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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Vivências - A idade das escolhas

14.07.16 | Fer.Ribeiro

vivenvias

 

A idade das escolhas

 

A vida é feita de escolhas constantes. A começar pela roupa que vestimos de manhã, antes de sair de casa, e a acabar no programa de televisão que vemos à noite, depois do jantar, passando pela música que ouvimos no carro a caminho do trabalho ou pelo prato que escolhemos para o almoço.

 

A verdade, no entanto, é que durante os primeiros anos da nossa vida não tivemos necessidade de fazer qualquer escolha. Não escolhemos se queríamos ou não nascer, nem o momento, não escolhemos os nossos pais, não escolhemos as nossas primeiras roupas nem a nossa primeira escola... Os nossos pais tudo escolheram por nós... E sentimo-nos bem.

 

Um dia, porém, quando menos esperamos, chegamos à idade das escolhas. Reparamos, então, que ter de escolher nem sempre é agradável. Primeiro, porque nos vemos obrigados a abdicar de muitas coisas para poder escolher outra, ou outras. Depois, porque, na realidade, escolher nem sempre é uma tarefa fácil; umas vezes porque não temos grandes opções, outras vezes porque temos opções a mais. Mas é uma inevitabilidade; se assim não fosse nunca chegaríamos a lado nenhum porque ficaríamos eternamente a analisar as alternativas sem nos decidirmos por nenhuma delas. E à medida que vamos crescendo vamos tendo cada vez maior necessidade de fazer escolhas e escolhas mais marcantes para a nossa vida; um curso, uma namorada, um emprego, um carro, uma casa... e por aí adiante.

 

É, pois, importante saber escolher e ter a noção de que uma escolha não é uma simples renúncia a uma coisa em favor de outra; uma escolha deve ser sempre uma opção consciente e ponderada por aquilo que julgamos ser melhor para nós, naquele momento e para o futuro.

 

Luís dos Anjos