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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

09
Out21

O Barroso aqui tão perto - Travassos do Rio

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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TRAVASSOS DO RIO - MONTALEGRE

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de TRAVASSOS DO RIO, concelho de Montalegre.

 

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Tal como referimos na última publicação em que referimos a existência de duas aldeias em Montalegre com o mesmo topónimo de Travassos, hoje trazemos a segunda aldeia com esse mesmo topónimo, mas agora com o “apelido” de Rio, em que tal como as aldeias das terras chãs da freguesia da Chã adotaram a chã como apelido, aqui são as aldeias da proximidade do rio Cávado que adotam o “apelido” Rio.

 

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Uma aldeia bem interessante e bonita de ver, que à distância desde S. Pedro ou Covelães, que na sua intimidade e nos seus pormenores, onde se destacam a torre do boi do povo, as capelas, alminhas e os mantos verdes que rodeiam a aldeia. É também uma aldeia de passagem para muitos destinos afamados do Barroso e do Gerês, daí, muitas vezes só lhe lançarmos um olhar de passagem, mas numa próxima passagem, lembrem-se que é mais uma das aldeias do Barroso que merece uma visita a uma das aldeias a quem Miguel Torga também dedicou algumas linhas do seu diário.

 

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Mais haveria para dizer sobre Travassos do Rio, mas isso já o fomos fazendo nos post completo que lhe dedicámos e para o qual fica link no final. Hoje hoje estamos aqui pelo vídeo que não teve nesse do seu post completo, assim, é para ele que vamos passar de imediato. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de TRAVASSOS DO RIO:

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-do-1804588

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui um vídeo conjunto com as aldeias de Venda Nova e Padrões.

 

 

02
Out21

O Barroso aqui tão perto - Travassos da Chã

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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TRAVASSOS DA CHÃ - MONTALEGRE

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de TRAVASSOS DA CHÃ, concelho de Montalegre.

 

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Travassos da Chã cujo topónimo tem “apelido” por duas razões, primeiro para a distinguir de uma outra aldeia barrosã do mesmo concelho de Montalegre – Travassos do Rio, segundo, porque assim também fica localizada no território ao assumir a “Chã”, ou seja, é uma aldeia de terras chãs, que no caso é também o topónimo da sede de freguesia da Chã.

 

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Terras chãs que antigamente se prolongavam até ao rio Rabagão, e hoje também, mas aprisionado desde meados do século passado numa barragem, oficialmente com o nome de barragem do Alto Rabagão mas comummente conhecida por barragem dos Pisões.

 

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Pisões, hoje uma aldeia que nasceu com a barragem mas cuja origem está mesmo nos pisões que nesse local existiam e de onde saiam as mantas ou tecido de burel para as capas tão típicas nesta região e que hoje ainda vão resistindo e sendo usadas no Barroso mais agreste e frio, principalmente em dias de chuva e neve, porque além de protegerem do frio, também são impermeáveis.

 

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Quanto a Travassos da Chã, fica a 42 km da cidade de Chaves e localiza-se entre a EN103 (estrada Chaves-Braga) e a barragem dos Pisões e, tendo ainda a EN103 como referência, entre as aldeias de S.Vicente da Chã e Penedones.  

 

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Mas como hoje estamos aqui pelo vídeo que não teve aquando do seu post completo, onde já falámos sobre esta aldeia e para o qual finca link no final deste, vamos passar de imediato ao seu vídeo, com todas as fotos da aldeia publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de TRAVASSOS DA CHÃ:

 

 http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a outra aldeia com o mesmo topónimo, mas de “apelido” diferente, a aldeia de TRAVASSOS DO RIO.

 

 

 

 

25
Set21

O Barroso aqui tão perto - Torgueda C/Vídeo

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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TORGUEDA - MONTALEGRE

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de TORGUEDA, concelho de Montalegre.

 

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Anos a passar ao lado de aldeias sem as ver ou conhecer. Certo que com o tempo também aprendemos a ver aquilo que nos passa ao lado, principalmente os pormenores, mas há aldeias, que mesmo passando-lhe ao lado não se veem mesmo, pois ficam encobertas por vegetação ou pequenas elevações.

 

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No mesmo dia descobri duas dessas aldeias recolhidas dos olhares de quem passa. Farto de conhecer São Vicente, há uns bons anos, desde o tempo em que em Chaves tomava a carreira de Braga para ir até Montalegre, com paragem em São Vicente para aí mudar para a carreira que finalmente nos levava até Montalegre. Pelo caminho, para além de São Vicente, apenas existia Medeiros. A Chã de São Vicente, nunca tinha dado por ela, e foi preciso ter feito esta ronda por todas as aldeias do Barroso para a descobrir, uma feliz descoberta por sinal.

 

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Pois se a Chã de São Vicente fica colada a São Vicente (da E103), Torgueda fica a duas curvas e uma reta da Chã, a menos de 700m de distância, mas esta não é daquelas aldeias que não se vê mesmo  da estrada S.Vicente/Montalegre, é preciso vencer mesmo os 700 metros que a separam da Chã para ela se dar a conhecer, e tal como a Chã, também nos surpreendeu pela positiva, não só pelo seu casario e seu conjunto, mas também pelo verde dos campos e o serpenteado que os carvalhos fazem no separar das propriedades, mas sobretudo surpreendeu pela vida que a aldeia tem.  

 

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E se Torgueda nos surpreendeu quando entrámos nela na sua descoberta, mais nos surpreendeu a beleza do conjunto do seu casario e envolvência,  quando a descobrimos vista desde a Nossa Senhora das Treburas, desde esse miradouro natural sobre as terras chãs da freguesia da Chã, com a exuberância do verde nos seus vários matizes a impor-se ao volta do salpicar laranja dos telhados de Torgueda, tudo apenas a ser interrompido quando a chã encontra o azul das águas da barragem do Alto Rabagão, com a serra do Barroso de fundo, que, quando formos lá pela primeira vez, toda estas vistas estavam adornadas e coroadas com um manto de nuvens brancas, como se algodão se tratasse. Não era ouro sobre azul, mas era mesmo branco sobre azul e verde (veja a primeira imagem e já a seguir, mais em pormenor, Torgueda vista desde a N.Srª das Treburas).

 

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Mas como hoje estamos aqui pelo vídeo que Torgueda não teve aquando do seu post completo, para o qual finca link no final deste. Agora vamos passar de imediato ao seu vídeo, com todas as fotos da aldeia publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de TORGUEDA:

 

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de TRAVASSOS DA CHÃ.

 

 

 

 

18
Set21

O Barroso aqui tão perto - Telhado

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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TELHADO - MONTALEGRE

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de TELHADO, concelho de Montalegre.

 

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Como habitualmente aproveitamos esta ocasião para deixar aqui mais algumas imagens sobre a aldeia, imagens que escaparam à anterior seleção aquando do post completo que dedicámos a Telhado.

 

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E também como tem acontecido com os outros posts/vídeos acrescentamos mais algumas curiosidades ou coisas de interesse sobre a aldeia.

 

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O mais comum no Barroso é as aldeias localizarem-se na montanha, não estivesse o Barroso implantado em Trás-os-Montes (exceção para o Barroso de Vieira do Minho), quando muito podem estar num planalto, só falta saber é em que montanha ou serra estão.

 

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Esta aldeia do Telhado está lá bem está lá bem no alto da Serra do Barroso, a mais de 1000 metros de altitude, bem perto dos afamados cornos do Barroso.

 

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Localizada na Serra do Barroso e no limite Sul do concelho de Montalegre, confrontante com o concelho de Boticas. Aliás as duas aldeias mais próximas do Telhado são as aldeias de Coimbró e Alturas do Barroso, ambas do concelho de Boticas. Quase a mesma distância tem a Lama da Missa, os Pisões e a respetiva barragem.

 

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Mas hoje estamos aqui pelo seu vídeo, pois quando ao que havia a dizer sobre a aldeia, já o dissemos no seu post completo, para o qual fica link a seguir ao vídeo, para o qual passamos de seguida. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de TELHADO:

 https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

 

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de TORGUEDA.

 

 

12
Set21

O Barroso aqui tão perto - Casal

Aldeias do Barroso - Concelho de Boticas

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CASAL - BOTICAS

 

20 de janeiro de 2018, a promessa que temos com o S. Sebastião,  leva-nos até às Vila Grade, logo pela manhã, bem cedo, na hora de a(s) rua(s) da aldeia receber(em) os primeiros visitantes, peregrinos, forasteiros, fotógrafos, televisões, curiosos e acompanhantes. Nós gostamos de ir sempre pela manhazinha para fazer algumas fotos da mesinha do S. Sebastião ainda vazia, mas também para chegarmos a tempo do caldo do pote. A partir de aí, quando rondam as 8H30 a 9H00, começa aos poucos a encher-se a aldeia de gente, principalmente junto à mesinha disposta ao longo da rua que nos leva à igreja, para marcar lugar,  numa extensão de 500m, que até ao meio dia ficará repleta de gente, com uns milhares de pessoas.

 

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No entretanto que vai das 9H00 até por volta do meio-dia, hora em que termina a missa, há uma espécie de vazio no que toca às celebrações do São Sebastião, apenas a cozinha mantém a sua azáfama (que já vem do dia anterior), nos cozinhados das carnes e do arroz que nos 25 grandes potes à volta de um grande braseiro se confeciona para alimentar todos os forasteiros. Neste entretanto, no 20 de janeiro de 2018, aproveitámos e fomos até duas aldeias da freguesia que já tínhamos debaixo de olho para a recolha fotográfica, a fim de a podermos trazer aqui o seu post, em mais uma aldeia do Barroso. Eram elas as aldeias de Casal e Lousas.

 

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Lá rumámos então até a aldeia de Casal, a que deixamos aqui hoje e que foi a primeira a ser visitada nesse dia. Mal saímos da Vila Grande, entrámos num caminho municipal pavimentado (CM1045), com a largura para pouco mais de um popó e com vistas para um mar de montanhas, com grandes ondas, num degradê cromático que vai de um verde forte das montanhas mais próximas até um azul ténue, que se confunde com o azul do céu nas montanhas mais distantes que se perdem no horizonte.

 

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A paisagem começa a mudar quando entrámos por um longo corredor entre duas montanhas a descair para uma linha de água. São cerca de 5km que seriam selvagens se não fosse existir a estrada por onde rolávamos e os postes de madeira com o cabo de energia elétrica, que são sempre um sinal, e também um guia, até um lugar com vida humana, que no caso era a aldeia de Casal.

 

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E já quando se avistam terras que não descem mais, num pequeno vale onde se juntam duas linhas de água, num pequeno anfiteatro bem inclinado, está implantada a aldeia de Casal. Mas antes de lá chegar, tem de se atravessar uma linha de água após a qual nos espera uma íngreme subida de cerca de 200m, mas mesmo íngreme, que com o piso húmido, quiçá gelado, chegámos a ter dúvidas se o nosso popó conseguiria subir, mas bem a custo, subiu.

 

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Lá na croa da íngreme subida, um pequeno largo onde, quase, apenas dava para fazer a manobra para o nosso popó virar, e a partir de aí, uma, igualmente íngreme descida até ao pequeno vale, onde, de uma lado e outro da rua se iam implantado as casas da aldeia, de entre as quais, de uma delas, saia fumo da sua chaminé, e já sabemos que não há fumo sem fogo, nem fogo sem gente que o acenda e mantenha, mas logo chegaram até à nossa proximidade 5 testemunhas, cães que nos iam ladrando num misto de dar as boas-vindas, de dizerem que aquilo era terra de alguém e de aviso a quem os cuida e sustenta, e avisaram, pois logo de seguida, no fundo da rua começa a desenhar-se uma figura humana, que numa subida lenta que a própria subida recomendava, se ia aproximando de nós.

 

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Os habituais cumprimentos de quem chega e quem recebe, o porquê da nossa visita, que nesse dia além dos habituais descobridores do Barroso que habitualmente me vão acompanhando nesta descoberta, juntaram-se a nós mais dois fotógrafos amigos, do Porto. Pois perante nós apresentava-se o Sr. Manuel Fortuna com o qual fomos conversando enquanto íamos fazendo uns registos e descendo a rua da aldeia, com os cuidados que a descida exigia.

 

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Perguntámos-lhe pelo resto do pessoal da aldeia e o Sr. Manuel foi-nos dizendo que era só ele, a sua senhora e os cães, que não havia mais ninguém. Que a sua senhora estava em casa, pois já tinha alguma dificuldade em andar, tudo após um avc que a sua senhora teve enquanto esperava pelo padeiro. E teve sorte, pois o padeiro só vai a Casal de 15 em 15 dias… perguntei-lhe como foi socorrida e respondeu-me que foi lá o 112 buscá-la, mas que foram muito rápidos, não chegou a 1 hora e eles (112) já lá estavam… E sim, pode parecer muito para um pronto socorro que este tipo de acidente exige, mas conhecendo a realidade que temos à disposição, o socorro até nem foi tardio, mas o problema agrava-se porque o hospital mais próximo, o de Chaves, fica a 50 km, por estradas que podem até ser interessantes para passeios ou ralis, mas pouco próprias para socorros rápidos, e o problema agrava-se ainda mais, porque o hospital de Chaves não está preparado para socorros a AVC’s, estes têm de ir para o hospital de Vila Real, que fica a 94 km da aldeia de Casal. É por estas e por outras idênticas que estas aldeias caminham para o despovoamento total e a aldeia de Casal só tem um casal, já idosos, mas só até um dia…

 

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Apenas um casal vive em Casal, (esperamos que assim ainda seja, pois nós hoje, aqui, estamos a tornar presente e a relatar uma visita que aconteceu há três anos) e já lá vão 18 anos em que é apenas este casal que lá vive. Padeiro e Carteiro, vão lá de 15 em 15 dias e o casal desloca-se “às Boticas” uma vez por mês para comprar o que é necessário, alimentação, medicamentos, etc., mas de vez em quando recebe um ou outro amigo da freguesia, “conversamos um bocado, bebemos um copito e depois eles lá vão e eu cá fico” e a sua maneira, são felizes neste isolamento, mais o Sr. Manuel que a esposa, pois por ela talvez já estivesse a viver com uma das filhas, que estão ainda por cá, em Portugal, pois dos 6 filhos, 4 são emigrantes.

 

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O curioso nesta estória é que este amor que o Sr. Manuel tem a Casal, não é de amor ao berço que o viu nascer e crescer, pois tanto ele como a mulher nasceram em Cabeceiras de Basto e só depois de casados é que vieram para a aldeia de Casal, que na altura tinha à volta de 70 habitantes, mas não deixa de ser uma estória de amor à terra e de amor do casal que os mantém juntos há mais de 60 anos, depois de se terem conhecido numa festa do Santo Aleixo, em Ribeira de Pena, namorarem e terem casado, e o Sr. Manuel gosta de viver em casal e segundo o mesmo,  a sua esposa Rosalina Ramos – “ela também gosta de aqui estar, pois nem ela nem eu éramos daqui e já aqui está há tantos anos como eu” já a Dona Rosalina dizia que “ goste que não goste, tem de ser”

 

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Em Casal, tal como ia dizendo o Sr. Manuel – “ os velhos morreram, foram indo embora e o resto passou-se para a França”. Restam o Sr. Manuel Fortuna e a Dona Rosalina Ramos, um casal em Casal, com toda uma aldeia por sua conta, isto até ao dia em que, tal como os outros velhos, também vão ter que ir embora…e Casal será mais uma aldeia do Barroso completamente despovoada.

 

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Ainda antes de finalizarmos e passarmos ao vídeo resumo, fica aqui o nosso mapa com a a localização da aldeia e com o melhor itinerário para lá chegar. Entretanto fica também uma recomendação nossa, não deixe de ver uma pequena reportagem sobre a aldeia de Casal, realizada pela Sinal TV, que foi também transmitida no Porto Canal, em que conversam também um pouco com o Sr. Manuel e a Dona Rosalina. Fica link no final para essa reportagem. Para já, ficam os mapas com a localização e o itinerário até Casal, como sempre a partir da cidade de Chaves:

 

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Para finalizar fica o nosso habitual vídeo com o resumo de todas as fotografias de Casal publicadas neste post. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Reportagem da Sinal TV sobre Casal:

 

 

 

E quanto a aldeias da freguesia de Dornelas, Boticas, despedimo-nos até ao próximo domingo em que teremos aqui a aldeia de ESPERTINA .

 

 

10
Set21

O Barroso aqui tão perto - Tabuadela C/Vídeo

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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TABUADELA - MONTALEGRE

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de TABUADELA, concelho de Montalegre.

 

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Como vem acontecendo nestes posts extra, aproveitamos também para deixar aqui mais algumas imagens que escaparam à anterior seleção, aquando do seu post completo.

 

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O curioso é que nestes posts extra, em geral, deixamos mais imagens do que as que deixámos no seu post completo. Isto acontece porque no post inicial estávamos mais preocupados em dar a conhecer a aldeia, não só em imagem mas também quanto à sua história, estórias da aldeia, curiosidades e um bocadinho de tudo que havia sobre a aldeia. Nestes posts extras estamos mais focados no vídeo e no seu conteúdo, pois é mesmo para mostrar o todo da aldeia, sem muitas palavras, apenas estas de circunstância que vão servindo se separador ente as fotos.

 

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Assim, este posts (vídeo) é também uma adenda ao post inicial, daí, deixarmos sempre, também, um link para o post completo publicado em tempo, no caso de Tabuadela, publicado já em 14-agosto-2016.

 

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Também demos conta agora, que o post completo não tinha os nossos mapas a indicar a localização da aldeia e o itinerário por nós recomendado. Assim, também aproveitamos esta ocasião para os deixar aqui, com um itinerário que nos serviu muitas vezes de alternativa para irmos até terras de Montalegre atravessando todo o concelho de Boticas, principalmente para as da freguesia de Salto.

 

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E vai sendo tudo por hoje, mas não será a última vez que Tabuadela virá por aqui, pelo blog e pela internet, pois nesta descoberta do Barroso nunca fui sozinho, acompanharam-me sempre um, dois ou três amigos, também fotógrafos e também todos eles com blogs que, em tempo decidimos criar um grupo no Facebook, onde diariamente deixamos imagens do Barroso, onde Tabuadela e as restantes aldeias barrosãs, de todo o Barroso (Montalegre, Boticas e as aldeias barrosãs de Ribeira de Pena e Vieira do Minho) vão passando diariamente. Aproveite e dê também uma vista de olhos nesse grupo que se intitula “Simplesmente Barroso”

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Mas hoje estamos aqui, principalmente, pelo vídeo que Tabuadela não teve aquando do seu post completo, vídeo ao qual passar de imediato, com todas as fotos da aldeia publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de TABUADELA:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de TELHADO.

03
Set21

O Barroso aqui tão perto - Solveira

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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SOLVEIRA - MONTALEGRE

 

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de SOLVEIRA, concelho de Montalegre.

 

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Hoje podemos dizer que vamos para o Barroso aqui tão perto, mesmo bem perto, a apenas meia hora de viagem que, mais ou menos devemos demorar para percorrer os 28 km que nos separam desta aldeia do Alto-Barroso. Para lá chegarmos, basta tomar a estrada do São Caetano, passar por Soutelinho da Raia (a última aldeia do concelho de Chaves), entrar no concelho de Montalegre, passar por Meixide, depois ao lado de Vilar de Perdizes e finalmente Solveira. Atenção que é preciso sair da estrada principal, pois já foi tempo que esta passava por Solveira, foi assim até a construção de uma variante à aldeia, mas basta ir com atenção à placa (um desvio para a direita), que fica logo a seguir ao Santuário da Nossa senhora da Saúde de Vilar de Perdizes.

 

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Solveira é uma das grandes aldeias do concelho de Montalegre, hoje mais em casario que em população, que esta, tal como na grande maioria das aldeias do interior, principalmente os mais jovens, procuraram outros destinos para fazer as suas vidas, mas mesmo assim, há que nunca abandone o berço, e a terra que o viu nascer, é ou foi a terra que o viu viver e que lhe há de dar sepultura quando morrer. Gente interessante, por sinal, como o Sr. Jaime um artista de trabalhar o ferro e com o ferro, com amor à profissão de ferreiro quando necessário, como de serralheiro quando era preciso ou de arranjador de coisas em ferro, fechaduras, máquinas, geringonças, e outros mecanismos de ferro que avariavam. Hoje (passámos por Solveira em março de 2016 pelo que espero que o Sr. Jaime esteja ainda com vida e de boa saúde) continua a trabalhar, embora reformado, agora trabalha por prazer, repara máquinas e outras que vai juntando e colecionando, até malhadeiras, disse-nos ter 7, todas a funcionar, mas maioritariamente é o seu próprio cliente, sem prazos de entrega, pois o que arranja é para ficar numa espécie de museu de antiguidades onde passa e dedica os seus dias. Um armazém que foi oficina, está repleto de tudo, algumas peças subiram à sua habitação e hoje servem de decoração, mas funcionam, outras hão de subir, ou não. Pois foi um prazer termos conversado com este Senhor, o Sr. Jaime que nos recebeu na sua oficina e na sua casa, com muitas estórias para contar para todo o dia de muitos dias, assim houvesse oportunidade para as contar. Ouvimos algumas, mas tínhamos de partir à descoberta da restante aldeia e das outras aldeias do Barroso.

 

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Em geral, no levantamento fotográfico das aldeias, costumamos estar à volta de 45 minutos a 1 hora, ou menos, mas em Solveira foi diferente, não só pela aldeia ser grande, mas também pela conversa com o Sr. Jaime pelo qual soubemos que haveria nessa tarde um ato religioso na aldeia, o percurso do calvário. Acontece que era 25 de março de 2016, nesse ano, sexta-feira santa onde os atos religiosos deste dia se repetem um pouco por algumas aldeias. Ficámos por lá à espera, e fomos mantando o tempo com cliques, a tudo, até a absurdos e alguns disparates e contrates, um deles a forma como a EDP fere as paisagens rurais e estes núcleos populacionais rurais, implantando postes, fios, armários, PT’s, etc., onde lhes dá a gana ou mais jeito, sem qualquer respeito pela aldeia e pelos seus monumentos com as aberrações que praticam.

 

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Solveira implantada em terras alta do Alto-Barroso, com o Larouco mesmo ao lado, vai recebendo com frequência os nevões de inverno, coisa bonita de ver para quem não tem de viver dias a fio debaixo de um nevão em que imobiliza as aldeia e as suas vidas, mas há sempre afazeres que os obriga a andar ao frio e na neve, principalmente os criadores de gado que ficam sem pastagens e têm de alimentar o gado, nas cortes, quando o frio chega a doer e têm de aquecer as casas para poder sobreviver, não com a eletricidade da EDP cujo custo é um luxo, mas com lenha nas lareiras e salamandras. Talvez dias felizes para as poucas crianças que a aldeia ainda tem, mas nem tanto para que a neve lhes tolhe os dias. Mas que é bonito ver estas aldeias debaixo de um manto de neve, lá isso é.

 

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E está na hora de fecharmos as portas a este post, o qual aproveitámos para deixar mais imagens de Solveira que escaparam à seleção anterior, aquando deixámos aqui o post completo dedicado à aldeia. Post esse para o qual fica link no final, após o vídeo.

 

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E agora sim, vamos ao vídeo que afinal é a principal razão deste post, Vídeo onde reunimos todas as imagens até hoje publicadas aqui no blog e estratos de um vídeo (mesmo vídeo) que fizemos numa passagem pela aldeia, a caminho de Montalegre. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607, já está online.

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de SOLVEIRA:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de TABUADELA.

 

 

 

29
Ago21

O Barroso aqui tão perto - Antigo de Dornelas

Aldeias do Concelho de Boticas - Freguesia de Dornelas

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ANTIGO DE DORNELAS - BOTICAS

 

Iniciamos hoje a abordagem de mais uma freguesia do concelho de Boticas, a freguesia de Dornelas. Seguindo a metodologia que temos seguido para o concelho de Boticas, vamos abordar as aldeias da freguesia por ordem alfabética, calhando assim a abertura da freguesia à aldeia de Antigo, que, por existirem mais aldeias com este topónimo no concelho de Boticas e no restante Barroso, para a diferenciar, vamos acrescentar-lhe Dornelas, ou seja ANTIGO DE DORNELAS.

 

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Dornelas é um topónimo sonante, principalmente o Couto de Dornelas. Desde já, e para esclarecer, comummente, pelo menos aqui por Chaves, quando vamos às festas do São Sebastião, costuma-se dizer que vamos ao Couto de Dornelas, quando na realidade o Couto de Dornelas já não existe, coisas antigas que no post que vamos dedicar à freguesia de Dornelas explicaremos. Na realidade, quando vamos ao São Sebastião vamos até a aldeia da Vila Grande, da freguesia de Dornelas.

 

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Para concluir o esclarecimento, talvez seja bom, desde já, deixar aqui a listagem das aldeias que compõem a freguesia de Dornelas e também a ordem pela qual irão aparecer aqui no blog. Assim, fazem parte da freguesia de Dornelas as aldeias de:

 

- Antigo

- Casal

- Espertina

- Gestosa

- Lousas

- Vila Grande

- Vila Pequena

 

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Estas aldeias da freguesia de Dornelas, pela sua identidade e partilha do mesmo chão,  quase que apetecia tratá-las aqui em conjunto. À primeira vista, que depois se confirma, faz lembrar a vizinha freguesia de Covas do Barroso, onde um pequeno vale dá abrigo a todas as aldeias da freguesia. Não fossem as aldeias de Gestosa, Casal e Lousas, também aqui estariam todas junta no mesmo pequeno vale, todas (Antigo, Vila Grande, Vila Pequena e Espertina) dentro de um círculo com menos de 500m de raio, num baixio onde o verde impera como cor principal.

 

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Pequenos vales e baixios que aqui no Barroso, principalmente neste Barroso que gravita à volta das suas grandes serras (Gerês, Barroso, Larouco, Leiranco, etc.) funcionam como pequenos oásis verdes que deram lugar à ocupação humana. Rara é, ou são as aldeias, que se implantam em plena serra, em geral agreste, rude e áspero, onde viver dói, quer pelo frio das neves, quer pelo cortar dos ventos frios, onde nada se dá, a não ser, agora nesta era, as eólicas, onde vão prosperando parques delas, que a ninguém passam despercebidas, talvez sejam um bem necessário, o que até duvido, mas que a paisagem nada ganha com elas.

 

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A imagem de fotografia aérea, por exemplo do Google Earth, é bem elucidativa daquilo que atrás fica escrito. Um grande amontoado de pequenas rochas ( Pontos mais altos da Serra do Barroso) em forma arredondada, e à sua volta, uma espécie de anel verde salpicado de grupos de pontos laranja esbranquiçados, cada grupo uma aldeia. Ao todo, 4 freguesias e respetivas aldeias (freguesia de Alturas e Cerdedo, Vilar e Viveiro, Covas de Barroso e Dornelas), formam este anel verde na base de um monte de pedras e pedregulhos.

 

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Mas entremos na aldeia de Antigo de Dornelas, uma nossa velha conhecida, cuja descoberta já se deve ao amor pela fotografia, pois num périplo de uma vintena de fotógrafos em torno das aldeias de mais interessantes de Boticas, há uns 10 anos atrás, a freguesia de Dornelas foi uma à qual dedicámos uns cliques, aliás grande parte das fotografias que hoje aqui ficam, são desse mesmo dia, mais precisamente de 28 de maio de 2011. Mas há a acrescentar que, no Antigo de Dornelas, fomos particularmente bem recebidos. Ficámos fãs do Antigo.

 

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Antigo que, em alguns anos, também nos calha no atalho para as celebrações do São Sebastião na Vila Grande, mas aqui só de passagem, sem tomarmos imagens, pois nesse dia os cliques estão quase todos reservados para a festa da Vila Grande.

 

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No entretanto, já a pensar no post de hoje, voltámos a terras de Dornelas à recolha de imagens no dia 18 de maio de 2018, dia que recordo particularmente quente, ainda por cima já bem perto do meio dia. Toma imagem aqui, agora ali e os nossos passos foram sendo como que atraídos para a croa da aldeia, onde a capela fica no encontro de três ruas, mas não era a capela quem nos chamava, era-mos atraídos pelos aromas que saiam de uma casa antiga, remodelada e mais senhorial, e porque a grande porta carral estava aberta e era de lá que imanavam os aromas de igualarias barrosãs, aproximámo-nos, espreitámos e confirmava-se, eram coisas boas que estavam a aloirar na brasa.

 

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Já com água na boca, fomos apanhados em flagrante delito de cobiçar tais iguarias quando o proprietário se aproximou de nós e nos disse: “Boa dia, estávamos à vossa espera para começar… mas será melhor esperar pelos outros”, ao que nós rematámos, — “ somos só nós os 4, não há mais”. Fez-se um breve silêncio, e o proprietário diz-nos: “Mas a reserva era para vinte e tal pessoas!”, Pois! — “Mas nós não fizemos nenhuma reserva”. — “Ah!, pensei que eram os do rali…”, respondeu, ao que nós retorquimos — “não, nós somos os da fotografia”. Pena não sermos os do rali, mesmo assim…

 

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… ficámos por ali a tirar nabos da púcara. E a simpatia do proprietário, filhos e demais familiares que estavam na azafama do prepara do manjar lá nos foi dizendo que recuperaram a casa para servir almoços à barrosã, só por reservas e sem dormidas, apenas comer, e pelos potes e panelas ao lume, e grelhador, diríamos que comer à barrosã e bem. Apresentou-nos outras credenciais, como ser irmão do Pedro de Vilarinho Seco, cuja casa é bem conhecida pelos cozidos à barrosã e casa de paragem nos dias de São Sebastião.

 

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Mesmo na hora de começar a receber, ainda tiveram tempo para nos mostrar a casa, a mesa que já estava posta, e contar-nos um pouco da história daquela casa, por sinal muito bem reconstruída e com pormenores curiosos como o da laje natural em granito que serve de chão ao pátio de entrada, entre outros pormenores. Pediu-nos desculpa por não nos poder servir, mas deu-nos a provar daquelas coisas deliciosas que estavam no grelhador e cujo aroma nos tinha atraído lá, acompanhados de um excelente vinho, e pão ainda melhor. Como não estávamos lá para incomodar, despedimo-nos, agradecemos a simpatia e saímos, sem mais imagens, o aperitivo fez-nos lembrar que do outro lado dos Cornos do Barroso havia um cozido à barrosã à nossa espera. Mas ficámos com vontade de lá voltar, não para visitar, mas para sentar à mesa.

 

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E foram assim as nossas passagens pelo Antigo de Dornelas e se da primeira vez tínhamos fica fãs da aldeia, desta vez reforçamos esse ser fã.

 

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Só nos falta mesmo deixar os mapas para lá chegar, que por problemas técnicos/informáticos, não tivemos acesso aos nossos mapas, pelo que recorremos ao Google Maps e Google Earth para vos localizar e traçar o itinerário recomendado para chegar até Antigo de Dornelas.

 

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E é tudo por hoje, no próximo domingo cá estaremos outra vez com mais uma aldeia da freguesia de Dornelas. Quanto ao Antigo de Dornelas, continuará a calhar nos nossos atalhos para a Vila Grande e o São Sebastião, isto enquanto não arranjarmos um grupo suficientemente grande para nos podermos deliciar com uma refeição à barrosã na tal casa que nos ficou debaixo de olho...

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia de ANTIGO DE DORNELAS que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

E quanto a aldeias de Boticas, despedimo-nos até ao próximo domingo em que teremos aqui a aldeia de ESPERTINA.

 

 

27
Ago21

O Barroso aqui tão perto - Sirvozelo

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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SIRVOZELO - MONTALEGRE

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de SIRVOZELO, concelho de Montalegre.

 

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É mais uma aldeia do Gerês, localizada na margem direita do Rio Cávado logo a seguir ao paredão da barragem de Paradela, e por muitos, considerada uma das aldeias mais interessantes do concelho de Montalegre.

 

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Mas como hoje estamos aqui pelo vídeo que não teve aquando do seu post completo, para o qual finca link no final deste, vamos passar de imediato ao seu vídeo, com todas as fotos da aldeia publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de SIRVOZELO:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sirvozelo-1697281

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de Solveira.

 

 

 

20
Ago21

O Barroso aqui tão perto - São Bento de Sexta Freita

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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São Bento de Sexta Freita - Montalegre

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de SÃO BENTO DE SEXTA FREITA, concelho de Montalegre.

 

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Para quem vai desde a cidade de Chaves, a aldeia de Paradela (Barragem de Paradela) é de passagem obrigatória para visitar a maioria das aldeias do Gerês ou da sua proximidade. Aí, em Paradela, para visitar essas aldeias, temos de optar por dois caminhos, um pela margem direita do Rio Cávado, tendo neste caso de se atravessar o paredão da barragem, ou então, a outra opção, a margem esquerda do Rio Cávado. Ambas as opções têm o Gerês como companhia ou como vistas principais e desde ambas se podem avistar vistas interessantíssimas. Pois então para a nossa aldeia de hoje, com um topónimo também ele interessante e fora do vulgar, temos que seguir pela margem esquerda do Rio Cávado.

 

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Este trajeto da margem esquerda do Cávado liga a barragem de Paradela à barragem da Venda Nova e nele podemos apreciar algumas das aldeias mais singulares do Barroso, iniciando logo pela primeira que vamos atravessar, Ponteira, que é a capital dos grandes penedos em convívio harmonioso com o casario, tanto, que muitas das construções têm um penedo como uma das paredes da casa. Claro que esta parede não tem janelas nem portas, mas também não tem frinchas, nem precisa de pintura ou manutenção, e dá um toque castiço, ou pelo menos diferente, à construção. Pois é a partir de Ponteira que (nós) preferencialmente fazemos o acesso a São Bento de Sexta Freita, pelo estradão em terra batida, que dado o seu bom estado, pode ser utilizado por automóveis ligeiros, mesmo que seja daqueles que está apaixonado pelo seu popó. A recompensa são umas vistas incríveis sobre a Serra do Gerês, sobre São Bento de Sexta Freita, e passa pela pedra da bolideira e pelo meio de todo o penedio.

 

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SÃO BENTO DE SEXTA FREITA, é uma pequena aldeia que para se conhecer temos que descer até lá, quer pelo “nosso” estradão, quer a partir da estrada (Paradela/Venda Nova), mas é também ponto de passagem se tivermos como destino as Penedas (Peneda de Cima, Peneda do Meio e Peneda de Baixo), Penedas que em imagem de satélite são um autêntico oásis verde dentro do grande penedo agreste do Gerês. Em suma, embora SÃO BENTO DE SEXTA FREITA seja uma pequena aldeia, motivos não faltam para uma visita ou passagem por lá. Na aldeia destacamos a igreja, mas quanto a esta, fica um apontamento, aquele passeio à sua volta em granito polido era bem escusado, não condiz além de me parecer que em dias de chuva ou neve, ser pouco recomendável circular por ele. Mas é apenas um apontamento onde o bonito fica feio…e fosse de quem fosse a ideia, como costuma dizer um amigo meu: - “ há pessoas a quem se deveria pagar para não terem ideias”.  

 

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Vamos ao vídeo, a razão de estarmos aqui hoje em SÃO BENTO DE SEXTA FREITA, pois para palavrear e falar da aldeia, já o fizemos no post completo que lhe dedicámos, com link no final, hoje estamos aqui pelo seu vídeo com todas as imagens publicadas até hoje no blog, incluindo as que ficam neste post, que escaparam à seleção anterior.

 

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de SÃO BENTO DE SEXTA FREITA:

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-bento-de-1614303

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de SIRVOSELO.

 

 

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