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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

02
Dez20

Sandamil - Chaves - Portugal

Aldeias de Chaves

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Sandamil

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de Sandamil.

 

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Sandamil é uma das aldeias do planalto do Brunheiro, da freguesia de Nogueira da Montanha, uma das maiores freguesias do concelho de Chaves, com 11 aldeias, mas também das que sofre mais com o despovoamento.

 

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Sandamil é assim uma das aldeias de terras altas, a rondar os 830m de altitude, com invernos rigorosos, frios e húmidos, que por cá, principalmente àquela altitude, são de 9 meses, mas pelo menos vai escapando aos 3 meses de inferno que se sentem na veiga, com verões mais suaves.

 

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Para ir até lá, não há nada que enganar, basta apanhar a E314 em direção a Carrazedo de Montenegro, subir toda a Serra do Brunheiro e logo a seguir às bombas de gasolina de France, há um cruzamento, onde deve tomar o desvio da esquerda, logo de seguida apanha uma longa reta no final da qual há outro cruzamento, neste deve desviar à direita. Está tudo bem sinalizado.

 

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Sobre Sandamil já fomos dizendo aquilo que havia a dizer nos posts que lhe dedicámos anteriormente, para os quais fica link no final deste post, hoje estamos aqui pelo seu vídeo que ainda não teve, mas como sempre aproveitámos para deixar mais algumas imagens que escaparam às anteriores seleções. Vamos então ao vídeo, que fica já de seguida. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Sandamil:

https://chaves.blogs.sapo.pt/sandamil-chaves-portugal-1801042

https://chaves.blogs.sapo.pt/350080.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/18883.html

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até ao próximo sábado em que teremos aqui a aldeia de Sanfins da Castanheira.

 

 

 

 

01
Dez20

Chaves de Ontem - Chaves de Hoje

Cidade de Chaves

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ontem-hoje

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Já há muito que não vínhamos aqui com esta rubrica, mas com esta coisa da pandemia e de começar a ter saudades do passado, mesmo que recente, ressuscitou-nos a vontade de trazer aqui mais um bocadinho do Chaves de ontem e o Chaves de hoje, um pouco inspirado, ou em tudo, por uma passagem do diário de Miguel Torga, a respeito da nossa cidade no ano de 1960, quando este senhor que está para aqui a teclar esta escrita, tinha visto a luz pela primeira vez há 5 meses e 4 dias.

 

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Eu que até gosto de Torga e que até o considero o maior escritor e poeta a cantar Portugal, que conheceu e calcorreou o seu território e conheceu a sua gente, principalmente do nosso Portugal interior e mais profundo. Eu que como flaviense me senti sempre muito honrado por Miguel Torga nos incluir (Chaves e a região) tantas vezes no seu diário e que até nos descreve e inclui no Reino Maravilhoso que ele criou para nós. Eu um Torgónamo assumido, quando li uma das passagens que escreve no seu diário em 26 de setembro de 1960, que até elogia a gente de Chaves, não gostei mesmo nada daquilo que ele escreveu sobre a cidade de Chaves. Fica já a seguir, com o que não gostei a negrito e sublinhado.

 

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Chaves, 26 de Setembro de 1960

 

Há terras, como Aveiro, por exemplo, impregnadas de não sei que dignidade específica. É uma espécie de irradiação ética, que compensa largamente o forasteiro de todos os desconfortos e desilusões urbanas que nelas sinta. Chaves pertence a essa família. Apesar de feia, suja e desfigurada, o espírito sente-se aconchegado dentro dos seus muros. O prazer que os sentidos não gozam na pureza dos monumentos, na grandeza das praças e no desaforo das avenidas, encontra-o a alma na atmosfera de sanidade humana que respira na mais abafada e miserável ruela.

Miguel Torga, in Diário IX

 

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Fiquei com esse nó atravessado na garganta até ao dia de hoje, em que fui vasculhar e procurar no arquivo fotográfico do blog Chaves Antiga imagens de Chaves do ano de 1960, onde por sinal até encontrei bastantes imagens, onde depois de as ver e analisar muito bem, despido de sentimentalismos e bairrismos, com o olhar neutro e virgem, tal como Torga viu Chaves na época, só tenho que pedir desculpas, talvez perdão a Miguel Torga. Ele tinha toda a razão, Chaves era feia, suja e desfigurada, ou melhor, a cidade estava  feia, suja e desfigurada, embora fosse a cidade que sempre tinha sido até aí e que ainda hoje é (refiro-me apenas ao Centro Histórico), aliás hoje, o nosso centro histórico até está bem mais desfigurado que nos anos 60 do século passado, só com uma diferença, passou a ser uma cidade mais limpa, asseada e embelezada, principalmente no que diz respeito ao seu património histórico e monumental (fortes, castelo, jardins e espaços verdes, rio, ponte romana e edifícios públicos, igrejas e capelas) e felizmente, a grande maioria dos edifícios privados, pelo menos os mais emblemáticos, têm e estão a ser reconstruídos.

 

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Penso que o próprio Miguel Torga, que nos últimos 20 anos da sua vida passou a vir a Chaves frequentemente, pelo menos uma vez por ano, se apercebeu dessa alteração na cidade de Chaves e que se viesse hoje pela primeira vez a Chaves, com o seu olhar sem que os olhos perdessem a virgindade original diante da realidade e o coração, não diria que Chaves hoje é feia, suja e desfigurada, antes pelo contrário, mas sem esquecer os pecados nela cometidos e alguns que estão por resolver, refiro-me aos mamarrachos de betão e a algum casario que há anos estão em ruinas ou completamente degradados, como o que fica a seguir, que por sinal são as vistas principais que se podem ver desde o Hotel de Chaves recentemente, e que não devem ser nada agradáveis de ver para o turista que pela manhã se aborda da janela para ver como está o dia… Ficam duas imagens para contraste, com pecados de hoje, mas também belezas dos anos 60, bem mais bonito que o atual espaço, pois nem tudo era feio, sujo e desfigurado, talvez exceções, mesmo ao que aqui se disse.

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Pelas imagens que foram ficando de Chaves no ano de 1960 e Chaves dos últimos anos dá para ver que a cidade foi melhorando o seu visual sem se alterar, bem mais limpa, bem mais bonita, uma cidade que hoje se recomenda e que para mim, como flaviense e sem qualquer bairrismo, não há cidade igual à nossa e é a cidade mais bonita do mundo, só o raio do bicho corona é que está cá a mais…

 

 

 

29
Nov20

O Barroso aqui tão perto - Pinhal Novo

Al deias do Barroso do Concelho de Boticas

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PINHAL NOVO

 

Nesta rubrica de O Barroso aqui tão perto, vamos continuar até concluir, as aldeias da freguesia de Beça, ficando aqui hoje a aldeia de Pinhal Novo.

 

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Estivemos quase para não trazer aqui esta aldeia, e o porquê ou razão é muito simples, já a tínhamos abordado anteriormente neste blog, mas foi num post especial, um post conjunto dedicado a várias aldeias, mais precisamente às aldeias de Salazar da Colónia do Barroso da Junta de Colonização Interna, da qual Pinhal Novo faz parte. No entanto seria injusto não ter uma abordagem particular, mesmo porque no referido post conjunto foi integrada nos posts dedicados às aldeias do concelho de Montalegre, e embora o Pinhal Novo faça parte desse conjunto da colónia do Barroso, é a única que pertence ao concelho de Boticas, e como tal, terá aqui o seu post, incluindo o seu vídeo. Vai ser pouca coisa e tudo muito parecido, mas a aldeia também é pequena e as casas originais da aldeia eram e ainda são, mais ou menos,  todas iguais.

 

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Embora tenha aqui o seu post, não vamos repetir aquilo que já dissemos sobre ela, principalmente sobre a sua origem e história, ou melhor, vamos repetir sim, mas recorrendo ao que sobre ela dissemos no tal post especial dedicado às aldeias de Salazar da Colónia do Barroso, mas antes, vamos deixar aqui, muito resumidamente, a história da origem desta e das restantes aldeias e colónias internas de Salazar.

 

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O designado Estado Novo de Salazar cria em 1936 a Junta de Colonização Interna (JCI), que, em síntese, visava povoar as zonas mais despovoadas de Portugal, construindo nelas aldeias novas destinadas a colonos, aos quais seriam entregues grandes áreas de terrenos, sobretudo constituídos por baldios existentes, Ideia que na época, não foi bem aceite pelas populações locais, sobretudo porque eram elas que administravam esses baldios e que deles tiravam, o que para muitos era o seu único rendimento e áreas de pastagem, embora, teoricamente, para a ocupação dessas novas aldeias fosse dada a preferência à população local, coisa que não aconteceu, pois foram maioritariamente ocupadas por casais (condição necessária) de vários pontos de Portugal. No entanto, a pobreza e necessidade da época fez com que alguma população trabalhasse para a JCI na construção desses novos aldeamentos, com alguns boicotes pelo meio, como o de plantarem árvores ao contrário (com as raízes para cima), segundo rezam alguns documentos da altura.

 

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Ao todo a JCI projetou para Portugal 7 colónias internas, sendo as mais próximas a Colónia do Barroso e a do Alvão, em Vila Pouca de Aguiar. Na Colónia do Barroso foram construídas 7 aldeias de colonos (ou colónios como dizia a população local) e ainda um Centro Administrativo para alojar técnicos e funcionários da JCI, centro este onde se localizava também o apoio administrativo às aldeias dos colonos, a fiscalização, sobretudo do cultivo e colheitas que os colonos tinham de entregar ao Estado, ou seja, em 7 partes da colheita, 6 eram para o Estado, e uma para seu sustento, destinando-se as 6 partes do Estado a amortizar empréstimos concedidos aos colonos, bem como a amortização do custo de cada casal (terrenos e habitação dos colonos), que a não ter sido o 25 de abril, hoje,  a segunda geração desses colonos, ainda estariam a amortizar.

 

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Colonização Interna que foi um fracasso, principalmente a do Barroso, começando logo pelas aldeias de colonos de Criande e Aldeia Nova que viu a maioria dos terrenos destinados aos casais dos colonos a serem inundados pela barragem do Alto Rabagão, para além de os terrenos que os colonos ocuparam serem maioritariamente impróprios para a agricultura, com a agravante de os terrenos cultiváveis estarem sujeitos a um clima hostil e pouco produtivos.

 

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A barragem invadiu parte da aldeia dos colonos de Criande e todos os seus terrenos de cultivo

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Com o 25 de abril as coisas alteraram-se e foi permitido aos colonos resolverem as obrigações que tinham com o Estado, podendo adquirir os casais que cultivavam ou abandoná-los, passando-lhes também a ser permitido vender o casal após a sua aquisição, coisa que não era permitida anteriormente, pois as obrigações do casal obrigatoriamente tinham de passar na totalidade para um e só um dos herdeiros dos colonos, de modo a que a propriedade não fosse dividida.

 

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De realçar que toda esta colonização interna era enaltecida pelo Secretariado da Propaganda Nacional, com constantes campanhas para a produção nacional e mostrando estas colónias como locais paradisíacos, produtivos e ocupados por famílias felizes, que na realidade não eram mais que escravos do estado e do sistema, além de mal queridos e até difamados pelas populações locais, porque afinal de contas, sem culpa, tinha tirado parte do rendimento e muitas vezes todo o rendimento ou sustento das populações locais. Hoje em dia, estas aldeias dos colonos encontram-se com alguns casais abandonados, outros foram vendidos e recuperados por não colonos tal como aconteceu nos Casais da Veiga de Montalegre, e nalguns, poucos,  ainda se mantêm os “colónios”, hoje, parece-me, já perfeitamente integrados e aceites nas populações locais.

 

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Pois Pinhal Novo é uma dessas aldeias de colonos, onde inicialmente foram construídas 10 habitações e constituídos os respetivos casais (casa+logradouro+terreno) e posteriormente uma escola. Estas aldeias que pela sua arquitetura e organização, nada têm a ver com as aldeias típicas do Barroso, eram constituídas por moradias isoladas com logradouro e tinham para a época já algumas condições de habitabilidade, além de todas elas serem servidas com as infraestruturas mínimas, ainda com um tanque e chafariz público, e áreas verdes envolventes, algumas com escola, e no caso da Aldeia Nova de Montalegre, tinha igreja, miradouro e posto da GNR, além da escola e espaços verdes.

 

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Hoje em dia ainda existem no Pinhal Novo as 10 construções iniciais, dessas, pelo menos 7 foram reconstruídas e/ou ampliadas, 3 mantêm a traça inicial e penso que estão abandonadas e dentro do espaço do aldeamento já nasceram pelo menos 3 novas construções/habitações e na proximidade outros tantos armazéns agrícolas.  

 

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Agora passamos àquilo que dissemos sobre o Pinhal Novo no tal post conjunto dedicado a todas as aldeias da colónia do Barroso:

 

As aldeias de Salazar – Aldeias Jardim

 

(…)

Esta aldeia, conjuntamente com a de Criande, Vidoeiro e Pinhal Novo, fazem parte de uma segunda fase de aldeias de colonos, decidida pela LCI em 1945.

(…)

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7 - Pinhal Novo

Esta aldeia foi implantada a apenas 1,5km da aldeia do Fontão, foi-lhe atribuído o topónimo de Pinhal Novo, talvez pela mesma razão das anteriores adotarem o nome do lugar. É a única aldeia da colónia de Barroso que foi construída no concelho de Boticas.

 

O Lugar de Pinhal Novo: «[…] com 10 casais, ficará situado já na freguesia de Beça, limite da aldeia do mesmo nome, na encosta Oeste do Alto das Pias. Para lhe dar acesso projectou-se a construção duma estrada principiando na E.N. - 4 - 1ª. no local denominado Alto do Fontão e terminando na povoação de Beça, do concelho de Boticas; prevê-se a continuação desta estrada para as termas de Carvalhelhos e para Boticas, sede do concelho do mesmo nome.» (J.C.I., 1945: 98). (…) A Escola e Capela: «Pinhal Novo, com 10 casais, ficará situado a cerca de 1.500m. de Beça, sede de freguesia, de que dependerá quanto à capela e escola.» (J.C.I., 1945: 99).

COSTA (2017)

 

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O terreno para implantação das moradias é retangular, com um arruamento de entrada, ao centro, que depois bifurca para dois arruamentos que acabam por se unir em curva no lado oposto à entrada. As moradias foram implantadas 5 de cada lado ao longo dos lados mais compridos do retângulo a confrontar com os arruamentos, entre os quais ficou uma zona verde, onde mais tarde se decidiu construir a escola, mesmo ao centro desta zona verde.

 

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Nos documentos acedidos, não se encontrou qualquer referência à área agrícola e florestal pertencente a cada casal nestas duas colónias. Supõe-se que no caso do Lugar do Pinhal Novo dado o número de casais ter permanecido inalterável, a área agrícola e florestal também terá permanecido. Já no caso do Lugar do Fontão, a redução do número de casais pode estar na origem da divisão da área agrícola estando, contudo, a área atribuída inicialmente a esta colónia dentro da média (14,5 a 25 ha) da área agrícola da colonização do Barroso.

COSTA (2017)

 

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Quantos aos projetos tipo adotados para a colónia de Barroso, a autoria é atribuída a mais que um arquiteto. Nalguns documentos que consultei, o arquiteto autor do projeto tipo das aldeias de colonos de Montalegre, à exceção da do Fontão é atribuída ao arquiteto Eugénio Corrêa (?), mas sempre com o ponto de interrogação à frente. Já quanto aos autores dos projetos da aldeia de Fontão e Pinhal Novos, temos o seguinte (no final também fica uma interrogação, mas por outros motivos:

 

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Fevereiro 1961: Projecto de Adaptação das Instalações Agrícolas do Casal a Posto Escolar. O projeto foi desenhado, pelo arquiteto António Trigo, para o Lugar do Pinhal Novo. O plano desta colónia também foi alterado, e a escola acabou por integrar a nova disposição no assentamento. O casal agrícola adotado, para o Lugar do Pinhal Novo, foi o mesmo desenhado pelo arquiteto Maurício Trindade Chagas para o Lugar do Fontão em Janeiro de 1951, e não o casal inicialmente pensado para esta colónia, o casal tipo desenhado para o Barroso, de 1943. Neste projeto, também se faz a adaptação do casal agrícola a posto escolar mas o edifício ao contrário do esperado foi construído de raiz no centro do largo que organiza os restantes casais agrícolas. Ainda mais intrigante é que o mesmo projeto foi replicado com a mesma disposição dentro da colónia de Lugar de S.Mateus — Seriam estes projetos destinados a casais desocupados e por não existir nenhum nessa condição tenham optado por construir uma cópia do projeto de adaptação?.

 COSTA (2017)

 

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Ainda antes de terminar este post e passarmos ao vídeo, vamos até ao itinerário para chegar ao Pinhal Novo, este, feito quase até ao destino pela N103 (estrada de Braga), com partida de Chaves e passagem por Curalha, Casas Novas, São Domingos, Sapelos e Sapiãos, a seguir a esta última aldeia, mesmo onde termina a longa subida, num cruzamento onde aparecem algumas construções, vira à esquerda em direção a Beça, e logo a seguir, a 1470m, num total de meia hora de viagem, num percurso de 26,3Km, temos Pinhal Novo. Ficam os nossos mapas

 

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Para quem quiser saber mais sobre as aldeias de Salazar também conhecidas popularmente como as aldeias dos “colónios”, fica aqui, na integra, em PDF, o que escrevemos e imagens sobre o assunto, basta clicar na imagem. Podem guardar e utilizar, desde que não seja para fins comerciais ou publicação na íntegra, e claro, como mandam as regras e eticamente o mais correto, caso utilizem em publicações ou trabalhos, por favor deem créditos à autoria.

Clicar na ligação:

aldeias jardim-Colonia do Barroso.pdf

 

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E agora sim, chegamos ao fim deste post, apenas nos falta o vídeo, aquele que nos foi possível

Fazer com as imagens disponíveis.  Mesmo assim, espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

 

Este e outros vídeos, agora, também podem ser vistos no Meo Kanal nº  895 607

 

 

 

BIBLIOGRAFIA

- COSTA, Ana Mafalda Almeida Guimarães. ARQUITETURA AGRÍCOLA As Colónias do Estado Novo para o Barroso. Dissertação para obtenção do Grau de Mestre em Arquitetura, Universidade Lusíada do Porto, Porto 2017

 

 

 

 

28
Nov20

Samaiões - Chaves - Portugal

Aldeias de Chaves C/Vídeo

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SAMAIÕES

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de Samaiões.

 

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Samaiões que foi sede de freguesia até à ultima reorganização administrativa das freguesias e que hoje faz parte da União de freguesias de Madalena e Samaiões, ou seja, deixou de ser uma freguesia de periferia da cidade para hoje entrar nas freguesias urbanas da cidade e mesmo no centro da cidade, ao longo de toda a margem esquerda do rio Tâmega. Samaiões urbana, mas com toda a ruralidade de uma aldeia de montanha, que aliás já é, pois localiza-se em plenas faldas da serra do Brunheiro.

 

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Embora a proximidade da cidade, a aldeia com um tipo de povoamento concentrado à volta da igreja e de um arruamento principal, nos anos do boom de construção, não saiu da sua moldura, isto, penso que se deve ao estar rodeada de terrenos férteis numa espécie de “península” da veiga de Chaves, que termina mesmo onde o casario da aldeia começa.

 

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Embora o que se diz no parágrafo anterior, Samaiões é uma das aldeias que tem todas as condições para continuar como aldeia, com toda a sua integridade de aldeia típica e crescer , ganhando população, pois tem todas as condições para que tal aconteça, com bons acessos à cidade e próxima, a apenas 4km do centro da cidade e com vários acessos à cidade e vice-versa, o que às vezes pode fazer a diferença, com ótimas condições de aldeia dormitório, ou seja, um viver na cidade com a qualidade do campo, que em alturas ou situações como a da pandemia que atualmente atravessamos, aqui sim, faz toda a diferença, não por ter mais defesas quanto a contaminação, mas por, em caso de confinamento, terem em geral um pedaço de terra e ar livre onde podem passar parte dos dias ou usufruir dele quando quiserem, e isto, vale o que vale, mas para quem não o tem, vale muito. Mas íamos dizendo que Samaiões tem condições para crescer, não em direção à veiga, mas em direção oposta, nos caminhos que ligam à N314 e serra do Brunheiro. O tempo nos dirá se assim será ou não.

 

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Mas hoje não estamos aqui para falarmos de Samaiões, isso, já o fomos fazendo ao longos dos vários posts que lhe dedicamos (com link no final). Hoje é mesmo pelo vídeo, mas também, aproveitando esta ocasião, para deixarmos aqui mais algumas imagens que escaparam às anteriores seleções. Ora vamos então ao vídeo, que espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº  895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Samaiões:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/samaioes-chaves-portugal-1798268

https://chaves.blogs.sapo.pt/samaioes-a-ruralidade-versus-1028029

https://chaves.blogs.sapo.pt/814803.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/694253.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/545928.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/245343.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/177166.html

 

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até ao próximo sábado em que subiremos ao planalto do Brunheiro para trazermos  aqui a aldeia de Sandamil.

 

 

 

25
Nov20

Roriz - Chaves - Portugal

Aldeias do Concelho de Chaves

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RORIZ

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de Eiras.

 

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Roriz é mais uma das nossas aldeias de montanha…Não sei porque mas insisto em dizer que a aldeia x é uma aldeia de montanha, quando na realidade, à exceção de meia-dúzia de aldeias do concelho de Chaves, todas as restantes são aldeias de montanha, não estivéssemos nós em Trás-os-Montes e entre os montes, onde os vales são escassos e em geral são pequenos vales e reservados para a agricultura, salvo raras exceções, como o nosso vale de Chaves, e a exceção não é só por não ser pequeno, vai também para a agricultura, que embora seja um vale fértil, com regadio, onde dá gosto ver o verde a crescer, seja ele do que for (milho, batatas, trigo, centeio, etc.) também houve tempos em que as casas nasciam e cresciam no vale, diziam que clandestinamente, daí, talvez,  serem invisíveis…não me lembro muito bem que na altura eu ainda era pequeno…

 

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Embora o post de hoje seja para trazermos aqui o vídeo em falta, trazemos também algumas imagens que escaparam às seleções anteriores, aquando dos vários posts que já dedicámos à aldeia. É, Roriz teve mais sorte neste blog do que eu tive com Roriz, não por culpa da aldeia, mas por minha culpa, pois da primeira vez que lá fui em recolha de fotografias, uma avaria na lente da máquina fez com que quase todas as fotografias ficassem desfocadas, numa segunda tentativa, só quando lá cheguei é que dei conta que levava uma teleobjetiva na máquina, em vez da lente normal, não estava avariada, mas dentro duma aldeia pouco podemos fazer com ela. Depois disso, apenas umas passagens ocasionais para outros destinos ou para ver como era o novo acesso à aldeia. Pode ser que na próxima ronda pelas nossas aldeias, tenha mais sorte com Roriz.

 

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Mesmo com os meus azares com Roriz, a aldeia não se pode queixar do blog, pois com este já é o nono post que lhe dedicamos, o que quer dizer que gostámos daquilo que lá vimos e no meio da desgraça das recolhas, ainda houve muita coisa que se aproveitou.

Quanto aos posts que lhe dedicámos, no final deste, têm um link para todos eles.

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia de Roriz que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de  Roriz:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/roriz-chaves-portugal-1795378

https://chaves.blogs.sapo.pt/roriz-1395560

https://chaves.blogs.sapo.pt/940003.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/900674.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/811287.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/354522.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/318305.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/210188.html

 

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até ao próximo sábado em que teremos aqui a aldeia de Samaiões.

 

22
Nov20

Ribeira do Pinheiro - Chaves - Portugal

ribeira do pinheiro

 

RIBEIRA DO PINHEIRO

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de Ribeira do Pinheiro.

 

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Ribeira do Pinheiro é uma das três aldeias de Chaves que utiliza o topónimo de Ribeira, e estas são vizinhas, e vão sendo implantadas ao longo de uma ribeira, que já aqui explicámos, vai mudando de nome ao longo do seu percurso, conforme a localidade por onde passa. Quando passa em S. Lourenço é ribeira de S. Lourenço, desce um bocado e passa a Ribeira de Sampaio, junto à aldeia com o mesmo nome, depois Ribeira do Pinheiro, a nossa aldeia de hoje, mais abaixo passa a Ribeira das Avelelas e quando entra na veiga até desaguar no Rio Tâmega, junto às poldras, passa a chamar-se Ribeira do Caneiro, passando pelo bairro com o mesmo nome.

 

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Esta tríade de aldeias próximas com o mesmo topónimo não é caso único entre nós e na vizinhança, mas em geral estas tríades costuma ter o mesmo topónimo ao qual é acrescido “de baixo”, “do meio” e “de cima”, como no caso de Montalegre com as três Penedas, ou cá em Chaves com o caso das Assureiras ou Três Vilas, mas também se pode dar o caso de juntar outro topónimo como Póvoa ou Pereiro, come acontece com Agrações, Póvoa de Agrações e Pereiro de Agrações, igualmente as três aldeias são seguidas.

 

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Continuando com os topónimos, e só a título de curiosidade, os mais populares cá pelo concelho são os topónimos com nomes de santos ou santas, pois temos 15 aldeias no total, sem contar os lugares, santuários, bairros ou ruas, logo seguido dos topónimos iniciados por Vila, que neste caso temos 13.  Quanto as duos, temos vários, como por exemplo duas  casas (Casas Novas e Casas de Monforte), dois outeiros (Outeiro Seco e Outeiro Jusão), duas paradelas (Paradela de Monforte e Paradela de Veiga),  duas searas (Seara e Seara Velha),  duas torres (Torre de Moreiras e Torre de Ervededo), dois vilares (Vilar de Nantes e Vilar de Izeu), duas vilelas (Vilela Seca e Vilela do Tâmega).

 

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Regressemos à nossa aldeia de hoje que tal como as outras duas ribeiras, são aldeias que embora caibam na definição de aldeia (localidade pequena, de categoria inferior à vila e sem jurisdição própria), não cabe no conceito tradicional que temos delas, como um aglomerado de casas, com capela ou igreja, quase todas com escola (no passado), cemitério, tanques, chafarizes, fornos e outras infraestruturas comunitárias ou públicas, para além, claro, de terem vários apelidos de famílias ligados ou com origem nessa localidade.

 

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Pois estas três ribeiras saem fora da definição e conceito de aldeia, talvez a mais próxima disso seja a Ribeira das Avelãs, quanto à Ribeira de Sampaio era uma aldeia de moinhos e moleiros, acontecendo o mesmo com a Ribeira do Pinheiro, embora esta, não tenha as habitações junto aos moinhos, como acontecia na Ribeira de Sampaio.

 

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Ao que sei e oiço dizer, mas não conheço pessoalmente porque ultimamente não tenho ido por lá, existem agora, ao longo da Ribeira do Pinheiro, uns passadiços que tem atraído alguma gente. Também queremos lá ir, um dia, a aí talvez façamos mais algumas fotos do casario e dos seus pormenores, pois para compormos os posts que dedicámos a Ribeira do Pinheiro, tivemos que nos entreter nos rápidos e ruinas dos moinhos da ribeira, nas paisagens dos entardeceres, e até no miradouro, que embora ou mesmo não pertencendo à Ribeira, é lá que ela começa, e o contrário também é verdade. Acontece que a Ribeira do Pinheiro não é de acessos fáceis, para além do casario estar um pouco disperso pela encosta acima (ou abaixo, se preferirem), não é um local por onde se possa passar ou passear de popó, embora tenha alguma visibilidade à distância, da estrada de Valpaços, por exemplo, mas só de inverno, pois nas restantes estações do ano, o arvoredo tapa-lhe as vistas.

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da Ribeira do Pinheiro que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem e para rever aquilo que foi dito sobre esta Ribeira ao longo do tempo de existência deste blog, a seguir ao vídeo, ficam links para esses posts.

Aqui fica o vídeo, espero que gostem:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Eiras:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/ribeira-do-pinheiro-chaves-portugal-1788723

https://chaves.blogs.sapo.pt/ribeira-do-pinheiro-chaves-1448616

https://chaves.blogs.sapo.pt/361168.html

 

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até à próxima quarta-feira em que teremos aqui a aldeia de Roriz.

 

21
Nov20

O Barroso aqui tão perto - Padroso C/Vídeo

Aldeias do Barroso - Montalegre

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PADROSO -  MONTALEGRE

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de Padroso.

 

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Padroso que é uma das aldeias que já está implantada em plena Serra do Larouco e que faz parte de um conjunto de aldeias que rodeiam a serra, que do lado português da mesma, em plena serra ou nas suas faldas tem Sendim, Padroso, Padornelos, Gralhas e Santo André.

 

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As três primeiras aldeias, Sendim, Padroso e Padornelos estão todas localizadas acima dos mil metros de altitude, no entanto a mais alta é Sendim, que não só e a mais alta do concelho de Montalegre, como também é a mais alta do Barroso e de Portugal ao atingir os 1170 metros de altitude junto ao que me parece ser uma antiga casa florestal. Isto a considerar as construções hoje existentes, pois se recuarmos no tempo até ao tempo em que Sendim tinha o seu castelo, então aí atingia os 1268m de altitude. Mas hoje estamos aqui por Padroso, que fica mesmo ao lado de Sendim, a apenas uma reta de distância (na estrada principal) e numa cota ligeiramente mais baixa, pois Padroso, no ponto mais alto da aldeia, atinge os 1045m de altitude.   

 

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Terras altas, terras frias, estas sim, sem qualquer dúvida são aldeias do Alto-Barroso, onde nasce o Rio Cávado que irá atravessar todo o Barroso para depois seguir a sua vida por terras minhotas e atravessar 9 concelhos, muitas aldeias, algumas vilas e cidades até desaguar no oceano atlântico junto a Esposende, mas a primeira aldeia que o Cávado conhece é aldeia de Padroso, implantada na sua margem direita.

 

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Rio Cávado que é um dos principais rios portugueses nascidos em Portugal e que corre livre e feliz pelo menos até Sezelhe, onde é aprisionado pela primeira vez, depois a cantiga é outra e em menos de 100km, alimenta meia-dúzia de barragens, 3 ou 4, se considerarmos a de Sezelhe, são no concelho de Montalegre (Paradela, Venda Nova e Salamonde).

 

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Voltando outra vez à aldeia de Padroso, gostámos do que vimos, e pelos visto não vimos tudo. Tem o seu núcleo antigo perfeitamente definido e a manter a sua integridade como aldeia típica barrosã, com os seus elementos mais típicos, como o forno do povo. A aldeia “nova”, desenvolveu-se ao longo da estrada de acesso à aldeia antiga, tal como deveria acontecer na maioria das aldeias. Claro que a aldeia antiga também tem alguns pecados cometidos no seu seio, mas quem não os comete, também nós cometemos um, e ainda bem, pois assim temos um pretexto para voltar a Padroso, pois é imperdoável não termos imagens da igreja e mais uns pormenores que entretanto soube que tem por lá, como umas alminhas que faltam na minha coleção. Assim, quem sabe se na próxima nevada não vamos por lá, isso se entretanto a porcaria do bicho que anda por cá nos deixar sair do concelho…  

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia de Padroso que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem e para rever aquilo que foi dito sobre a aldeia no post que lhe dedicámos, fica um link para o post logo após o vídeo, ao qual passamos de imediato. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicado à aldeia de Padroso:

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

 

 

E quanto a aldeias do Barroso de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de Pai(o) Afonso.

 

 

19
Nov20

REINO MARAVILHOSO - FREIXO DE ESPADA À CINTA

Douro e Entre os Montes

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FREIXO DE ESPADA À CINTA

 

Neste Reino Maravilhoso do Douro e entre os montes, hoje vamos até Freixo de Espada à Cinta, dando a conhecer mais um pouco do nosso território aquém Douro

 

A autoridade emana da força interior que cada qual traz do berço. Dum berço que, oficialmente, vai de Vila Real a Montalegre, de Montalegre a Chaves, de Chaves a Vinhais, de Vinhais a Bragança, de Bragança a Miranda, de Miranda a Freixo, de Freixo a Barca de Alba, de Barca de Alba à Régua e da Régua novamente a Vila Real, mas a que pertence Foz Côa, Meda, Moimenta e Lamego – toda a vertente esquerda do Doiro até aos contrafortes de Montemuro (e sublinho agora esta frase) carne administrativamente enxertada em corpo alheio que através do Côa, do Távora, do Varosa e do Balsemão desagua na grande veia-cava materna as lágrimas do exílio”.

Miguel Torga in “Portugal”

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Claro que estas abordagens ao Reino Maravilhoso surgem também com a intenção de deixar aqui um convite à sua descoberta, que em suma é a descoberta da nossa região, afinal aqui tão perto e que para nós flavienses são destinos a uma ou duas horas de viagem, para fazer nas calmas de um dia. Para esta viagem até Freixo de Espada à Cinta, com partida da cidade de Chaves, ida e volta, são 374Km, e 6 horas de viagem, isto segundo os cálculos dos mapas Google, a velocidades moderadas e dentro da lei. Como quase sempre, nunca fazemos os regressos pelo mesmo sítio e assim a descoberta também é mais abrangente. Embora o nosso destino Seja Freixo de Espada à Cinta, para lá chegarmos e regressarmos a casa, iremos passar por outras localidades, como Valpaços, Mirandela e Alfândega da Fé, na ida, e por Mogadouro, Macedo de Cavaleiros e Torre de Dona Chama no regresso a casa.

 

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Como o nosso destino de hoje é Freixo de Espada à Cinta, deixemos aqui um pouco da sua história, tal qual nos é oferecida na página oficial do Município da vila:

 

A origem da Vila de Freixo de Espada à Cinta perde-se nas brumas dos tempos estando a sua fundação e toponímia encobertas pela nebelina que sempre envolvem as lendas. Todavia vários historiadores afirmam que os Narbassos, povo ibérico pré-romano mencionado por Ptolomeu, habitavam toda esta zona da Península, pressupondo-se assim a existência desta povoação anterior à fundação do Reino de Portugal.

 

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Ao longo dos séculos muitos acontecimentos históricos ocorreram neste concelho como por exemplo, a guerra que D. Afonso II sustentou com suas irmãs protegidas de Afonso IX de Leão e como consequência foi esta terra tomada e saqueada em 1211 pelas forças leonesas. Mais tarde, em 1236 no reinado de D. Sancho II, veio pôr-lhe cerco o Infante D. Afonso filho de Fernando III de Castela, mas desta vez os habitantes de Freixo defenderam-se com grande valentia conseguindo romper o cerco vendo-se os castelhanos obrigados a levantar o cerco e bater em retirada. Como recompensa de tal feito o monarca português concedeu-lhe a categoria de Vila em 1240.

 

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Pouco depois, a 27 de Março de 1248 D. Afonso III confirmou o foral outorgado pelo nosso primeiro monarca e todos os privilégios da vila, concedendo-lhe ele próprio um novo diploma foralengo em 20 de Janeiro de 1273.

 

O concelho de Freixo entendendo que a realização de uma feira ajudaria a um maior povoamento e como consequência a ter mais homens para a sua defesa, pediu a D. Dinis que lhe outorgasse carta de feira, o que foi concedido a 9 de Março de 1307, autorizando a sua realização “oito dias andados de cada mês” com a duração de um dia. Salientemos que esta Vila tinha voto em Cortes, com assento no banco nº 10.

 

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Continuando o seu desenvolvimento como burgo, em 1342 os seus habitantes pedem a D. Afonso IV que lhes fosse concedido o uso da Terça da Igreja a fim de concluírem as muralhas da vila, ao que o rei respondeu afirmativamente. Ainda com estes meios se começou a construir a actual Igreja Matriz, cuja edificação só ficou concluída em pleno reinado de D. João IV.

 

D. Afonso V manteve a Terça no concelho, mas doou todos os outros direitos reais a Vasco Fernandes Sampaio, primeiro donatário desta vila, permanecendo em poder desta família durante séculos, até que a lei de 19 de Julho de 1790 acabou com as donatarias

 

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D. Manuel outorga foral novo a Freixo em 1 de Outubro de 1512.

 

Esta vila ainda viria a sofrer durante muito tempo a “Guerra de Fronteira”, nomeadamente entre 1580 e 1640. As pilhagens e destruição de Lagoaça e Fornos em 1644, são disso exemplo.

 

Em 1896 o concelho de Freixo de Espada à Cinta é suprimido e anexado a Torre de Moncorvo, mas a sua população denotando mais uma vez uma resistência e capacidade de luta fora do comum, conseguiu a 13 de Janeiro de 1898 restaurar o foro municipal.

 

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Do exposto neste resumo verifica-se que Freixo é uma vila cheia de História podendo ser usufruída pelo visitante com enorme satisfação, que ao percorrer as suas ruas cheias de portadas e janelas manuelinas, as antigas muralhas e torre ainda medievais, ao visitar a Igreja, ao passear pela Encruzilhada, pela Rua das Flores, pelo Vale, pelo Castanheiro ou pelo Outeiro, desfrutará com certeza de um prazer sem comparação.

 

Consultas: http://www.cm-freixoespadacinta.pt/ver.php?cod=0B0E em18/11/2020

 

 

 

18
Nov20

Ribeira de Sampaio - Chaves - Portugal

Aldeias de Chaves

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Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de Ribeira de Sampaio.

 

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A última aldeia que aqui deixámos foi a Ribeira das Avelãs, a primeira das três ribeiras. Subindo a ribeira, a seguir encontramos a Ribeira do Pinheiro e só depois e mais distante é que encontramos a Ribeira de Sampaio. Tal como referimos na Ribeira das Avelãs, a ribeira é sempre a mesma, vai é mudando de nome conforme a aldeia ou bairro que tem junto a si, assim, é ribeira de São Lourenço junto a São Lourenço, ribeira de Sampaio, do Pinheiro ou das Avelãs junto às aldeias com o esse nome e vai desaguar ao rio Tâmega, junto às poldras, com o nome de Ribeira do Caneiro, depois, claro, de passar pelo Bairro do Caneiro.

 

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Mas hoje temos aqui a Ribeira de Sampaio e vou repetir aqui os textos que também vão servir de separador no vídeo de hoje, onde se diz:

 

Ribeira de Sampaio, uma aldeia de moinhos e moleiros que ao longo dos tempos

se foi transformando.  Os moinhos deixaram de moer, os moleiros morreram. ficaram as casas, ficou a ribeira, uma velha ponte e os moinhos parados, mas a fazerem a delícia a quem os descobria. Foi assim que a descobri em 1994 , uma pérola esquecida no encontro de duas encostas da serra, ao lado de uma ribeira e uma ponte. Ficou o registo,  ainda na era da fotografia analógica, e este, foi mesmo para memória futura…

 

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Em  2007, já na era da fotografia digital, regressámos à Ribeira de Sampaio. Mais maduros, com outro olhar. Se não fosse a memória diria que estava noutra ribeira…

Nova passagem em 2015, confirma-se o confirmado.

Era uma vez…

Uma aldeia de moinhos e moleiros…

 

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Aqui no post deixo apenas as imagens de 2007 e 2015, pois as de 1994 já foram todas anteriormente publicadas nos posts que dediquei à Ribeira de Sampaio e para os quais fica link no final, mas também vão estar todas no vídeo.

 

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Mas hoje até nem estamos aqui para falar da aldeia, pois tudo que tínhamos para dizer sobre ela, já o dissemos nos posts que lhe dedicámos, hoje estamos aqui pelo vídeo que não teve nos posts anteriores e ao qual vamos passar de imediato:

Aqui fica, espero que gostem.

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Ribeira de Sampaio:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/ribeira-de-sampaio-chaves-portugal-1785579

https://chaves.blogs.sapo.pt/581530.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/230549.html

 

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até ao próximo sábado em que teremos aqui a terceira e última ribeira, a Ribeira do Pinheiro, aqui a última, mas no terreno fica no meio das outras duas.

 

 

 

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