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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

10
Abr20

Vivências

vivenvias

 

São Salvador do Mundo

 

 

Chaves. Agosto de 2019. Estamos a chegar ao fim de uns dias com a família e, tal como já fizemos em outras ocasiões, queremos aproveitar o regresso a casa para conhecer um pouco mais do nosso país. As alternativas são duas: a cascata das Fisgas de Ermelo, no Parque Natural do Alvão, ou o Miradouro de São Salvador do Mundo, na região do Douro. A decisão acaba por ser tomada apenas na véspera da partida, e já à hora do jantar, mas ainda muito a tempo…

 

A viagem inicia-se com o trajeto normal até Vila Real. Segue-se a EN 322, em direção a Sabrosa, passando por São Martinho de Anta, a terra natal de Miguel Torga. Depois de Sabrosa inicia-se a descida até ao Douro e a paisagem começa a encantar-nos, ao ponto de ainda pararmos num dos miradouros antes de chegarmos ao Pinhão.

 

No Pinhão, o coração do Alto Douro Vinhateiro, deparamo-nos com um movimento algo inesperado de turistas que aqui chegam por diversos meios: autocarro, comboio, barco e, claro, também de automóvel… Visitamos a estação e admiramos os magníficos painéis de azulejos que representam a paisagem e a vida das gentes destas terras durienses – as vinhas, a vindima, a pisa das uvas, os barcos rabelos…

 

A chegada ao miradouro de São Salvador do Mundo acontece após o almoço. Daqui observamos o vale do Rio Douro com as suas enormes encostas escarpadas, as suas vinhas a perder de vista e, ao fundo, a Barragem da Valeira. Aqui existia, antes da construção da barragem, o famoso Cachão da Valeira, o obstáculo mais difícil para os barcos Rabelos que transportavam as pipas de vinho para as caves, em Vila Nova de Gaia. A história relata-nos vários naufrágios neste ponto do rio, como aquele que vitimou o escocês Barão de Forrester, um estudioso e grande amigo do Douro, em 1861, numa viagem com D. Antónia Adelaide Ferreira. Facto ou lenda, diz-se que a Ferreirinha se salvou porque as suas saias se comportaram como um balão e a ajudaram a flutuar até à margem do rio, enquanto que o barão foi arrastado para o fundo devido ao peso das moedas de ouro que levava no seu cinto…

 

Luís Filipe M.Anjos

Leiria, agosto de 2019

 

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