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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

08
Dez17

Vivências

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Quando é que estamos connosco?

 

Há uns 3 ou 4 anos, numa ação de formação na área do coaching, em Lisboa, a formadora dizia-nos que era importantíssimo encontrarmos no meio da agitação do dia-a-dia um tempo para estarmos connosco próprios. Mais ainda, ela afirmava que devíamos mesmo marcar esse tempo na nossa agenda, tal como fazemos para qualquer outro compromisso da nossa vida social ou profissional…

 

A vida agitada que a sociedade moderna nos impõe obriga-nos constantemente a estar com determinadas pessoas, em determinado local e a uma determinada hora. Às 8h15 temos de estar no infantário para deixar o nosso filho mais novo; às 8h30 temos de estar na escola a tempo do início das aulas do nosso filho mais velho; às 9h00 temos de estar no trabalho… e assim por diante, até ao final do dia, sempre orientados por horas, locais e pessoas que preenchem todo o nosso tempo. E este ritmo repete-se, com algumas (poucas) variações, dia após dia… Então, surge realmente a questão: “Quando é que estamos connosco?”.

 

Como seres sociais que somos, a nossa vida organiza-se, inevitavelmente, em função da vida de outras pessoas, em função de horários e de regras. Mas precisamos também de um tempo só para nós. Precisamos de estar apenas connosco, com os nossos pensamentos, com os nossos silêncios. Precisamos de tempo para parar, para olhar para dentro, para avaliar serenamente o passado e projetar entusiasticamente o futuro. Precisamos de tempo para recuperar forças para continuar a nossa luta. Mas, como encontrar esse tempo quando tudo à nossa volta parece chamar-nos constantemente para alguma coisa: as pessoas, o telemóvel, o e-mail, o Facebook… Sendo extremamente difícil, admito que, no limite, a única forma de conseguir esse tempo é mesmo marcá-lo na nossa agenda, seja ela em papel, no smartphone ou apenas mental. E, assim, quando alguém nos perguntar se no próximo sábado à tarde temos algum compromisso, diremos: “Por acaso não tenho nada marcado, mas preciso de estar comigo…”

 

Luís dos Anjos

 

 

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