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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

08
Fev19

Vivências

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Profissão: eterno consumidor

 

 

Sem que nada façamos para isso, somos diariamente bombardeados com dezenas, senão mesmo centenas, de mensagens publicitárias (umas claramente explícitas, outras mais subtis) e, a menos que andemos permanentemente com os olhos e os ouvidos fechados, pouco ou nada podemos fazer para o evitar. Os apelos ao consumo há muito que deixaram de ser veiculados pelos meios tradicionais, como a rádio, a televisão, os jornais e as revistas, e assumem hoje formas extremamente diversificadas e criativas: outdoor’s nas ruas, paragens de autocarro, degraus de escadas nas estações de comboio e metro, terminais Multibanco, páginas da Internet, e-mail’s, SMS’s…

 

Mas o principal objetivo das empresas já não é apenas a produção de bens ou a prestação de serviços que satisfaçam as necessidades dos seus clientes. O principal objetivo, hoje em dia, é encontrar uma forma de transformar os seus clientes em eternos consumidores. E para lograr este objetivo existem duas vias possíveis: a obsolescência programada e a obsolescência percebida, duas expressões que podem soar estranhamente, mas cujo significado é facilmente percebido numa pequena explicação.

 

A obsolescência programada mais não é do que uma filosofia de projeto e construção de bens para uma determinada vida útil (de preferência, não muito longa), tornando-se de seguida obsoletos e de reparação difícil ou economicamente pouco ou nada vantajosa (já todos nós quisemos reparar um pequeno eletrodoméstico avariado e acabámos por comprar um novo, por ser mais barato). Mas, ainda que os produtos continuem funcionais, o contínuo lançamento de novos produtos, com novo design, novas caraterísticas ou novas funcionalidades (a maioria das vezes de uma relativa relevância) cria igualmente em nós uma sensação de obsolescência do nosso produto – a obsolescência percebida – levando-nos, a pouco e pouco, à convicção da necessidade de o substituirmos.

 

E assim, de uma forma ou de outra, vemo-nos à mercê dos grandes interesses comerciais e tornamo-nos eternos consumidores… ainda que tentemos resistir…

 

Luís dos Anjos

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