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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

08
Jun18

Vivências

vivenvias

 

Prédios que (quase) não falam…

 

Celebrou-se no passado dia 25 de maio o “Dia Europeu dos Vizinhos”, uma evolução do “Dia do Vizinho”, uma iniciativa que surgiu em 1990, em Paris, pela mão de Atanase Périfan e de um grupo de amigos que criaram a associação “Paris d’amis”, no 17º bairro parisiense.

 

Por cá, com o intuito de assinalar este “Dia Europeu dos Vizinhos”, surgiu, em 2009, em Lisboa, uma interessante iniciativa denominada “Prédios que falam”, que desafiava as pessoas que habitam o mesmo prédio a estabelecerem contacto umas com as outras e a envolverem-se em atividades diversas que potenciavam uma aproximação entre elas.

 

Confesso que não sei se esta iniciativa teve ou não continuidade, pois numa rápida pesquisa no Google não encontrei referências recentes, e nem ouvi nada a respeito na comunicação social nos últimos tempos (mas também posso ter andado distraído…). Mas, em todo o caso, mais importante do que haver ou não uma iniciativa organizada como esta é termos, cada um de nós, de forma natural e espontânea, no nosso dia-a-dia, uma atitude diferente, mais próxima, mais humana para com os nossos vizinhos (afinal de contas, assim que saímos de nossa casa, são os que estão fisicamente mais próximos de nós…). E a mudança de atitude pode começar com pequenas coisas, como por exemplo, nunca nos esquecermos de dizer “bom dia” ou “boa tarde” (ou, porque não, algo mais) sempre que nos cruzamos com alguém no prédio, ou procurarmos saber os nomes das pessoas para evitar as referências do tipo “a senhora do terceiro esquerdo” ou “o senhor do último andar”… E depois, com um pouco mais de ousadia, por que não seguir algumas das propostas que a iniciativa “Prédios que falam” nos propunha na sua página: desenhar um “smile” J e colocá-lo na porta do elevador, fazer um bolo e distribui-lo em fatias pelos vizinhos ou colocar um cartaz com um pensamento positivo na entrada do prédio…

 

Se conseguirmos que estes pequenos gestos e iniciativas aconteçam, então sim, teremos “Prédios que falam”.

 

Luís Filipe M. Anjos

 

 

 

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