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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Tempo de ereções ...

13.07.17 | Fer.Ribeiro

1600-(47163)

 

Às vezes, de tão entusiasmados que andamos com as correrias do dia-a-dia, do trabalho, da família, dos compromissos, chegamos a casa exaustos, com o corpo a pedir descanso, sem tempo e vontade para refletir e arrumar ideias. Quando se chega a um ponto desses, há que saber desligar o botão, tal como fazemos com o botão da TV quando estamos fartos de aturar tanta parvalheira, principalmente nos programas de informação sempre alimentados pela corja de comentadores, um autêntico anedotário de desinformação.  Eu desligo esse botão com frequência, mas há vezes, em que esse anedotário sai à rua e começa a andar insistentemente na boca de todos, principalmente em períodos como o atual em que se aproximam as eleições, ou como um amigo dizia - ereções autárquicas.

 

1600-(45801)

 

“Política. Não há outra conversa. E desabafo também. Mas a minha indignação não tem a veemência do passado. Falta-lhe o fogo da esperança. É uma revolta conformada, fatalista, que dói como as feridas crónicas, sem perspectivas de cura. Descri de todos os governantes. Nem os melhores prestam. Nenhum é imune à tentação do poder. O poeta nunca sabe quando um verso lhe é dado. O santo quando atinge a santidade. Ora o político, desde que entronizado, fica senhor do seu pequeno mundo. Confunde o privilégio de mandar, que devia ser a modéstia de servir, com os fumos da grandeza. E não há um sequer capaz de desiludir o super-homem que se pretende com a dignidade do homem que não entende.”

Miguel Torga, In Diário XIV

 

“Nuca foi, e nunca será, um democrata, por mais que diga e faça. Não é capaz de se criticar. Tem sempre razão”

Miguel Torga, In Diário XIV

 

E com esta me vou!