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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

15
Nov15

Um passeio pelo sol e pelas serras e montes

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Hoje ainda antes de iniciar o post, abro com a imagem a cores do “tio” Fernando de Pereiro de Agrações, pastor de cabras, já repetente aqui no blog. E disse “imagem a cores” porque todas as anteriores que por aqui deixei eram a p&b. Mas vamos ao post…

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 S.Lourenço

Hoje um pouco diferente do habitual. Em vez de termos por aqui uma das nossas aldeias, vamos fazer um passeio por várias aldeias. Passeio que foi real, que aconteceu durante a semana passada num daqueles dias em que os vales de Chaves (concelho) estavam submersos em nevoeiro. Passeio que em registos fotográficos começou na Cela, mas com um registo de S.Lourenço.

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 Tresmundes

Itinerário de um passeio que não surgiu por acaso. O destino era um pouco de sol mas também à procura de algumas cores de outono com uma passagem por Tresmundes. Tudo por causa de um comentário que ficou num post a esta aldeia em que a Maria pedia para passar por lá outra vez pois, segundo a Maria, a aldeia depois das obras do saneamento básico ficou muito mais bonita. Assim, passei por lá para confirmar e sim, notei algumas diferenças.

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 Ao fundo - Curral de Vacas

Depois de visitar Tresmundes só havia duas soluções para dar continuidade ao nosso passeio – voltar para trás e continuar a estrada de Valpaços até Limãos ou subir o estradão do Brunheiro. Optámos por este último porque no outono tenho dois registos obrigatórios, um de Vidago que já foi feito e outro na montanha de terras de Agrações. Mas também as vistas que lá do cimo do Brunheiro se lançam sobre o vale de Chaves são sempre imperdíveis, principalmente em dias de nevoeiro no vale dá gozo andar lá por cima a lançar olhares por terras mais distantes com um mar de nevoeiro a nossos pés. Achei interessante ver Curral de Vacas na fronteira do nevoeiro. Imagem que parece-se repetir-se com o motivo de S.Lourenço, mas um pouco mais distante.

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 Carvela

No final do estradão surge-nos Carvela onde houve tempo para continuar a apreciar o sol e fazer alguns registos da aldeia, mas optei por deixar um registo mais rural, sem casario, com uma cena que embora comum no mundo rural já vai escasseando – o pastor e o seu rebanho.

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 Lagarelhos

Bem lá no alto do Brunheiro o tempo dos relógios não para e como tinha compromissos para o almoço e o destino final era Agrações, havia que acelerar um pouco e assim, Maços e Santiago do Monte desta vez ficaram sem registos, mas já o mesmo não aconteceu com Lagarelhos, também a raiar a fronteira do nevoeiro mas agora de outro vale – o vale da Ribeira de Oura. Nevoeiro que sem interrupção, por entre o fundo das montanhas e servindo-se dos riachos e do Rio Tâmega, acaba por se unir ao nevoeiro do vale de Chaves. Nevoeiro no qual mergulhámos de novo, para passar pelo Seixo e Loivos, também sem registos.

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 Fernando e a suas cabras

E em Loivos abandonámos a Estrada Nacional para pela Municipal começarmos a subida até Agrações. Aqui sim, numa subida com muitas paragens. Primeiro para assistir a uma luta entre o sol e o nevoeiro, com os raios do primeiro a atravessar mortalmente o segundo. Tempo para muitos registos dos raios de sol (que já ficaram aqui durante a semana) mas também das teias de aranha cheias de orvalho. Mais à frente outra paragem, uma surpresa, ou melhor, um reencontro com o Fernando, pastor de Pereiro de Agrações com quem é sempre agradável falar e forografar. Ele gosta e o seu “retrato” até já é figura presente nas paredes do café da aldeias. Pois ficam mais duas para a coleção, e desta vez com as companheiras de todos os dias.

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Chegados a Pereiro de Agrações outro reencontro com uma velha conhecida nossa, também de outra incursão na aldeia há uns anos atrás. Na altura fizemos alguns registos no tanque da aldeia quando ia recolher água, desta vez a apanhar peras, deliciosas por sinal, como delícia foi conversar um pouco com a senhora, desta vez também na companhia da filha e do genro. Conversa que ficou curta, pois ainda tínhamos o nosso destino final para cumprir – Agrações.

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Agrações onde o Outono nos espera sempre nas cores dos seus castanheiros que anualmente vou registando. Castanheiros centenários que impressionam pelo volume dos seus troncos mas também pela resistência às intempéries que lá em cima não são a brincar, mas que nos dias de nevoeiros nos vales de Chaves podem gozar o sol que lá em baixo se inveja. Alguma gosto hão de estas aldeias de montanha, nem que seja este do sol.

 

 

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