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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Vivências

12.01.18 | Fer.Ribeiro

vivenvias

 

“Mentes pequenas discutem pessoas

Mentes medianas discutem acontecimentos

Mentes grandes discutem ideias”

 

 

 Vivemos hoje num mundo de grande mediatização e globalização do conhecimento. Esta crescente facilidade no acesso ao saber por parte de todos leva a que muitas vezes nos deparemos com situações em que todos se pronunciam sobre tudo. Abrimos os jornais ou ligamos a televisão e, de repente, é como se toda a gente fosse especialista em todos os acontecimentos do nosso quotidiano. A verdade, porém, é que se estivermos mais atentos vamos constatar que, na maioria das vezes, aquilo que toda a gente discute são... pessoas. Não se trata propriamente de dizer mal ou bem, mas simplesmente de comentar, dar a sua opinião, sem que muitas vezes ela tenha sido sequer solicitada.

 

Existe, no entanto, um outro grupo de pessoas que foca as suas observações não sobre as pessoas mas sobre os acontecimentos. Discutem, assim, factos concretos, mas quase sempre já pertencentes ao passado. É uma reflexão a posteriori e que já não vai alterar em nada o rumo dos acontecimentos; quando muito, se for uma reflexão construtiva, poderá servir para melhor preparar o futuro, evitando que se repitam certos erros do passado.

 

Finalmente existe um outro grupo, muito mais restrito, que não desperdiça o seu precioso tempo comentando pessoas ou acontecimentos, mas antes refletindo sobre ideias. Esta reflexão ultrapassa o limiar do imediato e do quotidiano para se centrar num plano muito mais elevado. São, porventura, visionários, mentes que conseguem ver mais além das pessoas, dos factos e do tempo em que vivem, mentes nobres, construtoras de um amanhã que outros não conseguem vislumbrar. São estas pessoas que decididamente mais contribuem para que “o mundo pule e avance.”

 

E nós, o que discutimos?

 

Luís dos Anjos