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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

04
Dez18

Uma no cravo, outra na ferradura...

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Uma no cravo, outra na ferradura

 

Já era tarde, muito tarde,  entardecia já a fugir para o anoitecer, tinha de regressar quanto antes, não podia chegar de noite a casa. Comecei a correr espavorido de todo, mesmo esgazeado, mas os meus passos não ganhavam terreno, forcei mais um pouco, cai de cabeça, fiz um galo mesmo no centro da testa, esperei um pouco, dois ou três segundos, não recordo bem quantas horas foram, pois a minha memória a partir da cabeçada começou a atraiçoar-me, já nem sabia o que fazia ali, só recordava que tinha de correr, correr, correr muito. Ergui-me, abanei a cabeça ao de leve, depois mais violentamente, e nada, parecia não haver nada solto dentro dela, resolvi correr de novo, agora sim, corria, corria, cada vez mais depressa, tanto que os olhos se encheram de lágrimas começando a toldar-me a visão, primeiro apenas um pouco, depois por completo, mas continuava a correr. Notava pela resistência do ar que a velocidade era cada vez maior, e eu sem ver nada, caía sucessivamente mas enrolava, cambalhoteava e continuava sem nunca parar, não sei quanto tempo, minutos, horas, talvez dias, tenho ideia de ter passado por alguns apeadeiros e uma ou duas estações, pelo calor, talvez fossem a primavera e o verão, mas não tenho a certeza, pois continuava sem ver boi à minha frente, mas continuava a correr, corria cada vez mais, tropeçava, enrolava, cambalhoteva, erguia e voltava a correr, continua…

 

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Enquanto esperava, tive tempo para umas fotos, para uma leitura de uma ou outra notícia…

 

“As redes sociais foram um fenómeno que nos permitiu ter acesso a conteúdos que, de outra forma, seriam muito difíceis de ter conhecimento. Mas… nem tudo são rosas e, a verdade, é que muitas pessoas não estão ‘educadas’ para saberem estar na Internet no geral e nas redes sociais em particular.

Por sua vez, o escritor italiano Umberto Eco, vem acentuar essa ideia, afirmando que as redes sociais vieram dar voz aos imbecis!

As declarações foram feitas (…) no decorrer do evento no qual Umberto Eco recebeu o título de doutor honoris causa em comunicação e cultura, na Universidade de Turim, no norte de Itália.

O escritor italiano de renome, também conhecido por criticar o papel das novas tecnologias no processo de disseminação de informação, é da opinião que as redes sociais dão o direito à palavra a uma “legião de imbecis” que, antes destas plataformas, apenas falavam nos bares, depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a colectividade.

 

Segundo Umberto Eco:

“Normalmente, eles [os imbecis] eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra que um Prémio Nobel”.

 

Depois, ainda à espera, já no conforto do assento popó, passei pelas brasas e deu no que deu. Já uma vez vos tinha dito aqui que sou bom a esperar….

É melhor ficar por aqui!

Até amanhã!

 

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