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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

11
Dez10

Dar pérolas a porcos…ou será ração!?



 

No meio de tanta desgraça e miséria, más notícias da crise económica, financeira e política, sim política, porque também ela está em crise e povoada de políticos pavões e incompetentes nos quais já ninguém acredita (exceptuam-se os compadres, interesseiros, os coitados das palas e os inocentes)…mas ia dizendo que no meio de tanta miséria, às vezes há boas notícias, ligadas a coisas boas da nossa terra e a gente que trabalha, mesmo contra ventos e marés.

 

 

Há dias, por altura do encontro de blogues que ocorreu em Valpaços, eu, no post dedicado às conclusões do encontro dizia a determinada altura:

 

“De seguida, partida para Sonim, com visita às casas senhoriais e às suas “catedrais”, começando na adega de Fernando Pessoa “Encostas de Sonim” passando depois para a adega do “Xalana” onde a sua mono casta de touriga nacional “Casal Faria” quase nos surpreendia, mesmo aos que já conheciam as qualidades do liquido do Deus Baco ou Dionisios (se preferirem) das terras de Sonim. Pois mesmo conhecendo-lhe as qualidades ou apenas a fama, a verdade é que poder provar aquele precioso liquido na sua adega de origem, tem sempre outro sabor além de ninguém lhe poder tirar a qualidade que está a par dos melhores vinhos que se produzem em todo o nosso Portugal. É com agrado que vou registando também esta nova forma de personalizar o vinho, com marca do produtor, vinhos de qualidade e com um design de apresentação atraente e feito com profissionalismo. Uma forma a acarinhar pelos responsáveis da promoção de toda esta região do Alto-Tâmega e de Trás-os-Montes pois também nós temos uma palavra a dizer nos vinhos que por cá se produzem com lugar garantido no quadro de honra dos melhores vinhos portugueses.”

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Não sou especialista em vinhos nem tenho conhecimentos nem a linguagem técnica de quem percebe, mas sei quando um vinho é bom e, sempre que tenho a honra de beber um bom vinho, faço-lhe o devida vénia e o respectivo elogio e por isso nada me admira que esses vinhos de que às vezes aqui falo, vão por esse Portugal e mundo fora e recebem prémios e os mais rasgados elogios de quem verdadeiramente percebe desse precioso líquido.

 

Já em tempos fiz aqui um elogio e até dediquei um post ao vinho da Quinta de Arcossó e por isso tinha de fazer o mesmo à mono casta do “Xalana”, o tal da touriga nacional que dá pelo nome de “Casal Faria”. Bem mas tudo isto para vos dizer que nada me surpreendeu que estes dois vinhos fossem mais uma vez notícia com merecido destaque na revista Fugas do passado Sábado 4 de Dezembro e, por alguém que percebe de vinhos e que aponta como um dos projecto mais interessantes, precisamente o vinho da Quinta de Arcossó.

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Seria bom que os nossos políticos e aqueles que supostamente deveriam promover a região e o turismo pusessem os olhos nestes exemplos, pois são exemplos das potencialidades que a nossa região tem, ou sejam, as coisas boas da terra e a ela directamente ligadas. Só um cego é que não vê que é por aí que temos que ir, mas numa estratégia conjunta e concertada com toda a nossa região, pois convenhamos que embora as coisas que se vão fazendo aqui à volta nas feiras e feirinhas tenham o seu interesse, são pontuais e localizadas num dia ou dois do ano, e depois convenhamos que comer um almoço com boa vitela barrosã com fumeiro de uma qualquer das nossas aldeias sem ser regado com um bom azeite de Valpaços ou Mirandela acompanhado de uma boa couve da veiga de Chaves ou Vila Pouca regado com um bom tinto da Quinta de Arcossó ou do Casal Faria seguido de uma compota de castanha da Padrela ou de cabaça da aldeia com um queijinho do monte e tudo abafado com uma aguardente das Eiras doce ou não sem esquecer as entradas prévias de presunto de Chaves ou antes ainda um pequeno almoço dos nossos com pastel de Chaves ou Folar de uma aldeia - não é nada. Mas, juntamos tudo isto à mesa, que é nosso e está à mão de semear, tem que se lhe diga e se formos teimosos, temos que estar de manhã em Chaves para o pastel, ir a Valpaços buscar o azeite, na vinda recolher as couves, dar um pulo a Arcossó por causa do vinho, esperar pelo fumeiro de Fevereiro em Montalegre, pelo porco da semana seguinte de Boticas aguardar pelo folar da Páscoa em Valpaços, entretanto, para passar o tempo, em Chaves há sabores & saberes de Penafiel  e outras bandas, além de se poderem programar visitas guiadas à alta tecnologia instalada nas indústrias do parque empresarial, comprar qualquer coisa em grande no MARC com todo o apoio da plataforma logística do Sócrates e afins, ali mesmo ao lado,  além de outros espaços reservados a outras coisas…

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Havia um slogan após a revolução de Abril que dizia “A União Faz a Força”, claro que na altura era de outras uniões que se falava, mas o slogan não deixa de ter sentido e razão mas, para fazer sentido por cá, tinha que haver inteligência e um verdadeiro vestir a camisola das coisas nossas, na mesma equipa de promoção daquilo que temos de bom e do melhor que há e, até nem é preciso inventar nada, basta que façam como de costume, ou seja, ir copiar lá fora aquilo que se faz bem, mas apenas os métodos, que o resto temos nós por cá. Perguntem ao Amílcar Salgado ou ao “Xalana” como é que a qualidade se faz, e tal como eles a conseguem nos vinhos, podem ser conseguida nas outras coisas boas que temos…mas com muito trabalho e inteligência… mas o burro até sou eu em andar para aqui a gastar o que resta do latim e dar pérolas aos porcos quando eles só gostam de bolota (agora até acho que é ração). Enfim, e com esta me vou…  pois por falar em recos, vou à deita, pois logo pela manhã há matança na Abobeleira.

 

Então, para terminar, viva o Vinho da Quinta de Arcossó e o do “Xalana” – (Casal Faria) de Sonim,  que “tamém era muinto bô” e se não falo de outros é porque os não conheço, mas aceito um convite para os provar.

 

Claro que as fotos de hoje são das nossas aldeias onde o vinho é bom

 

Um abraço.

 


27
Jul10

Pedra de Toque - O Livro e o Vinho


 

 

 

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O Livro e o Vinho


- Um cibo de uma carta para um amigo –

 

 

 

 

O livro é o amigo nas mãos, alimento da mente, fonte de sabedoria.


O vinho é travo, estalido de língua, sabor à comida, asas no espírito.


Enquanto aquele é útil, melhora.


Este por vezes deixa sequelas, provoca mossas porque fomenta o impulso da paragem difícil.


Na década de 2020, que ainda tarda, calcorreando as velhas ruas do burgo, e as novas avenidas abertas no impossível, saborearemos em viagens da memória o vinho proibido e cantaremos os livros de estórias mágicas e distantes.

 

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Para já sugiro que travemos a pressa dos anos.


Por isso convido-te uma destas noites veraniegas, a afagares um livro, poisando os olhos nas palavras e a escorropichares o espirituoso, que acompanha esta prosa apoetada, nascido em terras bretãs, a deglutir geladinho, que te fará gostosos picos no nariz e te amainará a sede quando passada a garganta, se espalhar pelo corpo todo.


 

Um grande abraço.

 

 

António Roque

 


22
Out09

Coleccionismo de Temática Flaviense - O vinho e os artistas


 

 

Artistas Transmontanos

Nadir Afonso

V.Q.P.R.D. – Valpaços

Colheita de 2001

 

 

Ideia feliz, esta, da Adega Cooperativa de Valpaços em lançar um vinho com rótulo de “artistas transmontanos”, neste caso o flaviense e Mestre Nadir Afonso, com reprodução (em rótulo) de uma das suas obras.

 

Quanto ao vinho, ainda não o provamos, mas diz a Adega Cooperativa ser de aspecto límpido, cor granada, com reflexos violáceos, nariz franco e vigoroso, aroma intenso associado a fruta bem madura, na boca apresenta-se redondo e com taninos equilibrados, proveniente de vinhas seleccionadas das castas “trincadeira e touriga”, vinificado com controlo de temperatura e estágio em barricas de carvalho.

 

Apresenta-se em garrafas de 75 cl com 14% vol.

 

No ano do lançamento, 2001, foi medalha de bronze wine Masters Challange.

02
Set09

Em Chaves também há vinhos de qualidade - Quinta de Arcossó


Os vinhos são como os homens,
com o tempo, os maus azedam 
e os bons apuram...
                     "Cícero"

 

 

 

Pois é precisamente de bons vinhos, nossos, que hoje quero falar. Mas antes quero-vos falar um pouco da história do vinho e das lendas que lhe são associadas.

 

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Claro que um bom vinho anda quase sempre, ou também, associado a uma boa gastronomia, aliás Salazar até dizia que “Beber vinho dá de comer a um milhão de portugueses”. Mas não é propriamente dessa gastronomia que o “vinho alimentava” que eu me referia, mas à gastronomia a sério. Mas hoje vamos ficar só pelo vinho, mas foi ao gastronomias.com que fui sacar as lendas:

 

“Uma lenda grega atribui a descoberta da videira a um pastor, Estáfilo, que, ao procurar uma cabra perdida, a foi encontrar comendo parras.


Colhendo os frutos dessa planta, até então desconhecida, levou-os ao seu patrão, Oinos, que deles extraiu um sumo cujo sabor melhorou com o tempo.


Por isso, em grego, a videira designa-se por staphyle, e o vinho por oinos.

A mitologia romana atribui a Saturno a introdução das primeiras videiras; na Península Ibérica, ela era imputada a Hercules.

 

Na Pérsia, a origem do vinho era também lendária: conta-se que um dia, quando o rei Djemchid se encontava refastelado à sombra da sua tenda, observando o treino dos seus archeiros, foi o seu olhar atraído por uma cena que se desenrolava próximo: uma grande ave contorcia-se envolvida por uma enorme serpente, que lentamente a sufocava.

 

O rei deu imediatamente ordem a um archeiro para que atirasse.
Um tiro certeiro fez penetrar a flecha na cabeça da serpente, sem que a ave fosse atingida.

 

Esta, liberta, voou até aos pés do soberano, e aí deixou cair umas sementes, que este mandou semear.

 

Delas nasceu uma viçosa planta que deu frutos em abundância.

 

O rei bebia frequentemente o sumo desses frutos.

 

Um dia, porém, achou-o amargo e mandou pô-lo de parte; alguns meses mais tarde, uma bela escrava, favorita do rei, encontrando-se possuída de fortes dores de cabeça, desejou morrer.

 

Tendo descoberto o sumo posto de parte, e supondo-o venenoso, bebeu dele.


Dormiu (o que não conseguia havia muitas noites) e acordou curada e feliz.

A nova chegou aos ouvidos do rei, que promoveu o vinho à categoria de bebida do seu povo, baptizando-o Darou-é-Shah « o remédio do rei ».

 

Quando Cambises, descendente de Djemchid, fundou Persépolis, os viticultores plantaram vinhas em redor da cidade, as quais deram origem ao célebre vinho de Shiraz.”

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Lendas à parte, o vinho tem uma longa história, pelo menos, remonta a 6.000 a.C. Pensa-se que tenha tido origem nos actuais territórios da Geórgia ou Irão. Na Europa, é mais recente, mesmo assim pensa-se que terá aparecido no velho continente há cerca de 6.500 anos na Bulgária e na Grécia.

 

Adorado pela antiga Grécia e Roma, aliás até tinham um Deus, Dionísio para a Grécia e Baco para Roma, tem vindo ao longo dos tempos sido associado e utilizado também em cerimónias religiosas cristãs e judaicas, quer na Eucaristia quer no Kidush.

 

Tinha que passar pelas lendas e um pouco da história do vinho para chegar aos vinhos de hoje, aos bons vinhos de hoje, que Portugal também produz e que por terras flavienses também existem, como os da Ribeira de Oura, onde a Quinta de Arcossó já prova que também por cá se podem fazer vinhos para competir com os melhores vinhos nacionais e internacionais.

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Pois hoje é mesmo sobre os vinhos da Quinta de Arcossó que vos quero falar, um bom exemplo de como com um bom trabalho, apoiado tecnicamente e associado a uma boa localização se podem também fazer bons vinhos no nosso concelho.

 

A Quinta de Arcossó incorpora um projecto vitivinícola na região de Trás-os-Montes, Sub-Região de Chaves, que procura transformar vinho ancestral de camponeses em vinho de excelência, bem como servir de paradigma e de referência numa região com potencial mas completamente sub-aproveitada em termos vitícolas.

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Na busca dessa excelência foi determinante o conhecimento acumulado acerca da qualidade das uvas e do vinho obtido secularmente pelas famílias Pizarro e Montalvão Machado da parcela onde se encontra instalada a vinha que dá actualmente origem aos vinhos Quinta de Arcossó. Aliás, esta parcela da Quinta de Arcossó está inserida no coração da micro-região da Ribeira de Oura, a qual tem fortes tradições vitícolas desde a ocupação romana, como são prova disso os vários lagares dessa época existentes nas encostas pendentes ao rio Tâmega e seus afluentes, bem como as referências constantes na obra de Estrabão, grande geógrafo do império romano, e particularmente de escritos dos séculos XVIII e XIX. Por sua vez, estando convictos que a excelência de um vinho resulta, em grande medida, de uma capitalização perfeita entre a componente associada à natureza, designadamente, o solo e o clima, e a associada ao homem. Foi esta convicção que levou Amílcar Salgado, o proprietário da Quinta de Arcossó, um filho da terra e bem conhecedor das suas terras a durante dois anos encetar diligências tendentes à aquisição da já referida parcela que constitui a actual Quinta de Arcossó, a qual se encontrava abandonada do ponto de vista vitícola desde 1987.

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Após a sua aquisição em 2001, iniciou um projecto de reestruturação que culminou com a plantação de 12 hectares de vinha no ano de 2003 sob a orientação do Eng.º Rui Xavier Soares, o qual obedeceu a um vincado compromisso entre o conhecimento ancestral da parcela para produzir uvas da mais alta qualidade e o dos novos processos de viticultura.

 

Foi em 2005 que a primeira vindima foi efectuada e a primeira vinificação de vinhos Quinta de Arcossó sob a orientação do enólogo Francisco Montenegro. Cujos resultados do primeiro vinho, quer em termos qualitativos, quer em termos de aceitabilidade por parte dos consumidores, foram muito superiores ao esperado.

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Em 2008, mais conhecedores da parcela e dos novos processos de vinificação aplicados durante 3 vindimas, e na busca permanente da excelência, a Quinta de Arcossó decide elaborar um vinho que pretende ser o topo de gama da sua produção. Esse vinho foi vinificado com desengace totalmente manual (escolha bago a bago). Efectuou a maceração pelicular a baixa temperatura, bem como a fermentação alcoólica em barricas novas de carvalho com capacidade de 400 litros e não sofreu qualquer processo de bombagem ou remontagem mecânico.

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Amílcar Salgado  confessa-se na procura permanente da qualidade e no respeito pelo conhecimento acumulado na região, “esmeramos a viticultura da parcela e mantemos na adega a concentração e o palato das uvas, para que a aceitabilidade do vinho ultrapasse o mercado local e permita que aqueles que se encontram distantes ou não conheçam,  possam saborear a região mesmo que não venham junto dela. E isto já acontece, até porque já Quinta de Arcossó já exporta cerca de 15% dos vinhos que vende.

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Actualmente a Quinta de Arcossó dispõe de duas marcas no mercado: Quinta de Arcossó e Padrão dos Povos. A primeira incorpora os melhores lotes e quer o vinho tinto, quer o vinho branco passam por estágio em barricas de madeira de carvalho francês e carvalho americano, ou seja, obedecem a um tratamento mais fino e requintado em cave. Nesta marca dispõe no mercado de um vinho branco e tinto colheita, de um tinto reserva e de um rose. A marca Padrão dos Povos é composta por um vinho tinto e um vinho branco colheita. Trata-se de um vinho mais simples e menos ambicioso, mas que pretende ser uma homenagem à região de Chaves com muita acessibilidade a todos aqueles que pretendam apreciar com exigência um bom vinho de excelente relação qualidade preço.

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Mas na adega da Quinta de Arcossó já há novos vinhos a lançar brevemente no mercado. Com a marca Quinta de Arcossó um Reserva branco para o Natal, um syrah (tinto) para meados de 2010 (colheita de 2007) e aquele que pretende ser o topo de gama, cujo processo de elaboração foi totalmente artesanal, mas que ainda não tem data de lançamento nem designação, mas muitos daqueles que já o provaram efectivaram reservas.

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Quanto à vinha que produz este líquido dos Deuses, encontra-se plantada numa encosta virada a Sul, mas ampla a Nascente e a poente, o que lhe permite receber o máximo de luz solar em qualquer altura do ano. Está disposta em talhões por casta, com linhas de videiras com orientação Norte/Sul e Noroeste/Sueste, em função das necessidades solares de cada casta. O embardamento já foi pensado para captar o máximo de luz solar e naturalmente as melhores maturações possíveis, mas equilibradas. A vindima e a vinificação é realizada casta a casta e mesmo com escolha de pequenas parcelas de cada uma delas em função dos vinhos a obter.

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A vinha é composta pelas castas tintas: Touriga Nacional; Touriga Franca; Bastardo; Tinta Amarela; Tinta Roriz; Tinta Barroca e Syrah. Castas brancas: Arinto; Fernão Pires; Moscatel Galego e alguns pés de vinha antiga que resistiram desde o abandono. No próximo ano será introduzida mais uma casta branca. Ao todo, a actual vinha é composta por 50.000 pés que poderá atingir, produção estimada em velocidade cruzeiro, as 50 000 garrafas;

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Actualmente para além do mercado português, a Quinta de Arcossó já exporta cerca de 15% da sua produção para a Suiça e França.

 

Pessoalmente, embora não seja especialista, sou apreciador de bons vinhos, e, do vinho da Quinta de Arcossó, posso-vos garantir que me enamorei dele desde o primeiro dia em que o provei. É um daqueles vinhos que marca e que fica para sempre retido na recordação e, não hesito nem um bocadinho em considerá-lo dos melhores vinhos nacionais, que só enriquecem e enobrecem o nosso concelho de Chaves.

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Um bom exemplo também de como por cá, com gente empreendedora, aliada a uma boa equipa técnica e também a muito trabalho, amor e carinho, a qualidade também pode ser conjugada.

 

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Da minha parte, já é um vinho de eleição e só lamento que por cá não haja mais Quintas de Arcossó e mais Amílcares Salgados, pois, infelizmente, a nossa qualidade só se vai impondo com projectos individuas e quase à revelia das entidades que deveriam estar preocupadas com aquilo que vamos tendo de melhor e que, aos poucos, também se vai abandonando e perdendo.

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Um bem haja para a Quinta de Arcossó, para a família que está por detrás da Quinta e para toda a equipa técnica e trabalhadores da mesma.

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Claro que foram estes os vinhos servidos na inauguração da exposição de fotografia comemorativa das 750.000 visitas deste blog e, que por todos foi elogiado, além de demonstrar que também é uma excelente companhia dos pastéis de Chaves.

 

14
Fev09

 

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Mosaico da Freguesia de Arcossó

 

Localização:

A 18 km de Chaves, situa-se a Sudoeste do território do concelho de Chaves, a 2 quilómetros de Vidago.

 

Confrontações:

Confronta com as freguesias de Anelhe, Vilarinho das Paranheiras, Vidago, Oura, Capeludos e Pinho, isto a nível de freguesias, pois as últimas duas freguesias pertencem a Vila Pouca de Aguiar e Boticas, respectivamente. De salientar ainda que entre a freguesia de Arcossó e o concelho de Boticas (Pinho), há um rio pelo meio – o Tâmega.

 

Coordenadas: (Centro de Arcossó)

41º 38’ 57.50”N

7º 35’ 69.61”W

 

Altitude:

Variável – entre os 320 e os 470 m

 

Orago da freguesia:

São Tomé

 

Área:

7.50 km2.

 

Acessos (a partir de Chaves):

– E.N. 2 ou A24 (Nó de Vidago)

 

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Aldeias da freguesia:

            - Arcossó é a única aldeia da freguesia;

           

 

População Residente:

            Em 1900 – 1 223 hab.

            Em 1920 – 1 572 hab.

Em 1940 – 674 hab.

            Em 1960 – 771 hab.

            Em 1981 – 572 hab.

            Em 2001 – 365 hab.

 

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Principal actividade:

- A agricultura, com terras férteis ao longo da Ribeira de Oura, mas também a Vinha e a floresta têm um papel importante na freguesia.

 

Particularidades e Pontos de Interesse:

Algo se passou por Arcossó, pois em menos de 100 anos a sua população ficou reduzida a ¼ e a grande e importante aldeia de Arcossó dos finais do Séc. XIX/inícios do Séc. XX, em que Vidago era um pequeno lugar que lhe pertencia, a partir de 1920 (Arcossó) começa a perder acentuadamente a sua população e importância no vale da Ribeira de Oura enquanto Vidago começa nessa altura a afirmar-se como um importante ponto do Concelho, passando mesmo a Vila em 1925. Só a título de curiosidade a população actual residente em Vidago é idêntica (em número) à população de Arcossó do ano de 1900. Apenas uma pequena curiosidade de como em menos de um século se invertem os papeis de lugares separados por pouco mais de mil metros.

 

Também no casario Arcossó tem assistido a algumas alterações. Arcossó que sempre foi uma aldeia pitoresca que se desenvolve no sopé de um pequeno cabeço conhecido por Penedo do Lobo, correndo ao fundo dos seus pés a Ribeira de Oura ou dobrando a encosta o Rio Tâmega, embora seja com a Ribeira de Oura que tem mais afinidades.

 

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Para visitar na aldeia, recomenda-se uma visita à Igreja Paroquial de S.Tome que embora modesta é interessante e apresenta o seu torreão sineiro que suporta um campanário de dupla ventana separado da igreja, localizando-se de fronte à fachada principal da Igreja. Também de visita obrigatória é a “Fonte dos Mouros”, localizada no centro da aldeia. Uma pequena capela (de devoção a Stº António, salvo erro) localizada no cimo da aldeia também merece uma visita, podendo-se apreciar entre estes três locais de visita obrigatória, o casario típico, que infelizmente nas últimas dezenas de anos tem vindo a ser descaracterizada com intervenções novas e, algumas delas, pouco felizes.

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Fotografia aérea disponibilizada por Google Earth

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Restam ainda algumas antigas casas de quintas, uma delas recuperada para turismo rural.

 

E claro que quando se fala em Arcossó tem que se falar na qualidade dos seus vinhos, que sempre foram afamados. Ultimamente, nestes últimos três ou quatro anos nasceu por lá a marca Quinta de Arcossó, que já lançou també o “Padrão dos Povos” e uma Reserva com o nome da Quinta. Apenas um vinho que no ano do seu lançamento entrou logo para o ranking dos 250 melhores vinhos nacionais. Penso que não serão precisas mais palavras para falar desse precisoso néctar, tanto mais que este blog prometeu fazer uma grande reportagem sobre os vinhos de Arcossó e em particular sobre a Quinta de Arcossó, pois penso que é, sem dúvida alguma, um exemplo a seguir pelos produtores da Ribeira de Oura, alargado a Anelhe, Souto Velho e Vilarinho das Paranheiras.

 

 

 

Link para os posts neste blog dedicados à freguesia:

 

            - Arcossó

 

Existe um outro post publicado apenas com a imagem do mosaico de hoje, para o qual não deixo link,  uma vez que o verdadeiro mosaico da freguesia é o que agora se publica.

 

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