Vivências

Soutelo
A poucos quilómetros da cidade de Chaves, mais ou menos a meio caminho entre as aldeias de Valdanta e Soutelo, fica o Lar Marista de Soutelo. Para os jovens que no final dos anos 80 e início dos anos 90 estiveram, tal como eu, ligados aos grupos de jovens da cidade, o Lar Marista de Soutelo será certamente uma das suas recordações desses tempos. A Congregação dos Irmãos Maristas, proprietária daquele espaço, sempre se mostrou recetiva às iniciativas dos jovens da cidade e, como tal, foram inúmeras as atividades que lá se realizaram ao longo de vários anos, desde simples encontros-convívio a retiros de oração de vários dias.
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Fotografia de Luís dos Anjos
As minhas recordações do Lar Marista de Soutelo concentram-se num período de apenas 4 ou 5 anos, mas são muitas, quer enquanto membro do grupo de jovens “Força Construtora”, quer enquanto elemento da Família Marista de Chaves. Recordo os retiros, as reuniões, os encontros com outros grupos de jovens, os momentos de oração na pequena capela da casa, as caminhadas até ao Outeiro Machado, ali bem próximo, mas também muitas outras vivências não programadas, pois acontecia por vezes decidirmos simplesmente ir até lá passar uma tarde de domingo…
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Fotografia de Luís dos Anjos
Com a minha saída de Chaves fechou-se este ciclo e iniciaram-se outros (curiosamente, haveria de voltar a ter ligação aos Irmãos Maristas, entre 2002 e 2004, desta vez em Lisboa, e em termos profissionais). Passaram-se já mais de 20 anos e nunca mais tive a oportunidade de voltar ao Lar Marista de Soutelo, nem sequer sei se ainda dinamiza ou não atividades como as daquele tempo. Mas, apesar dos anos passados, recordo perfeitamente a simplicidade e a tranquilidade do lugar (era um lugar onde simplesmente nos sentíamos bem), assim como a amabilidade e os ensinamentos dos Irmãos Maristas com quem por lá me cruzei (o Irmão Carneiro, o Irmão João Silva, o Irmão Diamantino ou o Irmão Tomé, entre outros…).
Também cresci por ali…
Luís Filipe M. Anjos
Leiria, janeiro de 2021


