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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

16
Out20

Vivências

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Os jovens de hoje (felizmente, nem todos…)

 

Como parte das minhas funções profissionais contactei durante vários anos, oralmente e por escrito, com jovens, alunos e ex-alunos do Ensino Superior. Poderia aqui alongar-me sobre o quão mal se escreve, em termos de ortografia ou pontuação, havendo erros que me deixavam absolutamente espantado (apesar de ter visto muitas coisas, acreditem…). Mas não vou por aí, preferindo, antes, refletir um pouco sobre a pobreza de ideias…

 

Os jovens que hoje terminam a sua formação académica cresceram na era dos computadores, dos telemóveis e da Internet, num contexto de pleno acesso à informação e com ferramentas de comunicação sem comparação possível com qualquer outra época da nossa história. Seria, pois, expectável termos uma geração de mentes esclarecidas, ávidas de mais conhecimento e com facilidade em comunicar. A verdade, porém, é que a realidade me parece algo diferente. Será que estes jovens sabem, por exemplo, interpretar um texto literário um pouco mais complexo ou fazer uma exposição por escrito sobre determinada situação? Quantos sabem orientar uma pesquisa que não seja no Google ou formalizar uma opinião própria sobre um qualquer tema da atualidade? Sempre que são chamados a refletir ou a comunicar de uma forma um pouco mais séria ou formal a maioria experimenta uma dificuldade gritante... Arrisco-me a dizer que se lhes tirarmos o smartphone das mãos, muitos deles quase não saberão como comunicar com os outros, quanto mais ter uma conversa com alguma seriedade…

 

Podemos discutir acaloradamente as causas para esta situação e procurar respostas no sistema de ensino, mas a verdade é que muita desta cultura nem sequer se aprende na escola - aprende-se em casa, com o exemplo dos pais, aprende-se com a vida e muito por conta própria, desenvolvendo hábitos de leitura, de crítica construtiva, de pesquisa, de gosto pelo conhecimento, aprende-se com a leitura de mais livros e de menos disparates nas redes sociais, aprende-se através de uma maior intervenção cívica… E isto exige um esforço maior do que olhar para um écran e mover os dedos sobre um teclado…

 

Luís Filipe M. Anjos
 
 
Leiria, setembro de 2020

 

 

 

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