta na agropecuária. A agricultura de jardim complementa os rendimentos de muitas famílias. O sector leiteiro com produções diárias superiores a 100.000 litros é um esteio de economia do concelho. O azeite do vale do Sabor, as uvas do vale do Douro, a cortiça, a lã, o mel, os enchidos, a carne mirandesa certificada e outros fazem a riqueza do concelho de Mogadouro.

 

Foral

D. Afonso III concedeu-lhe o primeiro foral em 1272, renovou-o no ano seguinte. Em 1512, D. Manuel outorgou-lhe foral de novo. Em 20 de Novembro de 1433, a Vila de Mogadouro é doada a Álvaro Pires de Távora passando a estar desde então, associada à família dos Távoras. Os Távoras iniciaram uma ascensão notável e, alcançando o titulo de Marqueses, assumiram um papel importante e influente na região.

 

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Património

Na vila de Mogadouro é indispensável uma visita ao seu centro histórico onde encontramos o Castelo de Mogadouro, a igreja Matriz de origem românica, apesar de ter sido substituída pelo templo que hoje podemos apreciar no centro da vila, a igreja da Misericórdia, o pelourinho, o Solar dos Pegados e o Convento de S. Francisco, contíguo à igreja com o mesmo nome, cuja fundação remete para as primeiras décadas do século XVII e se deve a D. Luis Álvares de Távora.

 

Dispersos pelo concelho, os castros, as igrejas com origens românicas como Algosinho e Azinhoso, os pelourinhos, e as próprias construções tradicionais que podemos descobrir pelas aldeias do concelho são marcas indeléveis de um património vasto e extremamente rico.

 

 

 

Consultas: https://www.mogadouro.pt/ em 11/02/2021

08
Fev21

De regresso à cidade...

Cidade de Chaves

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Hoje regressamos à cidade ainda sem saber bem por onde o vamos fazer, de uma coisa temos quase a certeza, vai ser com chuva.

 

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Talvez passemos também pela praça do duque para ver se está tudo no sítio.

 

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Por último , um perspetiva da rua do Tabolado, pois penso que ainda nunca regressámos por ela à cidade e poucos registos temos dela, tudo porque é uma rua complicada para fotografar, pelo menos nas horas em que costumamos passar por lá ainda por cima está sempre repleta de popós estacionados. Mas às vezes lá calha apanhá-la quase sem nada.

 

E é tudo, uma boa semana e cuidado com o bicho!

 

07
Fev21

O Barroso aqui tão perto - Carreira da Lebre

Aldeias do Barroso - Concelho de Boticas

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Carreira da Lebre - Boticas

 

Seguindo com as nossas visitas a “O Barroso aqui tão perto” vamos até mais uma localidade do concelho de Boticas – Carreira da Lebre.

 

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Desde já vamos iniciar por uma breve explicação que se exige. É certo que já percorri todo o Barroso e embora eu não seja barrosão de nascença, toda a minha família materna mais direta o são, incluindo os meus irmãos, primos, tios,  mas daí a ser um conhecedor profundo ou uma entidade sobre o Barroso, estou muito longe disso, falta-me a vivência do dia a dia, para além de o Barroso, em território, ser uma grande região que abrange cerca de 1200km2.

 

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Vista desde o Castro Lesenho

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Se repararem, tive o cuidado de começar este post referindo-me à Carreira da Lebre como uma localidade, porque isso sei que o é, uma localidade, como quem diz um lugar, sítio, com um aglomerado de casas e uma povoação que as habita, mas daí a ser uma aldeia, disso já não tenho a certeza, nem consegui esclarecer se administrativamente o é, embora na página oficial da Câmara Municipal de Boticas, na freguesia de Beça, apareça a Carreira da Lebre como uma povoação a par das outras aldeias da freguesia, no entanto, também lá estão como povoação as Minas de Beça, que tal como sabemos e vimos quando lá fomos, as minas já não existem tal como não existe propriamente uma povoação, mas sim meia dúzia de casas dispersas e desabitadas (exceto uma) e parte delas já estão no concelho de Montalegre.

 

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Agora também é verdade que não há qualquer dúvida que a Carreira da Lebre é uma povoação, tem casas e população, mais que muitas das aldeias do Barroso, no entanto, a minha dúvida é mesmo se a Carreira da Lebre pode ser considerada ou não uma aldeia. De uma coisa tenho a certeza, até pode ser considerada uma aldeia, mas não é uma aldeia típica do Barroso, nem com o mínimo de características barrosãs. A Carreira da Lebre, tal como é, poderia ser uma qualquer povoação nova do nosso Portugal, que nasce, tal como esta nasceu, junto a um cruzamento com ligações importantes e próxima de uma localidade mais importante, que no caso é a sede do concelho – Boticas, pois apenas 4 km separam as duas localidades.

 

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Independentemente de ser ou não ser aldeia é uma povoação, tem um aglomerado de casas, restaurantes, um hotel, posto de abastecimento de combustíveis, comércios e pequenas indústrias, armazéns, movimento, vida, pessoas e daí ter todo o direito a ter o seu post, o seu vídeo e uma palavras, não da sua história, porque essa é muito recente, mas com aquilo que tem,  e nem que fosse só e apenas por ser um dos locais de referência onde se pode comer uma boa refeição à barrosã, já valia para estar aqui.

 

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Toda esta introdução e explicação exigia-se para justificar a maioria das imagens que hoje deixo aqui, quase todas à volta do rio Beça e das suas três pontes. Aliás com o aglomerado do casario, só deixo mesmo vistas gerais, que além de interessantes, provam que a Carreira da Lebre existe mesmo como uma localidade, de resto, o novo casario, que não é mais que o casario construído já na minha geração, não me fascina em termos fotográficos, precisamente por, tal como já disse atrás, não ser característico de uma região e ser mais ou menos igual em todos os novos bairros das aldeias, vilas e periferia das cidades. Em suma, é certo que este aglomerado de casario da Carreira da Lebre foi construído bem no meio do Barroso, mas se fosse, por exemplo, um dos novos bairros da cidade de Chaves, ninguém estranharia nada.

 

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Vista desde o Miradouro de Boticas

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Do único que poderemos falar são dos restaurantes onde vamos quando por lá passamos à hora de almoço, por sinal ficam quase um em frente ao outro. Um é mais seleto na apresentação e serviço, com um ambiente naturalmente mais selecionado, mas não diferenciam quem entra e quem servem. O outro é mais terra-a-terra, com pratos do dia e frequentado por todos. Em ambos se come bem, comida farta e o preço a condizer. Trata-se no primeiro caso do restaurante do Hotel Rio Beça e no segundo do Restaurante O Caçador, ambos na rua/estrada principal da Carreira da Lebre.

 

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Poderia dar o meu testemunho sobre ambos, pois já fui aos dois várias vezes, mas prefiro deixar aqui a descrição daquilo que os próprios anunciam ou testemunhos de outros que encontrei nas páginas da especialidade, em que em geral, elogiam ambos, mas também há quem reclame, um por exemplo, reclama que teve de esperar quase 2 (dois) minutos para ser atendido. Realmente é preciso ter muita paciência para esperar tanto tempo… mas enfim, vamos aqueles mais realistas que melhor descrevem os sítios.

 

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Na página oficial do Hotel Rio Beça (***) pode-se ler o seguinte:

...destaca-se pela gastronomia típica e diversificada do seu restaurante, Restaurante Rio Beça, tendo como expoente máximo a suculenta carne de vitela barrosã (DOP) e o seu famoso Cozido barrosão, o Cabrito Barrosão, o Javali com castanhas e ainda o Presunto, Alheira e Linguiça.

À exceção do Javali com castanhas, já tive oportunidade de experimentar o restante. Claro que o presunto, alheira e linguiça são entradas que caem sempre bem, do restante, tanto faz, marcha tudo, mas sem misturas, um de cada vez. Recomendam-se. Tem uma boa carta de vinhos, mas o vinho da casa é sempre bom. Aliás é curioso que o Barroso não produz vinho mas tem sempre bons vinhos nos restaurantes (e nas casas).

 

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Quanto ao Restaurante Caçador, transcrevo dois depoimentos que encontrei em páginas da especialidade:

Este restaurante oferece culinária Portuguesa. Os funcionários graciosos neste restaurante mostram o quanto apreciam os clientes. É sempre agradável comer aqui por causa do serviço veloz.

E mais esta, sem espera de 2 minutos…

Fomos Jantar a este restaurante por mera do acaso passamos vimos o caçador e como eu sou caçador paramos para experimentar entramos fomos logo encaminhados para uma mesa de 6 pessoas, a empregada de mesa perguntou se queríamos entradas e se queríamos pão depois entregou a ementa e disse que podíamos escolher eu escolhi posta a empregada disse me que uma posta geralmente dá para duas pessoas confiando nela eu mandei vir 3 postas para nos os 6. as postas eram realmente enormes e de grande qualidade a carne tenrinha e muito saborosa e mesmo assim não deu para comer tudo, pedimos a sobremesa comemos o pudim caseiro 5 estrelas o preço dentro do normal recomendo gente simpática (excelente) 5 estrelas.

 

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Mesmo sem o casario da Carreira da Lebre estamos a chegar ao fim do nosso post, mas bem podemos dizer que aquilo que nos oferece o rio Beça e as três pontes compensam a ausência das casas. E  agora só falta mesmo indicar-vos o caminho para lá chegar, com saída, como sempre de Chaves, Estrada de Braga até Sapiãos, depois viramos em direção a Boticas onde devemos seguir as placas que indicam Ribeira de Pena, Cabeceiras de Basto e Salto, ou seja a R311, mal entremos nesta estrada, mais 4 Km e estamos na Carreira da Lebre. Atenção que estes itinerários têm início na cidade de Chaves, mas se quiser ir à Carreira da Lebre e tiver de utilizar a autoestrada, não é necessário entrar em Chaves, deverá sair no nó que existe entre os nós de Chaves e Vidago, numa saída que, embora seja junto à aldeia de Curalha e já próxima de Chaves, se não me engano, só tem a indicação de Boticas e Carvalhelhos.

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da CARREIRA da LEBRE que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Com a Carreira da Lebre terminámos a abordagem a todas as povoações da freguesia de Beça, assim, no próximo domingo teremos o post da freguesia de Beça, com uma abordagem geral, que também terá imagens de vídeo da freguesia.

 

 

 

 

06
Fev21

São Lourenço - Chaves - Portugal

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SÃO LOURENÇO - CHAVES

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de SÃO LOURENÇO.

 

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Como habitualmente aproveitamos a oportunidade para deixar aqui mais algumas imagens da aldeia que escaparam às anteriores seleções, aquando dos posts que lhe dedicámos e para os quais fica link no final deste post.

 

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E como o que tínhamos a dizer sobre São Lourenço já o fomos dizendo nas anteriores publicações, vamos passar ao seu vídeo onde reunimos todas as imagens da aldeia que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de SÃO LOURENÇO:

https://chaves.blogs.sapo.pt/sao-lourenco-chaves-portugal-1832153

https://chaves.blogs.sapo.pt/s-lourenco-chaves-portugal-1277418

https://chaves.blogs.sapo.pt/499731.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/226975.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/31589.html

 

E quanto a santos e aldeias de Chaves, despedimo-nos do São Lourenço e vamos até o São Pedro, isto no próximo sábado em que teremos aqui a aldeia de São Pedro de Agostém e a N.Sª da Saúde.

 

 

 

04
Fev21

Cidade de Chaves - Um olhar

Desde a rua dos Gatos para a rua do Correio Velho

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Em geral, as imagens utilizam-se para ilustrar as palavras, o que nem sempre resulta, pois às vezes a melodia das palavras é tão conseguida que qualquer imagem, seja ela qual for, só servirá para destroçar a magia do nosso imaginário. Curiosamente, o contrário é ainda mais verdade, ou seja, quando queremos ilustrar imagens com palavras, todas elas desnecessárias e inoportunas, pois a beleza que ela possa ter ou não ter, ou diga o que tiver ou não a dizer, não há palavras para as descrever, apenas irão trair a originalidade do nosso olhar e sentir.

 

 

A espantosa realidade das coisas

É a minha descoberta de todos os dias.

Cada coisa é o que é.

E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra,

E quanto isso me basta.

 

Alberto Caeiro, in Poemas Inconjuntos.

 

 

 

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