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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

26
Out20

O Barroso aqui tão perto - Beça

Aldeias do Barroso - Concelho de Boticas

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BEÇA - BOTICAS

 

Hoje abrimos uma nova freguesia de Boticas, Beça, e com ela todas as aldeias desta freguesia, pela ordem alfabética, que por coincidência é a aldeia sede de freguesia – Beça.

 

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Vamos então até Beça, aldeia e sede de freguesia, do concelho de Boticas. Beça que à vezes também aparece grafado como Bessa, cujo topónimo é também o nome do rio, Rio Beça, também ele às vezes grafado como Bessa, rio este que atravessa toda a freguesia, vindo da nascente na Serra do Barroso, perto de Sarraquinhos, concelho de Montalegre, um rio todo ele Barrosão que no seu percurso de cerca de 45 quilómetros, passa por Cervos, Beça, Vilar e Canedo indo desaguar na margem direita do Rio Tâmega perto de Ribeira de Pena.

 

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Iniciemos já pela localização de Beça e o melhor itinerário para lá chegarmos a partir da Cidade de Chaves. Pois Beça fica a aproximadamente 6km de Boticas, a partir da qual podemos ir até à aldeia, mas desta vez, vamos tomar a EN103 (estrada Chaves-Braga) mas ao chegarmos a Sapiãos, em vez de virarmos para Boticas, continuamos pela EN103, mas apenas mais 6Km, aí, à esquerda, teremos o desvio para Beça, quase em frente ao desvio para a Serra do Leiranco. Mas fica o nosso mapa como uma pequena ajuda. Ao todo, de Chaves até Beça são 28,8Km.

 

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Logo ao entrámos na estrada em direção a Beça, CM1037, a cerca de 3Km, temos a aldeia de Pinhal Novo, a única aldeia de colonos que Salazar mandou construir no concelho de Boticas, mas integradas nas aldeias dos colonos do Barroso. Aldeia que também faz parte da freguesia de Beça, mas que nós já abordámos em tempo conjuntamente com as restantes aldeias dos colonos do Barroso, numa série de posts em que contámos toda a história ligada a estas aldeias. Embora Pinhal Novo também seja abordado nesta freguesia, fica aqui já adiantado o que dissemos sobre ela nas aldeias dos colonos de Salazar, que alguém com um romantismo sem equivalência real, chamou de “Aldeias Jardim”. 

 

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Mas Pinhal Novo hoje fica só como uma referência na nossa passagem para Beça, que fica logo a seguir, apenas mais meia-dúzia de retas e outras tantas curvas, abre-se a aldeia e o seu vale a descair ligeiramente para a margem esquerda do Rio Beça, mesmo em frente a Carvalhelhos, mas esta, na margem direita do rio.

 

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Pois Beça é um topónimo que já nos soa nos ouvidos há muito tempo, desde miúdo, mas a verdade se diga, já não sei porque. Sei, isso sim, que a primeira vez que lá fui, já foi em visita fotográfica com um grupo alargado de fotógrafos, isto já em 2011, aliás algumas, poucas, das fotos de hoje são desse dia (28-05-2011), as restantes são mais recentes, mas também já lá vão dois anos desde o dia em que as fizemos (1-06-2018).

 

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E ainda bem que fomos por lá segunda vez com a intenção de fotografar, pois da primeira vez apenas nos ficámos pelo largo da igreja, e dado o calor do dia, penso que passamos mais tempo no bar que a fotografar. Fica uma imagem desses momentos, já de 2011, não vão pensar que a fotografia é recente e que que está nela está a confraternizar sem os cuidados que o bicho (Corona vírus ou covid-19) nos exige.

 

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O que dizer sobre a aldeia!?, pois é uma aldeia já com dimensões para se poder considerar uma aldeia grande, não muito grande, mas grande, com um núcleo mais antigo, ainda com muitas construções tradicionais e mais antigas, algumas reconstruções pelo meio feitas com algum gosto na preservação, outras nem tanto, mas o casario novo aparece ao longo de novos arruamentos e da estrada que nos leva até à Carreira da Lebre/Boticas, ou seja, a que nós indicámos para se ir até Beça.

 

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Claro que uma aldeia quanto mais preservada estiver, mais interessante é para quem a visita e para chamar novos visitantes, principalmente agora que o turismo local se recomenda, mas para isso, já há muito que se deveriam tomar as medidas preventivas necessárias, que nem sempre são bem aceites e compreendidas pelas populações locais. Depois também é uma questão de exemplo, principalmente nestas aldeias do Barroso onde o parece bem ou parece mal, ainda se vai tendo em conta, ou seja, se um vizinho restaura uma construção e ficou bem, o seu vizinho tende a fazer o mesmo e a partir de aí, todos lhe vão seguir o exemplo, e ninguém se atreverá a construir um mamarracho novo no meio, pois vai parecer mal… e o que parece mal, é a própria aldeia que critica o “prevaricador”, mesmo que dentro da lei.

 

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Mas sejamos sinceros, os primeiros a prevaricar, muitas das vezes, são as Juntas de Freguesia e a própria autarquia, primeiro pela ausência de medidas preventivas, depois por alguns arranjos, ou construções públicas que não seguem a traça do típico na região, começando logo pelos materiais (novos) que aplicam. Mas não só, também a EDP, a PT e outras empresas de fornecimento e abastecimento de infraestruturas às aldeias, são as que mais as destroem visualmente falando, principalmente a EDP que às cegas coloca postes e armários de eletricidade (plásticos ou coisa parecida) em frente a monumentos, igrejas, capelas, nichos e outros de interesse histórico e turístico, sem o mínimo de respeito pelo que há por perto. Deixo-vos a seguir um exemplo, que até nem é dos piores, pois ali ainda cabia pelo menos mais um post e por cima do armário, uma cabina telefónica daquelas azuis que a PT agora anda a colocar nas aldeias do Barroso, que já as vimos colocadas em fachadas de capelas e dos tradicionais fornos do povo barrosões, aqueles cobertos com lajes de granito. No caso desta foto, são apenas umas alminhas, bem interessantes por sinal e que até são consideradas um dos traços da cultura portuguesa.

 

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Mas isto que tenho vindo a dizer, à exceção do último parágrafo, até nem se aplica a Beça, embora também não esteja livre de alguns, mas já vimos aldeias bem interessantes com atentados que são de bradar aos céus. Mas deixemos as desgraças e passemos às graças, àquilo que Beça tem de interessante e que é de visita obrigatória na aldeia.  

 

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Pois a primeira é mesmo a beleza do conjunto e a harmonia dos campos envolventes, com muito verde no qual o Rio Beça também tem alguma responsabilidade. Campos verdes que se estendem até às aldeias vizinhas mais próximas (Carreira da Lebre e Carvalhelhos). Em segundo lugar punha a vida que esta aldeia ainda tem. Pela certa que também muita gente já a abandonou, é quase inevitável que tal não tenha acontecido, mas a proximidade de Boticas e mesmo à cidade de Chaves, com bons acessos (embora pudessem ser melhores), com certeza que têm a ver com a preservação de alguma dessa vida.   

 

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De interesse também a Igreja da Nossa Senhora da Apresentação e a Igreja de São Bartolomeu, santo que também é o orago da freguesia. A residência paroquial também mereceu a nossa atenção.

 

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A ponte medieval da Pedrinha também é uma referência para a freguesia, mas essa, e outros pontos de interesse da freguesia irão ser tratados nos próximos posts, um deles dedicado à Carreira da Lebre que embora não conste (oficialmente) como uma localidade da freguesia, penso que já tem condições para tal, pelo menos para merecer um post nosso.

 

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E vai sendo tudo. Só nos resta dizer que que no final da abordagem de todas as aldeias da freguesia de Beça, regressaremos novamente a esta aldeia, com o post da freguesia, mas primeiro passarão por aqui todas as aldeias, sendo a próxima, a aldeia de Carvalhelhos.

 

E o vídeo com todas as imagens da aldeia de Beça que foram publicadas até hoje neste blog. Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

 

19
Set20

Outeiro Seco - Chaves - Portugal

Aldeias de Chaves

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OUTEIRO SECO

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de Outeiro Seco.

 

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Nesta ronda em que a intenção é trazer aqui o vídeo em falta, aproveitamos sempre para deixar aqui mais algumas imagens que não foram selecionadas nas anteriores publicações dedicadas à aldeia.

 

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Dada a quantidade de fotos que já publicámos sobre Outeiro Seco, o nosso vídeo de hoje vai ser dividido em três partes, uma dedicada à aldeia em si, outra de temática religiosa, com base nas alminhas, cruzeiros, capelas, via sacra, e igrejas que a aldeia possui e por último uma parte dedicada ao Solar dos Montalvões.

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia de Outeiro Seco que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem e para rever aquilo que foi dito sobre as Outeiro Seco ao longo do tempo de existência deste blog, a seguir ao vídeo, ficam links para esses posts.

 

Aqui fica:

 

 

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Outeiro Seco:

https://chaves.blogs.sapo.pt/outeiro-seco-chaves-portugal-1696860

https://chaves.blogs.sapo.pt/outeiro-seco-solar-dos-montalvoes-nos-1340988

https://chaves.blogs.sapo.pt/discursos-sobre-a-cidade-por-antonio-1340813

https://chaves.blogs.sapo.pt/outeiro-seco-rural-e-urbana-1227760

https://chaves.blogs.sapo.pt/solar-da-familia-montalvao-outeiro-1110812

https://chaves.blogs.sapo.pt/831253.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/701105.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/555807.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/552520.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/552941.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/553035.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/496213.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/359826.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/149302.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/59979.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/75874.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/124361.html

 

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até à próxima quarta-feira em que teremos aqui a aldeia de Parada.

 

 

 

01
Jul20

Gondar - Chaves - Portugal

Aldeias de Chaves

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Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos aqui hoje esse resumo para a aldeia das Gondar.

 

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Mais uma aldeia do alto planalto da serra do Brunheiro, da freguesia de Nogueira da Montanha, uma das freguesias que mais tem sofrido com o despovoamento e, por consequência, o envelhecimento da população.

 

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Gondar não foge à regra. Já por si era uma aldeia pequena, agora, a aldeia mantém-se, claro, mas as pessoas são muito menos, contudo, é uma aldeia onde encontramos sempre gente e onde até paramos para conversar um pouco, embora as pessoas sejam as mesmas.  

 

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Uma aldeia pequena mas onde há um bocadinho de tudo, nem que seja um só exemplar, o que não quero dizer que não haja mais… mas, e tal como se pode ver nas imagens que aqui deixo, e que escaparam às anteriores seleções, temos, ou tínhamos no tempo em que as fotos foram tomadas, pelo menos, um trator, uma caixa de correio, um homem que vem do campo, uma capela, um cruzeiro, uma caixa de correio com um sapo em cima e uma vaca a pastar. Casas há mais…

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia de gondar que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem e para rever aquilo que foi dito sobre Gondar ao longo do tempo de existência deste blog, a seguir ao vídeo, ficam links para esses posts.

 

Aqui fica o vídeo. Espero que gostem:

 

 

 

PostS do blog Chaves dedicados à aldeia de Gondar:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/gondar-chaves-portugal-1623727

https://chaves.blogs.sapo.pt/647392.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/565468.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/458186.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/324242.html

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até ao próximo sábado em que teremos aqui a Granjinha.

 

 

 

07
Jun20

O Barroso aqui tão perto - São Salvador de Viveiro

Aldeias de Barroso - Boticas

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São Salvador de Viveiro

 

Nesta nossa ronda pelo Barroso de Boticas, hoje chegou a vez da aldeia de São Salvador de Viveiro, ou simplesmente Viveiro, como comummente é conhecida.

 

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Era uma aldeia que tínhamos uma certa curiosidade em abordar, isto porque alguém nos falara dela, dizendo-nos ser uma das aldeias mais interessantes do concelho de Boticas, e por conseguinte, o seria também do Barroso.

 

 

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Já ia sendo nossa conhecida ao longe, pelo menos vista desde o Outeiro Castro Lesenho ou da estrada que liga a ER311 à aldeia de Carvalho, desde onde, de ambos os locais, dá para perceber um pouco da aldeia no seu todo, sendo nítido que São Salvador de Viveiro se desenvolve em dois núcleos distintos e até separados fisicamente. Um núcleo mais antigo e o outro bem mais recente. Colocadas e parecendo terem sido construídas e localizadas estrategicamente, e precisamente entre esses dois nucelos, está a estrada de acesso à aldeia e escola primária. Mas penso ter sido apenas uma coincidência.

 

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Claro que estes dois núcleos têm características completamente diferentes. O núcleo mais antigo é mais concentrado e denso, com ruas estreitas e o casario antigo e tipicamente barroso-transmontano, com casas construídas em granito de pedra solta, à vezes em perpianho e quase todo unido por paredes meeiras a desenvolver-se ao longo desses arruamentos.

 

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Já o núcleo mais recente, embora concentrado é mais disperso, com construções isoladas, cada uma delas com os seus quintais de terreno envolvente, com um tipo de construção mais globalizado, pós anos 70 e um pouco igual por todo o país, onde a pedra é substituída por paredes de alvenaria de tijolo ou bloco de cimento, rebocadas e pintadas ao gosto do freguês, onde não faltam também, algumas de influência francesa e suíça, tipo “maison”.

 

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O Núcleo novo, por ser mais aberto, disperso e mais colorido, ou pelo menos a emitir a luz que o granito velho das casas antigas não emite, torna-se mais visível ao longe, enganando quem vê a aldeia à distância, pelo menos a nós que nos interessa muito mais o Barroso típico e mais antigo. Mas lá diz o ditado, “as aparências iludem”, e aquilo que a aldeia aparenta ao longe, não mostra a realidade da sua intimidade. Diga-se também, em abono da verdade, que pelo menos houve o bom senso de manter o núcleo antigo mais ou menos bem preservado, enquanto que o novo núcleo, é implantado num espaço próprio, que em nada interfere com o antigo, tal como deveria acontecer em todas estas aldeias seculares.

 

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Mas avancemos para a intimidade da aldeia,  e para a nossa primeira e única visita que lhe fizemos para a recolha fotográfica e de algumas informações,  para a podermos ter hoje aqui. Pois foi assim, segundo os meus apontamentos do dia, registados à chegada e entrada da aldeia, com a escola em frente, temos:  “Viveiro, dia 1 de junho de 2018, chegada às 8h07, dia muito nublado e escuro”. Recordo que a seguir a estas notas, vimos uma placa que nos indicava – SANTUÁRIO -  para a direita. Ora já nem parámos, tão rápido entramos na aldeia como saímos, em direção ao Santuário, que mais à frente, noutra placa, viemos a saber ser o  Santuário do Divino Salvador.

 

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Bendita a hora em que vimos e seguimos a placa do santuário, pois este post não ficaria completo sem as suas imagens do santuário. Um pequeno conjunto isolado e protegido por uma pequena elevação, onde o silêncio só não é silêncio porque a passarada insiste em quebrá-lo com o seu chilrear e algumas melodias.

 

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Visitado o Santuário, onde acabámos por estar quase uma hora, regressámos à aldeia, nova passagem pelo seu núcleo novo, sem parar, e fomos indo até atingirmos um pequeno largo antes da igreja. Parámos para as primeiras fotos, e pelos inícios a aldeia prometia. Não só o casario mas também o movimento da aldeia, em hora de ponta da saída do gado para as pastagens.

 

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Gado que se repetia, no seu andar pachorrento, em quase todas as ruas da aldeia havia vacas e de vez em quando um touro, de raça barrosã e outras raças à mistura, tantas, que cheguei a uma altura comentei com um senhor da aldeia que levava meia dúzia delas para a pastagem: “ Caramba, nunca vi uma aldeia com tanta vaca…”, ao que me respondeu, e isto não é nada, só tenho 9, há e um que tem 40.

 

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E la fomos andando e indo pelas ruas da aldeia, aqui e ali mais vacas, todas a sair da aldeia em direção às suas pastagens, e no entretanto uma cadelita aproximou-se de nós, não sei se meiga ou desconfiada, acompanhou-nos uns instantes até que fez um pequeno desvio, abeirou-se de umas portas carrais e de um buraco espreitam dois cachorrinhos. Ah! Mãe vaidosa, sabedora de ser mãe de cachorrinhos tão bonitos e tratados, foi chamar-nos e chamar os cachorrinhos para a fotografia.

 

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Claro que nos deliciamos a fotografar aquelas beldades, a cadelita, sempre ao nosso lado, continuava meiga e vaidosa, penso mesmo que estava a perceber aquilo que dizíamos. Mas foi tempo de partir, que o caminho faz-se andando e nós para esse dia ainda tínhamos muito caminho para trilhar, e Bostofrio já estava à nossa espera.

 

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Tentámos a partida umas quantas vezes, mas era andar umas dezenas de metros e novo motivo nos obrigava a parar, ou mais vacas, ou paisagens até um casal de coelhos bravos nos fez parar, mas sem tempo de podermos fazer tudo, pois entre o parar, pegar na câmara fotográfica e apontar, já os coelhos se tinham posto a milhas, escondidos entre as urzes e as giestas, depressa desapareciam. Pelo caminho ainda apareceu mais um coelho e pelo menos uma bubela, ou poupa-eurasiática de nome científico   Upupa epops. É muito comum nestes vê-las nestes campos de Barroso, e pessoalmente acho-a lindíssima, principalmente pelo seu colorido amarelado cor de mel, com a sua poupa e listas brancas e negras. Bonitas, mas todos me dizem que cheiram mal. Mas isso não o sei, pois nunca estive muito perto de nenhuma, o mais perto que as costumo ver é a uns 8, 9 ou 10 metros de distância.

 

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Pois o meu destaque para esta aldeia de São Salvador de Viveiro, ou as minhas recomendações para se for lá de visita, são, primeiro, de visita obrigatória, o Santuário do Divino Salvador. Depois tem de apreciar uma vista geral sobre o núcleo velho da aldeia, que à saída para Bostofrio, a estrada transforma-se num autêntico miradouro, não só sobre o núcleo velho da aldeia mas também sobre a paisagem e pastagens que envolvem a aldeia.

 

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Obrigatório também é percorrer as suas ruas e ir apreciando o casario, a sua igreja, alminhas, tanques e bebedouros, canastros etc. E se for logo pela manhã ou pelo fim da tarde, delicie-se com o movimento das ruas e a música pausada dos chocalhos a chocalhar conforme o andar das vacas, e nas manadas maiores, tente descobrir no meio delas, o touro, fácil de identificar, e em geral são mansos, tal como as vacas, convém é respeitar o caminho dele e delas, dar-lhes prioridade à passagem, evitar gestos bruscos, etc, ou seja, respeite-as e não se meta com elas, que elas também não se metem consigo. Pode cumprimenta-las, falar com elas, tirar-lhe fotografias, etc, mas não espere por qualquer resposta.

 

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Isto do gado nas aldeias é engraçado e muitas vezes veem-se a andar pelas ruas sozinhas, pachorrentas, mas nunca param, e uma vez conhecido o seu itinerário, seguem em manada sozinhas para os seus destinos, que em geral só são dois, o da pastagem e o da corte onde dormem.      

 

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E agora vamos ao nosso itinerário para chegar a São Salvador de Viveiro. Itinerários que em Boticas, primeiro parecem complicados, mas que depois de se conhecer, são muito simples, pois basta ter como referência 3 ou 4 localidades e estradas. A grande maioria dos itinerários para as nossas visitas têm como ponto de partida a EN103 até Sapiãos, depois o desvio para Boticas e depois a ER311,  e por fim a Carreira da Lebre. A negrito e sublinhado ficaram as estradas e locais a ter em conta, ou por onde obrigatoriamente temos de passar para a grande maioria dos nossos destinos de Boticas, onde só há duas exceções para outros itinerários, que falaremos deles quando formos para uma das suas aldeias. Para já, o ponto mais importante até é a Carreira da Lebre, pois a partir de aí temos de tomar uma decisão, o se seguir em frente, virar à esquerda ou à direita. Para o de hoje, tal como paras as aldeias que já abordámos até hoje, vamos em frente, e a partir da rotunda da Carreira da Lebre é só ir com atenção às placas da estrada, para vermos quando aparece o nome da aldeia que queremos visitar. Claro que o nosso ponto de partida é sempre a cidade de Chaves. Ficam os nossos mapas e com as indicações já dadas nada mais acrescentamos.

 

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E agora vamos ao que dizem os documentos sobre esta aldeia, começando pela monografia de Boticas - Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas:

 

Localização geográfica: A freguesia de S. Salvador de Viveiro situa-se na parte Centro/ Oeste do concelho de Boticas.

Distância relativa à sede do concelho: aproximadamente 11,5 km

Acesso viário: pela ER 311 até aparecer a indicação Viveiro. Percorre-se um pequeno troço da EM 519-B e segue-se pelo CM 1036. Em alternativa segue-se pela ER 311 e, virando na indicação Viveiro, segue-se pelo CM 1036.

(…)

Orago: Divino Salvador do Mundo

Festas e Romarias: S. Sebastião, Janeiro, Viveiro; Divino Salvador do Mundo ou S. Salvador do Mundo, segundo Domingo de Agosto, Viveiro

(…)

Pontos de Interesse: Forno do Povo de Viveiro;  Santuário do Divino Salvador do Mundo.

 

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E concluímos hoje a abordagem de todas as aldeias da freguesia de Vilar e São Salvador de Viveiro, ao todo 6 aldeias (Agrelos, Bostofrio, Campos, Carvalho, Vilar e Viveiro). Assim, no próximo domingo, faremos o post da freguesia, que será mais das antigas freguesias de Vilar e Viveiros, hoje uma só. Será um post um bocadinho diferente daquilo que é habitual, pois é dedicado ao conjunto, onde abordaremos temas como o do evoluir da população, o território, etc., em que ficará também um resumo com todos os pontos de interesse sobre a freguesia.

 

 Assim, ficamos por aqui e só nos resta apresentar o vídeo resumo com todas as imagens hoje aqui publicadas, espero que gostem.

 

 

BIBLIOGRAFIA

CÂMARA MUNICIPAL DE BOTICAS, Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas - Câmara Municipal de Boticas, Boticas, 2006

 

WEBGRAFIA

http://www.cm-boticas.pt/

 

15
Mai20

O Barroso aqui tão perto - Ferral

Aldeias de Barroso - Com Vídeo

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Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos aqui hoje esse resumo, para a aldeia de Ferral, Montalegre.

 

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Aproveitamos também a oportunidade e deixamos mais algumas imagens que escaparam à anterior seleção, com imagens de Barroso, sim, mas de um Barroso bem diferente daquele a que estamos habituados.

 

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Neste Barroso reinam duas cores, o azul por cima, por baixo o verde e aqui, e ali, umas pintas de cor laranja dos telhados das casas como se fossem frutos maduros.

 

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Rodeando toda esta harmonia de verdes, azuis e “laranjas maduras”, as montanhas parecem ter-se reunido todas, acotovelando-se umas às outras a lutar pelo seu espaço.

 

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São os contrates do Barroso, de terras altas e baixas, de altos e baixos Barrosos, de matizes azuis, verdes e laranjas a contrastar com castanhos escuros, às vezes avermelhados, e às vezes sem cor, quando tudo se transforma num manto branco…

 

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Mas sobre o Barroso de Montalegre e sobre Ferral, já o fomos dizendo nos posts que lhes dedicámos, para o de Ferral fica link no final. Hoje estamos aqui pelo vídeo, ao qual passamos de imediato. Espero que gostem.

 

 

 

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Ferral, Montalegre:

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ferral-1690976

 

 

 

 

04
Mai20

O Barroso aqui tão perto - Bostofrio

Aldeias de Boticas - Barroso

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Bostofrio - Boticas

 

O nossos apontamentos

Eu sei que antes de irmos para o terreno, devemos fazer o trabalho de casa,  e em geral  embora faça algum, não o faço todo. No que respeita a estudo de estradas, caminhos e itinerários mais favoráveis ou mais interessantes, atalhos, etc para chegar a um lugar, este faço-o, já no que respeita à história, pontos mais interessantes e turísticos, esse, não o faço, propositadamente, pois gosto de entrar de olhar virgem nestas aldeias que não conheço e ser surpreendido com as descobertas. Os pontos de interesse, esses lá estarão e lá aparecerão, ou não, deixando assim o caminho aberto para uma segunda abordagem, e aí sim, já vou à procura daquilo que me escapou na primeira abordagem.

 

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Também, antes  de entrar numa aldeia, procuro um caminho, uma elevação, um ponto mais alto de modo a poder ver a aldeia no seu todo, não só pelo interesse das imagens que em geral desde aí se conseguem, mas também para ficar com uma ideia daquilo que há para ver, mas nem todas as aldeias nos permitem estas vistas. No caso de Bostofrio, nas cartas que consultei previamente, aparecia um caminho de terra batida, na encosta da montanha, paralelo à aldeia. Claro que era esse o caminho escolhido para entrar na aldeia, e foi, no entanto, às vezes, aprecem algumas contrariedades, e no caso, foram as nuvens baixas que, de início, não nos permitiu ver aldeia, mas como estávamos em junho, estas nuvens são de trovoada, e tão rápido aparecem, como desaparecem.

 

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E lá acabamos de entrar na aldeia, já para além da hora que tínhamos previsto entrar, e como a aldeia lá de cima parecia pequena, pela certa ganharíamos o tempo que tínhamos perdido na aldeia anterior, talvez 30 a 40 minutos fossem suficientes, mas surgiu mais um imprevisto, daqueles que até são agradáveis e interessantes, e como tal temos de voluntariamente nos sujeitar a eles. No caso foi o Sr. Morgado que topou logo ao que andávamos, à caça de imagens, e como tal fez questão que víssemos e fotografássemos o touro que tinha na corte, e a conversa até começou bem, pergunta-nos o Sr. Morgado:

 

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- São aqui da zona?

- Somos de Chaves… dissemos nós.

- Da linda cidade de Chaves, está bem!? Aquilo está um espetáculo, àquilo que era… eu saí de lá da tropa em 1970 e o que era aquilo!? Pois Chaves hoje é uma cidade linda, para quem conheceu aquilo… hoje está um espetáculo, um espetáculo…

Claro que nós concordámos, e perguntámos-lhe o nome.

- Eu aqui sou conhecido pelo Morgado…

 

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E claro, uma série de estórias vividas no seu tempo de militar em Chaves, mas também os elogios à aldeia, que era uma aldeia bonita, etc, coisa e tal e “até já fizeram aqui um filme”.

Mas estes diálogos eram apartes, o que interessava mesmo era o seu touro e as chegas de bois que ia haver, do campeonato, onde entrava um touro da aldeia, do sobrinho, já estava na semifinal. Mostrou-nos os cartazes, tão importantes ou mais que os avisos e editais da Junta de Freguesia que tinham ao lado.

 

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Para 1 de Julho, às 17H30, no recinto da chega de bois, em Boticas, iam acontecer as chegas do JOKA PIÃO x MOLATO, o primeiro de Domingos Domingues de Bosto Frio e o segundo de Domingos Barreto da Vila Grande, a segunda chega era com o SHIBAURA x TOBIAS, o primeiro de Gil Chaves DE Bostofrio e o segundo de Carlos Rocha, do Muro. Para 14 de agosto aconteciam as chegas do JARDEL x JÓIA, o primeiro de João Gonçalves de Pena de Cerdedo e o segundo de Fernando Pascoal, de Viveiro. A segunda chega é entre o JACINTO x CUBANO, o primeiro de Nelo da Cruz, de Cerdedo, e o segundo de Manuel Matalote, de Alturas.

 

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Valeu a publicidade, pois nós lá fomos, no dia 1 de julho ver a primeira semifinal, sem torcer por nenhum, pois já estávamos “comprometidos” com os de Bostofrio e o da Vila Grande, que ganhasse o melhor… Ficámos agradados por saber que a tradição das chegas de bois se continua a cumprir, agora em forma de campeonato, mas longe da tradição antiga em que o boi era do povo, representante de cada aldeia, e não como hoje, que o boi é de particulares e já não arrasta todo povo das aldeias atrás deles. Novos tempos.

 

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Bem, mas vamos à aldeia de Bostofrio. Claro que embora nos tivéssemos despedido  Sr. Morgado na corte do seu touro, ele fez questão de nos acompanhar em grande parte da visita, não nos fossemos nós perder… e foi-nos mostrando aquilo que de mais interessante havia na aldeia, e  ficamos agradados com aquilo que vimos, e se ela era interessante, vista do monte, no seu conjunto, rodeado daquele verde incrível que só existe no Barroso, muito mais interessante é nos pormenores, nas suas ruas, no seu casario, na vida que a aldeia tem, na simpatia das pessoas, na fartura do gado a caminho das pastagens, tão interessante, que os 30 minutos que tínhamos previstos para fotografar a aldeia, foram-se prolongando e saímos de lá passadas duas horas e tal.

 

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 Costuma-se dizer que uma imagem vale mais que mil palavras, o que não é verdade de todo, mas no caso, aplica-se bem, e seria complicado transformar em palavras as imagens que vos deixo. Claro que lhes faltam os sons da passarada, abundante por sinal, o chocalhar dos chocalhos do gado a caminho das pastagens, falta o ar puro, faltam os cheiros, mas esses, só mesmo lá é que poderão ser conjugados ou combinados com aquilo que se vê, desfrutando de todos os nossos sentidos, e vale a pena. Infelizmente aqui, ficam apenas as imagens e esta meia dúzia de palavras, mas já é alguma cois.

 

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Localização

Como andamos pela freguesia de São Salvador de Viveiros/Vilar estamos próximos da ER311 que às vezes também nos aparece grafada como N311. Para a localização, uma vez que este blog é feito a partir da cidade de Chaves, tomaremos Chaves e/ou Boticas como pontos de referência. Neste caso, vamos tomar Boticas como referência, ou melhor, Boticas, Carreira da Lebre e Salto em que a Carreira da Lebre é e será sempre um ponto de referência para a maioria das aldeias e Salto para entendermos em que direção devemos tomar a N311.

 

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Então, Agrelos fica a 13,4 quilómetros de Boticas, junto à N311 no troço entre Boticas e Salto, com passagem obrigatória pela Carreira da Lebre. Carreira da Lebre que convém manter sempre como referência, pois é uma espécie de estação de serviço da N311, com cafés e restaurantes e posto de abastecimento de combustíveis.

 

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Roteiro para uma visita

Como de costume, o nosso ponto de partida é sempre da Cidade de Chaves. Mas para quem é de fora e queira visitar a aldeia, se vier pela A24, poderá tomar um atalho, com saída num dos nós mais próximos. Basta consultar o nosso mapa para saber onde. Mas então partimos de Chaves pela EN103 em direção a Boticas, aí tomamos a N311 em direção a Salto e depois é só seguir pela N311 até aparecer o desvia, à direita, para Bosto Frio. No nosso mapa (resumo) ficam todas as localidade e distâncias, por onde terá de passar. Mas não há nada que enganar, pois qualquer uma das estradas a utilizar estão bem assinaladas nos cruzamentos e rotundas, basta seguir as indicações.

 

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Toponímia

 

Busto Frio

Em relação aos topónimos desta base Busto e Bustelo tudo são dúvidas que se podem ir desfazendo caso a caso. Ao certo sei apenas que o étimo de que pode partir a nossa análise será BUST, pré-romano, significando locais onde há gado com pastagens e bosta e outro significado: de cinzas e o que restava da queima dos cadáveres.

No caso vertente do latino bustu > busto e o adjectivo Frio. Ora, sendo local de pastagens e bostas frias, porquê dar-lhe esse nome sendo igual a Agrelos ou Vila Pequena e até bastante mais quente que atilho ou Alturas?

Mas por outro lado (e para o qual me inclino) no local não foi encontrado qualquer túmulo ou sarcófago que desse visos de autenticidade ao topónimo que

-1258 “ de Busto Frio cum toto suo termino” 1522 – se apresenta desde então como atual!

 

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Como nada consta na toponímia alegre, e sem qualquer comentário ao que atrás está transcrito, fica outra descrição para o topónimo Bostofrio, esta encontrei-a em ruralturismo.net:

Bostofrio,

é formado pela aglutinação de Busto+frio. Busto, bustêllo significam bosque ou mata cerrada, bouça de mato para pastos, pastos para gado que aliás traduz expressivamente a realidade daquela aldeia.

 

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Na obra “Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas”  para além de nos informar que pertence à freguesia de São Salvador de Viveiro que hoje está anexada à de Vilar, apenas encontrámos a referência ao São Marçal, à sua festa que acontece no dia 30 de junho e a sua capela.

 

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Fora isso, nas nossas pesquisas pouco mais encontrámos, a não ser a referência ao filme documentário de Paulo Carneiro, o tal filme que o Sr. Morgado nos falava, e que na altura por acaso nem conhecíamos mas que no entretanto ficámos a conhecer, e sim senhor, além de a ação se passar em Bostofrio, diz também respeito a Bostofrio.

 

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Filme/Documentário do qual vamos deixar no final o Trailer Oficial PT, mas entretanto ficam também as palavras que o acompanham.

Na aldeia de Bostofrio, em Trás-os-Montes, o realizador Paulo Carneiro procura chegar a um retrato do avô, que não conheceu e que nunca perfilhou o seu pai, perguntando, ouvindo e puxando pelas memórias dos seus conterrâneos. Essa personagem "ausente", o avô, nunca se materializa – pois este não é um filme "sobre o avô", é um filme sobre um homem à procura de uma imagem para o seu avô.

Um documentário sobre a família escrito e realizado por Paulo Carneiro ("Água para Tabatô"). PÚBLICO

 

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Bostofrio vista desde Agrelos

E vamos mesmo ficar por aqui, pois na ausência de mais informação, não vale a pena estarmos para aqui a inventar…mas antes, ficam ainda o nosso vídeo com o resumo fotográfico do nosso post, mais algumas imagens animadas e no final o Trailer Oficial de Bostofrio. Espero que gostem.

 

 

BOSTOFRIO / Trailer Oficial PT

 

 

BIBLIOGRAFIA

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso.

CÂMARA MUNICIPAL DE BOTICAS, Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas - Câmara Municipal de Boticas, Boticas, 2006

 

WEBGRAFIA

http://www.cm-boticas.pt/

https://www.boticasparque.com/

 

 

https://ruralturismo.net/casa/historia/

28
Fev20

O Barroso aqui tão perto - Chelo

Aldeias o Barroso (com vídeo)

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CHELO 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando do seu post neste blog,  não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje aqui esse resumo da aldeia de Chelo, freguesia de Cabril, Concelho de Montalegre.

 

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Ainda antes do vídeo, ficam também algumas imagens que escaparam à seleção anterior.

 

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E agora sim, o vídeo que faltava para completar o post anterior dedicado à aldeia de Chelo.

 

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Chelo:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-chelo-1627025

 

 

 

15
Dez19

O Barroso aqui tão perto - Cabril (vídeo)

aldeias de barroso

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Cabril

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que não tiveram o resumo fotográfico em vídeo aquando do seu post, trazemos hoje aqui o vídeo da aldeia de Cabril, do concelho de Montalegre.

 

 

Link para partilha ou ver diretamente no youtube:

https://youtu.be/9ejjc1tPYt8

 

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 Hoje, excecionalmente, deixamos mais imagens, também incluídas no vídeo, mas que não foram publicadas no post de Cabril.

 

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Posts do blog Chaves dedicado à aldeia de Cabril:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cabril-1849944

 

 

27
Out19

O Barroso aqui tão perto

Beçós - Vídeo

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Beçós – Salto - Montalegre

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que não tiveram o resumo fotográfico em vídeo aquando do seu post, trazemos hoje aqui o vídeo da aldeia de Beçós.

 

 

 

Link para partilha ou ver diretamente no youtube:

https://youtu.be/avCTyxD1LeE

 

Post do blog Chaves dedicado à aldeia de Beçós:

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-becos-1574048

 

 

 

 

 

29
Set19

O Barroso aqui tão perto - Arcos (vídeo)

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Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que não tiveram o resumo fotográfico em vídeo aquando do seu post na rubrica "O Barroso aqui tão perto", trazemos hoje aqui o vídeo da aldeia de Arcos – Montalegre – Barroso.

 

 

Link para partilha ou ver diretamente no youtube:

https://youtu.be/4BwPWu-ZBns

 

Post do blog Chaves dedicado à aldeia de Arcos:

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

 

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