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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Vivências - É tão pouco o que sabemos...

11.08.16 | Fer.Ribeiro

vivenvias

 

É tão pouco o que sabemos…

 

Julho de 2013. Estou na Ericeira, na Região do Oeste, a poucos quilómetros de Lisboa, e tenho de ocupar a manhã enquanto aguardo pela minha esposa que está a participar numa ação de formação. Tenho comigo um livro para ler, um bloco de folhas para o caso de me apetecer escrever algumas linhas, e uns quantos “sudoku’s” que também poderão ser úteis. Estaciono o carro e percorro a pé algumas ruas até chegar à zona mais turística da vila. No café onde páro para tomar um café ouço falar francês e inglês, e enquanto recebo o troco pergunto onde fica a Biblioteca Municipal. Sei que não estou longe, pois no dia anterior fui ao Google Maps e fiquei com uma ideia da zona. O empregado indica-me que é numa rua paralela àquela onde me encontro e, efetivamente, chego lá sem qualquer dificuldade. Para o acesso não é necessário qualquer formalismo especial, apenas um pequeno impresso para assinalar os livros, jornais ou revistas que consultar. Diz-me a senhora da receção que é para fins estatísticos. No interior da biblioteca deparo-me com vários corredores de estantes e, ao fundo, uma pequena sala com computadores com acesso à Internet. Após consulta ao meu e-mail, e a mais um ou dois sites para ver as notícias do dia, regresso à zona dos livros. São certamente alguns milhares, deduzo eu, todos eles devidamente catalogados, agrupados em categorias e alinhados nas estantes, simplesmente à espera que alguém os venha resgatar daquela imobilidade e lhes dedique alguns minutos, ou quiçá horas de atenção, mas não me é difícil imaginar que muitos deles já não serão consultados há anos…

 

Sento-me e penso que ali, naquela sala relativamente pequena, está reunido mais conhecimento do que aquele que alguma vez conseguirei assimilar e mais histórias do que aquelas que alguma vez conseguirei ler em toda a minha vida… É assim mesmo, tão simples quanto isto… basta um pequeno momento para nos recordar que é tão pouco aquilo que sabemos e tanto aquilo que temos para aprender…

Luís dos Anjos