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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

10
Jan20

Vivências

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2020

 

Os que nascemos na década de 70 estamos agora a chegar aos 50, mais ano menos ano. Já temos cabelos brancos e num ou noutro momento já nos queixamos de uma dor aqui ou ali e, em jeito de brincadeira, vamos dizendo uns para os outros que é da idade (e é mesmo…).

 

Os nossos filhos mais velhos estão a terminar o secundário ou entraram já na Universidade. Vemo-los cada vez mais crescidos, autónomos, e a quererem seguir (e ainda bem) o seu próprio caminho. E, então, finalmente compreendemos algumas coisas (ou quase tudo, mesmo) que os nossos pais nos diziam quando tínhamos a idade deles e por que razão eram tão chatos connosco. O “conflito de gerações”, um conceito que desapareceu subitamente das nossas vidas quando nos tornamos adultos, e que pensávamos que já não nos voltaria a apanhar, apanhou-nos afinal, novamente, mas agora connosco do outro lado. Felizmente, a meu ver, temos hoje melhor preparação e ferramentas diferentes daquelas que tiveram os nossos pais para lidarem connosco.

 

A vida social, que outrora queríamos sempre intensa e agitada, ganha agora um tom mais calmo. Valorizamos coisas diferentes, mais simples e tranquilas: uma boa conversa numa esplanada, um jantar com amigos, um bom livro, um fim-de-semana em família…

 

Nas conversas com os amigos tanto falamos do mau tempo que fez na semana anterior como da situação económica que o país atravessa ou das preocupações com a saúde ou educação dos nossos filhos. Por vezes, recordamos também vivências anteriores, histórias e peripécias com as quais na altura rimos ou chorámos e acabamos, quase inevitavelmente, por estabelecer uma comparação entre os tempos de agora e os de antigamente (seriam melhores?).

 

Nas redes sociais reencontramos velhos amigos, quase sempre com alguns quilos a mais e ainda mais cabelos brancos do que nós. Pedimos-lhes amizade, metemos conversa e vamos sabendo por onde andam e o que fazem.

 

  1. Não estamos velhos, estamos apenas mais vividos, e o que nos preocupa agora é, sobretudo, o futuro dos nossos filhos. Onde estaremos todos em 2050?

 

Luís dos Anjos

 

 

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