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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

19
Jun22

O Barroso aqui tão perto - Pinho

Aldeias do Concelho de Boticas

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Iniciamos hoje a abordagem de mais uma freguesia do concelho de Boticas, a freguesia de Pinho. Seguindo a metodologia que temos seguido para o concelho de Boticas, vamos abordar as aldeias da freguesia por ordem alfabética, calhando assim a abertura da freguesia à aldeia que é sede de freguesia e dá nome à mesma – Pinho.

 

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Freguesia de Pinho que além desta aldeia possui mais duas aldeias, a aldeia de Sobradelo e Valdegas, todas nas encostas de montanhas com vertentes para o Rio Tâmega, sendo este o limite de freguesia a Nascente, mas também limite do concelho de Boticas e limite do Barroso, fazendo fronteira com os concelhos de Chaves e Vila Pouca de Aguiar. Bem podemos dizer que a freguesia, é uma freguesia de limites…

 

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Hoje para além da aldeia de Pinho faremos também a abordagem a um dos santuários mais importantes do concelho de Boticas, o Santuário do Senhor do Monte, isto por ser um Santuário da freguesia, pois em proximidade, é a aldeia de Valdegas a que fica mais próxima, a uns escassos 500m de distância.

 

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Já que iniciámos com a localização da freguesia e suas aldeias, deixemos a sua localização completa, bem como o nosso itinerário recomendado para chegar até lá, que desta vez não precisamos de ir por aquela estrada que habitualmente nos leva até terras de Boticas, pois temos como mais próximo e melhor caminho, a Nacional 2 até à entrada de Vidago, mais propriamente até à ponte seca onde devemos deixar a EN2 e apanhar a R311, esta sim bem nossa conhecida nas andanças por Boticas, uma vez que é a estrada que mais aldeias serve no concelho, atravessando-o de uma ponta à outra no sentido nascente-poente, sendo o contrário também verdade. Em suma, para os flavienses, deixamos a EN2 e rumamos em direção à Paria de Vidago, Souto Velho e Anelhe, sem entrar nestas duas aldeias, mas seguindo sempre pela estrada principal após a ponte sobre o Tâmega (Praia de Vidago), onde a umas centenas de metros à frente entramos no Concelho de Boticas e Freguesia de Pinho, ficando a aldeia a menos de 6Km. No total, entre Chaves e Pinho, são 25,7Km. Ficam os mapas para melhor orientação e entendimento.

 

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Quanto à freguesia e aldeia de Pinho, ficando já nas montanhas com vertentes para o Rio Tâmega e a uma cota que varia entre os 500 e os 600 m, já assume características de transição entre o Barroso da terra fria e a terra quente que tem em frente para lá das serras do Brunheiro e da Padrela, daí o cultivo da terra já com espécies muito variadas e árvores de fruta, mas também a proximidade da sede do concelho, de Vidago e Chaves, fazem com que Pinho seja uma aldeia grande, que rebentou com as costuras do núcleo antigo da aldeia e se tivesse expandido para novos bairros e ao longo da estrada e caminhos.

 

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Vamos agora passar àquilo que se diz sobre Pinho na monografia botiquense “Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas”, começando pela descrição geral da freguesia.

 

Localização geográfica: A freguesia de Pinho situa-se na parte Sudeste do concelho de Boticas.

Distância relativamente à sede do concelho: aproximadamente 5,5 km .

Acesso viário: Pela ER 311, sentido Vidago, virando na indicação Pinho.

Área total da freguesia: 22,4 km2.

Localidades: Pinho, sede de freguesia, Sobradelo e Valdegas.

População: 478 habitantes.

Orago: Santa Marta

Festas e Romarias: Senhor do Monte, último domingo de Julho.

Património Arqueológico: Castro do Mouril Povoado da Lage / Prados

Património Cultural e Edificado: Calvário (Pinho), Santuário do Senhor do Monte

 

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FESTA DO SENHOR DO MONTE

Esta festa realiza-se anualmente no último domingo de Julho, no Santuário do Senhor do Monte em Pinho. Localizado na Serra do Facho, é um dos maiores santuários do Concelho, tem uma igreja com duas torres, a casa dos andores, e à volta uma vasta zona de pinheiros e um espaço para merendas.

 

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Conta a lenda, perpetuada pela tradição oral, que no tempo de antigamente não havia lá nada, apenas um caminho por onde passavam os almocreves que tudo comerciavam. O espaço onde hoje está localizado o Santuário era local de descanso onde costumavam parar e onde se encontrava um nicho onde os almocreves colocavam uma esmola apelando à protecção divina que os protegesse dos ladrões. Até que um dia, segundo a lenda, apareceu nesse sítio, em cima de um monte de pedras onde ainda hoje se podem ver as pegadas, o Senhor do Monte. As gentes da terra pegaram no Santo e levaram-no para a Igreja de Pinho, mas o Santo teimava em aparecer no mesmo lugar. Até que as pessoas se renderam à sua vontade e construíram uma capelinha junto ao lugar onde ele apareceu e no monte de pedras colocaram uma cruz. Com o passar do tempo o dinheiro das esmolas foi sendo cada vez mais. Tal fama de protector conquistou, que construíram uma igreja em pedra, carrada em carros de bois pelos lavradores das aldeias da freguesia.

 

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É considerado o protector dos animais e em sua honra realiza-se anualmente esta festa. Manda a tradição que no sábado, dia reservado à bênção dos animais, os lavradores levem o gado até ao Santuário e com ele dêem três voltas à igreja. Muitos são os percorrem longas distâncias, não só do concelho, mas também de concelhos vizinhos, outrora a pé, agora em carrinhas, para levarem os seus animais até ao santuário em busca da protecção do Santo. Nesse dia, dizem os fiéis, apesar da grande concentração de animais nesse espaço, não se vê uma mosca no pinhal. As esmolas das promessas ou agradecimentos pela protecção ou benesse recebida costumavam ser dadas em centeio, mas agora costumam dar dinheiro. No domingo o santuário enche-se de fiéis para assistirem à celebração religiosa e à majestosa procissão com diversos andores, que se realiza em volta do Santuário, acompanhada por várias bandas musicais. Depois, a festa prossegue, animada por um conjunto. Muitos são os que trazem merendas de casa e aproveitam para almoçar no recinto.

 

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A esta festa acorrem também muitos vendedores ambulantes com os mais diversos produtos.

 

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TRADIÇÕES

Casamento

Em Pinho, no dia antes do casamento, é costume juntar-se um grupo de rapazes e percorrem as ruas da aldeia a tocar buzinas aos noivos.

 

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Os Caminhos

São espaços comunais utilizados pela população para se deslocarem no espaço territorial da aldeia. Dado que todos utilizam estes espaços, o seu arranjo e manutenção era feito pela comunidade aldeã. Assim, no final do Inverno e início da primavera, o Regedor e o Cabo de Ordens, mais tarde substituídos nessas funções pelo Presidente da Junta ou um seu representante, ou o Presidente do Conselho Directivo, à saída da missa, no largo junto à igreja, convocavam o ajunto ou ajuntamento do povo (um homem de cada casa) para ir aos caminhos. No dia combinado, geralmente aos sábados, ao toque do sino, o povo juntava-se num largo da aldeia, junto a uma igreja ou capela, e iam dar um jeito aos estragos provocados pelos rigores do Inverno e limpar os caminhos. Se, na generalidade das aldeias, participava nestes trabalhos o povo todo junto, nos dias marcados para arranjar os caminhos, na aldeia de Pinho, em cada um dos dias, iam aos caminhos quatro ou cinco casas (um representante de cada uma delas) conforme os trabalhos a realizar, num sistema de rotatividade pelas casas da aldeia até dar a volta ao povo.

 

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A Água

A água, elemento dominante da paisagem uma boa parte do ano, desempenha um importante papel na sobrevivência das economias agro-pastoris da região. São inúmeras as suas aplicações: garante da produtividade das parcelas agrícolas e dos lameiros, sustento dos gados, força motriz dos inúmeros moinhos de água existentes ao longo dos corgos e dos rios; estende a sua utilidade ao quotidiano das aldeias, aos tanques, bebedouros dos animais e aos lavadouros públicos existentes.

Dadas as características dos solos e os rigores do clima da região, a água, seiva da terra, desempenha um papel fulcral na produtividade agrícola.

No território do concelho pratica-se a rega por gravidade. A água de rega, proveniente de várias fontes de água superficiais, localizadas nas encostas dos montes e serras junto às aldeias, é utilizada para regar as parcelas localizadas a juzante.

 

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Para optimizar a utilização deste recurso, foram criadas infra-estruturas para a rega. Os regos conduzem a água desde as nascentes, corgos ou ribeiras, até às poças/tanques de rega, reservatórios de retenção da água. Da poça/tanque, a água é encaminhada, também através de regos, até às parcelas agrícolas. Acontece, por vezes, as nascentes brotarem no local onde se encontra a poça/tanque. Em quase todas as aldeias, estas infra-estruturas, outrora em terra batida e pedra, foram alvo de obras de beneficiação, remodeladas, e construídas em cimento e betão armado, de forma a rentabilizar este recurso, reduzindo ao mínimo o seu desperdício ao longo do percurso que faz até às parcelas agrícolas.

 

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Geralmente, cada uma das aldeias dispõe, no seu termo territorial, de nascentes, regatos ou ribeiros, donde provém a água para rega. Todavia, existem situações em que diferentes aldeias têm que partilhar a utilização da água. A partilha de água entre aldeias, geralmente conflituosa, levou à criação de regras de utilização bem definidas, nem sempre respeitadas pelos seus habitantes, ou à posse dessa água por apenas uma das aldeias.

 

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(…)

No que se refere às quantidades de água, estas têm uma dimensão variável. Nalgumas aldeias, a divisão da água processa-se à poçada, mas a quantidade de água disponível para rega depende, em larga medida, do que cada uma das poças/tanques conseguir recolher, enquanto está fechada. Cada regante, geralmente de acordo com a dimensão da área a regar, pode ter direito a uma ou mais poçadas, ou apenas a uma parte de poçada (1/2 ou ¼). Nestes casos, quando numa poçada rega mais que uma pessoa, dividem a água no rego, de acordo com os direitos de cada um. Existe ainda outro método de divisão da água na poça/tanque, os décimos. Em Pinho e Sobradelo, cada poçada encontra-se dividida em 10 partes. Cada regante, geralmente de acordo com a dimensão da área a regar, tem direito a um determinado número de décimos ou a poçadas completas (10 décimos). Se em Pinho a divisão dos direitos de água se processa no rego, dividindo o caudal da água consoante tenha mais ou menos direitos, em Sobradelo a medição da água é feita com uma vara. Antes de abrirem a poça/tanque para regar procedem à medição da água com uma vara e fazem a divisão consoante o número de herdeiros e a quantidade de água a que cada um tem direito, colocando laços. À medida que o nível da água atinge cada um dos laços, assim cada um dos regantes rega. Normalmente, os regantes entendem-se bem, mas como se sabe “no tempo de rega não há santos”, como se costuma dizer “quem sacha mal, rega bem”, algumas pessoas tornam a água quando os outros andam a regar. Isto gera alguns conflitos dentro da comunidade mas acabam por ser resolvidos entre os intervenientes.

(…)

 

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Nalgumas aldeias, como em Pinho e Valdegas, existem os gestores da água, pessoas com um profundo conhecimento da distribuição da água, encarregues de organizar o rol semanal da água das diferentes poças de rega

 

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MARCAS DA HISTÓRIA ANTIGA

Castro do Mouril

Designação: Castro do Mouril

Localização: Pinho

Descrição: Este castro encontra-se no extremo do lado Nascente da freguesia de Pinho, a confrontar com a povoação de Arcossó, da freguesia de Vidago, do concelho de Chaves. O monte do Mouril é rodeado a Nascente e a Sul pelo rio Tâmega e fica na confluência da ribeira de Sampaio com o Tâmega, ribeira que limita o castro pelo Poente.

 

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O castro tem duas linhas de muralhas. Quase no cimo do topo Sul há um pedaço da primeira muralha com 40 m, feita de pedras de xisto e algumas pedras de granito, em forma de cunha e face do topo apicotado. A segunda muralha tem 2,6 m de largura e 50 a 60 cm acima da terra; tem um troço levemente arqueado a rodar para o topo do lado Poente do castro, com 30m de comprimento. Entre as duas muralhas há um patamar de 12 m de largura. Existem vestígios de três casas circulares e foi encontrada no local uma mó de um moinho manual. Existe também um penedo com gravuras e covinhas.

 

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E sobre Pinho vai sendo tudo, para já, pois ainda teremos oportunidade de trazer aqui a aldeia mais uma vez com o resumo da freguesia. Assim, hoje,só nos resta deixar aqui  o vídeo com todas as imagens da aldeia de PINHO que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL895 607

 

E quanto a aldeias de Boticas, despedimo-nos até ao próximo domingo em que continuaremos na freguesia de Pinho, mas com a aldeia de teremos aqui a aldeia de Sobradelo.

 

 

08
Mai22

O Barroso aqui tão perto - Vila Pequena

Aldeias do Concelho de Boticas - Freguesia de Dornelas

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Embora sem a regularidade que eu pretendia, mas chegamos à última aldeia de mais uma freguesia do concelho de Boticas que, se ainda se lembram, andávamos pela freguesia de Dornelas.

 

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Depois da última aldeia que aqui trouxemos desta freguesia de Dornelas foi a Vila Grande. Seguindo a metodologia com que iniciámos estes posts, o de seguir a ordem alfabética do nome das aldeias dentro da respetiva freguesia, em Dornelas a seguir à Vila Grande vem a Vila Pequena, e é para lá que vamos hoje.

 

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Já é sabido que o Barroso é terra de contrates, geralmente o seu primeiro contraste, mais ou menos conhecido por toda a gente, é a do Alto Barroso e Baixo Barroso, embora na realidade do terreno não haja bem essa perceção. Pessoalmente consigo distinguir no terreno outros pequenos Barrosos dentro do seu todo, mas no final, a realidade resume às terras altas e agrestes localizadas nas cotas mais altas das altas montanhas do Barroso, e a pequenos vales e depressões entre montanhas e ao longo dos rios e ribeiros do Barroso, onde, aí, a cor dominante é o verde.

 

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Em geral, e como é natural, as aldeias nasceram à beira das zonas onde o verde é dominante, maioritariamente na transição entre o verde e o agreste, ou seja, sem sacrificar as terras de cultivo onde se semeava o pão para todos os dias, mas também as pastagens para o gado bobino, pois as ovelhas e cabras sempre podem subir à montanha, de verão até às cotas mais altas e de inverno pelas suas faldas. Isto mais no passado, e não muito distante, pois hoje em dia, tem-se apostado mais nas pastagens e cultivo de forragens para o gado bovino.

 

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Mas como sempre não há regras sem exceções e esta freguesia de Dornelas, em parte, é uma exceção, isto quanto à sua localização, pois as aldeias 4 das suas 7 aldeias, estão implantadas e partilham terras verdes, mais ou menos planas, entre montanhas, avistando-se umas às outras, são elas a Espertina, o Antigo de Dornelas, a Vila Grande e a Vila Pequena.

 

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Esta condição da localização/implantação e proximidade destas 4 aldeias faz com que entre elas exista um certa cumplicidade natural, reforçada, também naturalmente, com  o pertencerem todas à mesma freguesia.

 

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Assim quase tudo que dissemos em relação às aldeias que já por aqui passaram deste conjunto de aldeias, aplica-se também a nossa aldeia de hoje, a Vila Pequena e ao conjunto anterior poderíamos acrescentar ainda a aldeia da Gestosa, ficando apenas de fora, pela sua condição de aldeias mais isoladas e de montanha, as aldeias de Casal e Lousas.

 

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Também a localização da Vila Pequena e itinerário para chegar até lá, é semelhante, ou o mesmo caminho que tivemos de percorrer para chegar às suas aldeias vizinhas, mas pelo sim pelo não e como o último post dedicado à freguesia já foi há umas semanas, aqui fica de novo.

 

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Iniciemos pela sua localização e itinerário para ir até lá, que, tal como para a grande maioria das aldeias do concelho de Boticas, sempre com partida desde a cidade de Chaves, devemos tomar a Estrada Nacional 103, estrada Chaves-Braga, mas só até Sapiãos. Aí, saímos da E103 e rumamos em direção a Boticas, que quer se passe pelo centro da vila ou pela variante, iremos acabar por ir ter ao Centro de Artes Nadir Afonso, onde, na rotunda, devermos tomar a saída em direção a Ribeira de Pena e Cabeceiras de Basto, ou seja a ER311 a “grande via” que atravessa quase pelo meio todo o concelho de Boticas.

 

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Ao todo, até chegar a Vila Pequena, deveremos percorrer 45,2km, e embora próxima da estrada ER311, temos de sair dela. Para sair, podemos tomar como referência a aldeia de Agrelos, a partir da qual devemos ir com atenção, pois vamos entrar pela Espertina, fica a 2,5km desta aldeia e após uma curva onde a meio, do lado esquerdo, está uma pequena capela e na estrada deverá existir uma placa a indicar Antigo para o lado esquerdo e Alturas para o lado direito. É aí, em direção a Antigo, que devemos sair da R311, e logo a seguir é a Espertina.

 

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Depois logo a seguir à Espertina, localizada na descida para uma pequena depressão de terreno entre montanhas, temos à esquerda a saída para o Antigo de Dornelas e à direita a saída para a Vila Pequena que, dada a proximidade, já estará visível aos nossos olhos.

 

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E por hoje é tudo, mas ainda vamos ter oportunidade de ter aqui outra vez a Vila Pequena, no próximo post dedicado à freguesia, com o resumo da freguesia de Dornelas.

Falta apenas o habitual vídeo com todas as imagens da Vila Pequena publicadas até hoje neste blog.

Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

E concluímos a freguesia de Dornelas, concelho de Boticas, pelo que nos despedimo-nos até ao próximo domingo em que teremos aqui o resumo da freguesia.

 

 

08
Abr22

Cidade de Chaves

Panorâmica da Avenida dos Bombeiros Voluntários

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Hoje ficamos com uma panorâmica da Avenida dos Bombeiros Voluntários, embora já sem bombeiros nestas paragens, mas felizmente manteve-se o antigo picadeiro militar, tendo sendo reconvertido para as instalações da Polícia de Segurança Pública, ao contrário de alguns edifícios militares e públicos que foram demolidos, quase todos com o pretexto de novos largos ou alamedas que se ficaram pela intenção, se é que a chegou a haver. Seja como for, neste espaço que esta panorâmica abrange, podemos dizer que todas as intervenções, mais ou menos recentes, que aconteceram, foram todas positivas e a cidade só ficou a ganhar.

 

Bom fim de semana!

04
Abr22

De regresso à cidade...

Rua do Bispo Idácio - Cidade de Chaves

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Hoje fazemos o regresso à cidade com passagem pela rua do Bispo Idácio que os mais velhos recordam como rua da Cadeia (até 1970), por aí se ter situado a cadeia comarcã, no mesmo edifício onde mais tarde foi instalada a Polícia (PSP) e atualmente estão instalados serviços municipais, também conhecidas como espaço Polis, edifício esse localizado na esquina do lado esquerdo confrontante com rua ou ladeira da Trindade. Rua esta que começa na ladeira da Brecha e termina no largo do Anjo, fazendo o seu percurso mais ou menos paralelo à rua Direita, com a particularidade de todos os edifícios do seu lado Norte estarem construídos sobre a muralha medieval da cidade. Nesta rua existiu também a capela de N.S. da Encarnação (1564), que Tomé de Távora e Abreu no séc.XVIII também denominou como capela de N.Srª do Amparo. Capela que hoje já não existe como tal e dela só resta a sua fachada principal, e que se localiza precisamente ao edifício atrás referido da antiga cadeia. Quanto ao Bispo Idácio, fica apenas, muito resumidamente um pouco de quem foi, como o ter nascido em Lémica, cidade da Ribeira de Lima, é o autor do Cronicon e no ano de 427 foi eleito bispo da Igreja de Chaves. No ano de 460, Frumário, com uma horda de Suevos prende o Bispo Idácio, tendo-no posto a ferros. Suportou um cativeiro de 3 meses, sendo depois libertado.

Mais sobre o bispo Idácio aqui

Boa semana!

 

01
Abr22

O Barroso aqui tão perto - Montalegre

Um olhar sobre um trecho da Portela

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Como já vendo sendo habitual, às sextas-feiras vamos ter por aqui num dos posts do blog, a Vila de Montalegre, com posts mais ou menos elaborados um simplesmente com um olhar, sobre uma rua, um largo, uma igreja, o castelo, etc.. Assim, hoje ficamos apenas com um olhar de um trecho da Portela, ou a Portela na intimidade das suas ruas, na margem da sua rua, historicamente, principal.

 

 

 

27
Mar22

O Barroso aqui tão perto - Montalegre

Vila de Montalegre

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Desde já fica o aviso de que a nevada que se vê na foto não é de hoje, bem poderia ser, mas esta já se foi, há muito que caiu e derreteu, pois a foto é de fevereiro de 2014, mas como é um cenário que pode acontecer a qualquer momento e que eu saiba o largo é assim que existe, continua a ser uma imagem atual.

 

Um largo que é também uma imagem de marca de Montalegre e que bem poderia chamar-se o largo dos poderes, pois nele moram o poder político no edifício da Câmara Municipal de Montalegre, o poder judicial com o seu Palácio da Justiça e um outro poder, que embora não oficial é dos que mais manda, o poder económico, representado na praça pelo edifício da Caixa Geral de Depósitos, do qual se vê apenas uma nesga do seu edifício, à esquerda da imagem.

 

Imagem também de marca é o centenário carvalho, designado por Carvalho da Forca e que está considerada uma árvore de interesse público (D.L. 14/2006) que segundo consta na placa que repousa a seu pé, nele foi publicamente executado, em 18 de setembro de 1844, o último enforcado de Montalegre.

 

 

19
Mar22

Vila de Vidago

Concelho de Chaves

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Uma das vantagens deste mundo virtual da internet é o de podermos moldá-lo e ajustá-lo como queremos, mesmo que não corresponda à realidade dos nossos dias. Assim, os que acompanham o blog já sabem que às segundas-feiras regressamos à cidade, à nossa cidade de Chaves, isto quer dizer que nos fins-de-semana, deixamos a cidade e andamos por outras paragens. Aliás ultimamente até iniciamos os nossos fins-de-semana às sextas-feiras, com uma voltinha pelo Barroso e sempre que possível pela arte ou mundo da ilusão. Os sábados, quase desde sempre neste blog é dedicado ao mundo rural flaviense, ou tudo que vai além de Chaves, e assim queremos que continue a ser. Assim, fica desde já anunciado que brevemente iniciaremos mais uma ronda completa pelo nosso concelho, pelos seus lugares, mas com uma abordagem mais ampla ao nível das freguesias. Será, no entanto, uma abordagem histórica, ou melhor, uma mistura da história referente a outros tempos com a realidade atual, onde as palavras será a de outros tempos e, na impossibilidade de fisicamente podermos também nós regressar nesse tempo, deixaremos aqui imagens atuais.

 

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Até que essa ronda se inicie, pois desta vez queremos manter a sua regularidade sem falhas, o que nos obrigará a ter os posts prontos com alguma antecedência, pelo menos de algumas semanas. Mas íamos dizendo que até lá, continuaremos a trazer aqui, aos sábados, o concelho para além da cidade de Chaves, em especial a vila de Vidago.

 

 

13
Mar22

O Barroso aqui tão perto - Vila Grande

Vila Grande - Dornelas - Boticas

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Sem qualquer desculpa, há algum tempo interrompemos a regularidade de trazer aqui as aldeias de Boticas. Para relembrar, antes da interrupção, andávamos por terras da freguesia de Dornelas.

 

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Temos abordado as freguesias por ordem alfabética, e dentro delas, seguimos a mesma metodologia. A última aldeia que tivemos aqui da freguesia foi Lousas, o que quer dizer que já tinham sido abordadas  as aldeias de Antigo, Casal, Espertina e Gestosa, daí, termos cá hoje a Vila Grande, ficando por abordar a Vila Pequena.

 

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Vila Grande – Dornelas - Boticas

 

Vila Grande que comummente por cá, em geral, é conhecida pelo Couto de Dornelas, tudo pelo antigo Couto que existiu na freguesia. Mas sobre o Couto de Dornelas, falaremos no post final da freguesia. Hoje abordamos a aldeia mas também a sua festa grande, que a torna famosa a nível nacional mas também lá fora, ou aqui mais perto na Galiza, também é conhecida, tudo por ser uma festa comunitária. Mais à frente também falaremos desta festa.

 

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Quanto à Vila Grande que também eu conhecia por Couto de Dornelas, foi uma das primeiras aldeias a conhecer no Concelho de Boticas, mas já foi há tanto tempo que na memória, quase só ficou o complicado que foi chegar até lá, então ainda por caminhos de montanha em terra batida e muito irregular.

 

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Decorria então o ano de 1975, quando tudo era possível acontecer e concretizar, quando um grupo de teenagers, penso que 12, todos rapazes, se juntaram e formaram um grupo de cantares de música de intervenção, à capela. Sei que a ideia surgiu num dia, no dia seguinte ensaiámos, e no seguinte já estávamos no palco dos “Canários”, com salão cheio a ouvir-nos cantar, onde fomos logo contratados para a uma atuação no Couto de Dornelas no fim-de- semana seguinte.

 

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O Grupo chamava-se GIEC, se bem recordo eram as siglas de Grupo de Intervenção Estudantil de Chaves, e só falo disto aqui porque a Vila Grande, além de nos ter recebido muito bem, teve a honra de assistir à uma das duas atuações que o grupo fez, depois de uma longa e dura viagem, principalmente a partir de Boticas, que fizemos distribuídos por três ou quatro carros.

Já lá vão quase 50 anos, e para além destas poucas memórias outras não há.

 

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Só anos depois é que soube da festa da Mezinha do São Sebastião que, confesso, me despertou logo o interesse de ir por lá ver como era. Festa que se realiza todos os anos no dia 20 de janeiro e que desde que me falaram dela queria lá ir, mas que por ser sempre dia 20, a maioria das vezes calha fora do fim de semana e que por essa razão, fui adiando, ou porque então ainda estudava e eram dias de aula ou porque depois já trabalhava e era dia de trabalho, e assim foi sendo adiada a ida ao São Sebastião da Vila Grande.

 

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Assim foi sendo adiada a verdadeira descoberta da Vila Grande até que fomos lá ao nosso primeiro São Sebastião, que aconteceu em 2010, mais para descobrir a festa comunitária, da qual ficámos fãs, com promessa de lá voltar nos anos seguintes, que só falhámos no ano de 2019 e 2021/22, nestes dois últimos anos por não se ter realizado por causa da pandemia.

 

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Fora do São Sebastião só fizemos por lá uma visita com um grupo de fotógrafos da Associação Lumbudus, em Maio de 2011 e algumas passagens mais recentes aquando do levantamento fotográfico das aldeias de freguesia de Dornelas. O que fica em imagem é uma seleção das fotografias da aldeia desde do ano de 2010 até 2020.

 

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E como chegamos até à Vila Grande? Pois para quem acompanha o blog e viu os posts de Espertina e Antigo, a Vila Grande fica logo a seguir a estas aldeias. Para quem viu os posts de das aldeias de Casal e Lousas, para lá chegarmos, tivemos que, obrigatoriamente, passar pela Vila Grande.

 

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Para que não viu nenhum dos posts atrás referidos, fica hoje a localização e o melhor itinerário para chegar à Vila Grande, que hoje, ao contrário da primeira vez que lá fomos, é muito fácil de lá chegar.

 

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Então, com partida da cidade de Chaves, como sempre, saímos da cidade pela N103 (estrada de Braga) até Sapiãos. Aí saímos da N103 em direção a Boticas que deveremos atravessar ou passar ao lado pela variante ao centro até encontrarmos o Centro de Artes Nadir Afonso, onde na rotunda, devemos seguir em direção a Ribeira de Pena, Cabeceiras e Salto pela R311 que, deveremos seguir passando por Quintas, e Carreira da Lebre, seguindo depois sempre pela R311 até nos aparecer o desvio à esquerda para Espertina e Antigo. Ficam os mapas e imagens aéreas para ajudar

 

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Um post normal terminaria mais ou menos por aqui, pois em imagens estaria, também, mais ou menos completo com imagens a representar a aldeia, mas falta-nos abordar a festa da Mezinha do São Sebastião, que é, sem qualquer dúvida, onde acontecem os momentos mais altos da aldeia, com milhares de visitantes a confirmar e validar esses momentos.

 

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Festa da Mezinha do São Sebastião  

 

Como já algumas versões diferentes, ou com algumas diferenças,  vamos deixar aqui aquela que consta na monografia de Boticas - PRESERVAÇÃO DOS HÁBITOS COMUNITÁRIOS NAS ALDEIAS DO CONCELHO DE BOTICAS. As imagens ficam pela ordem do decorrer dos acontecimentos, desde a chegada à aldeia manhã cedo, ao juntar do pessoal, à festa, a cerimónia religiosa e a distribuição dos alimentos ao longo da mesa colocada ao longo do arruamento principal da aldeia.

 

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Todos os anos, no dia 20 de Janeiro, realiza-se aquela que é uma das mais importantes festas de cariz comunitário: a Mezinha de S. Sebastião ou Festa das Papas, como era inicialmente conhecida. As origens desta festa perdem-se nos tempos. Diz a memória popular que, aquando da segunda invasão francesa, em 1809, comandada pelo general Soult, o povo de Vila Grande avistou os soldados a passar numa estrada, a estrada velha, perto das aldeias do Couto de Dornelas e sabendo que por onde passavam, saqueavam tudo, imploraram a protecção divina.

 

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Pegaram na imagem de S. Sebastião, saíram com ele à rua, levaram-no até à torre da igreja e prometeram ao Santo que todos os anos realizariam uma festa em sua honra se as tropas não descessem até às aldeias. Eis que o milagre se deu, caiu uma grande nevada e as tropas passaram ao largo das aldeias e o povo, agradecido, cumpriu a promessa.

 

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Existe também outra lenda de que esta festa se começou a fazer depois de uma grande peste que matou muitos animais na freguesia. Desesperadas, as pessoas pediram protecção ao Santo, prometeram-lhe que todos os anos fariam a festa em sua honra se os livrasse de tão terrível maleita. Feito o milagre, o povo cumpriu a sua promessa.

 

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Certo ano faltaram ao prometido e não celebraram a festa, contam que por causa disso deu uma moléstia nas patas dos animais e, nesse ano, não os puderam utilizar para os trabalhos agrícolas. Em desespero de causa, arrependidos pelo incumprimento da promessa, imploraram novamente a protecção ao Santo e desde então para cá a festa tem-se realizado no dia 20 de Janeiro de cada ano.

 

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A organização desta festa, refeição comunitária, está a cargo dos mordomos, inicialmente os 9 maiores lavradores da aldeia de Vila Grande, os que tinham mais posses, num sistema de rotatividade entre eles.

 

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São os mordomos, com a ajuda de familiares e amigos, que arranjam e preparam a comida servida na refeição comunitária (pão, carne e arroz). Dada a dimensão desta festa, tudo tem que ser preparado com muita antecedência. Por altura do Natal, andam pelas casas das aldeias da freguesia a recolher os cereais (centeio e milho) para fazer as broas. Em Janeiro, recolhem os restantes donativos: carne de porco (essencialmente peito e queixadas) e dinheiro para comprar o arroz.

 

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Além de procederem à recolha destes produtos, arranjam lenha para cozerem as broas e para cozerem os alimentos; e procedem à moagem dos cereais em dois moinhos locais.

 

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A comida é confeccionada na “Casa do Santo”. Esta casa, construída para o efeito com o apoio da Câmara Municipal, tem uma cozinha com uma lareira, um forno grande, uma amassadeira eléctrica e uma sala para armazenar as broas.

 

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Durante cerca de cinco dias e cinco noites cozem as centenas de broas que vão ser distribuídas ou vendidas no decorrer da festa. No dia 19, à meia[1]noite, acendem o lume na lareira da “Casa do Santo”, à volta do qual dispõem mais de 20 potes de ferro com a carne partida aos bocados, a cozer. No dia 20, assim que toca o sino para a missa, colocam-se os potes com o arroz a cozer.

 

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Finda a missa, seguem em procissão com o Santo até à “Casa do Santo”, onde o padre procede à bênção do pão, da carne e do arroz.

 

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Pode então iniciar-se a distribuição da comida. Na principal rua da aldeia, ao longo de centenas de metros, estão colocados os bancos de madeira, cobertos com alvas toalhas de linho – a mesa – onde, de vara em vara, será colocada a comida: broa e dois pratos de madeira, um com carne outro com arroz.

 

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Esta refeição é para todas as pessoas que a ela acorram. Pratos e talheres cada um leva os seus, assim como a bebida para acompanhar tão salutares alimentos. Entretanto, o mordomo percorre a mesa dando o S. Sebastião a beijar e recolhendo as dádivas que cada romeiro queira oferecer ao Santo.

 

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Dizem que, por ser benzida, esta comida tem propriedades curativas; de tal forma que as broas podem-se guardar muito tempo que não criam bolor. Tais são os benefícios que lhe são atribuídos, que muitos são os que levam pedaços, senão mesmo broas inteiras, para casa, para comer ou dar aos animais para que não padeçam de maleita nenhuma.

 

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Para finalizar o vídeo com todas as imagens da aldeia de VILA GRANDE que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

E quanto a aldeias de Boticas, despedimo-nos até ao próximo domingo em que teremos aqui a aldeia de Vila Pequena .

 

 

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