Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Vivências

10.11.17 | Fer.Ribeiro

vivenvias

 

Herança digital

 

Fim-de-semana de chuva. Estou em casa a percorrer a edição online de um conhecido semanário quando um título me chama a atenção: “O que acontece à vida digital depois da morte?”. Paro durante alguns segundos para tentar perceber o significado daquele título, mas como não consigo, avanço, então, para a leitura do artigo e após umas duas ou três frases entendo finalmente do que se está a falar. Fala-se do destino a dar após a morte a toda a informação que ao longo da vida fomos deixando no mundo virtual com o qual nos relacionamos. E não estamos a falar apenas do telemóvel com os nossos contactos e as fotografias dos nossos filhos ou do portátil ou tablet com documentos mais ou menos importantes. Estamos a falar também, e sobretudo, de tudo aquilo que “existe” online sobre nós: as nossas contas de e-mail, a nossa atividade nas redes sociais, as nossas fotografias na “cloud”, as nossas contas e respetivas passwords de acesso a informações tão diversas como a fatura da água ou da luz ou o serviço de homebanking… Tudo isto cabe numa nova designação de “ativos digitais” e acaba por constituir uma espécie de “herança digital” à qual deve ser dado um destino após a nossa partida, do mesmo modo que é dado aos nossos bens materiais… Continuando a leitura, surpreendo-me ao saber que alguns sites têm já funcionalidades que permitem aos utilizadores predeterminarem a forma como deverá ser tratada a sua conta após a morte. Assim, é possível, por exemplo, decidir que a informação seja totalmente eliminada após um determinado período ou que a sua gestão seja cedida a outro utilizador.

 

Refletindo um pouco sobre tudo isto tenho alguma dificuldade em formar uma opinião, pois nunca tinha visto as coisas sob esta perspetiva. Admito que algumas situações, por envolverem acesso a dados críticos, devam ser objeto de imediata e especial atenção (acessos a contas bancárias, por exemplo). Quanto ao resto, como sejam as contas de e-mail ou os perfis nas redes sociais, não sei sinceramente o que pensar… O mundo está, de facto, a mudar muito depressa…

 

 Luís dos Anjos